5 Regras para você quebrar as regras

Existem algumas “regras” que ninguém sabe porque ou por quem foram impostas, mas como ninguém tem coragem de perguntar ou questionar, simplesmente se tornam hábitos, leis e padrões que regem uma série de questões.

Alguém pode me dizer quem foi que estabeleceu que um álbum tem que ter 14 faixas? Alguém pode me dizer porque todo DVD tem que ter uma participação especial? Alguém pode me dizer porque atualmente todo CD Pentecostal tem que ter uma música do “humilhado, perseguido que agora está na crista da onda”? É impressionante como cantor gospel tem inimigos, não é mesmo? Ah! Mas isso será tema de um outro texto numa oportunidade mais à frente.

A questão que quero discutir a partir de agora é sobre essas fórmulas pré-estabelecidas de sucesso que grande parte dos artistas seguem de forma cega e que muitas das vezes acarretam em desastres cinematográficos, além de perda de dinheiro tempo e muita frustração.

Uma das questões que vira e mexe acabo discutindo com os artistas tem a ver com a quantidade de faixas de um CD. Pra começo de conversa, não há número ideal de faixas. O que importa de verdade é se as faixas ali contidas têm ou não qualidade. Não importa se são 9, 12, 14 ou 20 canções! O que vale a pena mesmo, é se esta quantidade de faixas é composta por canções de qualidade, que sejam relevantes dentro de um repertório.

Mas se tivermos que estabelecer uma quantidade ideal, na minha sincera opinião, o melhor é que cada CD contenha entre 10 a 12 faixas. Ih! Olha eu aí inventando uma regra! Não! Não é regra, é só uma preferência mesmo! Mas mesmo neste número, mais uma vez repito, o correto é que as músicas mereçam estar nesse seleto grupo de canções.

Outra regra estranha que me deparo vez ou outra tem a ver com a presença de músicas deste ou daquele compositor. Acho muito interessante essa obrigação de incluir no repertório uma música de um determinado compositor como se naquele simples ato fosse carimbado, rotulado um selo de qualidade ISO 9007. Quando um artista começa a falar de seu CD dando ênfase na lista de compositores é porque nem ele mesmo crê na qualidade e potencial de seu próprio trabalho!

Mais uma vez! A música precisa ser relevante para entrar num repertório! Não há como incluir uma determinada canção apenas pelo “pistolão” de quem a assina. Esta dica vai especialmente para artistas iniciantes e independentes, pois há muito compositor de “sucesso” cobrando por músicas, o que por si só é errado! Mas além disso, estes compositores acabam entregando a estes artistas independentes apenas músicas que não foram aproveitadas pelos medalhões do mercado. Valorize-se!

Assim como há uma indústria de compositores com pedigree, há também uma classe de profissionais que se beneficia por alguns projetos de sucesso e qualidade e que acabam formando uma imagem positiva. Estou falando dos designers! Muita atenção para os designers que criam uma imagem TOP no mercado atendendo aos grandes nomes do cenário gospel, pois em muitas oportunidades, o grande profissional apenas assina o projeto deixando todo o processo de trabalho por conta de estagiários e iniciantes. Então, observe atentamente o resultado do trabalho deste profissional junto a outros artistas do seu mesmo nível e confira se o atendimento foi à altura das expectativas.

Lembre-se de que um designer badalado e incensado não garante o sucesso do seu projeto!

Por fim, tentando eliminar as regras irrevogáveis para que um projeto musical seja um sucesso, você não precisa ser produzido por aquele mesmo produtor que atende à pop star do meio gospel. Cada projeto é fruto de uma série de fatores que juntos e bem coordenados trouxeram um resultado satisfatório. A escolha do produtor é um dos fatores mais importantes para o sucesso de um CD, mas ele por si só não garante nada!

Da mesma forma, que o compositor ou o designer de sucesso não garantem os resultados positivos, não há regra que estabeleça que um produtor super premiado também garanta o sucesso de um artista e sua produção musical.

Neste texto estou tentando mostrar aos 44 leitores do Observatório Cristão que devemos eliminar as regras pétreas para o sucesso de um CD ou projeto artístico. Na verdade, o que quero dizer é que não há uma regra cartesiana para que se alcance o sucesso. A escolha de um bom profissional é o início de um bom projeto, mas em nenhum momento ele substituirá sua sensibilidade, seu talento ou principalmente sua vocação (vale a pena um texto publicado dias atrás sobre este assunto).

Principalmente, o quero frisar neste despretensioso texto é que a criação artística não é limitada por regras. Não estamos falando de algo matemático ou racional. Estamos falando de arte, de sensibilidade, de criatividade. Então, liberte-se de regras! Mas ligue-se nas tendências. Fuja dos pacotes fechados! Mas esteja atendendo às novidades. Corra das vãs repetições! Permita-se inovar. E mesmo na escolha dos parceiros de seu projeto, opte pelos grandes profissionais, mas não transfira a eles a responsabilidade pelo seu sucesso!

Mas o título não aponta 5 regras? Acho que falamos apenas de 4 regras … Hummm, então a 5a regra pode ser: “Nunca acredite piamente num título de texto do Observatório Cristão!” pronto! Assim temos as 5 regras … Siga em frente e viva sua vida com muita alegria! Até o próximo texto!

 

Mauricio Soares, blogueiro, publicitário, alguém que ainda hoje tenta surpreender e se fazer surpreender com coisas novas e de qualidade. Vale a pena sempre tentar se superar!

 

Mauricio Soares, publicitário, jornalista, observador, caixeiro-viajante que morre de saudades de casa, atuando no mercado gospel há alguns anos e confiante de que em algum dia as coisas ficarão mais fáceis para todos nós que militam nestesegmento.

One Comment

  • JESSICA RODRIGUES

    02/12/2011 at 14:54

    A CADA DIA SOU SURPREENDIDA PELAS EDIÇÕES,ESTÁ DISPERTANDO NO MEU CORAÇÃO UM SONHO QUE ESTAVA ADORMECIDO.
    DEUS ABENÇÕE VOCÊS.
    sÓ PRA SABER, EU ESTOU ENTRE OS 44? FALA QUE SIM POR FAVOR…RSRSRSRS

    Responder

Deixe uma resposta