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Abaixo os Weslleytons e as Julicréias de Arapiraca

sancha

Escolher o nome de um filho é uma responsabilidade e tanto! Me lembro que quando registrei meu primeiro filho no Cartório fiquei bastante pensativo sobre como aquela minha decisão iria repercutir na vida daquele bebê por toda sua trajetória. O nome de uma pessoa é algo que considero muito importante, mas por incrível que possa parecer existem casos clássicos de nomes bisonhos que acabaram fazendo parte do anedotário popular como Umdoistres de Oliveira Quatro, Céu Azul do Sol Poente, Cafiaspirina Cruz, Deusarina Venus de Milo, entre outras pérolas da criatividade e porque não dizer da maldade dos respectivos progenitores.

E agora, já tendo recebido centenas de CDs na Sony Music para avaliação, uma das coisas que vem me chamando a atenção, além é claro da enorme qualidade e também da falta da mesma, nos produtos, é a criatividade dos nomes artísticos utilizados. E aí me surgiu uma dúvida que espero um dia poder resolver. Por que uma cidadã de nome Rosicléia Miranda tem a chance de iniciar uma carreira artística e expurgar de vez esse nome cafonérrimo prefere perpetuar essa tragédia cartorária? Esta dita cuja não poderia optar por um nome artístico como Rosy Miranda ou algo do gênero? Pois não! Está lá bem estampado em letras garrafais na capa do CD “ROSICLÉIA MIRANDA”!

Assim como é importante que um projeto seja planejado, analisado criteriosamente, a escolha do nome a batizá-lo é de suma importância. O valor de uma marca é muitas das vezes superior ao valor do patrimônio físico, real. Ou   seja, um artista deve além de se preocupar com os aspectos técnicos de uma carreira, também dar atenção especial à escolha de seu nome artístico. Quantas e quantas pessoas gostariam de ter esta oportunidade e alterarem seus nomes? E não é que temos artistas em nosso meio que estão preferindo abrir mão desta prerrogativa?

Numa rápida pesquisa, remexendo meus arquivos de CDs e por indicação de um parceiro do twitter lá do Paraná, me deparei com tratados de criatividade nominal do tipo Wanderson Rios, Jhullyane Alves, Banda Achad, CUSM, Sancha, Sarando a Terra Ferida, Prostrados aos Teus Pés e a sua versão infantil Prostradinhos, Mosca Branca, Referência Jovem, Banda Jovem Rio, Georgete Rocha, Keniel Guimarães, Gladson Cardoso, Toinho de Aripibu, Kallyelson do Forró, só para citar alguns. Aí comentando sobre o assunto com outro amigo tuiteiro de Brasília, Mr. Pingo, ele ainda incrementou minha seleta lista com os artistas Chocolate Crente, Kebrantaê, Ministério de Louvor Deixe-me Tocar (sem comentários!), Ministério Famintos e Sedentos, Banda Ser, entre outros.

Como tenho acesso aos artistas e seus respectivos contratos, posso afirmar com propriedade de que tem muita gente no meio gospel com nomes de registro como Eliemary, Melquisedeque, Matusalém, Maria Severina, Iracema, que nos pouparam do convívio habitual com esses epitáfios! Então fica a dica: se você é um pretendente a artista evangélico e como tal não crê em reencarnação e assim ter chance de um novo nome então aproveite esta segunda chance e seja inteligente na escolha.

Se você acha que exagerei nos nomes, então acesse esse site e confirme alguns dos nomes brasileiros mais exóticos registrados em cartórios – http://www.reidacocadapreta.com.br/2008/03/04/mais-de-250-nomes-de-brasileiros-estranhos-esquisitos-e-engracados-registrados-em-cartorios-do-brasil/

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Mauricio Soares é publicitário e como atividade cotidiana precisa exercer o seu lado criativo, mas perto de tanta efervescência mental para a escolha de nomes como já citados no post, decreta com ar de derrota: sou um marqueteiro reacionário diante de tamanha criatividade!

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