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Assessoria de Imprensa no meio gospel

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Há pouco mais de um ano trabalho no meio gospel como assessora de imprensa. A pergunta que sempre ouço é: “o que faz um assessor de imprensa?” No Brasil a função do assessor de imprensa não é tão claro para o público, principalmente, porque fora daqui essa atividade é desenvolvida exclusivamente por Relações Públicas, os conhecidos, RPs. Pensando no constante questionamento, na maior parte das vezes, por pessoas ligadas ao meio musical, resolvi fazer meu post de estreia no Observatório Cristão falando um pouco sobre Assessoria de Imprensa.

Como jornalista, estudei no período acadêmico sobre os diversos lados da comunicação e seus processos comunicacionais. Tecnicamente falando, o jornalista aprende na faculdade quais as melhores formas para construir o texto e a imagem afim de “segurar” o seu leitor. Sem dúvida que a relevância da informação é o ponto chave para o sucesso da comunicação. Nesses últimos anos trabalhei em rádio, agência de comunicação, site de notícias e jornal, além de fazer alguns trabalhos freelancer como repórter para revistas. Estive dos três lados da notícia: do lado de quem recebe uma sugestão de pauta, do lado de quem produz a notícia (matéria) e também do lado de quem lê.

Convenhamos que o trabalho da mídia chamada por alguns de “secular” e o trabalho no meio “gospel” é extremamente diferente. Falo com convicção por ter migrado da primeira para a segunda. As ações exercidas por um repórter evangélico e outro não-evangélico são bem diferentes, quanto mais, em trabalhos de assessoria de imprensa. Ah! Não se assuste se você ver a identificação de assessor de “comunicação” ao invés de “assessor de imprensa”. Esta função é tão abrangente que no meio corporativo quase não se vê mais a nomenclatura “assessor de imprensa”. Isso porque as funções de um assessor não se limitam a produção de releases (sugestões de pauta) e relacionamento com a mídia, vai bem além.

Assessor de imprensa (comunicação) é o profissional (na maioria das vezes formado em Jornalismo ou Relações Públicas) que utiliza de suas habilidades comunicacionais para orientar, sugerir ações e administrar o relacionamento do assessorado com a mídia. Vai desde sugerir ao cliente qual tipo de camisa deve vestir ao dar uma entrevista em um canal de televisão – aproveitando, evite utilizar camisas com listras finas quando for aparecer na TV, geralmente, dá sensação de vertigem ao telespectador – até gravação de spots (chamadas) para rádios divulgando a música de trabalho em arquivo MP3. Outro ponto bacana é a organização de coletivas de imprensa, que é uma convocação da imprensa para o anúncio de algo extraordinário, como uma turnê, um grande show em alguma cidade, o lançamento de um livro e por aí vai.

Particularmente tenho utilizado das minhas habilidades jornalísticas para produzir não apenas sugestões de matérias, mas sim, enviar matérias prontas para a mídia. Se houver interesse da imprensa em aprofundar o tema, faço a mediação e agendamento da entrevista. Para cada perfil de cliente assessorado é preciso desenvolver ações diferenciadas, adequadas a necessidade dele. Como identificar qual o público do assessorado, qual tipo de mídia é mais eficiente para que ele possa atingir seu público. Por exemplo: Uma banda que atua em Goiás, em uma região onde 80% das pessoas não tem acesso à Internet, não seria eficaz fazer a divulgação de um release dele na região exclusivamente para a Internet. A divulgação será feita, porém, o assessor de imprensa deverá fazer um plano de divulgação que considere principalmente as rádios da região, canais de televisão, se houver, com agendamento de entrevista. Outro ponto interessante para quem está no interior são os jornais impressos, ponto social da cidade. Quem sabe sugerir uma entrevista exclusiva para ele?

O importante, caro leitor, é que você entenda que o assessor a partir das informações que o assessorado passa irá desenvolver um planejamento de ações e irá orientá-lo como executá-las. O assessor de imprensa trabalha para gerar mídia espontânea. O que é isso? É fazer com que o assessorado vire notícia sem ter que comprar espaço para isso. Lembrando que se uma informação sai na mídia e é paga deveria ser taxada como publicidade (Esta última frase mereceria um post exclusivo para discutir esse tema).

Nos últimos anos o mercado gospel tem caminhado para a busca da excelência e profissionalismo. Aquele pensamento antigo de que para Deus pode ser de “qualquer jeito”, tem caído por terra. Felizmente. Cada vez mais são necessários profissionais qualificados, treinados e antenados com as mudanças. As novas tecnologias como as mídias sociais (Blogs, Orkut, Facebook, Twitter, MySpace etc) são ótimos exemplos para isso. O que parecia “modinha” de adolescente provou com todos os méritos que chegaram para ficar – pelo menos, até que se crie algo melhor. É perceptível no meio musical que estão à frente àqueles que optaram por aderir a esta movimentação. Comunicação tem tudo haver com interação.

A questão não é mais “só” ser notícia. A questão é quem é notícia e interage com seu público. Daí a importância do assessor de imprensa que orienta, faz o diagnóstico das demandas e mantém seu assessorado alinhado com o mercado. Isso é pecado? Claro que não! Jesus, sem dúvidas foi um dos maiores comunicadores da história. Ele perguntou aos discípulos “E vocês quem dizem que eu sou?” Usou as palavras certas no momento certo e com as ferramentas que dispunha naquela época. A assessoria deve ser utilizada em sua abrangência para tornar um nome ou uma marca conhecida. A boa imagem será reproduzida e fortalecida a partir da transparência da instituição, banda, ministério ou pessoa assessorada.

O assessor de imprensa tem como um dos principais pontos de trabalho o relacionamento que mantém com a mídia (rádio, televisão, jornais, revistas e Internet).  Lembrando que assessoria de imprensa não é marketing – que é mais voltado ao público final, enquanto o assessor de imprensa lida diretamente com os veículos de comunicação. As sugestões de matérias são encaminhadas, mas cabe à empresa de mídia decidir publicar ou não a notícia. No caso da mídia gospel há escassez na mão de obra qualificada, convenhamos que isso dificulte bastante o processo. São poucos os veículos de comunicação nesse meio que possuem jornalistas, publicitários, relações públicas ou outros profissionais que atendam à essa demanda. Em vários casos as sugestões são publicadas na íntegra, quase não há matérias e entrevistas exclusivas – ou por falta de iniciativa, ou por falta de pessoal. A boa notícia é que o próprio público gospel está mais exigente no sentido de optar por uma boa música, um bom livro, ler uma boa matéria ou usar uma grife que veste bem com estilo e que respeita os valores que a pessoa carrega.

E quem se destaca nesse contexto todo? Com certeza, aqueles que sabem utilizar das boas ferramentas da comunicação.

Por Elisandra Amâncio.

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