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Quando os downloads ilegais de música pipocaram na internet e comerciantes ambulantes multiplicavam-se pelas esquinas vendendo cópias pirateadas de CDs, muita gente apostou que a vida das gravadoras estava por um fio. Poucos setores da economia amargaram a tormenta das transformações tecnológicas dos últimos anos quanto o fonográfico, que assistiu impotente as vendas de discos físicos despencarem. Enquanto em 2012 foram comercializados em CDs, DVDs e Blu-rays o equivalente a R$ 281,4 milhões, em 2013 houve uma redução de 15,5% e os negócios fecharam em R$ 237,7 milhões.

O mercado, porém, converteu-se. E em dois sentidos. A primeira mudança diz respeito à transição do analógico para o digital: enquanto a venda dos produtos com a tecnologia tradicional ainda causa dissabores, os bons negócios e perspectivas em arquivos musicais e streaming adoçam a vida dos empresários. Em 2012, o comércio com digitais rendeu R$ 111,4 milhões e, em 2013, cresceu 22%, atingindo um volume de R$ 136,3 milhões. As vendas já respondem por 36% do lucro total das gravadoras brasileiras e a tendência é que se transformem na principal fonte de receita já nos próximos dois anos. “O que as estatísticas do mercado brasileiro de música gravada mostraram em 2013, muito além do comportamento do mercado físico de CDs e DVDs, que de fato não foi bom, é a continuidade do crescimento dos negócios em música digital”, diz Paulo Rosa, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Discos (ABPD).

A outra conversão referiu-se à adesão de vez ao gênero gospel. Desde 2010, as três maiores gravadoras em operação no mercado fonográfico brasileiro decidiram apostar suas fichas num filão que cresce a cada ano. Executivos do setor estimam que os negócios com a música, entre os evangélicos, renda R$ 1,5 bilhão anualmente. No início da década de 1990, quando apenas 9% da população professava a fé evangélica, esses valores eram inimagináveis. Porém, a conta mudou quando os recenseadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) descarregaram seus dados com as informações do Censo 2000 e surpreenderam-se com os resultados que mostravam que aquele percentual chegara a 15%. Número que continuou crescendo segundo o último levantamento, de 2010.

A ascensão religiosa é traduzida em milhares de templos pelo país. Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), apenas em 2013 foram catalogados 4,4 mil novos templos, média de uma nova igreja a cada duas horas. A mudança no mapa religioso teve como um dos seus pilares a música. Foi há cerca de 20 anos que a música evangélica deu margem a uma verdadeira revolução com a criação de grandes festivais e a inclusão de gêneros variados como axé, samba, sertanejo e rock. Roqueiros cristãos como a Banda Resgate, Oficina G3, Fruto Sagrado, Katsbarnea e outros se apossaram dos riffs das guitarras e estrondos das baterias, transformando os eventos religiosos em verdadeiros shows musicais.

Mercado incipiente

“O gospel já corresponde a 20% do nosso faturamento”, relata Mauricio Soares, diretor da Sony Music e um dos mais requisitados executivos do mercado de música evangélica. A empresa conta com artistas exclusivos e gerencia outras seis gravadoras menores, cuidando do marketing digital e da distribuição. São cerca de 50 artistas, entre eles a cantora Damares, que está no pódio de seus campeões de venda.

Dona de uma voz potente e intérprete do ritmo pentecostal – um subgênero do gospel, parecido com o sertanejo, mas que tem como característica sua intensidade que vai aumentando na dramaticidade das letras e nas batidas rítmicas, até explodir num refrão vigoroso –, Damares fica atrás somente de estrelas do selo, como o padre Marcelo Rossi e Roberto Carlos. E à frente de Zezé Di Camargo e Luciano. “O Maior Troféu, álbum de Damares lançado em 2013, fez um estrondoso sucesso”, comemora o executivo.

O carioca Mauricio Soares é um exemplo de como o mercado tem se convertido aos cantos evangélicos. Presbiteriano, fez sua carreira capitaneando outras gravadoras como a Line Records, ligada à Igreja Universal do Reino de Deus, e a Graça Music, vinculada à Igreja Internacional da Graça de Deus. Em 2010, foi escolhido cirurgicamente pelos diretores da Sony para fazer o projeto gospel decolar no Brasil. “A empresa investiu um valor, de alguns milhões de reais, e esperava ter retorno disso em cinco anos. Dois anos depois, ele conta, “o investimento inicial se pagou. Nosso projeto de gestão está sendo levado para outros países, como a Colômbia, o México e a Venezuela”. Atento, Soares aposta no mercado digital. “Não se trata do futuro. No gospel da Sony, 38% do faturamento vem daí – vendas no iTunes, celulares e, principalmente, em serviços de streaming. Essa participação deve chegar a 45% no próximo ano”.

O iTunes Store, da Apple, domina a venda de músicas pela internet. Dos downloads pagos no mercado nacional, 95% foram feitos pela loja virtual. Porém, é no serviço de streaming que pode estar a grande redenção das gravadoras. “É a segunda onda do mercado digital. A primeira foi o download, que seguiu o conceito da venda física, de propriedade. Já por meio do streaming você tem acesso a 6 milhões de músicas e paga uma assinatura. Você não é mais o dono do produto, mas tem acesso a ele na hora que deseja”, esclarece Soares.

Na Som Livre, outra grande player a entrar no segmento evangélico nos últimos anos, o mercado digital ainda é incipiente. “Cerca de 10%, apenas”, contabiliza a diretora executiva Cláudia Fonte, responsável pela área gospel da gravadora. Ela conta com 16 artistas evangélicos, nomes de peso como André Valadão, Davi Sacer, Ludmila Ferber e David Quinlan. “Vendemos, anualmente, em média, 1 milhão de discos evangélicos, volume que corresponde a cerca de 30% do nosso resultado.”

O grupo musical Diante do Trono foi o grande nome da Som Livre e seu principal cartão de visitas gospel. Criado em 1997, a partir do conjunto musical da Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte, já vendeu mais de 10 milhões de discos e lidera no estilo adoração, outro subgênero musical do gospel que reúne as canções normalmente entoadas nas liturgias religiosas. Porém, a parceria com a gravadora não rendeu o resultado aguardado, causando uma conturbada separação, com queixas de ambos os lados. “O conjunto musical decidiu seguir o caminho independente. Acabou o contrato e ficou livre para fazer o que bem entender”, preferiu não polemizar Cláudia Fonte. Mesmo assim, o DVD Davi, gravado pelo grupo em 2013, figurou na vigésima colocação entre os lançamentos mais vendidos daquele ano.

Do próprio bolso

A última gravadora a entrar na disputa pelo público evangélico foi a Universal Music, gigante que lidera o mercado de música mundial, com participação em 25% nas vendas. Em 2013, lançou o selo Universal Music Christian Group e contratou duas jovens revelações, Eli Soares e Hadassah Perez, e dois nomes consagrados, o grupo Renascer Praise e Thalles Roberto. Ambos com vendagem superior a 1 milhão de cópias cada.

Se hoje os artistas são disputados pelas grandes gravadoras, até a década de 1980 nenhuma delas quis custear cantores evangélicos. Os pioneiros tiveram de bancar seus próprios investimentos. “A música evangélica era absolutamente amadora: ninguém ‘vivia’ de música, ela era uma parte de outro trabalho. Os cantores e grupos recebiam ajuda de custo para a viagem, ficavam hospedados nas casas de membros das igrejas e às vezes recebiam uma oferta em dinheiro”, explica a historiadora Érica de Campos Visentini da Luz, doutora pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP) e docente na Universidade do Oeste Paulista, em Presidente Prudente, no interior paulista.

Em sua pesquisa acadêmica, Érica debruçou-se sobre os nomes do gospel e gravadoras, entre 1930 e 1990. Pesquisou acervos improvisados de antigas empresas, depósitos de rádios evangélicas e listou 965 álbuns, 9.370 canções e 6.269 artistas. “Você não encontrava títulos evangélicos em lojas de disco. Eram os próprios artistas que comercializavam seus produtos”, conta ela, que sonha construir um centro de memória com todo o material levantado.

Em 1958, Luiz de Carvalho foi o primeiro artista evangélico a gravar um LP, o Boas Novas. “São mais de cinquenta anos de carreira e cerca de 80 discos. Poucos cantores no mundo tiveram tanta produção quanto ele. Não sei o número exato, mas creio que já tenha ultrapassado 10 milhões de discos vendidos”, diz Elias de Carvalho, filho do cantor e criador da gravadora e editora Bom Pastor, uma das pioneiras no segmento, fundada em 1975. Para aumentar as vendas, Elias viajava, partindo de São Paulo, para todo o país com sua Kombi abastecida de sucessos de Luiz de Carvalho e de outros cantores evangélicos da época. “Eu vendia bem. Era uma forma de agilizar as entregas e faturar mais.” Nem mesmo um grave acidente na estrada o desencorajou. “Se hoje os evangélicos vendem bem é porque a música tem qualidade, beleza e uma mensagem poderosa. Além disso, as igrejas têm um enorme poder catalisador.” Elias conta que esteve recentemente em Belo Horizonte onde, numa quarta-feira comum, 5 mil mulheres participavam de uma celebração.

O que parece ser uma ilha de bonança dentro do mercado fonográfico também esconde alguns problemas. Um deles é o amadorismo no item distribuição. Enquanto as grandes gravadoras conseguem negociar com redes do varejo, o mercado exclusivamente gospel sofre para emplacar seus produtos nas gôndolas ou divulgar em mídias que não sejam exclusivamente evangélicas. “Não temos uma rede sólida e a Lojas Americanas, maior varejista do país, com 780 pontos de vendas, não se abriu como poderia para o mercado gospel”, lastima-se Soares, o executivo da Sony.

Todos perdem

Para escoar os produtos físicos, as gravadoras que atuam no ramo, principalmente as menores entre as cerca de 150 estimadas, utilizam-se de uma rede quase invisível, formada por livrarias evangélicas – algo em torno de 1,2 mil pontos pelo país – e o comércio informal dentro dos próprios estabelecimentos religiosos. O presidente da distribuidora e gravadora Aliança, Ricardo Carreras, que repassa produtos físicos fonográficos de dezenas de empresas com menor capilaridade para livrarias como Saraiva e Cultura, concorda. “Nessas redes o espaço ainda é reduzido e a tendência é a compra de música pela internet”, observa. Para ele, as vendas de CDs, DVDs e Blu-rays vão se concentrar cada vez mais nas lojas virtuais. “As lojas de disco estão se tornando uma raridade.”

Outro desafio reside na clonagem do material. “Um gordo porcentual do que as livrarias evangélicas comercializam é clonado”, diz Nelson Tristão, diretor da Onimusic, de Belo Horizonte, distribuidora de dezenas de artistas independentes. “Todos saem perdendo: o cantor e o compositor, que não têm respeitados seus direitos; a gravadora, que tem investimentos para fazer na produção, e o consumidor, que compra um produto falsificado.” Para tentar frear a pirataria, a Onimusic desenvolveu uma forma de monitorar seus lançamentos, identificando-os com um número serial exclusivo que pode ser checado através do site da distribuidora.

Entre os artistas indicados por Tristão está o pastor e cantor Fernandinho, um fenômeno da música evangélica que desenvolveu seu talento nos púlpitos de sua comunidade de fé, a Segunda Igreja Batista de Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro. Cortejado pelas principais gravadoras do mercado e com vendas superiores a 5 milhões de CDs e DVDs, ele mantém-se independente. “Eu cuido de tudo. Na verdade, eu, minha esposa e outras duas pessoas em nosso escritório, a quem cabe gerenciar o repertório, o lançamento e a agenda. Não tenho compromissos com os padrões comerciais ou as gravadoras”, revela Fernandinho, cujo maior sucesso é uma canção com duração de 14 minutos.

Para o pastor, o mercado da música evangélica não é um negócio para aventureiros. “Os grandes sucessos da música gospel nascem dentro das igrejas. Eles surgem naturalmente, por meio da convivência comunitária, da liderança e dos dons. Isso o mercado secular não pode fazer.” Fernandinho sustenta que não é possível criar um artista e colocá-lo dentro da igreja, por mais talentoso que seja. “É algo mais profundo, é algo de fé”, teoriza. O cantor realiza, anualmente, em média, 150 apresentações, algumas delas em modernas casas de espetáculos no país e no exterior.

Seja como for, o fato é que o gospel é hoje um dos gêneros musicais mais consumidos no Brasil, e há quem diga que ele fique atrás apenas do sertanejo, que surgiu há mais tempo e usufrui de uma fenomenal estrutura no país. Mas a música evangélica ainda pode crescer muito, tanto que, vez por outra, artistas de renome que nunca trafegaram por essa estrada investem na gravação de melodias que procuram falar com Deus. Recentemente, a cantora Michelle Williams, em parceria com Beyoncé, Kelly Rowland e o grupo Destiny’s Child, gravou a música Say Yes, baseada na canção popular nigeriana When Jesus Says Yes (“Não estou preocupada com nada, pois eu sei que você está me guiando. Onde você me leva, Senhor, eu vou, não tenho medo, pois sei quem está no controle”). Como é comum em toda melodia gospel, a música interpretada pelos cantores americanos tem um refrão. Neste eles cantam: “Quando Jesus diz sim, ninguém pode dizer não”.

Fonte: SESC SP
Texto: Marcelo Costa
Foto: Zeca Ribeiro
http://www.sescsp.org.br/online/artigo/8001_UM+OLHO+NO+CEU+OUTRO+NO+MERCADO#/tagcloud=lista

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No dia 13 de julho, o Fantástico, da Rede Globo, exibiu uma entrevista com a advogada Ieda Cristina Martins, esposa do publicitário Eduardo Martins acusado de matar o zelador de um prédio em São Paulo. E agora a polícia carioca investiga a participação do casal na morte do ex-marido de Ieda, o empresário José Jair Farias, em 2005 no Rio. Logo no início da matéria a entrevistada aparece com uma Bíblia na mão e o repórter a apresenta como evangélica.
No dia da morte do zelador imagens das câmeras de segurança do prédio onde moram, o casal coloca uma mala e um saco (segundo a polícia onde estava o corpo do zelador) no carro afirmando que se tratava de uma doação para a igreja católica Santa Rita, em São Paulo. Contudo, poucos sites de notícias citaram o nome da igreja. Se em nenhum momento foram identificados como católicos por levarem doações à igreja, porque no Fantástico Ieda foi apresentada como evangélica? Por estar com uma Bíblia na mão? Ou se identificou como religiosa? Seria muito fácil acusar a mídia por todas as mazelas do mundo e os jornalistas como carniceiros que só pensam na audiência. Contudo, não fiquei sabendo de nenhuma instituição evangélica que tenha enviado a Imprensa carta de repúdio ou questionamento cada vez que uma pessoa se passa por evangélica e quando na verdade não é.
A imprensa precisa ser informada oficialmente que para ser evangélico é preciso ser batizado e fazer parte do rol de membros de uma igreja. Hoje qualquer pessoa que assiste culto na televisão se diz crente. Não estou discriminando, sei que a fé vem por ouvir e ouvir a Palavra de Deus. Antes que os críticos digam que estou sendo dura quero esclarecer que sou autora do livro “Na Humildade, uma investigação jornalística sobre as consequências do crime e das drogas”, um livro reportagem com depoimento de presos de três unidades do Complexo de Gericinó, em Bangu (RJ). Sei que muitas vidas são transformadas dentro do cárcere por meio da fé em Jesus. Porém, lá dentro não é a palavra de que define um evangélico e sim suas as atitudes.
Então como presidente do Conselho de Jornalistas da Associação Brasileira de Mídias Evangélicas (ABME) quero pedir ajuda aos colegas de profissão e donos de mídias para juntos nos manifestarmos contra informações imprecisas.
Nós da ABME acreditamos que nossa principal missão é focar no relacionamento entre os evangélicos com mídia secular. Sem ser pretenciosa buscamos estreitar um relacionamento e sermos canal de informação para veículos de imprensa sobre a sociedade gospel. E acima de tudo, sermos referência neste segmento. É nosso dever nos apresentar a mídia secular, mostrar nosso formato e fazer circular informação correta.
Por isso convidamos aos profissionais da mídia evangélica e empresários do ramo a conhecer mais sobre a ABME. Venha trazer novas ideias, somar com o pequeno grupo que começou essa associação e juntos seremos fortes.

Diane Duque
Jornalista e presidente do Conselho de jornalistas da ABME
www.abme.com.br

Baixar legalmente as músicas da banda que você mais gosta, no conforto de seu lar, ouvir versões únicas de suas canções preferidas, ter acesso a conteúdo exclusivo sobre seu ídolo, tudo isso não tem preço. Mas, para quase todas estas coisas, existe um e-card. O cartãozinho, que tem o mesmo formato dos de cartão de crédito, é a mais nova aposta de selos (inclusive os menores), gravadoras e empresas de promoção para burlar a pirataria e estreitar relação de marcas e artistas (dos mais populares aos mais sofisticados) com os fãs.
Funciona assim: cada e-card traz a indicação de um site e um código que, ao ser digitado na página, dá direito a baixar o conteúdo. A quantidade de músicas para download varia de caso a caso. E, na maioria das vezes, é oferecido gratuitamente. A Sony Music, por exemplo, distribuiu 10 mil e-cards no lançamento do DVD da dupla sertaneja, João Bosco e Vinícius, no Vila Country, em São Paulo, no mês passado.
Bem mais do que um caminho para baixar música legalmente e incentivar o consumo, os e-cards são mesmo uma poderosa arma de promoção. Praticamente todas as gravadoras já experimentaram, desde a independente Deck-disc, com o Strike, até as grandes, como a Som Livre, que testou a novidade no lançamento da até então desconhecida Maria Gadú. O e-card dava direito ao download de “Shimbalaiê”, hoje um sucesso.
Bandas independentes também estão adotando o formato. O Songoro Consogo lançou as 12 faixas do disco “Psicotropical musik vol. 2” simultaneamente em CD e e-card.
– É uma solução barata para bandas independentes, principalmente na questão de distribuição – avalia o baterista Bernardo Palmeira – de todos os que foram entregues 70% fizeram downloads.
Os cartões também podem se tornar um objeto de desejo. Durante a passagem de Beyoncé pelo Brasil, 50 mil e-cards foram distribuídos junto com os ingressos para o show do Estádio do Morumbi, na capital paulista. Um deles foi para no MercadoLivre, e disputado como objeto de colecionador.
– Os consumidores recebem um brinde atrativo, que vira um grande recordação de seus ídolos ou de um momento especial – defende Alexandre Schiavo, presidente da Sony Music Brasil – com o e-card, o fã pode fazer o download de músicas de sucesso, inéditas ou versões nunca lançadas, além de videoclipes, entrevistas exclusivas e até games. As possibilidades são enormes. É um passaporte para o ambiente virtual.
Passaporte, aliás a definição perfeita para os e-cards. Diferentemente dos CDs promocionais – como aqueles que você ganhava no posto de gasolina, com um única seleção de músicas –, com os cartões eletrônicos, a escolha é do freguês. E enquanto o fã pode viajar na seleção das faixas, quem está do outro lado analisa o comportamento e o gosto de seu cliente.
Gabriel Marques, vocalista da nada Moptop e criador do site 1download (WWW.1download.com.br), não tem dúvidas de que o formato vale a pena:
– Gasta-se em média, R$ 700 para produzir mil cartões, enquanto seria preciso de R$ 3 mil ou R$ 4 mil para a mesma quantidade de CD.
Para Felippe Llerena, idealizador da Coolnex, braço da distribuidora de música digital iMúsica, primeira empresa a desenvolver este tipo de mídia por aqui, os e-cards são “uma moeda de troca, além de um item colecionável que confere valor ao produto.”
E não servem apenas para divulgar discos. Na noite de lançamento do livro “Música, ídolos e poder: do vinil ao download” (Nova Fronteira) do produtor André Midani, em 2008, quem comprava a edição recebia um e-card para baixar um determinado valor em músicas de uma loja virtual.
Por Marcella Sobral – Revista O Globo
E o mercado gospel não ficará anos contemplando passivamente esta revolução acontecendo sem se mexer. Já nos shows programados para a Cidade de São Paulo da mini-turnê do cantor Michael W. Smith será lançado o Gospel Music Ticket que dará acesso a download de 3 faixas gratuitas entre 10 músicas disponíveis. Os ingressos para o show, que já se encontram à venda, darão direito a um e-card personalizado do artista. Para retirar seu Gospel Music Ticket, basta dirigir-se à loja Made in Brazil munido com seu ingresso e documentação.  Outras iniciativas já estão sendo analisadas para que no segundo semestre mais projetos de e-card sejam lançados pela Sony Music visando atender à demanda do mercado gospel nacional.

Baixar legalmente as músicas da banda que você mais gosta, no conforto de seu lar, ouvir versões únicas de suas canções preferidas, ter acesso a conteúdo exclusivo sobre seu ídolo, tudo isso não tem preço. Mas, para quase todas estas coisas, existe um e-card. O cartãozinho, que tem o mesmo formato dos de cartão de crédito, é a mais nova aposta de selos (inclusive os menores), gravadoras e empresas de promoção para burlar a pirataria e estreitar relação de marcas e artistas (dos mais populares aos mais sofisticados) com os fãs.

Funciona assim: cada e-card traz a indicação de um site e um código que, ao ser digitado na página, dá direito a baixar o conteúdo. A quantidade de músicas para download varia de caso a caso. E, na maioria das vezes, é oferecido gratuitamente. A Sony Music, por exemplo, distribuiu 10 mil e-cards no lançamento do DVD da dupla sertaneja, João Bosco e Vinícius, no Vila Country, em São Paulo, no mês passado.

Falta de planejamento e de conhecimento da própria imagem na internet levam marcas a estratégias erradas
Nem sempre as campanhas publicitárias feitas para as redes sociais conseguem atingir o seu objetivo. Pelo contrário. Como o público em sites como Orkut, Facebook e Twitter é muito diversificado e já responde por cerca de 77% dos usuários da internet no Brasil, as ações de marketing acabam sendo um tiro no escuro. E muitas das vezes o resultado é desastroso, apontam especialistas do setor.
As iniciativas visam a atingir, segundo a consultoria ComScore, 34,2 milhões dos usuários presentes nas redes sociais. O número, de fevereiro deste ano, já é 16% maior em relação ao mesmo mês de 2009. Na liderança, está o Orkut, da Google com 24,6 milhões. Em seguida, aparecem o Windows Live com 11 milhões, o Twitter com 6 milhões e o Facebook com 5 milhões de usuários.
Na opinião de Tiago Turini, diretor do Direct Performance, empresa de mídia digital, não se pode mais ignorar esse novo segmento de mídia , apesar das dificuldades de se conseguir medir a demanda. Cody Simms, diretor sênior de Plataforma Aberta da Yahoo!, destaca a importância das empresas implantarem estratégias de mídia social específicas a fim de manter o seu nome na rede.
– As redes sociais são uma ferramenta poderosa de envolvimento para todas as empresas – afirmou Simms, em viagem recente ao Brasil.
Aliado à falta de planejamento, muitas empresas criam ações sem antes avaliar qual é sua imagem na rede. Com isso, dizem os especialistas, o que deveria ser um espaço de marketing, acaba virando central de atendimento ao cliente.  Outro exemplo são as promoções pouco transparentes. Regina Camargo, gerente de marketing da OMO, ressalta que as redes são interativas e a marca tem de estar preparada para tudo:
– Aprendemos com a experiência. A mídia digital é uma conversa constante. O consumidor não é só um observador.
É por isso que muitas têm apostado no planejamento. Além da OMO, a Skol conta com uma equipe de 15 pessoas que avaliam sua imagem na rede antes de fazer ações específicas, para cada site.
– Em 2009, adotamos uma estratégia interativa. Procuramos entender o funcionamento de cada rede social – diz Sérgio Eleutério, gerente da Plataforma Jovem da Skol.
Por Bruno Rosa, Jornal O Globo
Como sempre procuramos analisar as notícias do ponto de vista do mercado cristão, afinal esta é a razão de ser do Observatório Cristão, o que podemos constatar nesta matéria publicada recentemente no Jornal O Globo é que este ambiente de interatividade proporcionado pela web e redes sociais ainda não foi compreendido na sua totalidade pelo mercado. Poucas empresas já estão entendendo melhor as múltiplas possibilidades deste novo ambiente, mas grande parte ainda erra absurdamente nas ações e estratégias na web. O que percebemos é que as empresas que hoje conseguem desenvolver um trabalho de maior qualidade baseiam-se apenas na experiência de erros e acertos do próprio dia-a-dia.
Na Sony Music Brasil, o departamento digital da companhia conta hoje com 14 profissionais dedicados às inúmeras ações de marketing, novos negócios e estratégia. No departamento de marketing estratégico são mais 3 profissionais específicos para as redes sociais. Já no novo departamento gospel da gravadora, são 5 profissionais atuando diretamente nas redes sociais e web municiando a todos com as últimas notícias da gravadora nos projetos nacional e internacional.
Planejamento e observação são conceitos importantes neste momento em se tratando de web e suas ferramentas. Certamente quem sair na frente irá deter a expertise deste negócio e terá retorno mais rápido do que aqueles que ainda estão retrucando a realidade virtual como o futuro do mercado mundial.

Falta de planejamento e de conhecimento da própria imagem na internet levam marcas a estratégias erradas

Nem sempre as campanhas publicitárias feitas para as redes sociais conseguem atingir o seu objetivo. Pelo contrário. Como o público em sites como Orkut, Facebook e Twitter é muito diversificado e já responde por cerca de 77% dos usuários da internet no Brasil, as ações de marketing acabam sendo um tiro no escuro. E muitas das vezes o resultado é desastroso, apontam especialistas do setor.

As iniciativas visam a atingir, segundo a consultoria ComScore, 34,2 milhões dos usuários presentes nas redes sociais. O número, de fevereiro deste ano, já é 16% maior em relação ao mesmo mês de 2009. Na liderança, está o Orkut, da Google com 24,6 milhões. Em seguida, aparecem o Windows Live com 11 milhões, o Twitter com 6 milhões e o Facebook com 5 milhões de usuários.

Na opinião de Tiago Turini, diretor do Direct Performance, empresa de mídia digital, não se pode mais ignorar esse novo segmento de mídia , apesar das dificuldades de se conseguir medir a demanda. Cody Simms, diretor sênior de Plataforma Aberta da Yahoo!, destaca a importância das empresas implantarem estratégias de mídia social específicas a fim de manter o seu nome na rede.

– As redes sociais são uma ferramenta poderosa de envolvimento para todas as empresas – afirmou Simms, em viagem recente ao Brasil.

Aliado à falta de planejamento, muitas empresas criam ações sem antes avaliar qual é sua imagem na rede. Com isso, dizem os especialistas, o que deveria ser um espaço de marketing, acaba virando central de atendimento ao cliente.  Outro exemplo são as promoções pouco transparentes. Regina Camargo, gerente de marketing da OMO, ressalta que as redes são interativas e a marca tem de estar preparada para tudo:

– Aprendemos com a experiência. A mídia digital é uma conversa constante. O consumidor não é só um observador.

É por isso que muitas têm apostado no planejamento. Além da OMO, a Skol conta com uma equipe de 15 pessoas que avaliam sua imagem na rede antes de fazer ações específicas, para cada site.

– Em 2009, adotamos uma estratégia interativa. Procuramos entender o funcionamento de cada rede social – diz Sérgio Eleutério, gerente da Plataforma Jovem da Skol.

Por Bruno Rosa, Jornal O Globo

Como sempre procuramos analisar as notícias do ponto de vista do mercado cristão, afinal esta é a razão de ser do Observatório Cristão, o que podemos constatar nesta matéria publicada recentemente no Jornal O Globo é que este ambiente de interatividade proporcionado pela web e redes sociais ainda não foi compreendido na sua totalidade pelo mercado. Poucas empresas já estão entendendo melhor as múltiplas possibilidades deste novo ambiente, mas grande parte ainda erra absurdamente nas ações e estratégias na web. O que percebemos é que as empresas que hoje conseguem desenvolver um trabalho de maior qualidade baseiam-se apenas na experiência de erros e acertos do próprio dia-a-dia.

Na Sony Music Brasil, o departamento digital da companhia conta hoje com 14 profissionais dedicados às inúmeras ações de marketing, novos negócios e estratégia. No departamento de marketing estratégico são mais 3 profissionais específicos para as redes sociais. Já no novo departamento gospel da gravadora, são 5 profissionais atuando diretamente nas redes sociais e web municiando a todos com as últimas notícias da gravadora nos projetos nacional e internacional.

Planejamento e observação são conceitos importantes neste momento em se tratando de web e suas ferramentas. Certamente quem sair na frente irá deter a expertise deste negócio e terá retorno mais rápido do que aqueles que ainda estão retrucando a realidade virtual como o futuro do mercado mundial.

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Os artistas que forem candidatos nas eleições de outubro poderão continuar se apresentando durante a campanha eleitoral. Este é o entendimento do TSE em resposta à consulta feita pelo PP. Mas o tribunal alertou que o artista não pode pedir votos ou dizer que é candidato durante as apresentações. O presidente do PP, senador Francisco Dornelles, fez a consulta por causa do puxador de votos da chapa de deputados federais do partido no Rio de Janeiro, o cantor Elymar Santos.

No meio gospel, quem se beneficiou desta liberação foram os cantores Marcelo Nascimento (RJ), Marcelo Aguiar (SP), Mara Lima (PR), Shirley Carvalhaes (PE) e Magno Malta (ES). Mesmo proibido pela lei eleitoral os showmícios continuam a pleno vapor pelas cidades de todo o país para a alegria de grande parte dos mega artistas gospel que nesta época costumam triplicar seus valores de cachês.

Fonte: Jornal O Globo, adaptado pelo Observatório Cristão

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Folheando uma revista nestes dias deparei-me com este texto e gostei tanto da simplicidade e ao mesmo tempo pertinência do assunto tão bem abordado que resolvi transcrevê-lo para nosso o nosso blog e tecer mais alguns comentários sobre a importância da propaganda de qualidade no posicionamento de uma marca. Deliciem-se com o texto a seguir:
“O que explica o sucesso de vendas de um produto? Seria o preço? A eficiência? A praticidade? Sim, seria tudo isso. Agora, o que explica o sucesso de um produto cujo preço, eficiência e praticidade são muito parecidos com a concorrência? Bom, neste caso, talvez a propaganda seja uma boa resposta. A propaganda ajuda uma marca a ser mais admirada, mais desejada e, conseqüentemente, mais consumida que seus concorrentes. Se você procurar saber quais são as marcas mais lembradas pelos consumidores brasileiros – segundo o ranking top of mind – vai reparar que são as mesmas que investem consistentemente em propaganda. O mesmo acontece com as marcas mais valiosas do mundo: a número 1 desta lista é a Coca-Cola, não por coincidência, um dos maiores anunciantes do planeta. A propaganda aumenta as vendas, mas só a boa propaganda constrói marcas fortes. Convenhamos, ninguém consegui conquistar o coração do seu público dizendo “Corra, o gerente ficou louco!!!” ou argumentando que “Nós fazemos o aniversário, mas quem ganha o presente é você!” Por outro lado, uma grande idéia como “o primeiro Valisére a gente nunca esquece” continua sendo citada, mesmo tanto tempo depois de ter sido veiculada. A propaganda criativa é discutida na roda de amigos, vira bordão, entra para a cultura popular. No mundo todo, comerciais (os bons, é claro!) estão entre os vídeos mais assistidos no YouTube. E há casos de peças publicitárias expostas em renomados museus de arte moderna. Isto prova uma coisa: a grande maioria das pessoas gosta de propaganda. E, quando alguém não gosta, faz o óbvio: muda de canal na hora do intervalo, troca a estação de rádio, deixa de ler um anúncio publicado no jornal. Resumindo: quando o consumidor se interessa por uma peça publicitária, faz questão de ouvir o que ela tem a dizer. Quando não gosta, ele a ignora solenemente. É impressão nossa ou isso é o direito de escolha levado a sério? Propaganda faz a diferença.”                                                                    Abap/Aba
O que fica bem claro neste texto é a importância da busca da excelência em tudo que fazemos, em especial na qualidade criativa da propaganda. Como o texto afirma, existem ao longo de nossa história publicitária, cases de sucesso que extrapolaram o conceito básico de divulgação e se tornaram identidade cultural. Como podemos nos esquecer de slogans como “Compre baton!”, “Vem pra Caixa você também!”, “Vende mais porque tá sempre fresquinho. Tá sempre fresquinho porque vende mais!” e por aí vai …
Adaptando o texto ao nosso dia-a-dia do mundinho gospel, vou focar este conceito de criatividade e qualidade à necessidade de mudanças nas campanhas publicitárias de nossos livros, CDs, DVDs, produtos segmentados e afins. Até quando vamos assistir a anúncios padrão sem qualquer novidade estética? Não me recordo de grandes campanhas marcantes ao longo de tantos anos neste mercado. Em clima de mea culpa escrevo estas linhas cobrando-me por também não ter feito algo tão diferencial nestes anos. Talvez eu tenha tentado fazer algumas coisas diferentes, mas o status quo reinante das corporações denominacionais não tenham me proporcionado uma liberdade criativa tão empolgante.
Sem procurar justificativas, minha intenção é estimular os estudantes evangélicos de marketing, publicidade, designer e afins, a trazerem seus ímpetos de mocidade para o tão inercial mercado gospel. Precisamos deste novo oxigênio de jornalistas que pensam, de publicitários que criam, de designers que transgridem as regras estéticas caretas.
Este conceito de qualidade e busca incessante pela excelência devem ser estímulo para todos aqueles que de alguma forma militam em nosso meio, sejam os músicos, executivos, lojistas, marqueteiros, líderes religiosos, produtores, compositores etc.
Vamos fazer a diferença em nosso meio hoje? Mãos à obra!
Por Mauricio Soares – Blog Observatório Cristão

Folheando uma revista nestes dias deparei-me com este texto e gostei tanto da simplicidade e ao mesmo tempo pertinência do assunto tão bem abordado que resolvi transcrevê-lo para nosso o nosso blog e tecer mais alguns comentários sobre a importância da propaganda de qualidade no posicionamento de uma marca. Deliciem-se com o texto a seguir:

“O que explica o sucesso de vendas de um produto? Seria o preço? A eficiência? A praticidade? Sim, seria tudo isso. Agora, o que explica o sucesso de um produto cujo preço, eficiência e praticidade são muito parecidos com a concorrência? Bom, neste caso, talvez a propaganda seja uma boa resposta. A propaganda ajuda uma marca a ser mais admirada, mais desejada e, conseqüentemente, mais consumida que seus concorrentes. Se você procurar saber quais são as marcas mais lembradas pelos consumidores brasileiros – segundo o ranking top of mind – vai reparar que são as mesmas que investem consistentemente em propaganda. O mesmo acontece com as marcas mais valiosas do mundo: a número 1 desta lista é a Coca-Cola, não por coincidência, um dos maiores anunciantes do planeta.

Até meados dos anos 80, as gravadoras não somente cuidavam da produção, divulgação e distribuição dos LPs (sim Long Plays, isso de fato existiu!) de seus artistas, como também administravam suas carreiras para a área de shows. Uma gravadora de grande porte reunia em seus escritórios algo como 300, 400 profissionais que atuavam em diferentes áreas do processo de produção musical, controle e administração, estoque, expedição, publicidade, promoção e vendas, direitos autorais, entre outras atividades.
Com o boom do mercado fonográfico nacional em fins dos anos 80, as gravadoras optaram sistematicamente por abrir mão de agenciar artisticamente os seus contratados. Dizia-se à época que vender shows, administrar agendas, contratantes, logística e todas as variáveis que faziam parte deste universo seriam muito trabalhosos e pouco rentáveis. Assim surgiram os escritórios de empresários para cuidarem dos shows dos artistas pelo país e exterior.
Com a mudança da mídia de LP para CD e a impressionante implosão do mercado fonográfico pela pirataria, uma abrupta série de mudanças no mercado ocorreram trazendo um verdadeiro clima de caos ao mercado fonográfico mundial. As gravadoras viram seus faturamentos encolherem e onde antes existiam centenas de funcionários, restaram dezenas de profissionais esforçando-se por salvar aquele que outrora fora um mercado pujante.
Com a chegada da web e o mercado digital, muitos “arautos do apocalipse” anteciparam-se a decretar o sepultamento do mercado fonográfico. Realmente, por volta dos anos 2000, ninguém sabia bem ao certo como se dariam as mudanças de hábito do consumidor e o relacionamento do mercado com a música.
Passado o momento de absoluto pânico, o que vemos hoje é um mercado promissor com o advento do ambiente digital onde as possibilidades de negócios se multiplicaram de forma exponencial. Se antigamente as gravadoras no país atuavam junto a um mercado distribuidor com 3.000 pontos de venda entre lojas especializadas, magazines, supermercados e distribuidores, atualmente este mercado no Brasil ampliou-se com mais de 200 milhões de aparelhos celulares, inúmeros projetos especiais, sites, downloads, ações promocionais.
Acompanhando as mudanças no trato com o mercado consumidor, as gravadoras buscam uma nova configuração no relacionamento com os artistas. Se até bem pouco tempo atrás as gravadoras focavam suas ações tão somente na venda de CDs, hoje a visão é ampliar a atuação no mercado através do modelo 360º.
O modelo 360º tem como base otimizar todo tipo de negócio relacionado à figura do artista e da música. Atualmente algumas gravadoras já administram a carreira dos seus contratados de forma plena, ou seja, a área de agenciamento de shows, passando por ações de merchandising e publicidade. O objetivo neste novo modelo é proporcionar ao artista diversos tipos de negócios que venham a impulsionar ainda mais sua carreira artística. A gravadora não mais se preocupa em fazer apenas um belo projeto musical, mas passa a administrar de forma completa a carreira artística musical como também a área digital, direitos autorais e de imagem, contratos publicitários, workshops, entre outros.
No mercado gospel nacional este modelo de negócio ainda não existe. Nenhuma gravadora gospel neste momento oferece tal pacote de assessoria plena, muito em função de uma falta de entendimento sobre esta nova modalidade de gestão e também porque certamente haverá uma revolta daqueles artistas que hoje administram suas carreiras. É claro que esta discussão irá gerar debates acalorados daí em diante, mas é importante que todas as partes envolvidas comecem a pensar nesta nova situação porque ela é uma tendência clara e definitiva.

Até meados dos anos 80, as gravadoras não somente cuidavam da produção, divulgação e distribuição dos LPs (sim Long Plays, isso de fato existiu!) de seus artistas, como também administravam suas carreiras para a área de shows. Uma gravadora de grande porte reunia em seus escritórios algo como 300, 400 profissionais que atuavam em diferentes áreas do processo de produção musical, controle e administração, estoque, expedição, publicidade, promoção e vendas, direitos autorais, entre outras atividades.

Com o boom do mercado fonográfico nacional em fins dos anos 80, as gravadoras optaram sistematicamente por abrir mão de agenciar artisticamente os seus contratados. Dizia-se à época que vender shows, administrar agendas, contratantes, logística e todas as variáveis que faziam parte deste universo seriam muito trabalhosos e pouco rentáveis. Assim surgiram os escritórios de empresários para cuidarem dos shows dos artistas pelo país e exterior.

Recentemente postei aqui no blog Observatório Cristão um texto contendo dicas para os artistas independentes que almejam conquistar uma carreira sólida no meio musical. O resumo deste texto aponta para a necessidade do postulante a “pop star” investir na agenda de eventos, ou seja, quanto mais o artista puder apresentar o seu talento, melhor será. Além disso, destaquei a necessidade de investir em rádio como principal veículo de mídia e mais alguns detalhes.
A repercussão deste post foi tão grande que atendendo a pedidos, vou prosseguir neste mesmo tema procurando ajudar aqueles que desejam investir numa carreira artística de forma mais profissional.
Infelizmente quando se fala de mercado digital no Brasil, logo vem à idéia o conceito de downloads ilegais. É impressionante como as pessoas reduzem a força do mercado digital a um simples processo de baixar músicas. O mercado digital é muito mais do que um simples processo de acessar músicas, seja de forma legal ou não.
Nestes últimos dias, a ABPD, entidade que reúne as principais gravadoras do país, divulgou que pela primeira vez em 4 anos, o faturamento do mercado digital através de sites legalizados superou a venda de música através dos sistemas de telefonia móvel. O internauta brasileiro já começou a perceber que o consumo oficial de música pela web deve se tornar hábito pelos próximos anos e que esta relação com a música tende a se fortalecer de agora em diante.
Estas mudanças de hábito, do consumo de CD físico para a música digital, do download legal em detrimento ao ilegal, da plataforma de venda através de sites superando a telefonia móvel, indicam um caminho irreversível e com o advento da expansão da banda larga em nosso país, tendem a crescer vertiginosamente pelos próximos 2 a 3 anos.
Entendendo que o mercado digital é uma realidade. Cabe aos artistas procurar entender este ambiente e desde já adaptarem-se a esta nova demanda. Seguindo a idéia de dar dicas aos artistas, a primeira indicação que vale a pena destacar tem a ver com a utilização das ferramentas web para a divulgação de seu projeto, carreira, ministério, produto, etc.
Diariamente navego pela web procurando ver o que os artistas evangélicos estão apresentando em termos de sites, blogs, Myspace e as inúmeras ferramentas de redes sociais. O que eu encontro nestes sites oficiais é aterrador! Tem artista que ainda mantém no link “Agenda”, compromissos datados de 2008, ou seja, atenção zero ao site! Outros parecem que foram arrebatados deste planeta, pois as últimas notícias do site Oficial (eu disse Site OFICIAL!!!) têm 6, 8, 12 meses de acontecidas. Além de uma absurda miopia, atitudes como estas demonstram a maior falta de respeito aos que acompanham a carreira do artista.
Então, se é para estar na web, que seja com atualização permanente! O custo de implantação e manutenção de um site não são motivos para que o artista não queira investir seus recursos. Hoje a internet faz parte do dia a dia da maior parte da população mundial e se você não quer ser “assistido” ou “seguido” como artista, deve então mudar de profissão.
1ª Regra: Mantenha seu site e todas as comunicações da web sempre muito bem atualizados! Respeite quem tem interesse em acessar seu site para ver suas notícias recentes.
Outra questão que merece atenção tem a ver com a qualidade do que você quer mostrar em seu site. Nesta hora o menos é mais! Nada de páginas carregadas de cores, flashs, pop ups, movimentos em demasia, nada de pirotecnia tecnológica. Apenas priorize suas canções, suas fotos (nada daquela foto limpando a casa demonstrando grande despreendimento!), seus contatos, agenda, um ou outro texto. O site deve informar já na primeira visualização e deve ser o mais clean possível.
Neste caso, nada de pedir ajuda ao seu fã número 1 ou ao seu primo nerd que acabou de sair da escola técnica. Este projeto deve ser entregue a um profissional do mercado, alguém que tenha um portifólio de projetos já realizados e consagrados. E no nosso meio gospel, há uma boa oferta de webdesigners disponíveis.
Uma tendência interessante é manter o visual de seu site e de todo o projeto web alinhado à arte do último trabalho lançado pelo artista. Isto reforça a divulgação de seu trabalho e explora ainda mais o projeto do designer que criou o encarte do CD físico.
2ª Regra: Entregue seu site e todo projeto web para quem entende. Bom gosto e qualidade são indispensáveis!
Hoje temos vários artistas que se tornaram febre pelo sucesso que conquistaram na web, através de vídeos postados no canal YouTube. Então se você pretende expor seu talento e trabalho para os internautas, o mínimo que você precisa fazer é postar algo verdadeiramente de qualidade. Não dá para postar aquela performance em voz e violão com bermuda jeans e camiseta regata logo depois do almoço de domingo! Se é para aparecer na web, que seja com um mínimo de produção, certo? A não ser que sua pretensão seja aparecer na TV naqueles quadros de pegadinha e similares.
Se a grana não permite um vídeo clipe melhor produzido, que ao menos você procure apurar o áudio do material e, claro não se esqueça de um mínimo de figurino e produção do ambiente. Eventos ao vivo também valem como prova de desenvoltura do artista no palco, mas geralmente o áudio destes vídeos tem qualidade inferior e neste caso bom senso é sempre importante.
3ª Regra: Invista na sua imagem na web! Se for postar algo na web, que seja para te beneficiar, nunca para agradar sua tia, avó ou mesmo as irmãs do círculo de oração.
Já estava me despedindo, finalizando este texto quando me lembrei de uma última dica. E esta infelizmente tem sido neglicenciada por muitos artistas em nosso meio: a qualidade da escrita. Isso mesmo! O que tem de artista “assassinando” a nossa língua pátria não está no gibi! (expressão mais vintage essa não?)
Uma revisão ortográfica é fundamental! Você não pode se expor ao ridículo de errar na web, onde milhares de pessoas podem comprovar que o Português não é o seu ponto mais forte. E o local em que mais os artistas escorregam é justamente no Twitter onde no afã de manter seus followers inteirados de tudo que acontece, o levita posta “bença”, “mais” no lugar de “mas”, “umilde”, “circustança” (exemplos verídicos lidos hoje no twitter), entre outros.
4ª Regra: antes de sentir-se impelido a apertar a tecla ENTER, dê uma boa lida em tudo que você escrever. Na dúvida consulte a sua irmã que estudou Letras ou aquela prima que dá aula de português no reforço escolar.
Por hoje é isso! Espero que este post ajude você a repensar sua estratégia de divulgação de seu trabalho através da web. Mande sua opinião para nós e divulgue nosso blog! Abraços!

Recentemente postei aqui no blog Observatório Cristão um texto contendo dicas para os artistas independentes que almejam conquistar uma carreira sólida no meio musical. O resumo deste texto aponta para a necessidade do postulante a “pop star” investir na agenda de eventos, ou seja, quanto mais o artista puder apresentar o seu talento, melhor será. Além disso, destaquei a necessidade de investir em rádio como principal veículo de mídia e mais alguns detalhes.

A repercussão deste post foi tão grande que atendendo a pedidos, vou prosseguir neste mesmo tema procurando ajudar aqueles que desejam investir numa carreira artística de forma mais profissional.

Infelizmente quando se fala de mercado digital no Brasil, logo vem à idéia o conceito de downloads ilegais. É impressionante como as pessoas reduzem a força do mercado digital a um simples processo de baixar músicas. O mercado digital é muito mais do que um simples processo de acessar músicas, seja de forma legal ou não.