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Mauricio Soares

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Mauricio Soares, publicitário, jornalista, observador, caixeiro-viajante que morre de saudades de casa, atuando no mercado gospel há alguns anos e confiante de que em algum dia as coisas ficarão mais fáceis para todos nós que militam nestesegmento.

Dias atrás participei de um evento promovido pela Editora Espetáculo, o Expo Show Business que reuniu profissionais do mercado fonográfico nas mais diversas áreas para 2 dias de intensos debates, conversas, reencontros e workshops.

Já no segundo dia participei de uma mesa de debates sobre o mercado religioso com mediação de Mônica Cintra, publisher da revista Show Gospel. Foi interessante perceber o interesse de promotores de eventos e outros profissionais neste mercado que vem crescendo e tornando-se cada vez mais relevante na indústria fonográfica.

Já à noite, voltei ao Teatro Banespa para participar da segunda parte do evento naquele dia: a noite de premiação aos empresários que atuam diretamente no show business. Foi uma premiação bastante longa com mais de 130 premiados, alguns rápidos discursos, muitos flashes e uma constelação de profissionais. Ali conheci empresários de artistas do primeiro time como Bruno & Marrone, Frejat, Victor e Leo, Kid Abelha, só para citar alguns.

Lá pelo fim da lista, fui chamado ao palco para receber meu prêmio. Confesso que fiquei meio deslocado no meio de tanta gente do cenário artístico empresarial, afinal sou um A&R e não um manager, mas enfim, creio que a organização do evento quis incluir alguém para representar o meio gospel e na falta de uma pessoa conhecida, acabaram me premiando com representante da classe.

Antes de subir ao palco para receber meu prêmio, sozinho, fiquei pensando se deveria fazer um pequeno discurso ou simplesmente subir, sorrir, pegar meu prêmio, fotografar e sumir (…) Fiquei pensando o que deveria falar para aquela platéia de tantos profissionais da área de shows, gente com 30, 40 anos de show business. Pra encurtar esta história, já adianto que não fiz discurso algum, apenas subi ao palco para receber meu prêmio e segui de volta ao meu assento, mas imagino que se tivesse falado alguma coisa, eu deveria dizer àqueles profissionais o quanto o mercado de música religiosa tem crescido e de como estamos carentes de managers de qualidade!

Ao ver Lecy Brandão subir ao palco e tecer loas ao seu empresário, de como ela mantém uma relação de amizade e companheirismo por mais de 15 anos com seu manager, fiquei imaginando como isso é raro no meio gospel tupiniquim. Gente como Roberta Miranda, que no dia de seu próprio aniversário, fez questão de participar do evento para agradecer sua empresária pela forma como ela conduz sua carreira ou as Irmãs Galvão que há mais de 40 anos mantêm contato com o mesmo escritório artístico (…) todos estes depoimentos apenas me reforçaram a idéia de como ainda precisamos da participação profissional de managers no meio gospel.

E o que é ou o que faz verdadeiramente um manager profissional? Primeiro, vamos ao que não é função de um manager e depois daremos algumas atribuições desta profissão.

1)     Manager não é babá, psicólogo, contador de histórias ou mecenas! – não confundir todas estas profissões e atribuições com o dia a dia de um profissional do show business. Apesar de todas estas funções estarem reunidas no cotidiano de um manager, nenhuma destas atribuições devem ser determinantes.

2)     Manager não é um simples organizador de agendas, cobrador, produtor de palco, leão de chácara, segurança – a função de um manager é muito mais do que uma pessoa que atende o telefone, confere a disponibilidade da agenda, trata dos shows e todos os seus detalhes com o contratante, atua como pára-raios ou mesmo cordão de isolamento para o artista.

No meio gospel,  o manager é, em sua grande maioria, o similar ao secretário-faz-tudo do artista. Muitas das vezes também é aquele que somente atende telefones e que negocia a agenda do artista. Confesso que raríssimos são os artistas do meio gospel que possuem um manager de verdade. E talvez seja esse um dos grandes empecilhos para uma maior profissionalização e o alcance de maiores resultados artísticos da música gospel, em especial, na área de shows e eventos.

Apenas para ilustrar a importância de um manager na vida de um artista, na recente história do mercado fonográfico, uma determinada artista sertaneja estourou nas paradas de sucesso e alcançou marcas expressivas de vendas. Além do talento e do carisma da artista, uma outra questão foi determinante para o seu sucesso: o investimento de mais de 2 milhões de reais de seu empresário na divulgação do projeto.

Com o sucesso da artista, o empresário já recuperou com enorme folga esse seu investimento aparentemente monstruoso. Mas é isso o que está faltando no meio gospel! Falta empresários com visão para investir em artistas de talento no meio gospel. E aí reside uma enorme oportunidade para o mercado! Há uma demanda considerável de managers no meio artístico gospel! Mas esta oportunidade não deve ser tratada como uma diversificação do negócio em si porque traz uma série de ajustes e adaptações à cultura evangélica.

Há espaço para profissionais do show business no meio gospel? Sim, há! No entanto, estes profissionais precisam se cercar de pessoas, consultores, produtores que entendam a cultura evangélica. Assim como no meio fonográfico, as gravadoras estão buscando por profissionais do mercado gospel, também na área de show business é fundamental essa mescla entre profissionais do mercado com profissionais do meio gospel. Somente com essa sinergia entre as duas áreas poderemos alcançar resultados positivos no menor espaço de tempo.

Participando da Expo Show Business, vi o interesse de grandes empresários em entender melhor esse nicho. Acho que poderemos ter novidades nesta área nos próximos meses. Já para os atuais managers evangélicos, sugiro que procurem o máximo de aprendizado, desenvolvimento profissional e conhecimento. Sem dúvida, esta expertise será bastante valorizada daqui em diante nos próximos anos.

 

Mauricio Soares, publicitário, jornalista, palestrante, observador atento das novidades do meio fonográfico e da área de entretenimento. 

Pronto! Finalizamos nossa décima participação na maior feira de negócios do mercado cristão da América Latina. Em 2011, a Expo Cristã comemorou seu décimo ano de realização e este blogueiro, extenuado após 7 dias intensos de muito trabalho, comemora igual número de participações.

 

Volto para casa certo de que fizemos o melhor possível nestes dias intensos!

Sem dúvida, o stand onde apresentamos as últimas novidades do mercado fonográfico para mídias, lojistas e o público em geral, foi um dos espaços mais concorridos da feira e também um dos mais receptivos e atenciosos também.

 

Antes de desenvolver meu primeiro tema sobre a Expo Cristã, não posso deixar de agradecer aos inúmeros leitores deste blog pela forma carinhosa com que me abordaram nestes últimos dias. Realmente percebo o quanto este espaço tem sido importante para a instrução, formação ou mesmo entretenimento de tantas e tantas pessoas dos mais variados rincões deste país. A quantidade de pessoas no stand ou mesmo nos corredores que simplesmente me procurou para dizer que liam o blog, foi algo muito surpreendente (Acho que temos mesmo um pouco mais do que 44 leitores) e às vezes até mesmo emocionante!

 

Agradeço a todos os leitores que me cumprimentaram, tiraram fotos ou simplesmente deram um rápido aceno. Acho que depois destes 6 dias, poderei ficar mais uns 6 meses sem precisar participar de alguma sessão de terapia. Muito obrigado pelo carinho de todos vocês!

 

Mas a Expo Cristã é um evento muito pitoresco! Vai das bizarrices mais esdrúxulas como alguns stands vendendo sapatinhos (de fogo) pentecostais bicolores a um homem de lata andando pelos corredores ou mesmo um gringo super simpático com uma cobra gigante enrolada no pescoço. No entanto neste espaço (sem ar condicionado) democrático convivem as mais diferentes vertentes do que denominamos meio evangélico brasileiro. E mesmo sendo aguardados alguns embates mais acalorados, no fim das contas tudo terminou

relativamente bem, exceto pela quantidade enorme de furtos de computadores, telefones, Blackberries e carteiras, entre outros bens.

 

No primeiro post sobre a Expo Cristã (difícil escolher por onde começar!) vamos comentar as frases e assuntos mais comentados na semana, não necessariamente pela ordem de importância ou incidência.

 

99% versus 1% – a Expo começou quente com os comentários sobre a infeliz declaração do líder-mor da IURD de que 99% dos artistas evangélicos são endemoninhados! Não sei baseado em qual órgão de pesquisa o BM chegou a estes números, mas a realidade é que a sua declaração foi (nada mais natural!) extremamente mal recebida pela comunidade evangélica e em especial pelos artistas e gravadoras. Em conversas nos corredores, pude apurar que nem mesmo entre membros da própria IURD essa declaração teve aceitação plena.

 

Haja vista a quantidade de gente da Força Jovem correndo atrás de fotos e autógrafos dos artistas na Expo.

 

Silas versus Macedo – como uma levantada na rede magistralmente efetuada pelo Bruno da seleção brasileira de voleibol para uma cortada violentíssima do talentoso Giba completamente sem bloqueio. Assim podemos exemplificar de forma figurativa a declaração do BM para a reação do Pastor Silas. Muita gente acredita que o Pastor Silas é um polemista nato, alguém que gosta de manter-se indefinitivamente sob a luz dos holofotes, mas convenhamos que esta polêmica foi como “tirar doce da mão de uma criança”. Então, nos primeiros dias, este foi o assunto que monopolizou grande parte das rodinhas de conversas na ExpoCristã.

 

A pergunta que não quer calar – ainda sobre o mesmo tema descrito acima, não custa nada perguntar e quem tiver a resposta, por favor, divida-a com todos nós. Se 99% dos artistas são endemoninhados, quem são os correspondentes ao 1% de santos?

 

Você vai ouvir com carinho? – conversando com o amigo Daian Alencar (também leitor do OBC, chique não?) comentei sobre esta que foi a frase mais ouvida por mim durante os 6 dias de Expo buscando uma explicação plausível. De cada 10, pelo menos 8 pessoas ao finalizar a conversa e me entregar o CD, diziam a indefectível frase: “Mas você vai ouvir com carinho?”

 

Confesso que não sei o que significa “ouvir com carinho” (…) talvez seja ouvir acariciando o disco ou mesmo o encarte (…) Não! Isso eu me recuso a fazer! Como vou ficar  acariciando mais de 800 CDs? Poderei correr o risco até mesmo de perder minhas digitais de tanto ficar esfregando! O que deve ser isso então?!?

 

Como profissional tenho certa experiência de detectar o que deve ser ouvido com mais ou menos atenção. Mas efetivamente todos os produtos entregues são devidamente ouvidos, alguns por míseros 30 segundos, mas já o suficiente para que não tomem minha atenção por tempo desnecessário. Numa outra oportunidade voltarei a este tema.

 

Quebrado o recorde! – no ano passado regressei para o Rio de Janeiro com 268 CDs/DVDs/CDRs e afins. Neste ano, seguramente retorno à Cidade Maravilhosa com mais de 300 produtos! Entre tantos materiais recolhidos, me chamou atenção a pequena participação de compositores apresentando seus materiais (algo como 6 ou um pouco além disso) e a enorme quantidade de MCs, Rappers e coisas do gênero.

 

Como sempre, as capas, nomes e propostas são as mais variadas e porque não dizer, assustadoras! É um tal de nome de artista ou de banda sem qualquer significado inteligível que muitas das vezes pedi para o artista dizer o que estava escrito no CD. É uma profusão de letras, siglas, consoantes, coisas sem nada a ver que mais parece um estudo de numerologia. Sobre este assunto, também falarei mais à frente em outras oportunidades.

 

Anhembi versus Expo Center Norte – outro assunto que dominou boa parte das conversas, principalmente entre os expositores foi sobre a mudança do local de realização da ExpoCristã, estreando neste ano no tradicional Pavilhão do Anhembi. Confesso que pelo nome do local e toda sua tradição, esperava bem mais deste local e saio da Expo Cristã completamente frustrado pelas condições do Anhembi. Sem dúvida alguma, a mudança do Expo Center Norte para o Anhembi foi uma regressão absurda em termos de conforto, segurança, acessibilidade e economia.

 

A falta de um sistema de ar condicionado transformou os primeiros dias da ExpoCristã numa sauna onde só faltava a essência de eucalipto. Clientes suando em bicas querendo resolver o quanto antes suas compras acabaram prejudicando os expositores. Os custos de estacionamento e a ausência de uma política que beneficiasse os expositores também foi absurdamente tema de reclamações.

 

As montadoras dos stands tiveram trabalho dobrado para nivelar o piso de suas construções. Nos corredores era notório o desnível no piso provocando inclusive algumas quedas de pessoas desavisadas.

 

A ausência de latas de lixo, de segurança durante a feira nos corredores e a péssima qualidade do atendimento da equipe de bombeiros foi outro ponto negativo! Por falar em bombeiros, eles deram o ar da graça apenas no primeiro e último dia. No primeiro, para alugar extintores de incêndio. No último dia, para recolherem os extintores alugados. No stand da Bompastor, um pequeno princípio de incêndio foi resolvido pela própria equipe da Editora. Os bombeiros chamados ao local imediatamente, até o desmonte do stand, não apareceram por lá.

 

E os banheiros? Ah! Que maravilha! Onde já se viu fazer um evento sem que existam banheiros? A solução foi alugar estruturas de banheiros em caixotes gigantes como aqueles enviados em navios de carga. Como não tive a felicidade de usufruir dos serviços desta engenhoca, não posso dizer se serviam ou não, mas como disseram alguns “consumidores” o banheirão metálico” não era 5 estrelas … “

 

O único benefício para a mudança de local foi a proximidade do Pavilhão para o hotel Holliday In, mas convenhamos que isso atendeu a poucos expositores, então nem pode ser levado em questão.

 

Cordão de Isolamento versus Pode Chegar – outro assunto bastante comentado, principalmente pelas mídias, foi o livre (ou não!) acesso aos artistas presentes durante a Expo. Entendo que a feira é a melhor oportunidade de aproximação entre a gravadora, artistas, produtos, lojistas, mídias e público em geral. Nos 6 dias de feira temos a oportunidade raríssima de reunir mídias de todo o país para contato direto com artistas que constantemente estão em deslocamento pelo país e mais raramente ainda, encontram-se todos reunidos num mesmo ambiente.

 

Então qual a explicação para que as gravadoras criem empecilhos para que as mídias se aproximem dos seus artistas para entrevistas? Sinceramente não consigo encontrar qualquer argumento justificável para tal atitude. É óbvio que devemos sempre manter a integridade física do artista e mesmo respeitar seu cansaço, mas daí a colocar o artista numa abóboda isolado do mundo, também já é outra história!

 

O público quer apenas tirar uma foto, demonstrar seu carinho com o artista. A mídia quer apenas entrevistar, gerar material de trabalho, que nada mais é do que a divulgação do próprio artista, produto e gravadora. Infelizmente tivemos casos absurdos de hordas de seguranças em volta do artista proibindo acesso do público e da mídia. Uma das cenas que mais me chocaram foi um séquito de 8 a 10 seguranças correndo pelos corredores com uma artista se esquivando do público. Chegaram até mesmo a atropelar uma inocente lata de lixo!

 

Detalhe: ninguém corria atrás da artista naquele instante, ou seja, eles imaginavam que haveria tumulto na saída do stand, mas o público simplesmente ignorou a artista e todo seu aparato de isolamento.

 

Em contrapartida, algumas gravadoras souberam aproveitar bem a oportunidade e deram total atenção ao público e mídias com relação à presença do seu cast na feira. Bons kits de imprensa, atenção, respeito, simpatia e locais adequados para a realização de entrevistas marcaram pontos a favor de algumas empresas.

 

Figuraças da Expo Cristã – não entendi o que fazia um senhor nos corredores do Anhembi andando com um equipamento de alpinismo e uma bandeira do Brasil e Israel. Tudo bem que o chão estava desnivelado, mas ali não tínhamos nenhum Pico da Neblina, Everest ou Kilimanjaro.

 

Já falei na introdução a respeito do Homem de Lata. Certamente aquele ser metálico deveria se referir a algum lançamento ou projeto, mas devia ser uma tortura caminhar pela Expo com aquela indumentária. Por falar em indumentária, a Expo foi um desfile democrático de moda com tendências do estilo Penteca Reteté Fashion ao Emo Gospel. Teve espaço para todas as manifestações fashionistas, cafonistas, streetwear, sertanejas e “mudernas”.

 

Outra figuraça, ou melhor, figuraças, são aqueles “caçadores de celebridades” com suas máquinas digitais sempre à mão para tirar uma foto com alguém importante. Muitas das vezes eles nem sabem com quem estão tirando foto, o importante é clicar! Basta uma ou duas pessoas tirando um foto com alguém ao lado para esses figuraças entrarem na fila e também pediram para ser fotografados.

 

Aí vai uma dica: se você quer que um jovem e desconhecido artista receba a atenção das pessoas, basta posicioná-lo num lugar de destaque me frente ao stand, chame mais uma duas pessoas e comece a tirar fotos. Se em até 5 minutos não se formar uma pequena aglomeração, então desista! Esse artista tem tudo para manter-se no mais absoluto ostracismo!

 

Ainda sobre as fotos, eu mesmo sei que hoje deve ter muita gente revendo o arquivo de imagens e se perguntando: “Quem é esse carequinha risonho ao meu lado? Ah! Vou apagar! Delete”

 

Já chegando ao fim desse post quero destacar o stand do grupo teatral Jeová Nissi pela perfeita adequação entre funcionalidade e objetivo. Também o sempre funcional stand da Editora Mundo Cristão. Ainda, o stand da Salluz por sempre abrir espaço para a cena alternativa gospel com muito bom gosto na decoração. Outro stand que merece destaque pela beleza e grandiosidade foi

o da IVC. Mesmo correndo o risco da auto-promoção, o stand da Sony Music seguramente destacou-se pela presença do público, conforto, atendimento às mídias e pela decoração com as guitarras Heavens, os chocolates Premium, o buffet e a máquina de café que atendeu muitas pessoas, inclusive expositores concorrentes.

 

Sobre as ausências de algumas empresas na Expo, o que posso dizer é que se não estiveram presentes é porque devem ter tido algum motivo significativo pela decisão. É o máximo que podemos dizer (…)

 

Mauricio Soares ou o que sobrou de mim após 7 dias de intenso trabalho, jornalista, publicitário e alguém que ouve com carinho os CDs. Agradeço ainda aos prêmios de CD Nacional + Vendido (Diamante/Damares) e CD Internacional + Vendido (Wonder/Michael W Smith) conferido pela Revista Consumidor Cristão e também o Prêmio Destaque Expo Cristã pelos 10 Anos de participação da Feira.

O leitor de número 38 do Observatório Cristão, Sr. Junior Neguebe, através do twitter me sugeriu que comentasse sobre o que um artista independente deve fazer, como agir, o que comer, como se vestir e outras atitudes durante a Expo Cristã. Achei a sugestão dele tão pertinente que estou dedicando alguns minutos no meio de uma enorme correria de pré-Expo para escrever algumas dicas que julgo bastante necessárias e que ao longo das 9 edições anteriores em que participei me deram estofo suficiente para dizer o que deve ou não ser feito em meio à Expo Cristã.
  1. Saiba que o objetivo de 99% dos stands presentes é simplesmente VENDER. As despesas e os investimentos para se participar da Expo Cristã são bastante elevados, portanto, o objetivo primordial de cada expositor ou ao menos este deveria ser a grande meta, é fazer excelentes negócios. Com isso você precisa entender que o foco dos funcionários durante a Expo não é parar tudo o que estão fazendo para atendê-lo em longas conversas;
  2.  Caso você consiga ser atendido por algum diretor artístico de gravadora, seja o mais direto possível! Fale de seu trabalho, presenteie seu interlocutor com seu material de apresentação, peça um cartão de visitas para contato posterior e aproveite ao máximo seus 340 segundos de atenção exclusiva! Procure ouvir o diretor artístico sobre as expectativas da gravadora na montagem de seu cast, isso é muito importante! Não adianta você ser um cantor pentecostal e a gravadora naquele momento estar procurando por uma banda de pop rock progressivo;

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O Caminho do Êxodo…

O Ponto de Partida para a rota do Êxôdo segundo a bíblia teria sido a cidade de Ramessés próximo ao Canal de Suez. No entanto, estudos geográficos mostram que o Canal de Suez era controlado por Faraó e que o único caminho viável e possível para a saída do povo hebreu seria o Golfo de Ácaba, o caminho mais próximo ao litoral, onde ao chegar, o exército hebreu os alcançou

Ex:14-9 E os egípcios perseguiram-nos, todos os cavalos e carros de Faraó, e os seus cavaleiros e o seu exército, e alcançaram-nos acampados junto ao mar”

E o mar se abriu…

“Então Moisés estendeu a sua mão sobre o mar, e o Senhor fez retirar o mar por um forte vento oriental toda aquela noite; e o mar tornou-se em seco, e as águas foram partidas. E os filhos de Israel entraram pelo meio do mar em seco; e as águas foram-lhes como muro à sua direita e à sua esquerda.” Ex 14:21-22

Cientificamente é possível ocorrer um fenômeno assim. Um forte vento, como a bíblia descreve, pode ter o induzido.

O Mar Vermelho na verdade não é um mar, e sim um grande rio, e teria várias irregularidades em seu leito. Um fortíssimo vento poderia ter exposto o leito do rio fazendo com que as águas na parte mais rasa retrocedessem, e dessa forma, os hebreus puderam passar, e ao regredir o vento, o “mar” voltou a se fechar e então o exército de faraó teria sido extirpado.

Segundo um dos pesquisadores responsáveis pelo estudo, Carl Drews, do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica dos EUA, a simulação bate com a situação apresentada pelo Livro do Êxodo – desde que um vento leste forte tenha soprado durante algum tempo.

Estudos geológicos não revelam irregularidades no nível do mar hoje, no entanto, há 3.000 anos as condições poderiam ser diferentes.

O Monte Sinai…

Da longa lista de acampamentos no deserto, Kades-Barnea e Ezion-geber são os únicos que podem ser identificados com segurança, mas não indicaram nenhum traço dos nômades israelitas, assim como não há nenhuma evidência arqueológica da ocupação do monte Sinai, onde depois de atravessar o Mar Vermelho Moisés teria levado o povo de Israel e onde teria recebido os dez mandamentos.

Segundo estudos geográficos esta afirmação é incorreta. O Monte Sinai está localizado na Península do Sinai, e é considerado o monte bíblico, no entanto, se Moisés e o povo hebreu saiu da terra do Egito pelo Golfo de Ácaba o Monte Sinai estaria a 250 km de distância. Em Dt 1:2 diz que Kades-Barnéia estava a 11 dias de distância do Monte Sinai, caminhando 6 km/dia como é suposto que eles tenham feito, considerando que levavam animais, crianças, velhos e muita carga e, por isso, caminhavam lentamente, em 11 dias caminhariam 66 km, isso mostra que o destino não foi o Monte Sinai, porém estudos mostram que o monte Bedr na Arábia Saudita, com as mesmas características descritas na bíblia está a 11 dias de Kades-Barnéa caminhando na velocidade que se supunha eles teriam caminhado. Portanto, Moisés não teria recebido os dez mandamentos no Monte Sinai.

Outro fato que embazaria esse pensamento de que o Monte Sinai seria na verdade o monte Bedr:

Ex:13:21 “E o Senhor ia adiante deles, de dia numa coluna de nuvem para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo para os iluminar, para que caminhassem de dia e de noite”

Cientistas explicam que a nuvem de fumaça de dia e o fogo à noite se referia a um fenômeno natural, com uma representação simples, um vulcão. De dia sua fumaça densa e grossa, à noite suas chamas, geológicamente não há vulcões no Monte Sinai, porém foram encontrados vulcões ativos na Arábia Saudita, e um precisamente no Monte Bedr, onde acreditam os historiadores ter sido o local onde Moisés recebeu os dez mandamentos.

Estudos arqueológicos e mostram que muitos reinos e locais citados na jornada de Moisés e do povo hebreu pelo deserto não existiam no século XIII a.C., quando o Êxodo teria ocorrido. Esses locais só viriam a existir 500 anos depois, no período dos escribas deuteronômicos.

O maná no deserto…

Ex 16:14 – Disse-lhes Moisés: “Este é o pão que o Senhor lhes deu para comer. O povo de Israel chamou de maná àquele pão.”

Árvores do gênero dos tamariscos, que ainda hoje ocorrem na região da Arábia Saudita, produzem uma seiva doce que serve de alimento para alguns tipos de insetos. O pão que os judeus chamam de maná seriam gotículas de secreção produzidas por insetos que se alimentam da seiva, que caem como pequenos flocos cristalizados, semelhantes aos descritos no Êxodo. Rica em carboidratos, a seiva dos tamariscos fazia do maná uma fonte de energia essencial para uma multidão que caminhava dia e noite no deserto.

Para a comunidade científica, o Êxodo não aconteceu na época e da forma descrita na Bíblia, e parece irrefutável quando examina-se a evidência de sítios específicos, onde os filhos de Israel supostamente acamparam por longos períodos, durante sua caminhada pelo deserto (Números 33), e onde alguma indicação arqueológica – se existente – , é quase certo, seria encontrada, afinal eles teriam vagado pelo deserto por 40 anos.

Há historiadores que garantem que não houve um único e grande Êxodo, mas vários pequenos êxodos, no tempo de Moisés.

Sabemos que arqueologia é uma peça importante para auxiliar na história, mas não ferramenta decisiva.

O fato é que a história de um povo que ultrapassa milênios, e ainda hoje permanece viva e suscita mistérios é a narrativa de uma nação guiada por algo superior, que os faz permanecer, ainda que perdidos, lutando por um sonho. Moisés compartilha a história narrada ao longo dos livros de Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio.

Enfim são histórias do Velho Testamento, onde a justificativa espiritual estaria acima das verdades históricas.

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Ana M. de Souza Lopes
Departamento de Fisiologia e Biofísica do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo

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O mundo virtual é uma fonte infindável de informações. Na Internet você encontra dicas, livros, filmes, cursos, vídeo-clipes, revistas, edições digitais de jornais, desenhos e uma série de coisas interessantes. Daí surge a pergunta: “E o que eu faço com essa quantidade de informações?”

Pensando um pouco sobre isso, resolvi compartilhar um post que encontrei no site da Casa da Cultura Digital, de São Paulo, que tem um sugestível post sobre 10 táticas para transformar informação em ação. Os 10 pontos destacados pelo site servem como ponto de partida tanto para a vida profissional quanto pessoal. Dê uma lida e deixe seu comentário sobre como transformar informação em ação.

1. Mobilize pessoas
2. Testemunhe e grave
3. Visualize sua mensagem
4. Amplifique histórias pessoais
5. Adicione humor
6. Investigue e exponha
7. Saiba trabalhar dados complexos
8. Use a inteligência coletiva
9. Permita que as pessoas façam perguntas
10. Administre seus contatos

Fonte: Site Casa da Cultura Digital.

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Há pouco mais de um ano trabalho no meio gospel como assessora de imprensa. A pergunta que sempre ouço é: “o que faz um assessor de imprensa?” No Brasil a função do assessor de imprensa não é tão claro para o público, principalmente, porque fora daqui essa atividade é desenvolvida exclusivamente por Relações Públicas, os conhecidos, RPs. Pensando no constante questionamento, na maior parte das vezes, por pessoas ligadas ao meio musical, resolvi fazer meu post de estreia no Observatório Cristão falando um pouco sobre Assessoria de Imprensa.

Como jornalista, estudei no período acadêmico sobre os diversos lados da comunicação e seus processos comunicacionais. Tecnicamente falando, o jornalista aprende na faculdade quais as melhores formas para construir o texto e a imagem afim de “segurar” o seu leitor. Sem dúvida que a relevância da informação é o ponto chave para o sucesso da comunicação. Nesses últimos anos trabalhei em rádio, agência de comunicação, site de notícias e jornal, além de fazer alguns trabalhos freelancer como repórter para revistas. Estive dos três lados da notícia: do lado de quem recebe uma sugestão de pauta, do lado de quem produz a notícia (matéria) e também do lado de quem lê.