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O vôo de volta para casa após dias e dias em Fortaleza por ocasião da Expo Evangélica está sendo bastante longo e produtivo. Como estou optando em não capotar de sono … vou distraindo-me escrevendo novos posts, finalizando outros conteúdos e trabalhando, respondendo aos e-mails que acumularam em minha caixa postal por estes dias.

Enquanto escrevo, vou acompanhando minha playlist com canções selecionadas no mais apurado critério. Leonardo Gonçalves, Gabriela Rocha, Deise Jacinto, Os Arrais, André e Felipe, Estêvão Queiroga, Kemuel, Seo Fernandes … e por aí vai … só música de excelência!

Como sempre comento, tenho algumas décadas de experiência no mercado cristão. Participei de dezenas e dezenas de feiras ao longo destes anos. Tenho um carinho muito especial pela Expo Evangélica de Fortaleza por alguns motivos. Em primeiro lugar pela forma incrível que o idealizador, Francisco Ewerton (fala-se Evééééérton, no dialeto cearês!) e sua família nos recebe a cada ano. Estou pra conhecer uma família tão unida, coesa, comprometida, acolhedora e agradável. Nota 1000! Em segundo lugar, a Expo já está no calendário oficial do segmento gospel. Tanto as principais empresas, como principalmente os próprios artistas e mídias já se programam por todo o ano para marcar presença no mês de julho em Fortaleza. Os resultados também são incríveis. Especialmente para os artistas, a Expo é uma oportunidade de receber o carinho do público, divulgar seus projetos nas mídias do segmento e seculares, estar mais perto dos outros artistas, fazer apresentações nos mais variados palcos do evento e de fato, trabalhar muito, mas divertindo-se na mesma proporção. No meu caso, a Expo Evangélica é um grande trabalho de branding, de posicionamento da marca Sony Music perante à mídia e ao público. Conseguimos ao longo dos dias reforçar a relevância da empresa no segmento trazendo o conceito de qualidade, simpatia, inovação e presença, isto é fato!

Nesta edição de 2017 quero destacar alguns fatos que certamente entrarão para a história da Expo Evangélica de Fortaleza. Vamos aos nomes e fatos …

A grande revelação. Sem dúvida alguma, se houve alguém que chegou sem qualquer expectativa à capital cearense, esta pessoa atende pelo nome de Séo Fernandes. O baiano boa-praça, com seus dreads na cabeça, suas batas coloridas, sua linguagem mansa e cantada, foi a grande revelação da décima-segunda edição da Expo Evangélica. Com apenas 2 apresentações no palco principal do evento, o baiano conquistou a atenção de todo mundo. Na primeira oportunidade, Séo e sua banda pra lá de competente, em apenas 2 canções tomou de assalto o pavilhão do Centro de Eventos do Ceará e colocou todo mundo para cantar a plenos pulmões … “Graça, uhuuuu … abundante graça …”, daí em diante nada mais foi o mesmo! As pessoas ficaram completamente hipnotizadas pelo gestual, pelas danças, pela intensidade do show de Graça, Tambor e Cordas, nome do álbum de estréia do artista baiano. Já no dia seguinte, uma apresentação mais completa com 30 minutos de duração que transformou o ambiente por completo. Comentário mais ouvido pelos bastidores: O Séo teve o público nas mãos e poderia fazer um show de 1 hora e meia e ninguém sairia reclamando! Quanta pressão! Quanta qualidade! Que banda é essa hein!?!?! De fato, neste ano, o nome mais comentado, mais aclamado, foi o de Séo Fernandes. Do meu ponto de vista, estamos diante de um novo artista a integrar o primeiro time do mainstream gospel. É uma questão de tempo, não mais do que 1 ano e Séo Fernandes será reconhecido nacionalmente, não somente por sua música, qualidade, mas também pelo conteúdo teológico que possui. A Bahia sempre nos reservando boas surpresas! Aba Paêêêê …

O grande destaque. Ela trabalhou como ninguém. Se tinha uma entrevista, mesmo que tendo que sair do hotel às 5h20, a incansável estava sorridente, feliz e muito bem disposta. Sem dúvida, foi quem mais teve a imagem vinculada à Expo Evangélica em 2017. Quem mais atendeu mídias, quem mais fez selfies, mais participou das ações de promoção e divulgação. Estou falando de Priscilla Alcântara, jovem estrela de popularidade além do segmento gospel. Por onde ela passou, gerou atenção de jovens, meninos, meninas, adultos, crianças … é impressionante o carisma desta artista! No palco principal, foi a única a apresentar-se durante todos os dias, arrebatando o público com toda a intensidade. Ao longo destes anos trabalhando no meio gospel, tive oportunidade de trabalhar com inúmeros artistas, alguns dos mais relevantes do segmento. Posso assegurar que poucos foram os artistas que deram tanto prazer em estar junto trabalhando como a Pri (como a chamo carinhosamente!) … ela ainda vai longe! E além de tudo isso, possui uma fluência de raciocínio impressionante! Suas entrevistas são sempre bastante profundas e rendem bastante (dependendo do jornalista é claro!). Pequena notável!

O momento mais emocionante. Uma música que atingiu mais de 100 milhões de views e que foi a mais executada nas rádios do segmento no Brasil em 2016. Este é o resultado de “Ninguém Explica Deus” em pouco mais de 1 ano e meio de lançamento. A música é um hit e nada mais natural que ao longo do tempo, chegue a um nível de saturação junto ao público, justamente pelo seu próprio sucesso. Pois com esta canção tudo é diferente. Na primeira apresentação do Preto no Branco em versão reduzida, apenas Wesley e Clóvis Pinho, no palco principal da Expo Evangélica, já nos primeiros acordes de “Ninguém Explica” o público veio ao delírio e cantou sozinho toda a música. Ou como disse o Clóvis, o público ‘tirou a música da boca do artista e assumiu a apresentação’ … o próprio compositor e intérprete, Clóvis Pinho, não segurou a emoção e desabou a chorar por boa parte da música. Para quem já cantou esta música incontáveis vezes é muito natural que as coisas sigam mais ‘no automático’, mas isso de fato não aconteceu em Fortaleza. Pra completar, no dia seguinte, novamente o PNB subiu ao palco e por uma sugestão minha, desta vez com Priscilla Alcântara para fazer parte do dueto em “Ninguém Explica”, mais uma vez o público foi ao delírio! A química entre os três foi fantástica e já motivou um novo encontro programado para um projeto inédito pela frente.

As bizarrices. Mas nem só de grandes momentos viveu a Expo Evangélica … não mesmo! Houve personagens engraçadíssimos, figuraças, pocket shows de vergonha alheia em nível máximo, figurinos de gosto duvidoso, enfim, como em toda aglomeração, sempre há pessoas que se destacam, para o bem ou para o mal. Citando apenas alguns casos em que fui testemunha ocular … não posso deixar de recordar ( na verdade, preferia apagar a imagem da minha mente, mas enfim …) um jovem dançando coreografias desconexas como se tivesse agarrado um cabo de 3.000 volts, o cara saracoteava pra cá … pra lá … num frenesi muito louco, parecia uma lagartixa com a cauda cortada se esperneando … muito engraçado! Também vi um casal de figurino kitsch ao extremo cantando que nem Jane e Herondi (os antigos saberão do que estou falando), um senhor de nome estranho cantando brega num palco de 3 m2 como se estivesse em plena Villa Mix … uma infinidade de forrozeiros com visuais modernos e as indefectíveis cantoras pentecostais com seus trinados frenéticos, atitude intensa e os mesmos arranjos e músicas que falam de inimigos, perseguição, milagres e coisas do tipo … na verdade, acho que uma feira evangélica sem estes personagens não tem a menor graça! Esta turma faz parte do nosso ambiente e em eventos como a Expo, simplesmente são mais reconhecidos e surgem de todos os cantos. Adoro isto!

Silêncio zero! Definitivamente silêncio não faz parte desta feira. Além do carinho, da enorme quantidade de público, artistas e mídias, outra característica marcante da Expo Evangélica é justamente o barulho intenso não somente pela natural aglomeração de milhares de pessoas num espaço fechado, mas principalmente pelos inúmeros pocket shows que acontecem simultaneamente em diferentes stands com mais ou menos estrutura, mas sempre com muito empenho dos artistas preocupados em ‘vender o seu peixe’. Além dos pequenos palcos, há o espaço de principal atenção de toda a feira, o palco principal do evento onde revezam-se todos os artistas principais das gravadoras apoiadoras ao evento.

O público é um show à parte! Outro destaque desta feira é o público. Analisando os comentários dos artistas nas redes sociais, antes, durante e depois do evento, sem exceção, todos elogiaram e agradeceram muito o carinho do povo. E um detalhe sobre este carinho merece registro, o espírito acolhedor e democrático onde há espaço para todos, pequenos, médios, pop stars, ilustres desconhecidos, para todos sobram selfies, abraços, aplausos e atenção. Nota 10 para o público da Expo Evangélica!

Finalizo este texto exatos 7 dias após ter voltado para casa. Durante toda esta semana os vários artistas que por lá estiveram, seguiram relembrando os dias de grande alegria que usufruíram na Expo Evangélica. E pra quem já quer agendar sua presença em 2018, a data já está definida, a próxima acontecerá de 04 a 07 de julho. Nos vemos lá!

Mauricio Soares, jornalista, publicitário e alguém que um dia espera poder curtir as belas praias do Ceará.

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Depois de quase uma semana na maravilhosa capital cearense, começo a escrever este texto já no caminho de retorno para casa. Teremos cerca de 3 horas de viagem pela frente e como prefiro aproveitar este momento para torná-lo produtivo, resolvi trocar o descanso por algum tempo de atualização dos textos do blog. Há fases em que começo vários textos de diferentes temas e assuntos e, por algum bloqueio inconsciente, não os concluo em definitivo. Os textos vão sendo digitalmente engavetados até que num momento qualquer possam ser devidamente concluídos (ou não!) um a um. Nestes últimos dias iniciei 4 textos, sem que um único sequer chegue ao processo definitivo e posterior publicação por aqui. Vamos esperar que com este seja diferente! Esta é a minha torcida neste momento.

Esta foi a décima segunda edição da Expo Evangélica em Fortaleza. Participo como apoiador desde a primeira edição e, confesso, orgulho-me profundamente por isto. Na verdade, tenho um idealismo que me impulsiona a apoiar diferentes iniciativas que fomentem o mercado cristão, seja através de feiras como esta ou mesmo shows, festivais e eventos do tipo. Creio que nas últimas 4 ou 5 edições eu tenha não só apoiado à Expo, mas também marcado presença fisicamente. A experiência de estar lado a lado com os artistas atendendo ao público, às mídias, entrevistas, demandas e mesmo nos momentos de confraternização com artistas e amigos, é algo que nos revitaliza bastante! Por mais que sejam dias e dias de horas mal dormidas, cansaço extremo, deslocamentos constantes e uma agenda frenética, a verdade é que isto tudo é muito bom!

Na edição 2017 da Expo tive várias experiências muito marcantes. Em primeiro lugar eu gostaria de destacar como definitivamente a “chave” do digital foi virada, não somente entre as gravadoras, mas também entre os artistas, mídias e o próprio público. O cantor-amigo-pagodeiro-boa-praça Waguinho, em meio à sua apresentação no palco principal perguntou ao público sobre quantos ali já tinham aplicativos de áudio streaming e, para minha surpresa, cerca de 60% das pessoas levantaram efusivamente as mãos. Confesso que no primeiro momento me surpreendi pela resposta do povo … mas analisando melhor o perfil daqueles presentes, posso arriscar dizer que a imensa maioria do público era formado por jovens entre 14 a 25 anos, portanto, dentro do perfil nacional de usuários da plataformas digitais. Outro detalhe interessante, esta foi a Expo em que volto para casa sem ter um único CD em minha bagagem. Tudo bem que tenho deixado claro que receber CDs ou DVDs em mãos já não faz parte de meu dia a dia, mas ainda assim, me impressionei como os próprios artistas e postulantes também eliminaram o produto e não levam materiais sequer para promoções, sorteios ou afins. A mídia física simplesmente desapareceu … agora todos os artistas falam de Deezer, Spotify, impulsionamento, redes sociais … isso é uma mudança de comportamento fantástica!

Entre os stands mais movimentados da Expo, sem dúvida, o espaço da Deezer foi dos mais concorridos. A ação de marketing foi perfeita com os artistas revezando-se no pequeno palco e auditório montados na feira. Filas enormes seguiam-se dia a dia na espera de pocket shows de artistas do primeiro time como Novo Som, Daniela Araújo, Kemuel, Seo Fernandes, Preto no Branco, entre outros. Arrisco a dizer que o número de assinantes da Deezer em Fortaleza cresceu significativamente nestes últimos dias. Ainda assim, com todo este crescimento do ambiente digital, tive algumas experiências emblemáticas por estes dias. Entre um e outro papo com amigos, profissionais e artistas, tive a oportunidade de conversar com um mega artista que alcançou o sucesso no mundo secular, músico de primeira linha, inovador, compositor, uma pessoa que viveu o auge do sucesso na indústria da música tempos atrás e que depois de anos converteu-se e seguiu firme e forte na música, só que desta vez como artista cristão. Conversamos longamente sobre este novo momento da música e todas as novas demandas. Ele me perguntou se seria difícil entrar para o cast da minha gravadora, mesmo que para uma simples distribuição digital … imediatamente respondi que o processo para ele seria extremamente simples, mas que ele próprio precisaria fazer alguns ajustes adaptando-se a este novo cenário digital. De forma direta perguntei-o sobre qual plataforma digital ele costumava usar … silêncio absoluto … 5, 6, 7 … 10 segundos … percebi que ele não estava entendendo muito o que eu estava questionando naquele momento e pra facilitar sua compreensão, resolvi ajudar … “Deezer?” … “Spotify?”… qual é a plataforma que você usa? – repeti mais uma vez. O silêncio da morte se prolongou mais alguns segundos e depois de minha cara de susto, ele respondeu: nenhuma!

Resumindo esta história, orientei-o sobre antes de mais nada a ser usuário de alguma destas plataformas. Na verdade, eu fui mais além, peguei seu smartphone e eu mesmo criei uma conta para ele. Em poucos segundos apresentei-lhe ao universo digital … daqui uns dias vou entrar em contato com este artista para ter um feedback sobre como tem sido sua nova relação com a música baseada no app de streaming. Espero que ele desenvolva-se urgentemente nesta novidade! Durante a Expo, fui convidado a dar uma pequena palestra a artistas independentes sobre a importância do mercado digital. Entre as informações que fiz questão de levar naquele rápido momento de apresentação, quero destacar as seguintes:

– Todo artista precisa ter contato com as plataformas digitais. Se a ideia é ter uma carreira artística, o primeiro passo é manusear algum aplicativo de streaming e tornar-se íntimo deste novo ambiente de consumo de música. Como tenho feito habitualmente, perguntei aos presentes quais já possuíam algum destes aplicativos em seus smartphones e a resposta foi de cerca de 60 a 70% dos presentes. Em se tratando de um ambiente totalmente formado por artistas, este percentual deveria ser outro, ou seja, 100% dos presentes. O uso contínuo de aplicativos de música por parte dos artistas é uma questão tão natural como a escolha de repertório, o trabalho de fonoaudiologia e técnicas de respiração e coisas do tipo. Uma coisa não se dissocia da outra, são atos contínuos e inerentes.

– Todo artista precisa ter o suporte de uma assessoria de marketing digital. E neste caso, como já falei por aqui inclusive, não se pode confundir design, criação de peças publicitárias, flyers e coisas do tipo, com um trabalho elaborado de marketing digital. Além disso, fiz questão de ressaltar sobre a importância de se buscar por profissionais que efetivamente entregam o que prometem, ou seja, que não sejam os manjados ‘contadores de estórias’, personagem bastante comum em nosso meio nestes dias. Frisei também que no processo de contratação de artistas na empresa em que participo, contar com o suporte de marketing digital é uma questão sine qua non, ou seja, é uma condição obrigatória! Sem alguém para cuidar desta área, as possibilidades de contratação diminuem drasticamente. Inclusive, no caso de artistas já contratados, temos desenvolvido campanhas específicas para que todos tenham este suporte e arrisco a dizer que na Sony Music, na área gospel, 90% ou mais do cast possui este tipo de assessoria. Coincidência ou não (definitivamente não!) os artistas do nosso cast destacam-se perante os demais sobre os resultados digitais. Não é um auto-elogio, mas uma simples constatação! Simples assim …

– O modelo de produção de conteúdo baseado no formato CD ou DVD não é mais o padrão do mercado. Ou seja, a necessidade de se gravar um projeto com 14 faixas tornou-se obsoleto e completamente desnecessário! A ordem agora é buscar a melhor música, a melhor produção, o hit e lançá-lo como um single, reunindo todos os investimentos no impulsionamento e divulgação de uma única canção e não mais aquele projeto longo de tempos atrás. A estratégia do momento é lançar single após single, focar toda a atenção na divulgação de uma faixa e investir maciçamente em ações de marketing digital. Nada mais de meses e meses produzindo um disco em que no final as faixas ficarão esquecidas no meio do repertório … além de poupar dinheiro na produção do álbum pela otimização do tempo e recursos, esta nova estratégia permite ao artista uma agilidade incrível para apresentar novos conteúdos e propostas artísticas.

– A música deixa de ser uma experiência auditiva e passa a ser visual. Com isto, os clipes, vídeos, Live Sessions, assumem papel de preponderância nas estratégias de marketing, promoção e divulgação dos artistas e seus respectivos projetos musicais. O que fiz questão de deixar claro na mini-palestra é que não se deve lançar a música se esta não chegar ao mercado acompanhada de sua versão em vídeo. O alcance da música sem seu paralelo em vídeo é reduzido drasticamente nestes casos. Também ressaltei que os clipes não precisam ser mega produções que inviabilizem a produção dos conteúdos. Neste caso, um bom filtro, um bom equipamento, apuro estético, bom roteiro, luz e principalmente bom senso já ajudam bastante!

– As redes sociais passam a ser meio e não fim. Ainda me deparo com artistas fazendo campanhas para a aquisição de novos seguidores, mesmo já contando com uma boa base de fãs. Esta fase de ‘seguidores-ostentação’ onde os artistas ficavam disputando quem alcançava o maior número de seguidores, definitivamente, já passou. Hoje o objetivo maior de todo artista deve ser o crescimento no número de seguidores nas plataformas de áudio e vídeo streaming, sendo a primeira opção, a mais importante. As redes sociais são atualmente importantes ferramentas para que o público migre para as plataformas de conteúdo e nada muito além do que isso! De nada adianta ter 5 milhões de fãs na fanpage e ter uns gatos pingados nos perfis oficiais da Deezer, Spotify ou YouTube. A meta agora é crescer os seguidores nestas plataformas e aumentar consideravelmente o número de streams e ouvintes mensais.

– É fundamental investir no alcance dos conteúdos digitais. Se em tempos atrás era fundamental reservar um budget para divulgação em rádios, revistas, materiais promocionais e afins, hoje em dia, o foco no investimento deve ser totalmente direcionado para as ações de marketing digital, o tão propalado impulsionamento de conteúdos, ressaltando-se que esta ação deve ser feita com muito critério (que isso fique bem claro! com critério e assertividade!) para que tenha o alcance que se espera. Neste caso, reforço mais uma vez a necessidade de se contar com o suporte de profissionais capacitados! Atenção total!

– O mercado digital é presente! Não mais o futuro! Talvez este tenha sido um dos últimos aspectos que abordei em nossa palestra a jato em meio a um stand apinhado de pessoas das mais diferentes realidades e expectativas. Quis deixar ainda mais claro que estamos vivenciando um novo momento, irreversível e que vem sendo preparado e estudado há pelo menos os últimos 7 anos. Deixei claro que no nosso caso, não há surpresa alguma, pelo contrário! Já vivemos o ambiente digital plenamente e temos investido constantemente na capacitação de nossos artistas. Também fiz questão de dividir a responsabilidade pela popularização deste novo universo digital com os próprios artistas, que são importantes formadores de opinião. A tarefa de apresentar as plataformas como a principal forma de consumo de música é de responsabilidade não só das gravadoras, mas principalmente dos próprios artistas. Quanto mais os artistas se envolverem nesta campanha, melhor e mais rápido atingiremos resultados relevantes nas plataformas digitais.

Creio que estes foram os principais pontos citados … aqui foi o resumo do que falamos em corridos 50 minutos de palestra. Ao longo da feira, encontrei-me com vários dos artistas que participaram deste momento e tive oportunidade de receber feedbacks muito entusiasmados. De um artista presente recebi, até com um pouco de surpresa, o relato de que a palestra mudou completamente sua visão do meio. Ele me fez entender o quanto curtiu as informações e de que já estaria colocando em prática várias daquelas sugestões e dicas. Muito bom isso!

Por hoje é só!

Mauricio Soares, jornalista, publicitário, consultor de marketing, alguém que comeu alguns quilos de camarão e castanha nos dias em que esteve na capital cearense e que sequer pisou na areia de qualquer praia da região. Que pecado!

Voltando de mais uma feira e depois de 4 dias intensos atendendo gente de todos os cantos do país e até mesmo do exterior, fica ainda mais claro para esse humilde profissional do mercado fonográfico a seguinte impressão: sobra gente de qualidade no meio gospel e em maior proporção ainda, transborda de pessoas que jamais terão condições de caminhar numa rota profissional em se tratando de música!

É impressionante como tem gente que acaba se iludindo com o sonho de um dia se tornar um grande pop star no meio da gospel music tupiniquim! Nestes 4 dias de feira, recebi inúmeros postulantes a artista e seus respectivos trabalhos. Acho que no fim, acabei recebendo uns 100 CDs (infelizmente, bem menos do que em outras edições) e boa parte destes materiais, pude detectar em menos de 2 segundos de contato que nem mesmo “com muito carinho” vou encontrar algo que me surpreenda positivamente.

Recebi material de todos os tipos. Teve aquele ministério de louvor numa ‘pegada mais Hillsong, saca?’ (como se isso fosse algo realmente inovador!!!), teve dupla sertaneja com aqueles topetinhos cheios de gel e plágios rasgados de Gustavo Lima, Fernando e Sorocaba, entre outros. Também teve cantor estilo meio ‘Fernandinho’ meio ‘Thalles’ … Ou cantoras meio ‘Aline’ com uma pitadinha de ‘Cassiane’ … Teve quarteto tradicional, teve coral de black spiritual … reteté do Jeová, power hard rock, coco de embolada, forró pé de serra, folk, rap, hip hop, música eletrônica … ou seja, teve de tudo um pouco e muito de coisas realmente lamentáveis!

Vale ressaltar que esta é a visão de um profissional do mercado. Minha atribuição é de analisar friamente as possibilidades dos projetos. Não cabe a mim julgar se o referido artista teve uma promessa desde o ventre da mãe. Ou se o projeto é filantrópico, se sua renda será direcionada para as crianças desassistidas do Nepal ou algo do tipo. Minha visão quando analiso um projeto artístico é tão somente se ele tem capacidade de se tornar algo de interesse do grande público. Nada diferente disso!

E neste trabalho árduo de análise, posso garantir que tem muita gente se iludindo por aí. Pior ainda, tem muita gente iludindo essa turma que ama ser iludido. Ou seja, junta a fome com a vontade de comer, que em outras palavras, apenas serve para gerar uma geração de pessoas frustradas e muitas das vezes, que simplesmente perdem tempo e dinheiro, dois itens extremamente importantes hoje em dia.

Mas entre tantas coisas estranhas, também recebi alguns projetos que realmente me chamaram a atenção. Meu vizinho de stand, Eli Soares, jovem mineiro e muito talentoso, chamou-me a atenção já faz um tempo. E nesta feira pude conferir o amadurecimento desse artista. É alguém que merece atenção. Outra pérola que amei conhecer foi a jovem Roberta Spitaletti, apresentada pelo produtor e amigo Leandro Aguiari. Ouvi algumas canções dela e pude conversar durante alguns minutos com a menina … gostei muito do que ouvi e vi. Também assisti a um clipe do Léo Brandão, apresentado pelas amigas da Acesso Gospel de Goiânia. Gostei da proposta de música e principalmente do visual do rapagão. É outro que vale a pena acompanhar de perto.

Ainda tenho alguns projetos que estou curioso para conferir. Tem uma banda que muita gente vem ultimamente me falando, a DK6. O primeiro a comentar sobre esse grupo para mim foi o pastor Rinaldi Digilio da Igreja Quadrangular. Recebi este CD e espero poder conferir esse material em breve. Outra boa notícia foi a contratação do Bruno Branco pela Som Livre. Esse rapaz foi ‘lançado’ aqui no Observatório Cristão há um tempo atrás. A proposta musical dele é bem diferente e espero que seu trabalho seja ampliado agora com o apoio de uma grande gravadora. Ainda durante a FIC, conheci o projeto do site Garagem Gospel (www.garagemgospel.com.br) e gostei do que vi. Tanto que a turma de lá me convidou para ceder algumas matérias e atuar como colunista e acabei topando.

Um projeto que foi lançado, eu creio, durante a feira foi o DVD Livres do Juliano Son. Simplesmente fantástico! Se você ainda não viu ou ouviu, fica a sugestão. Legislando em causa própria, também destaco a contratação do grupo AO CUBO pela Sony Music. O DVD dessa turma de Sampa, é sem dúvida alguma, uma das maiores produções de nosso segmento nos últimos anos. Deve chegar às lojas em setembro. Destaque também para o DVD Aos VIVOS da Banda Resgate reunindo seus grandes sucessos de 24 anos de estrada. Registro histórico!

Acho muito interessante como a escrita acaba nos levando de um pólo a outro. Comecei falando dos postulantes ao palco e acabei finalizando sobre as novidades do mercado. Estou escrevendo este texto em meio a muitas outras atribuições, ligações, emails e tudo mais. Não sei se me faltou concentração ou se um assunto puxou o outro … prefiro a segunda opção. Mas ainda complementando o tema inicial, sempre que eu recebo ou converso com alguns destes jovens cantores acabo indicando a leitura deste blog. Fico feliz porque muitos já conhecem o Observatório Cristão. Realmente esta tem sido uma ferramenta muito boa para quem procura entender as nuances do mercado artístico.

Mesmo depois de mais de duas décadas atendendo e conhecendo jovens artistas, ainda fico na dúvida sobre qual orientação dar a quem realmente eu creio que não tem a mínima condição de alcançar o estrelato. É certo que muitos postulantes jamais alcançarão destaque ou o topo das paradas de sucesso. Mas isso também não significa que essa pessoa irá passar fome! Não mesmo! Conheço inúmeros cantores que seguem trabalhando pelo Brasil sem que nunca seus nomes fossem sinônimo de sucesso. Vivem confortavelmente, com suas finanças bem resolvidas. Então, a palavra que cabe neste momento é apenas de não querer algo além de suas capacidades. Acho que é honesto que todo artista busque o reconhecimento de seu trabalho, isso é inerente ao ambiente artístico. Só não concordo que o artista precisa fazer sucesso galático! Isso é para bem poucos. Então, o detalhe neste caso é simplesmente saber até onde está o seu limite. Não queira para si algo além de suas capacidades e pior, jamais cobre-se (e frustre-se ao não alcançá-lo) por algo inatingível. Estabeleça suas metas com racionalidade e corra para alcançá-las.

Vamos em frente!

P.S. – Quero agradecer ao carinho de todas as pessoas que me abraçaram, tiraram fotos ou simplesmente acenaram à distância. Em eventos como da semana passada vejo o quanto tem sido importante meu trabalho ao longo destes anos e quero deixar bem claro que minha intenção é sempre manter-me disponível para atender às pessoas. Não posso e não quero me esconder atrás de ‘muros’.

Mauricio Soares, jornalista, publicitário e pai/esposo em tempo integral.

Se você é de Campinas ou região, uma excelente oportunidade para conhecer de perto o trabalho de Daniela Araújo em uma nova faceta. A pequena notável vem dedicando muitas horas para projetos além de sua carreira artística. Atualmente, a cantora vem produzindo alguns trabalhos de jovens cantoras e também dedicando-se a workshops pelo Brasil. Esse evento tem o apoio incondicional do Observatório Cristão.

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No painel sobre música gospel promovido durante a Festa Nacional da Música realizado recentemente em Canela/RS, tive oportunidade de falar sobre diferentes assuntos relacionados ao tema proposto juntamente com os cantores Asaph Borba e PG, o gerente comercial da MK Music, Carlos Knust e, ainda, o jornalista e promotor de eventos, Oziel Alves.

Particularmente acho muito louvável esse tipo de evento. Sinceramente acho que em nosso meio são raríssimas as oportunidades para se discutir sobre questões importantes do mercado fonográfico, tendências, novas tecnologias e mesmo uma análise mais aprofundada de nossa história como movimento artístico nacional. Então, quando sou convidado a participar de qualquer iniciativa deste tipo, sempre procuro ajustar meus compromissos para marcar presença.

E neste painel, um dos assuntos mais abordados pelos participantes foi justamente a definição do que é música gospel. Todos foram unânimes em afirmar que o termo “música gospel” mais confunde do que esclarece, criando uma imagem distorcida para o mercado como se este movimento fosse algo único, coeso, definido.

Quando falamos de música gospel, muito mais do que um estilo musical, na verdade, definimos uma linguagem peculiar. O que une os mais diferentes estilos musicais sob a bandeira do gospel não é sua sonoridade ou linha melódica como a bossa nova, o pop, a música clássica, para citar apenas alguns, mas justamente a mensagem que este tipo de manifestação artística costuma seguir.

Na miscelânea de estilos que tornou-se a ”música gospel” temos o pop rock, reggae, rock progressivo, MPB, balada, hip hop e mais uma infinidade de sons variados debaixo de um mesmo guarda-chuva cultural. O único estilo realmente genuíno entre todos os sub estilos da música gospel nacional é justamente o que chamamos de “música pentecostal”. Este estilo é algo próprio da cultura evangélica brasileira e não há qualquer similaridade em qualquer outro país.

Tendo contato permanente com vários profissionais leigos em termos de mercado religioso no meu dia a dia, definir o que seria “música pentecostal” torna-se um exercício permanente de criatividade. Para estes costumo explicar que essa música é uma espécie de simbiose entre a música sertaneja de raiz com influências da cultura musical nordestina com elementos como o baião, o forró e até mesmo o xote. Mas ouvindo alguns trabalhos mais recentes de artistas do segmento, fica ainda mais evidente que hoje podemos ampliar este espectro para a música pop sertaneja, o arrocha e o brega, ou seja, a música pentecostal também começa a passar por mudanças onde o que irá determinar o seu estilo não mais será a sua sonoridade, mas sim, sua mensagem, recheada de passagens bíblicas e metáforas do cotidiano do crente.

Analisando o universo artístico gospel neste momento, fica nítido que alguns estilos e fórmulas estão desgastados, necessitando buscar novas influências e caminhos. Há alguns anos atrás, a cantora Cassiane introduziu um novo estilo à música pentecostal que passou a ser seguido por 10 entre 10 artistas do segmento. Tempos depois, o ministério Diante do Trono trouxe uma inovação ao louvor congregacional que transformou e catapultou a música gospel no país. Tivemos o louvor extravagante, o louvor G12, o ‘adorador sem face’, o mantra gospel … depois vieram artistas como Fernandinho que mesclou o pop rock com o louvor e André Valadão, representante-mor do pop adoração balada. Mais recentemente incluímos em nosso seleto rol de estilos e tendências, a black groove pop adoração do performático e carismático Thalles.

Em paralelo a todas estas novidades e modismos, hoje temos também o movimento que tive a liberdade de denominar como Nova Música Cristã Brasileira que é um som mais influenciado pelo folk sulista norteamericano mesclado com a sonoridade tipicamente presente na MPB. Tudo muito leve, muito cru, sem tantos elementos, bastante despojado e onde a interpretação do artista e principalmente a criatividade e poesia das letras assumem destaque no conjunto da obra. Talvez, penso eu, estes sejam hoje os artistas com maior possibilidade do tão sonhado movimento de crossover ampliando a atuação da música gospel para além-fronteiras do próprio segmento.

E entre tantos novos artistas deste novo estilo que tem tudo para crescer nos próximos anos, destaco em especial, dois jovens artistas, que passaram recentemente a fazer parte do cast da gravadora onde trabalho, estou falando dos gaúchos da Tanlan e da brasiliense-adotada, Marcela Taís. Dificilmente uso esse espaço do blog para falar de artistas com quem mantenho relação profissional estreita, mas neste caso, abrirei esta exceção porque realmente acho que o projeto destes artistas merece uma análise um pouco mais profunda.

Comecemos por Marcela Taís, uma jovem cantora nascida no Mato Grosso do Sul, pertíssimo do pantanal e hoje radicada na frenética e intensa capital federal. Conheci o som desta menina por indicação de algum amigo pelo twitter. Cliquei no link e me deparei com o clipe da canção “Cabelo Solto”, uma música leve, agradável, boa mesmo de se ouvir … ela falava de coisas de Deus sem precisar falar de doutrina ou coisas do tipo. Gostei! Indiquei-a no blog, nas redes sociais … conheci-a pessoalmente tempos depois. Mantivemos uma relação de amigos, consultor, pupila … e durante muito tempo passei a conhecer mais o seu trabalho, seus projetos, suas ideias e ambições. Tempos depois, recebo mais uma canção inédita, “Escolhi Te Esperar”, e mais uma vez fui arrebatado pela proposta, que música! Mais umas semanas depois e eis que me chega às mãos o clipe desta mesma canção. Fantástico!

O som de Marcela Taís foge do lugar comum! Sua poesia, suas ideias, sua forma de lidar com as coisas de Deus de um jeito todo próprio, trazem uma lufada de ar fresco para nosso segmento. Mas aí você pode me perguntar com aquele ar de ceticismo tão comum quando nos deparamos com algo novo:

“ – Mas esse tipo de música vende? Tem mercado para essa nova proposta artística em nosso meio?” – o que imediatamente me vem à mente quando sou confrontado por esse tipo de questionamento é justamente a lembrança de quando comecei a divulgar o trabalho do Thalles pelas rádios do país. “ – Muito bom! Mas isso vende? Hummmm … não sei não!”, o resultado desses questionamentos vemos todos os dias com shows sold out em todo o país.

Na mesma contramão da obviedade, temos a Tanlan – incrível porque até agora não perguntei aos meninos o significado desse nome, mas vou descobrir em breve e contarei a todos vocês, meus seletos 44 leitores – uma banda do sul do país que toca um pop rock de enorme qualidade. O som é muito bom, de verdade, mas o que me chama ainda mais atenção é justamente a qualidade das letras dessa turma que tem o Fábio Sampaio como vocalista e principal letrista.

Muita gente torceu o nariz e fez cara de espanto quando anunciei a contratação da banda. Apenas alguns mais iniciados de nosso meio conheciam o trabalho dessa turma dos Pampas. Aqui mesmo no blog escrevi há algum tempo atrás sobre a dificuldade de encontrarmos novos artistas e bandas no cenário pop rock gospel. Recordo-me que falei sobre a necessidade de termos mais artistas do gênero para dividir o palco com Oficina G3 e Resgate. E depois de tanta procura, análise e mesmo expectativa, pude ouvir o CD inédito da Tanlan numa tarde descompromissada no meu escritório no Rio de Janeiro onde recebi justamente o Fábio Sampaio para uma visita de cortesia. Ouvimos o CD juntos antes da masterização, analisamos alguns detalhes, conversamos muito sobre o projeto em si e ao fim, fiquei com uma cópia do CD. Levei este CD para meu carro e ouvi-o por umas 10 a 15 vezes nos dias seguintes.

A Tanlan é uma banda que no cenário gaúcho já passeia na seara gospel-secular participando de festivais, shows, eventos sem necessariamente levar o carimbo de banda gospel. Os meninos tocam música! E música de qualidade! Música com conceitos cristãos com letras inteligentes e muita poesia. O desafio agora é romper com as fronteiras do Rio Grande e apresentar esta proposta ao Brasil continental. Numa primeira oportunidade meses atrás, a Tanlan participou do Congresso Oxigênio em Recife e foi aclamada pelo público. Creio que nas próximas semanas, com o lançamento do seu primeiro projeto pela Sony Music, a banda inicie uma extensa agenda de eventos pelo país.

Este texto escrevo no vôo entre Recife e Rio de Janeiro. Deveria ser entre Recife e Porto Alegre para que no fim do dia eu pudesse assistir ao show de lançamento do novo trabalho da Tanlan, mas infelizmente a Azul Linhas Aéreas simplesmente cancelou minha reserva e não consegui nenhum vôo que pudesse chegar a tempo de assistir o show. Sem dúvida, sinto-me frustrado por não honrar um compromisso assumido, mas principalmente por perder a oportunidade de assistir à performance da Tanlan ao vivo.

Neste texto falamos de muitos assuntos em sequência … sobre o que é música gospel, sobre os diferentes estilos de um mesmo conceito artístico, sobre modismos e tendências, sobre o mais recente movimento que percebemos tomar forma na música cristã tupiniquim e, por fim, das propostas inovadoras e de qualidade das obras de Marcela Taís e Tanlan. Música gospel é isso tudo! É algo muito intenso e rico. O importante é que sempre estejamos com ouvidos atentos e abertos para novos sons, novos nomes e novas propostas. A vida é um moinho … vamos pensar diferente, sempre! Antes de despedir-me, sugiro que vocês busquem no YouTube e na web, informações sobre os trabalhos de Marcela Taís e Tanlan. Até a próxima! Bye!

Mauricio Soares, alguém que detesta sanduíches servidos pelas companhias aéreas. Um indivíduo que está sempre disposto a conhecer novos lugares, novos sons, novas pessoas. Publicitário, jornalista, blogueiro.

 

 

 

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No dia 21 de abril foi realizada a 41ª edição do maior prêmio de música gospel dos Estados Unidos, o Dove Awards. O evento aconteceu no Grand Ole Opry House, Nashville, Tennessee e premiou os maiores destaques da música gospel norteamericana em diferentes categorias.
E o grande vencedor deste ano foi a Banda Casting Crowns que conquistou o principal prêmio em disputa, na categoria “Artista do Ano”.  A banda faz parte do cast da gravadora Provident, que integra o selo gospel da multinacional Sony Music. Além de Casting Crows, outros artistas Provident também foram premiados no Dove Awards 2010 em diversas categorias.
Na categoria “Cantor do Ano” o vencedor foi Brandon Heath. Em outra importante categoria, “Canção do Ano”, o vencedor foi a banda Tenth Avenue North com a música “By Your Side”. Ainda do cast Sony Music/Provident foram premiados a banda Red como “Melhor Álbum de Rock” com o CD “Inocence & Instinct” e, ainda Jars of Clay como “Melhor Álbum Pop Contemporâneo” com o projeto “The Long Fall Back to Earth”.
Todos estes projetos serão lançados em breve pela Sony Music no Brasil que passa a distribuir com exclusividade no país todo o catálogo da gravadora gospel norteamericana Provident.
Fonte: Sony Music Gospel

No dia 21 de abril foi realizada a 41ª edição do maior prêmio de música gospel dos Estados Unidos, o Dove Awards. O evento aconteceu no Grand Ole Opry House, Nashville, Tennessee e premiou os maiores destaques da música gospel norteamericana em diferentes categorias.

E o grande vencedor deste ano foi a Banda Casting Crowns que conquistou o principal prêmio em disputa, na categoria “Artista do Ano”.  A banda faz parte do cast da gravadora Provident, que integra o selo gospel da multinacional Sony Music. Além de Casting Crows, outros artistas Provident também foram premiados no Dove Awards 2010 em diversas categorias.

Na categoria “Cantor do Ano” o vencedor foi Brandon Heath. Em outra importante categoria, “Canção do Ano”, o vencedor foi a banda Tenth Avenue North com a música “By Your Side”. Ainda do cast Sony Music/Provident foram premiados a banda Red como “Melhor Álbum de Rock” com o CD “Inocence & Instinct” e, ainda Jars of Clay como “Melhor Álbum Pop Contemporâneo” com o projeto “The Long Fall Back to Earth”.

Todos estes projetos serão lançados em breve pela Sony Music no Brasil que passa a distribuir com exclusividade no país todo o catálogo da gravadora gospel norteamericana Provident.

Fonte: Sony Music Gospel

Nos últimos dias muito tem sido comentado no meio gospel tupiniquim sobre o cancelamento “por força maior” (o que é isso? força maior!?!?!?!?) da maior premiação da música gospel nacional, o Troféu Talento realizado desde 1985 pela Rede Aleluia. Mesmo marcado por discordâncias, torcidas contra e a favor de determinados artistas e de ter uma certa aura de dúvida sobre os critérios utilizados, a premiação constava do calendário do meio gospel e tornou-se (sua ausência) a grande decepção deste ano de 2010.
No site oficial do evento a escassez por notícias é tão grande como a falta de chuvas no Deserto do Atacama no Chile. Então para não deixarmos o ano de 2009 passar em branco em termos de premiação e reconhecimento aos artistas, designers, compositores, produtores e arranjadores que se esforçaram por apresentar projetos de qualidade, nós do Blog Observatório Cristão resolvemos criar uma simbólica premiação.
Em antítese ao Troféu Talento que de tão lento ficou parado, pensamos em chamar nossa premiação de Troféu Tá Rápido, mas o nome não soava bem, então optamos pelo nome bem americanizado de Fast Awards … hummm … mas péraí … se é o Blog Observatório Cristão que irá ter esta hercúlea atribuição de coordenar a premiação e como nosso blog se apresenta como um canal didático abordando constantemente o marketing como uma importante ferramenta, como é que podemos não aproveitar esta oportunidade para consolidar ainda mais nossa marca no cenário? Assim sendo, o nome de nossa premiação será Observatório Awards 2010, gostaram? Hummm … ok, podemos pensar em algo melhor, mas por enquanto vamos com esse nome mesmo, ok?
Como este insight foi gerado hoje. Ainda não tivemos tempo para esmiuçar mais detalhes da premiação, mas o que já temos como base é o seguinte:
1) Estaremos premiando os artistas que mais se destacaram em 2009 no meio gospel entre janeiro e dezembro;
2) A primeira fase será livre e completamente democrática (onde isso vai parar?), ou seja, vamos aceitar indicações dos internautas em todas as categorias. Os artistas (5 a 10) mais indicados por categoria irão concorrer na fase final;
3) A fase final será decidida por “notáveis do meio gospel” … quem seriam estes? Anotem aí: o triunvirato do Blog Observatório Cristão e mais jornalistas especializados, produtores musicais, designers, artistas referência e mais um ou outro que não pensamos direito. Essa verdadeira Academia reunirá não mais do que 50 pessoas e terão o poder de decidir os vencedores de cada categoria;
4) Vamos incluir uma categoria Escolha do Público que irá reunir os 10 artistas mais citados em todas as categorias;
5) Teremos 3 tipos de categorias: Música, Web e Designer, Estilo Musical;
5.1) Música composta por: Música do Ano, Intérprete Masculino, Intérprete Feminino, Banda do Ano, Artista Revelação, Vídeo Clipe, Escolha do Público;
5.2) Web & Designer composta por: Material Gráfico CD/DVD, MySpace, Site Oficial, Personalidade Web,
5.3) Estilo Musical composta por: CD Pop, CD Adoração e Louvor, CD Rock, CD World Music e Miscelânea, CD Pentecostal/Sertanejo;
6) Nos próximos dias vamos explicar como iremos receber as indicações do público e demais informações;
7) Aceitamos sugestões, ajuda, oferecimentos … mas nada de marmelada, votos de cabresto e afins, ok?
Contamos com a sua ajuda! Tão logo esta megaultrapower premiação começar seu processo de seleção, envie seus candidatos e divulgue para todos seus contatos. Em breve todas as informações, aguardem!
Postado por Equipe Observatório Cristão

Observatório Awards 2010

Nos últimos dias muito tem sido comentado no meio gospel tupiniquim sobre o cancelamento “por força maior” (o que é isso? força maior!?!?!?!?) da maior premiação da música gospel nacional, o Troféu Talento realizado desde 1985 pela Rede Aleluia. Mesmo marcado por discordâncias, torcidas contra e a favor de determinados artistas e de ter uma certa aura de dúvida sobre os critérios utilizados, a premiação constava do calendário do meio gospel e tornou-se (sua ausência) a grande decepção deste ano de 2010.

No site oficial do evento a escassez por notícias é tão grande como a falta de chuvas no Deserto do Atacama no Chile. Então para não deixarmos o ano de 2009 passar em branco em termos de premiação e reconhecimento aos artistas, designers, compositores, produtores e arranjadores que se esforçaram por apresentar projetos de qualidade, nós do Blog Observatório Cristão resolvemos criar uma simbólica premiação.

Em antítese ao Troféu Talento que de tão lento ficou parado, pensamos em chamar nossa premiação de Troféu Tá Rápido, mas o nome não soava bem, então optamos pelo nome bem americanizado de Fast Awards … hummm … mas péraí … se é o Blog Observatório Cristão que irá ter esta hercúlea atribuição de coordenar a premiação e como nosso blog se apresenta como um canal didático abordando constantemente o marketing como uma importante ferramenta, como é que podemos não aproveitar esta oportunidade para consolidar ainda mais nossa marca no cenário? Assim sendo, o nome de nossa premiação será Observatório Awards 2010, gostaram? Hummm … ok, podemos pensar em algo melhor, mas por enquanto vamos com esse nome mesmo, ok?

Como este insight foi gerado hoje. Ainda não tivemos tempo para esmiuçar mais detalhes da premiação, mas o que já temos como base é o seguinte:

1) Estaremos premiando os artistas que mais se destacaram em 2009 no meio gospel entre janeiro e dezembro;

2) A primeira fase será livre e completamente democrática (onde isso vai parar?), ou seja, vamos aceitar indicações dos internautas em todas as categorias. Os artistas (5 a 10) mais indicados por categoria irão concorrer na fase final;

3) A fase final será decidida por “notáveis do meio gospel” … quem seriam estes? Anotem aí: o triunvirato do Blog Observatório Cristão e mais jornalistas especializados, produtores musicais, designers, artistas referência e mais um ou outro que não pensamos direito. Essa verdadeira Academia reunirá não mais do que 50 pessoas e terão o poder de decidir os vencedores de cada categoria;

4) Vamos incluir uma categoria Escolha do Público que irá reunir os 10 artistas mais citados em todas as categorias;

5) Teremos 3 tipos de categorias: Música, Web e Designer, Estilo Musical;

5.1) Música composta por: Música do Ano, Intérprete Masculino, Intérprete Feminino, Banda do Ano, Artista Revelação, Vídeo Clipe, Escolha do Público;

5.2) Web & Design composta por: Material Gráfico CD/DVD, MySpace, Site Oficial, Personalidade Web,

5.3) Estilo Musical composta por: CD Pop, CD Adoração e Louvor, CD Rock, CD World Music e Miscelânea, CD Pentecostal/Sertanejo;

6) Nos próximos dias vamos explicar como iremos receber as indicações do público e demais informações;

7) Aceitamos sugestões, ajuda, oferecimentos … mas nada de marmelada, votos de cabresto e afins, ok?

Contamos com a sua ajuda! Tão logo esta megaultrapower premiação começar seu processo de seleção, envie seus candidatos e divulgue para todos seus contatos. Em breve todas as informações, aguardem!

Postado por Equipe Observatório Cristão

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No dia 20 de abril será realizada a primeira coletiva de imprensa da gravadora Sony Music a respeito de sua entrada no mercado gospel e também sobre o megaprojeto Renascer Praise 16 com gravação ao vivo nos belíssimos jardins do Museu do Ipiranga em São Paulo.
A coletiva acontecerá nos estúdios da Rede Gospel no Cambuci, São Paulo, a partir das 11h e contará com as participações da Bispa Sônia Hernandes, do diretor do projeto em DVD, Hugo Pessoa e, ainda, Mauricio Soares, diretor executivo da Sony Music.
No evento serão apresentados detalhes do projeto Renascer Praise 16 que contará com a captação de imagens com 18 câmeras HD Full e câmeras RED e, ainda, em parceria com a Sony Electronics, com 6 câmeras no meio da platéia do show que serão gravadas do ponto de vista do público. Mais uma inovação para o nosso mercado!
Lembrando que a gravação ao vivo do Renascer Praise 16 será no dia 21 de abril às 17h nos jardins do Museu do Ipiranga em São Paulo com entrada franca.

No dia 20 de abril será realizada a primeira coletiva de imprensa da gravadora Sony Music a respeito de sua entrada no mercado gospel e também sobre o megaprojeto Renascer Praise 16 com gravação ao vivo nos belíssimos jardins do Museu do Ipiranga em São Paulo.

A coletiva acontecerá nos estúdios da Rede Gospel no Cambuci, São Paulo, a partir das 11h e contará com as participações da Bispa Sônia Hernandes, do diretor do projeto em DVD, Hugo Pessoa e, ainda, Mauricio Soares, diretor executivo da Sony Music.

No evento serão apresentados detalhes do projeto Renascer Praise 16 que contará com a captação de imagens com 18 câmeras HD Full e câmeras RED e, ainda, em parceria com a Sony Electronics, com 6 câmeras no meio da platéia do show que serão gravadas do ponto de vista do público. Mais uma inovação para o nosso mercado!

Lembrando que a gravação ao vivo do Renascer Praise 16 será no dia 21 de abril às 17h nos jardins do Museu do Ipiranga em São Paulo com entrada franca.