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A Associação Brasileira de Produtores de Discos, ABPD, divulgou nesta semana os números oficiais relativos ao faturamento de 2009, que apresentou uma melhora geral, ainda que tímida, em relação ao ano anterior. No entanto, os números que mais chamaram a atenção foram os relativos ao mercado de venda de músicas digitais, que cresceu 159,4%, faturando cerca de R$ 41,7 milhões. Deste toral, 58,7% ou R$ 21,121 milhões foram de receitas advindas da internet e 41,3% de vendas de músicas via telefonia móvel com R$ 17,657 milhões.

Pela primeira vez em quatro anos, desde que a ABPD anuncia os números do mercado digital, os percentuais das vendas da internet superam os das feitas através da telefonia móvel. Este resultado é um indício claro da mudança de hábito de consumo apontando para a compra legal de música através de sites legalizados.

No mundo, o segmento de música digital apontou crescimento de 12% em 2009 e movimentou cerca de US$ 4,2 bilhões de acordo com o Digital Music Report, informativo divulgado em janeiro pela Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI).

O mercado digital gerou no mundo em 2009, receitas que representam 27% do total de vendas de músicas gravadas. Já no Brasil a participação do mercado digital no total das receitas passou de 8% para 12% em 2008 e em 2009 manteve-se em igual patamar.

O crescimento das vendas de música digital por sites legalizados aumentou sensivelmente no Brasil, em detrimento aos downloads ilegais e à pirataria física de CDs.

Em 2006, dos R$ 8,5 milhões arrecadados nas vendas da área digital, apenas 4% eram relativos à internet – cerca de R$ 300 mil – contra 96% da telefonia móvel ou R$ 8,2 milhões. Já no ano seguinte o percentual da internet havia aumentado para 24% dos R$ 24,2 milhões arrecadados.

Em 2008 esse percen tual caiu em 2%, arrecadando R$ 9,863 milhões do montante de R$ 43,503 milhões. No ano passado, ele teve variação positiva com assombrosos 159,4%, ou seja, mais do que o dobro do que havia conquistado em 2008 e assumindo assim a hegemonia do setor, desde o início dominado pelas vendas via telefonia móvel, que tiveram variação negativa de 47,8%.

Todos estes números apontam para um maior amadurecimento do consumidor na relação com a música digital na web. Especificamente no mercado de música gospel, ainda vivemos a situação do início do mercado digital onde os sites ilegais (sim! o mercado gospel tem sites ilegais, triste não?) imperam no comércio de música. As gravadoras sequer entraram com firmeza no segmento de telefonia móvel e vêem este mercado declinar em detrimento ao mercado legal de comercialização.

As inúmeras possibilidades do mercado digital surgem e se ampliam a cada dia e é saudável que o mercado gospel acompa nhe, ou melhor, recupere o tempo perdido e se adeque urgentemente, pois é uma questão de sobrevivência, de longevidade na nova realidade do mercado fonográfico. O mercado digital não é mais futuro, mas um presente bem consolidado.

Fonte Jornal O Globo, adaptado por Mauricio Soares, Blog Observatório Cristão

O grupo de louvor Renascer  Praise acaba de assinar contrato com a Sony Music. A celebração do acordo aconteceu na Rede Gospel de Televisão na tarde desta quinta-feira (11/3), durante o programa Renascem em Revista.

Apresentado pelo Apóstolo Estevam Hernandes, o programa serviu de palco para a assinatura do contrato entre a Sony Music, representada pelo diretor executivo do selo gospel, Maurício Soares e a líder do Renascer Praise, Bispa Sonia Hernandes. Com isso, um dos momentos mais importantes na história do grupo pode ser acompanhado pelos expectadores e pelos admiradores do grupo.

Para Maurício Soares, que comanda a área gospel da Sony no Brasil, a entrada do Renascer Praise aconteceu após pesquisas e análises relativas ao trabalho realizado pelo grupo. “É um projeto criterioso, no qual em todas as pesquisas realizadas por nós apareciam o Renascer Praise com bastante frequência”, explicou.

Em sua fala a Bispa Sonia disse estar feliz com a parceria e que esse momento é um reconhecimento do trabalho que o Renascer Praise realiza ao longo de todos esses anos. “Essa parceria vem com selo de aprovação e reconhecimento, inclusive pelo mercado secular, daquilo que significa nosso trabalho dentro da música. Vejo esse momento como o resultado de uma grande entrega feita por todos aqueles que se dedicam e que entregam ao Senhor o seu melhor”, destacou a líder do grupo.

De acordo com o Apóstolo Estevam Hernandes, a composição com a Sony significa um crescimento e uma estrutura grandiosa para que a música gospel possa ser melhor difundida, além de um ganho para o mercado e para o Corpo de Cristo. “Eu acho que é um divisor de águas, porque todos nós sabemos o que a Sony representa como empresa em todos os setores e especialmente na música, onde figura como a maior empresa do mundo. Essa parceria agrega efetivamente muita qualidade e muitas possibilidades de divulgação e distribuição do produto. Eu creio que ela nos coloca em um patamar pelo qual sempre lutamos”.

A parceria entre o Renascer Praise e a Sony já irá aparecer no próximo trabalho, que será gravado ao vivo no feriado de Tiradentes (21/4), em São Paulo.  Segundo Maurício Soares, além da mídia CD o produto também será distribuído em bluray, tecnologia criada e dominada pela Sony.

Pra Adriana Bernardo

Comunicação Renascer

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Pausa refrescante em nosso blog …. aviso aos músicos em viagens pela United Airlines: A United Airlines faz mal à saúde e integridade física dos violões e instrumentos musicais!

Isso não é uma piada! Aconteceu recentemente nos EUA onde um músico teve seu violão quebrado pela delicadeza da equipe de apoio da United Airlines no momento de embarque das bagagens.

Como o músico não conseguiu seu ressarcimento pela empresa áerea, algo em torno de 2 mil dólares, optou por um protesto criativo que vem gerando grande impacto nos EUA. Como não conseguia retorno ao seu pleito, o músico gravou um clipe e postou no YouTube reclamando de forma humorada a forma de atendimento ao seu violão Taylor. O vídeo virou uma febre e foi assistido por milhares de pessoas.

Depois deste sucesso na web a United Airlines resolveu de todas as formas resolver a questão. Sem acordo pela parte do músico a partir de agora. A empresa tentou inclusive bloquear a exibição do vídeo na rede, o que não foi aceito pelo Youtube.

Se a moda pega …

Pelo sexto ano consecutivo a EBF Eventos irá realizar a maior feira de negócios do segmento cristão, a ExpoCristã 2009. O evento que reúne algumas das principais empresas do ramo fonográfico, editorial e de produtos alternativos estima a presença de mais de 100 mil pessoas nos 6 dias de feira.

A ExpoCristã acontece de 08 a 13 de setembro no ExpoCenter Norte em São Paulo. Maiores informações www.expocrista.com.br

Uma boa notícia para os consumidores de CDs e DVDs: o preço desses produtos deve cair. A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (4) uma proposta de Emenda à Constituição (PEC) que isenta de impostos gravações de obras de artistas brasileiros.

O deputado Otávio Leite (PSDB-RJ), autor da PEC, afirmou que sem esses tributos os produtos podem ficar 25% mais baratos. Desse modo, um CD que custa R$ 30 poderá sair por até R$ 22,50.

Segundo Arolde de Oliveira, que é deputado federal e fundador do Grupo Mk de Comunicação, se a medida for aprovada pode reaquecer o mercado fonográfico. “Dá margem para a indústria nacional entrar na formalidade”, afirma Oliveira que participou ontem dos debates em Brasília juntamente com os artistas Gian e Giovani, Eduardo Araújo, Ivo Meirelles (presidente da Mangueira), Jorge Vercillo e Cristina Mel. Além deles, apoiam o projeto Zezé Di Camargo & Luciano,Roberto Carlos, Sandra de Sá, Fagner, Leoni, Frejat e Francis Hime, e gravadoras como Som Livre, Sony Music, EMI Music, Warner Music e Universal Music, além da Associação Brasileira de Produtores de Disco (ABPD) e a Associação Brasileira de Musica Independente (ABMI).

De acordo com ABPD, houve um prejuízo no mercado fonográfico de mais de 70% nos últimos dez anos por causa da pirataria. Com isso, o faturamento anual despencou de R$ 1,377 bilhão, em 1997, para R$ 359,9 milhões em 2008. As unidades vendidas entre 2007 e 2008 ficaram praticamente iguais em 31,3 milhões de CDs e DVDs.“Se a emenda for aprovada continuaremos crescendo, uma média de 15% e devemos conseguir recuperar 30% de mercado”, aposta Leonardo Ganem, presidente da Som Livre. Para Fernando Stein, diretor de relações institucionais do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), a medida é bem-vinda, pois toda a cadeia produtiva será beneficiada. Segundo Stein, no preço dos CDs, 37% são impostos e contribuições e nos DVDs, 44%. Incidem sobre eles tributos federais como o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Imposto de Renda da Pessoa Jurídica e as contribuições PIS/Cofins; o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que é estadual, e o Imposto sobre Serviços (ISS), cobrado pelos municípios. Por outro lado, a medida esbarra num problema, já que não tem prazo para entrar em vigor. Isso porque o texto agora vai ao plenário da Câmara e depois ao Senado, onde precisa ser aprovado por dois terços dos parlamentares.

Fonte: Gospel+