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Muita chuva no Rio. Aeroporto lotado. Vôos cancelados (inclusive o meu!). Filas enormes. Remarcação de vôo. Aeroporto fechado para pousos e decolagens. E eis que depois de muita espera finalmente começo a escrever este texto seguindo na direção de Campinas, São Paulo.

Ontem tive uma reunião com uma jovem cantora. Na verdade, foi mais uma consultoria, um trabalho de coaching orientando-a sobre estratégias, carreira, mercado fonográfico e tudo mais. Em dado momento de nossa conversa ela me mostrou um Lyric Video que havia produzido há algum tempo atrás. Aproveitei a oportunidade e também fiz questão de apresentar o nosso mais recente Lyric Video da canção “Só Uma Frase”, single do novo álbum de Mariana Valadão.

Os dois projetos são muito bons! A qualidade visual ficou excelente e cada cena apresentada realmente demonstra muita preocupação com o produto final. No entanto, os dois Lyric Videos têmpropostas e resultados bem distintos. E sem perder muito tempo vou comentarneste post algumas ferramentas interessantes e inovadoras que o mercado fonográfico vem utilizando ultimamente.

Então, começando pelo Lyric Video este projeto nada mais é do que um vídeo onde a música é divulgada no áudio original acompanhada pela letra da própria música. Em muito grosso modo, seria uma espécie de karaokê onde se tem a música e o acompanhamento simultâneo da letra.

Depois de entender do que se trata, partimos para os detalhes. O Lyric Video tem como principal objetivo divulgar uma música, emgeral o single do álbum já nos primeiros dias de lançamento do projeto. Não adianta lançar um Lyric Video depois de meses e meses da música ter sido lançada no mercado. Esta ferramenta é uma forma de oferecer ao público uma ‘degustação’ da música muito antes de se conseguir produzir e lançar um vídeo clipe oficial. Então, a função do Lyric primordialmente é divulgar uma música no mais curto espaço de tempo de lançamento do projeto. E como ferramenta de divulgação, o projeto deve seguir o projeto visual do próprio álbum. As fotos internas, capa, tipologia, tudo isso deve ser usado como background do vídeo.

E neste caso, é importante que fique claro para todos que o Lyric não precisa ser em 4D, ter telas mirabolantes, animações,nada disso! A proposta é tão somente agilizar a divulgação de uma canção. Afixação da imagem do álbum, do artista e da letra da canção são os objetivos reais desta ferramenta.

Uma outra opção semelhante ao Lyric Video é o Pseudo Video. Neste caso, o processo é ainda mais simples. Apenas constam no vídeo, a imagem estática do CD e o áudio da canção. É a versão mais simples desta ferramenta. EM alguns casos, o Pseudo pode ter a letra acompanhando o áudio, mas ainda assim de uma forma mais simples e estática.

Mais uma vertente é o Lyric Video com Cifras. Neste caso, temos a mesma proposta do Lyric Video tradicional com a inclusão das cifras. Para os músicos, é uma ferramenta e tanto de aprendizagem. Ainda há poucos vídeos deste formato na web, mas com uma busca um pouco mais refinada podemos encontrar alguns destes vídeos.

Verdadeira febre há tempos atrás no meio dos artistas, a twitcam agora passa a ter outra opção de interação com o público. O HangOut é uma ferramenta baseada no Google Plus e que vem crescendo bastante nos últimos tempos. A grande diferença neste novo modelo é que o vídeo automaticamente fica arquivado no canal oficial exclusivo do artista no YouTube. No HangOut, outra diferença importante, o tempo de realização da ação leva em média entre 20 a 30 minutos. Há possibilidade da duração se estender, mas a indicação dos próprios gestores do projeto é que o tempo ideal deste tipo de ação seja mesmo até os 30 minutos.

Uma ferramenta, até relativamente óbvia, mas ainda pouco utilizada pelos artistas do meio gospel é o vídeo tutorial. O que em poucas palavras é um músico e/ou o próprio artista ensinando em detalhes como se executa uma canção. Basicamente é uma câmera na mão, uma idéia simples na cabeça e paciência e clareza na explicação de cada acorde da música. Geralmente estes vídeos são gravados em estúdios, mas nada impede que seja gravado no jardim, na praça, na igreja ou até mesmo no quarto. Pra ilustrar bem esse projeto, sugiro que você pesquise no YouTube o vídeo em que Samuel Rosa do Skank ensina o público a tocar a música “Sutilmente”. Em tempo, esta canção foi um dos grandes sucessos recentes da banda e este vídeo, em especial, está próximo a 500 mil views.

No meio gospel, em especial, o sucesso de uma música pode ser medido a partir do momento em que esta passa a ser executada nas igrejas pelo país. Isto pode acontecer até mesmo antes de ouvirmos tocando esta mesma música nas rádios. Quando uma música ‘emplaca’ entre os hinos que são ministrados nas igrejas, aí temos um grande indicativo de que esta música tem chances de se tornar sucesso nacional. E é justamente para que as igrejas, o público e até mesmo a mídia, conheçamesta canção, que estas ferramentas citadas neste post devem ser exaustivamente utilizadas.

O lançamento de um single ou mesmo um vídeo nas plataformas digitais, antes da chegada do álbum no mercado, também é uma mudança importante no mercado fonográfico, mas neste caso, falamos mais de estratégia do que de ferramentas. Então voudeixar este tema para um outro post que espero poder escrever em breve e publicar aqui no Observatório Cristão.

Confesso que tive ultimamente uma falta de criatividade aguda aliada a uma terrível falta de tempo e por isso a escassez de textos inéditos no blog. Espero que nas próximas semanas eu consiga reverter essa tendência de baixa produtividade.

 

Um grande abraço aos 66 leitores assíduos!

 Mauricio Soares, publicitário, jornalista, consultor. 

 

Depois de quatro dias intensos de curso em Buenos Aires, regresso ao meu país com a certeza de que estou no lugar certo e convicto de que ainda posso contribuir muito para o crescimento da música, especialmente da música cristã em toda a América Latina. Estes últimos diasforam muito cansativos. Acordávamos pouco depois das 6 da manhã e já às 7 estávamos todos ‘dispostos’ para uma sessão intensa de exercícios físicos. Um dos pilares deste curso é o conceito de que para desenvolver-se profissionalmente, antes de mais nada precisamos cuidar de nossa saúde. E é impressionante como praticamente todos os 21 participantes do curso reclamaram de dores, estavam fora de forma e acima do peso ideal. Como é fácil deixar de cuidar de si mesmo e focar todas as atenções para a carreira profissional e outras atividades!Particularmente me conscientizei de que preciso mudar urgentemente meus hábitos sedentários e passar a praticar atividades aeróbicas e mais saudáveis. Espero que esta consciência permaneça após desembarcar de volta ao Brasil! A maratona diária acabava por volta de meia-noite e chegávamos ao quarto do hotel completamente exaustos.

 

Para este curso foram selecionados 21 profissionais de diferentes áreas – marketing, finanças, artístico, operacional – e de diferentes países da região Latin Iberia. Fiquei extremamente lisonjeado por fazer parte deste seletíssimo grupo e ainda mais satisfeito pelos resultados do curso em si. Durante estes dias falamos muito sobre liderança, objetivos e desenvolvemos técnicas para reuniões e alcance de metas, soluções de problemas e coisas do tipo. Espero utilizar muito do que aprendi nestes dias. É muito importante aproveitar estas oportunidades para analisar suas ações e principalmente reciclar ideias. Sempre descobrimos coisas novas, temos acesso às últimas tendências e tecnologias. Nosso segmento vem sendo transformado sistematicamente pelas novas tecnologias, mudando radicalmente hábitos, tendências e apontando para novos caminhos. No entanto, um dos grandes momentos e destaques destes dias não tem a ver com o frescor da juventude, com a intensidade do moderno, com tendências ou inovações.

 

Entre os 21 escolhidos, tínhamos uma mescla muito interessante de ‘dinossauros’ da indústria com jovens promissores e, ainda alguns outros profissionais com uma certa experiência de mercado e entre estes me incluo, gente com 15, 20 anos de estrada. Entre os mais experientes, 2 me chamaram a atenção, em especial. O primeiro é meu companheiro de trabalho no Brasil, Sergio Bittencourt, um profissional com quase 45 anos de atuação naindústria fonográfica e atualmente Vice-Presidente A&R da Sony Music noBrasil. Tenho o prazer de atuar lado a lado com este ícone do mercado, um profissional que trabalhou e trabalha diretamente com nomes do quilate de Zezé di Camargo e Luciano, Roberto Carlos, Tom Jobim, Elis Regina, Victor e Leo,Joanna, Milton Nascimento, Gonzaguinha, Djavan, Legião Urbana, entre outros e outros e outros! Sempre que posso, paro para ouvir as histórias, visão do negócio, experiências e tudo mais contado por Serginho, que é como carinhosamente todos o chamamos. Para mim é uma oportunidade inigualável ter acesso a tudo diretamente na fonte.

 

Outro personagem é Manuel Cuevas, Vice-Presidente de vendas da Sony Music México com mais de 20 anos de companhia e a grande lenda de toda a região latina quando se trata de negócios e projetos de sucesso. Tive o enorme prazer de fazer parte do grupo de trabalho com ele durante este curso. Tanto Cuevas como Serginho, em determinados momentos destacaram um sentimento que é indispensável para o sucesso de quem trabalha neste mercado, seja ele um divulgador de rádio, um diretor de marketing ou mesmo um artista. Acima de qualquer investimento. Acima de qualquer plano estratégico. Acima de qualquer nova tecnologia. Em se tratando de música, é necessário que se tenha PAIXÃO! Sim, paixão pela música, pela mensagem, pela poesia, pelo sentimento.

 

A arte sem paixão é apenas entretenimento fugaz. Um artista sem paixão é apenas um executor de seu ofício. Um poeta que não ama a palavra é apenas um organizador de letras. Um artista sem paixão torna-se meramente um burocrata.

 

É frustrante ver como muitos artistas têm lidado de forma fria e calculista com a arte. Já tive oportunidade de participar de reuniões com cantores onde o que menos se importava eram as questões artísticas, só se falava de dinheiro, investimentos, percentuais, interesses pessoais e coisas do tipo. A impressão nestas horas é de que você está à frente de uma pessoa que distanciou-se de uma tal forma da paixão pela arte que esta não deveria sequer ser chamada de artista.

 

Paixão nos dá a ideia de algo fugaz, intenso mas passageiro. Mas neste caso específico, esta intensidade deve ser renovada de tempos em tempos. Não há nada mais frustrante e desanimador quando percebemos que um determinado profissional tornou-se meramente um repetidor de atividades, algo frio, mecânico, sem vida. Confesso que tenho meus momentos de cansaço, de tristeza, de reavaliação de vida e tudo mais. É  verdade que ao longo destas duas décadas e um pouco mais de tempo trabalhando neste mercado já tive momentos de insatisfação onde repensei seriamente meu papel e prioridades na minha vida profissional. Mas também confesso, que tenho uma relação profunda com a música e a indústria fonográfica a ponto de sempre dar-me uma nova chance para recuperar as esperanças, forças e principalmente, a paixão.

 

Este sentimento intenso, que conhecemos como paixão é o que realmente me motiva dia a dia a fazer sempre o melhor! Me orgulho quando ouço de um produtor musical com uma coleção de Grammys na estante da sala adeclaração de que tenho um gosto refinado musicalmente falando. Fico especialmente feliz ao ver que nomes como Daniela Araújo, Os Arrais, Marcela Taís e Leonardo Gonçalves tem seus trabalhos reconhecidos e divulgados por minha contribuição.

 

A vida é muito curta! E ainda tem gente que insiste em torná-la curta e desinteressante! Sem paixão, não há vida, não há prazer, não há alegria. Que consigamos encontrar o que realmente nos motiva e emociona. Que haja paixão em nosso cotidiano, mesmo que seja em coisas absolutamente simples e frugais. Que assim seja!

 

 

Mauricio Soares, apaixonado pela família, pelo trabalho, pelos desafios. Jornalista, publicitário, profissional de marketing.

Outro dia destes, um amigo de twitter me perguntou se seria verdadeira a informação de que eu estaria contratando uma determinada cantora. Achei estranha a pergunta e retruquei-lhe o porquê desta dúvida, afinal eu nem sequer havia dado alguma indicação a este respeito. Aresposta foi imediata e direta: pessoas próximas a artista e um blog haviamdivulgado a notícia como certa!

 

Estiquei a conversa por DM e fiz questão de deixar claro a negativa nesta contratação. Comentei ainda que fazia uns 2 meses, minha timeline foi invadida como num ataque ensandecido de abelhas africanas para que estareferida cantora fosse por mim contratada. Eu nunca conversei com esta jovem! Acho que, no máximo, ela me entregou um CD para ‘ouvir com carinho’ durante a última feira, nada além disso!

 

O texto de hoje é uma tentativa para alertar aos jovens artistas sobre o que se deve fazer para chamar a atenção de uma gravadora e o que efetivamente deve ser evitado a todo custo!

 

Em primeiro lugar, campanhas como “Queremos” devem ser banidas da estratégia! Não existe coisa mais chata do que acordar cedo, ligar o computador e deparar-se com 856 mensagens retuitadas com a mensagem “Queremos a cantora Elisinha Pé de Fogo na gravadora Reteté Music!”. Outro dia sofri esse ataque inflamado. Como nunca havia ouvido falar de uma determinada artista, resolvi pesquisar um pouco mais a respeito destas pessoas que participavam da manifestação digital. Era um tal de perfil com 2, 3, 5 seguidores e tantos outros sem qualquer seguidor, que me veio a impressão de que se tratavam em sua maioria de perfis fake, ou no bom português, falsos, inventados, paraguaios mesmo!

 

Como diz o meu amigo e parceiro de longa jornada, Sidnei Gomes: “Quem aceita pressão é time pequeno!” E é isso mesmo! Quem em sã consciência acredita que pelo fato de uns gatos pingados ficarem repetindo e poluindo a timelinealheia, terão suas ‘sugestões’ acatadas, deve refazer seu check up anual. O que pode acontecer, na verdade, é o inverso, ou seja, a determinada artista assumir uma imagem negativa perante a gravadora e as portas para ela simplesmente se fecharem.

 

Então, em primeiro lugar, não utilize-se de pressões via twitter! Campanhas como o fatídico “Queremos” devem ser abolidas!

 

Ainda com relação às redes sociais, outro erro grotesco é você implorar para ser adicionado na página do Facebook do (a) executivo (a) da gravadora se esta é restrita. Você precisa entender que se a página é reservada, possivelmente este será um espaço para amigos e familiares e não, um ambiente profissional. Falo isso com experiência própria, pois tanto meuInstagram como meu Facebook são restritos e destinados apenas a pessoas que eu realmente conheço de carne e osso (alguns, até com bastante carne, por sinal, rs)!

 

Não utilize estes espaços para solicitar ao profissional para assistir seus vídeos, clipes, conhecer sua trajetória, suas músicas. Se o ambiente é restrito, então entenda que esta não é uma área profissional, mas de cunho pessoal e isto deve ser respeitado! Já tive um dito cujo, que por 2 meses, quase que diariamente me solicitava amizade em minha página, todas devidamente negadas. Não sei o que ele entendia com estas negativas de minha parte, mas certamente demorou um bom tempo para ele compreender que ali não era um fórum adequado para apresentar seus projetos.

 

“Não bata à porta onde você não foi convidado! Tenha bom senso!”

 

twitter pode até ser um canal interessante para chamar a atenção de alguém da indústria fonográfica, mas deve ser tratado com muito bom senso. Não adianta insistir para que seu vídeo seja conferido com mensagens a cada duas horas durante 3 semanas. E o pior, tenha cuidado com o tipo de material que você irá indicar para ser analisado! Conheço vários casos em que o artista insistiu pela atenção e quando fui conferir oclipe, o material era tão ruim, que não consegui assistir mais do que 1 minuto. Ou seja, oportunidade desperdiçada!

 

“Cuidado com o que você quer mostrar, pois em alguns casos, realmente a primeira impressão é a que fica!”

 

Outra questão importante: dados e informações hoje são facilmente checados, portanto não infle seus números, não invente estórias, não queira transparecer o quevocê realmente não é. Nada de se autoproclamar “o maior sucesso da música gospel do Nordeste” quando na verdade, você hoje só é conhecida na periferia de Teresina. Ser a música mais executada pela Rádio Ibitirama FM não significa que você está na Crowley ou na Billboard. Ser a filha do pastor-presidente do campo de Sinop não significa que tem acesso a todas asigrejas do país. Ou ainda, ter uma agenda lotada de compromissos não determina que você é um sucesso por onde passa.

 

Tempos atrás quando pesquisava sobre um ou outro artista, corria imediatamente para sua página oficial do twitter, facebook, seus vídeos. Hoje em dia, continuo utilizando-me destas referências, mas aprofundando-me um pouco mais a pesquisa, pois infelizmente temos muita gente se utilizando (e iludindo-se) com táticas não-convencionais de aquisição deviews e seguidores. Nesta pesquisa mais detalhada damos uma análise em quem são estas pessoas que estão ‘seguindo’ o determinado artista. E aí, nos deparamos que o artista não é seguido apenas por pessoas do Brasil, mas gente do Mali, Botswana, Afeganistão, Coréia do Sul, Nigéria, Guatemala, Chechênia e por aí vai, ou seja, este perfil é mais verdadeiro do que nota de 3 reais.

  

“Não infle seus números! Você pode explodir!”

  

Vamos seguindo com o texto que está sendo criado em um vôo Rio/Buenos Aires. Terei pela frente uma semana inteira de curso! Certamente teremos muitas boas novidades para o blog pela frente!

 

O envio de material para uma gravadora é uma atitude inócua! Imagine-se numa sala com 800 a 2000 CDs para avaliação e num fim de tarde de uma semana intensa,chega o seu envelope para um A&R.

 

Opção 1 – O envelope com seu CD será entregue ao A&R e ficará numa caixa com outros 300 envelopes aguardando que um dia alguém o retire de lá;

 

Opção 2 – O envelope será imediatamente aberto, o A&R irá avaliar a capa do CD, irá ler a carta anexa e depois colocará junto a uma pilha de 300 CDs aguardando para audição;

 

Opção 3 – O envelope será aberto, a camiseta-brinde será posta de lado e depois presenteada a alguém, o cartão de visita, o release com as suas matérias publicadas no Diário de Caicó, as fotos e tudo o mais do “kit” serão descartados, exceto o CD que irá para a pilha dos 300 CDs aguardando audição;

 

Opção 4 – O CD irá para a caixa de 300 CDs diretamente.

  

“Não perca o seu tempo enviando um CD para a gravadora se isto não for solicitado pela própria. Mais direto do que isso impossível, certo?”

 

Mas voltando ao nosso texto,  até aqui destacamos algumas ações que devem ser evitadas no processo de chamar a atenção de um A&R. De agora em diante vamos elencar algumas atitudes positivas para esta estratégia.

 

Cada vez mais a web tem sido aliada para os jovens artistas. E sabendo utilizar-se de forma inteligente, esta ferramenta pode dinamizar carreiras e encurtar sensivelmente alguns degraus rumo à uma gravadora ou o reconhecimento do grande público.

 

Partindo da premissa de que você tem uma grande música e talento, priorize a produção de um clipe de qualidade. Em seguida, tenha uma fanpage atualizada, dinâmica, interessante. Crie também um web site personalizado com seu último projeto.Seja clean, direto, mantenha este espaço sempre atualizado. Mantenha-se ativo nas redes sociais. Potencialize a divulgação de seu projeto nas mídias do segmento.

 

Se possível, contrate um profissional de assessoria de imprensa que também possa coordenar a atualização de seus perfis nas redes sociais. Alguns destes profissionais de imprensa possuem bom acesso aos A&R das gravadoras. Através deles talvez seja mais fácil ter contato com as gravadoras.

 

Com um bom vídeo, uma boa música, uma fanpage agradável e ativa, um bom número de seguidores nas diferentes plataformas sociais, uma boa assessoria de imprensa e promoção, as possibilidades de sedestacar em meio à concorrência começam a crescer. Então de uma forma bem clara e didática, vamos destacar o que é analisado por uma gravadora num processo de seleção:

 

1)   Talento, diferencial, qualidade – estes são os pilares para que um artista realmente seja levado em questão por um A&R. Se você ainda não tem um projeto de qualidade, talvez seja melhor adiar seu contato com uma gravadora. A concorrência não permite riscos. As gravadoras querem projetos realmente consistentes;

 

2)   Proposta artística e demanda no cast – em determinados momentos, um A&R foca sua procura em alguns nichos e segmentos específicos. Digamos que no cast de determinada gravadora tenha uma lacuna de artista pop rock, naquele momentotodos os artistas deste estilo passam a ser analisados com maior intensidade pela gravadora. Procure estar atento à estas demandas!

 

3)   Tapes finalizados – cada vez mais as gravadoras estarão interessadas em projetos prontos para simplesmente cuidar das atividades de marketing e distribuição. O licenciamento de tapes hoje é uma prática muito comum e incentivada pelo mercado;

 

 

4)   Relevância – como já comentado neste texto, informações como número de views de clipes, seguidores do twitter, fanpage, instagram, são dados importantes na avaliação de relevância do artista. Esteja muito atento a isto! Confesso que me assusta conversar com artistas que confessam que ainda não dão a devida importância para estas ferramentas;

 

5)   Agenda Intensa – um artista que trabalha pouco, que tem uma agenda fraca, significa que ainda tem muito a fazer ou que realmente não gosta de trabalhar! Um artista que trabalha muito, que está constantemente na estrada é um parceiro da gravadora no processo de divulgação;

 

6)   Disposição e disponibilidade para trabalhar em parceria – um artista que demonstra vontade de atuar lado a lado com a gravadora é um grande diferencial. Já foi se o tempo em que tudo caía nas contas da gravadora e o artista ficava refastelado em sua confortável poltrona recebendo todas as benesses. Os tempos são outros! Hoje, o artista deve assumir certas ações que até pouco tempo atrás estavamunicamente ligadas à gravadora. Muitos investimentos de mídia e marketing devem ser assumidos pelo artista. Mentalidade participativa é fundamental!

 

 

O piloto já informa o início do procedimento de descida em Ezeiza. Vamos ficando por aqui! Espero que este texto tenha contribuído de alguma forma no entendimento do que um A&R espera encontrar num artista e seu projeto e de como você poderá usar das melhores estratégias para chamar sua atenção.

 

E vamos degustar as parrillas!

 

 

Mauricio Soares, jornalista, publicitário. Agora você também encontra meus textos nosite Garagem Gospel.

Na Revista O Globo, suplemento dominical do Jornal O Globo, há uma seção que sempre leio antes de folhear toda a revista. Sigo rapidamente para a página da Seção Entre Ouvidos, uma espécie de registro sobre frases engraçadas, pitorescas, perspicazes docotidiano carioca. Ali tem espaço para o feirante filósofo, para a dona de casa, para o cobrador de ônibus, para a dondoca da zona sul, a aspirante a celebridade, o vendedor de mate nas areias da praia e por aí vai.

Então, como não consigodormir de jeito nenhum neste vôo de volta para o Brasil, resolvi reunir algumas frases que acho interessantes, outras que ouvi e ouço constantemente e ainda algumas pérolas …

“O som é algo meio Hillsong! Tem uma pegada bem pop rock gringa, saca?”– frase proferida por 11 entre 10 jovens artistas que querem impressionar dando a sensação de que estão fazendo algo absurdamente inovador, moderno e diferenciado. Geralmente o som não tem nada de inovador, mas um simples arremedo de tudo que já ouvimos por aí.

“Não ligue para mim. Se eu realmente gostar de seu trabalho, irei atrás de você!”  – tem coisa mais chata do que uma pessoa te entregar um CD e depois ficar ligando insistentemente para saber se já ouviu com ‘carinho’? Geralmente a cobrança vem acompanhada da frase: Eu sei que você deve receber dezenas de discos, tem muito trabalho … mas …” A verdade é que ao receber um CD ou DVD, automaticamente deveria ser entregue um cartão com a frase em destaque. Ou será que alguém tem dúvida de que se o artista realmente for diferenciado, um A&R vai deixar passar a oportunidade? O chato é ter que responder (sempre com educação) de que o referido projeto está aquém do critério ou perfil da gravadora.

“Eu estava pensando …” – se esta frase é proferida por um artista, prepare-se porque vem algo mirabolante pela frente e na verdade não tem nada de “pensando”, o fundo, ele está te dizendo: ”eu quero fazer isso, fazer aquilo” e a possibilidade da gravadora ter que arcar com os custos desta ideia é tão certa como pegar um engarrafamento na Marginal do Tietê às 10 da manhã em plena segunda-feira.

“Meu CD foi produzido por João Ouvido de Ouro, esse cara produziu Joana do Reteté, Maria do Monte, Dedé de Jeová … os grandes nomes da música gospel. Os músicos foram … o fotógrafo foi aquelesuper conceituado … clicou todas as grandes artistas e modelos … o projeto gráfico foi com Rangs Donner, conhece? E a masterização fiz lá em Nova Iorque com o mesmo engenheiro que fez Madonna, Beyoncé, Adele, Lady Gaga, Carmem Miranda, só gente fera!”– quando o artista fala mais da ficha técnica do que as suas músicas ou do projeto em si, é sinal de que realmente tem muito pouco a dizer!

“Não é pelo dinheiro! Eu quero uma proposta pra minha carreira, quero ver o que a gravadora pode fazer por meuministério. Se Deus confirmar, estou em paz!” – quando o artista começa com esta primeira frase, esqueça! Você pode ter um curso de oratória, experiência em negociações entre árabes e judeus, ter todo um projeto estratégico com slides, animações, vídeos, gráficos, ou demonstrar claramente que o mercado mudou, que não tem mais essa opção … nada! O dito cujo só vai querer mesmo ouvir o quanto de din-din irá tilintar em seu cofrinho! Não perca seu tempo!

“Tenho um artista que preciso te apresentar antes de mostrar para a gravadora XYZ … “ – geralmente essa é uma frase daquele cara que você não fala há uns dois anos e que te liga no fim de uma tarde de sexta-feira.Depois de alguns segundos ele te assegura que o artista tem alguém disposto a investir, que o artista está ‘arrebentando’ na região, que o menino é o novo Thalles Roberto e que ele está me dando essa indicação porque é meu amigo e no futuro irei agradecê-lo por este presente estupendo! Em 25 anos de labuta, raríssimos foram os ‘fenômenos’ que descobri desta forma. Na verdade, só 1 ou 2 … nada além disso!

“Todo mundo tem seu valor. Alguns têm até etiqueta de preço!” – me impressiona como tem gente que … deixa pra lá!

“Eu tenho já algumas propostas. A dona Clotilde Ferreira já me chamou pra conversar. O pastor Agamenon também …” – como na adolescência, o menino de espinha no nariz quer se sentir pretendido por todas as menininhas. Na minha remota adolescência lembro-me que disputávamos para saber quem tinha mais pretendentes e possibilidades de engatar num namoro. Meninices! Este é um approach pra lá de manjado e confesso que em meu caso, cansei de perguntar, o porquê dele estar na minha frente tendo tantas propostas interessantes. Geralmente o interlocutor disfarça, muda de assunto e acaba com a justificativa mais ‘cara de pau’ de que na verdade, acredita muito no nosso trabalho e blá blá blá …

“Quem tá feliz dá um grito de júúúúúúbilo” – frase gritada pelo artista quando este quer ouvir a participação do público. É uma espécie de mantra!

“Eu queria gravar um DVD … é o meu sonho!” – assim como tenho o sonho de ver meu Fluminense ser campeão da Libertadores e do Mundial da FIFA. Ou seja, no tempo certo o sonho pode virar realidade … ou não …

“Posso dar uma olhadinha nas fotos?” – esqueça! O que o artista quer te informar é que na verdade ele quer dirigir todo o projeto de desenvolvimento da capa. Na sequência, definir o single, criar a estratégia de marketing, decidir a tiragem inicial, estabelecer as ações digitais, fazer uma turnê no Brasil e no exterior e decidir quais programas de TV irá gravar. Ah! Já ia me esquecendo … temtambém a criação do roteiro do clipe, a escolha das locações, do figurino, a edição  das imagens e a coordenação de toda equipe de captação das imagens. É só pra dar uma ajudinha, viu?

“Eu mesmo me produzi. As composições são todas minhas. Se pudesse, tirava as fotos também!”  – alerta vermelho no mais alto grau! Chama o GATE, o Esquadrão Anti-Bombas. A possibilidade de nada dar certo é enorme! Tem gente que quando se olha no espelho se apaixona pela própria imagem, é mais ou menos por aí!

“Meu site? Estou reformulando. Minha fanpage? Já estamos fazendo” – como uma operadora de telemarketing falando tudo no gerúndio, quando nos deparamos com alguém nesse estilo isso quer dizer que nada está sendo feito. Pelo menos até agora, mas já vamos estar providenciando.

“Vou fazer uma turnê nos Estados Unidos! Pregar, evangelizar! Exercer o Ide … Ô glórias!” – balela! Vai fazer outlet todos os dias! Vai se empanturrar no Cheesecake Factory, alugar aquele carrão maneiro. Vai nos parques de Orlando, passear na International Drive e à noite cantar numa igrejinha para 50 pessoas porque precisa faturar uns trocadinhos para comprar aquela bolsa da Michael Kors … que bênção!

“Agora vira pro irmão do lado e diga …”  – esta é a versão gospel da antiga brincadeira “macaco mandou …”

“Trabalhando muito! Minha agenda está cheia até 2018!” – leia-se: estou cantando em tudo quanto é evento. É o autêntico: Me chama que eu vou! Enterro de anão, casamento de cachorro, grupo de senhoras, visita ao Lar do Idoso, não importa! O que está valendo é encher a agenda do site com um evento atrás do outro. É preciso passar a ideia de que todo mundo quer sua participação noseventos. É o sucesso! Teve um cantor que ficou tanto tempo fora de casa quequando retornou, o filho disse: Mãe tem um homem na sala!

“Quantos CDs você vendeu do último trabalho? Ah, não sei …” – em outras palavras: Vendi pouco, mas dessa vez tenho certeza de que vou vender 1 milhão de cópias! Eu tenho a promessa né? Não morrerei enquanto ela não se cumprir … Oh Aleluias!

“Ah, eu estou sim aberto a propostas. A desafios … acho que lá na gravadora onde estou não irei mais crescer. Além do mais, tudo é sempre para aqueles escolhidos, para os protegidos sabe?” – aí você conversa, conversa, conversa, faz uma proposta de trabalho. O artista coloca no Instagram, passa a te seguir em todas as redes sociais, curte suas fotos, manda mensagens engraçadinhas na timeline e dias depois, renova seu contrato com a antiga gravadora ganhando algum bônus extra. A tática é mais conhecida do que andar em pé e ainda funciona!

“Meu sonho um dia é gravar em espanhol ou inglês … eu tenho uma promessa de que eu teria minha voz nos quatro cantos deste planeta!” – posso afirmar categoricamente que a esmagadora maioria dos artistas que têm esse objetivopensam que é só entrar em estúdio e gravar um CD no autêntico portunhol ou embromation tipo Joel Santana. A grande maioria não tem sequer noção do que um trabalho no mercado latino significa e de quanto tempo de dedicação exclusiva o projeto internacional demanda.

“Já estou super feliz de estar entre os 500 indicados de minha categoria!” – traduzindo: o que eu quero de verdade é desbancar todo mundo e ganhar esse prêmio! Eu mereço! Se eu perder vou dizer pra quem quiser ouvir que é uma marmelada!

“Oi … alô … quem? (mudança de voz) … sim é o assessor dele … Euclides … “– cantor fingindo ser o assessor para atender a convites de agenda por telefone.

“Nós fomos cantar …” – marido de cantora se incluindo no ‘ministério’ como se ele e a esposa fossem uma mesma pessoa. Alguns psicólogos podem explicaresse fenômeno.

“Tenho mais de 300 composições. Vou mandar tudo pra você ouvir!” – ameaça real e perigosa de compositores que nunca conseguiram ter uma única música gravada por algum pop star. Está tudo catalogado, registrado … prontinho!

“Estou te mandando uma música maravilhosa! Sim! Ela é exclusiva pra você! Fiz pensando em você! Você me dá tantos mil reais e eu assino todos os documentos liberando pra você. Um monte de artista me pediu essa música, mas é sua! Você depois vai me agradecer por isto que estou fazendo pra você!” – um mês depois de gravar o CD e de escolher essa canção feita sob medida para ser o single nas rádios, você encontra uma, duas, três, … seis artistas que gravaram a mesma música! E quando esta música cai no repertório de um medalhão, descobre que a canção está editada (algumas vezes com data retroativa, mas isso é outra história) e que você pode até ter o risco de sofrer retaliações. Muy amigo!

“Agora só vocês …” – recurso do cantor que não alcança a nota ou que já não tem mais voz durante o show … e o povo segue cantando …

“E qual a expectativa por esse seu novo trabalho?” – indagação de boa parte dos jornalistas quando o estoque de perguntas chega perto do fim em meio à entrevista 

“E como você concilia tantas atividades? Pai, pastor, compositor, artista, voluntário de ONG, líder de caravana para a Terra Santa, marido, palestrante … seguida da indefectível e onipresente resposta: Ah! Deus é quem nos capacita! Temos um chamado, então isso tudo agente faz feliz né? É a obra! – outra pergunta indispensável numa entrevista.

“Estou anciosa para ouvir seu CD! Vai ser uma bença!” – declaração de fã nas redes sociais fazendo questão de ressaltar toda a admiração pelo artista e seu total desprezo para com nossa língua pátria! Temos ainda “trofél”, “cecular”, “adimiro”, mas de verdade, nada supera o “ancioso”!

“Me segue que eu te sigo de volta!” – é a nova versão digital da síndrome de perseguição. Tem coisa mais sem noção do que você ficar implorando pela atenção alheia como se sua vida fosse realmente interessante, empolgante e importante para os demais? É impressionante como tem gente que se humilha clamando para ser seguida, curtida, adicionada … se nem teu namorado te segue, você acha mesmo que está com essa bola toda?

Já estamos sobrevoando o estado de São Paulo. Não consegui dormir nem 10 minutos. Pelo menos aproveitei o tempo para escrever mais este texto. Quem tiver mais frases neste estilo pode contribuir na área de comentários. Tenho certeza de que algumas pérolas foram deixadas de lado.

 

Mauricio Soares, publicitário, observador do cotidiano, jornalista.

Dias atrás a fanpage da Sony Music na área gospel superou 2 milhões de seguidores. Esta é uma marca incrível, ainda mais se comparada com as demais fanpages de empresas do setor, seja no Brasil ou mesmo no exterior. Pouquíssimas são as empresas do mercado gospel que contam com mais de 1 milhão de seguidores, então chegar à marca de 2 milhões realmente é algo a se comemorar e muito! E como parte destas comemorações, a equipe de marketing digital colocou um post na fanpage agradecendo aos fãs pelo resultado incrível. Tudo muito natural, muito normal …

Algumas horas depois desta postagem e também comemorando o resultado, atrevi-me a conferir os comentários das pessoas sobre essa notícia. Não precisei rolar muito a tela para perceber que a esmagadora maioria dos comentários não faziam a menor referência ao assunto em si, mas na palavra “fã” que foi inserida no post. Vi comentários ‘talibanescos’ de dar medo, outros tantos comentários santarrões apareceram e me criaram uma curiosidade por saber como que um anjo ou um ser tão purificado fazia naquele momento lendo a fanpage. Os comentários faziam estudos apologéticos, escatológicos, sociais, psicológicos e toda sorte de análises. Ou seja, o que deveria ser um simples post comemorativo acabou tornando-se um debate acalorado sobre o uso das palavras.

Há alguns anos atrás, publiquei um texto aqui mesmo no blog, que falava sobre o uso de termos e expressões ‘gospelmente corretas’ seguindo o conceito do politicamente correto. Um cantor para tornar-se adequado com o segmento deve ser tratado de levita. Um artista, para ser considerado puro, deve ser tratado como adorador. Show não é show! No máximo um culto de louvor e adoração. Uma apoteose espiritual! Cachê? Nunca, jamais! Isso é coisa de comerciante! O correto é dizer “oferta” e se for “oferta de amor”, aí é lindo! Divinal! O palestrante que segue viajando de norte a sul do país participando de reuniões e cultos (e recebendo por isso) é o pregador ou pastor itinerante. Ou seja, as funções são as mesmas, o que muda é simplesmente o linguajar, sua forma.

Outro dia ouvi de um pastor a máxima: “Não gosto que chamem meu filho de artista! Artista é artista! Meu filho é cantor!” Entendendo e aceitando a simplicidade daquele senhor, é óbvio que todo aquele que faz e sobrevive de sua arte, deve ser chamado de artista. Simples assim. o problema é que em nosso meio, muitas das vezes a Bíblia é usada como justificativa para pontos de vista pessoais. Isso é fato! A língua, como um organismo vivo e dinâmico se altera com o passar dos tempos. Se no tempo do Brasil Colônia as pessoas se relacionavam com o “vosmecê”, hoje em dia existem diversas outras formas de tratamento.

Em tempos de web, diversas palavras passaram a fazer parte do cotidiano das pessoas. Quem imaginaria que um dia, fiasco seria sinônimo de ‘flopar’? Ou então, que ‘curtir’ significaria uma espécie de aprovação coletiva? A língua é dinâmica! A comunicação entre as pessoas muda de acordo com as inovações e transformações da sociedade.
É óbvio que todo segmento tem sua linguagem própria. Acho hilariante quando participo de reuniões com a equipe de negócios digitais. A quantidade de termos em inglês ou específicos da área tornam a conversa interessante e muitas das vezes preciso recorrer ao google para entender o que aquilo de verdade significa. O mesmo acontece quando estamos em meio ao pessoal do financeiro, do marketing, entre músicos … enfim, cada um tem seu idioma próprio, seus termos específicos, suas expressões e até mesmo, suas piadas próprias! Então é aceitável que no meio gospel também tenhamos uma linguagem própria. O que me tira do sério é perceber que o dito cujo não concebe a idéia de que uma palavra possa ter algum significado diferente daquele que foi estabelecido há séculos atrás! Isso é o mais claro pensamento reacionário lingüístico que podemos encarar! Não sei muitas das vezes se isso é um tradicionalismo puro e simples ou se é mesmo uma mente obtusa que não consegue interpretar o que não é completamente explícito! Há controvérsias …

Não consigo acreditar que uma pessoa em sã consciência realmente acredite que a palavra ‘adore’ signifique tão somente ajoelhar-se diante de algo ou alguém. Ou então que a palavra ‘adore’ signifique que aquele ou aquilo realmente têm poder de substituir nosso amor e devoção a Deus. Quando eu afirmo que adoro viajar, será que estou dizendo que fazer turismo é mais importante do que minha relação com Deus? É isso mesmo produção? Eu acho patético quando vejo ‘santarrões’ encherem os espaços de comentários em sites ou coisas do tipo tecendo opiniões raivosas sobre o uso de palavras e termos que no vernáculo ‘gospelmente correto’ teriam outro significado. Sinceramente gostaria de conferir se estes mesmos ‘santarrões’ são tão cientes e observadores dos ensinamentos bíblicos em seus respectivos dia-a-dia. Imagino que não sejam nem tanto assim, afinal poderiam estar aproveitando melhor o tempo que dedicam a visitar a web fazendo trabalhos comunitários, evangelizando ou simplesmente orando e lendo a Bíblia.

Convencionou-se que a página dedicada a divulgar as notícias de uma empresa, artista, ministério, projeto ou algo do tipo, através do Facebook seja chamada de fanpage. E aquelas pessoas que optaram em acompanhar de perto esta fanpage, foram denominados fãs ou seguidores. Não há nada de anormal nestes termos! Será que para aplacar a ira dos santarrões, devemos chamar a fanpage de “página onde se reúnem os adoradores santificados” e que estes não sejam fãs, mas “adoradores web purificados”?

Sinceramente estou farto de tanta hipocrisia e de tanta gente chata se preocupando com questões menores! Não vejo ninguém se mobilizar de forma séria contra a existência de fã-clubes de artistas evangélicas. Isso é uma distorção e que até pouco tempo atrás não existia nos arraiais do mundinho gospel tupiniquim. Também não vejo mobilizações de pessoas contra o mercantilismo da fé, esse absurdo balcão de negócios que virou boa parte da igreja evangélica no país com pastores vendendo água do Jordão, óleo de Israel, toalhinha do líder supremo, sabonete contra o mau-olhado e outras macumbarias gospel. Realmente eu creio que temos muito a amadurecer, muito a evoluir e principalmente, muito a avaliar sobre o que realmente é importante para o Reino. Não quero perder tempo com o que não me levará a lugar algum. Simples assim!

Abraços!
Mauricio Soares, publicitário, jornalista, racional, amante da língua portuguesa, cristão e torcedor do Fluminense. 

De vez em quando aproveito algum texto que julgo interessante e pertinente para o OBC e acabo publicando-o por aqui. Depois de uma viagem-relâmpago até a capital mineira, encontrei o texto a seguir. Vamos conhecer um pouco da opinião de João Marcelo Boscolli, profissional que tive o prazer de conhecer em uma reunião do comitê do Grammy Latino há alguns anos atrás.
A Máquina que pune o talento
O Auto-Tune é o Photoshop da voz. O cantor está desafinado? Auto-Tune nele. O software corrige a afinação criou, no campo da música, a recompensa sem o devido esforço, algo que a maioria dos humanos incessantemente, levando à falência qualquer método de ensino. Dane-se o mérito. Às favas a vocação. É como se o Ronaldinho Gaúcho usasse uma chuteira que o fizesse sempre acertar o gol. Treinar pra que?
O talento perdeu um pouco de sua importância, outrora vital. O ordinário e o extraordinário tornaram-se equivalentes. E o pior: com sua precisão matemática irreal, resultado de ordenadas e abscissas higienistas, o Auto-Tune transforma características singulares da voz humana em defeitos.
O estabelecimento de um padrão inatingível é a grande preocupação. Foi o que o Photoshop fez com a pele humana. Poros, rugas de expressão, pêlos e outras características passaram a ser classificados como defeitos. Isso gera uma gigantesca carga de frustrações, tristezas, sofrimentos e culpas. A quem interessa isso? A favor de quem é isso?
Seguindo a lógica do Auto-Tune, Nat King Cole, Aretha Franklin, Maria Callas, Elis Regina, Paulinho da Viola, Louis Armstrong e João Gilberto são desafinados. Simples assim. Mais do que a falência da meritocracia, o software pune o talento. Qual é o problema de cantar assim? Tenho uma lista enorme de cantores repletos de ‘imperfeições’ e que, ainda assim, me emocionam.
Se você encontrar Gisele Bündchen ao vivo perceberá que ela tem poros, marcas de expressão e que sua beleza e seu movimento ainda estão lá. Se assistir a Stevie Wonder ao vivo, ouvirá ‘imperfeições’ e igualmente sentirá que sua emoção, sua genialidade e seu carisma existem – sem o software de afinação. Por outro lado, é comum notarmos a decepção da platéia quando ouve ao vivo um cantor que gravou digitalmente dopado, com a voz corrigida pelo computador.
Gosto muito do Auto-Tune quando usado às clara, como efeito na voz, a serviço da música, assim como aprecio a utilização do Photoshop como ferramenta artística, ambos criando imagens e sons inéditos. Em arte, ao contrário da medicina, por exemplo, a liberdade deve ser total.  Mas sem fraude. Uma coisa é usar a tecnologia como extensão do talento de determinado artista; outra é usá-la  para esconder a falta de talento. Este texto e’, antes de tudo, uma defesa do ser humano, parte fundamental e determinante da natureza. Com mérito e liberdade, sem retoques.
João Marcelo Bôscoli é empresário e produtor musical.
Nota do Editor – Existem certos textos que reconheço humildemente de que gostaria de ter escrito. Talvez este texto acima possa entrar nesta categoria. O tema e a abordagem deste post do João Marcelo é absolutamente atual e importante para quem ama a verdadeira música e o talento. Nada substitui o talento. E a maior decepção para o público é deparar que o artista ‘perfeito’ do disco não é o mesmo do palco. Minha última solicitação é para que tanto designers e fotógrafos sejam o mais coerentes no uso do Photoshop como os produtores sejam bastante parcimoniosos no uso do Auto-Tune. Simples assim.

Não há como negar que a JMJ realizada dias atrás no Rio de Janeiro trouxe novos ares na igreja católica brasileira.

A chegada do Papa Francisco com um discurso bem mais adequado com a realidade do povo também é algo que merece atenção.

Especialmente na área musical, é notório que o meio católico precisa dar uma guinada, dar uma boa sacudida. Assistindo a alguns shows, eventos, ouvindo alguns discos de artistas católicos, é bem claro que uma nova concepção artística precisa ser desenvolvida. E entre algumas boas novidades neste segmento, encontrei duas boas lufadas de ar puro …

Lucimare Nascimento, uma jovem multimídia bastante engajada no meio e que em breve entrará em estúdio para gravar seu primeiro projeto e Aline Brasil, outra jovem promessa. Outro nome que esteve na JMJ e que faz parte do cast da Provident é o cantor Matt Maher. Ele é considerado um dos mais importantes artistas do segmento e vale a pena conhecer profundamente o trabalho deste artista. Em breve vou tentar escrever um pouco mais a respeito da música católica, especialmente a brasileira.

Confiram os vídeos destes 3 artistas citados:

Nesta semana teremos a primeira edição da FIC, também conhecida como Feira Internacional Cristã. Promovida pela Geo Eventos este evento pretende reunir boa parte do segmento gospel em diversas áreas de negócios como editoras, gravadoras, confecções, entre outros segmentos. E mais uma vez, mantendo a tradição dos últimos 12 anos, terei a mesopotâmica tarefa de participar deste tipo de evento.

No ano passado publicamos algumas dicas para os jovens artistas que pretendiam aproveitar o evento, neste caso, a Expo Cristã. Aquele post foi um dos mais comentados junto aos 66 leitores do blog e, serviu como manual de conduta para muitos postulantes ao estrelato presentes à feira. Como sei que boa parte dos leitores não costuma esmiuçar meus antigos textos aqui publicados, irei autoplagiar-me a partir de agora, relembrando algumas dicas e atualizando com outras informações.

Como a FIC está programada para apenas 4 dias, contra os 6 anteriores da ExpoCristã, o ideal é que você esteja pela feira em pelo menos dois dias. Imaginando que o primeiro dia é dedicado à abertura do evento, ambientação ao clima da feira e para alguns últimos ajustes, prefira visitar a FIC na quinta e sexta-feira. Vale ressaltar que sábado é dedicado ao público, assim como a sexta-feira, e portanto, não é dia muito agradável e perfeito para se trafegar nos corredores. Se você pretende fazer um tour pelas mídias e gravadoras presentes, então opte prioritariamente para a quinta e sexta-feiras. Talvez a própria quarta ainda seja interessante, mas definitivamente fuja do sábado!

Por falar em tour, uma figura cada vez mais freqüente em feiras como esta é o ‘divulgador de mídia’, que nada mais é do que um profissional com bons contatos, muita disposição e tremenda cara de pau para conseguir entrevistas, flashes, contatos e reuniões para seu cast. Não adiantará muito caprichar no seu visual, no material de apresentação e nos sorrisos pelos corredores da feira, se você não tiver um personal divulgador capaz de agendar os horários para aquela entrevista nas TVs, sites e mídias em geral. Mas atenção!!!!! Muito cuidado na contratação deste profissional para que você não caia numa furada. Antes de mais nada, confira se este profissional realmente tem bons contatos no meio e, principalmente se este, tem uma boa ficha de trabalhos prestados! Muita atenção com quem você estará andando pela feira, porque infelizmente temos pessoas com filme queimadíssimo (expressão antiga né?) e o simples ‘andar ao lado’ acabará respingando negativamente sobre sua imagem. Fuja dos ‘vendedores de ilusão’ que prometem mundos e fundos e no fim simplesmente não entregam o prometido! Fuja também dos ‘despachantes’, gente que promete te colocar frente à frente com o diretor-top-supremo-sabe-tudo-plus-size-massaranduba-uhlálá-expert-mor-da-música-gospel … saiba que em eventos como este, boa parte dos executivos das gravadoras está presente e completamente acessível (sempre já exceções).

Sobre essa questão dos despachantes … acho que há umas 2 ou 3 Expo … comecei a reparar que um determinado rapaz, entrava e saía de meu stand num ritmo frenético e a cada nova visita, este fazia questão de me apresentar um determinado artista. Como sempre faço, parava minha atividade e cumprimentava as pessoas, conversava um pouco, recebia os CDs … só que estas visitas tornaram-se tão freqüentes que resolvi pesquisar. E para minha surpresa, descobri que o rapaz estava ganhando 150 reais para cada pessoa que colocava em minha frente! Que absurdo! Se eu soubesse disso, receberia todos por muito menos, talvez uns 50 reais … (risos). De verdade, se você quer entregar um CD, tirar uma foto, até mesmo bater um papo, por favor, é só chegar … nada de utilizar dos serviços dos despachantes!

É importante que você organize um kit de trabalho na FIC. Nada de camisetas, clipping de matérias que saíram nos jornais de Votuporanga, fotos de sua participação no show do Thalles (na verdade, uma das 56 atrações que antecederam ao show principal), caixa de bombons, … , nada disso! Apenas tenha em mãos 1 CD promocional, 1 DVD de clipes, 1 cartão postal com seus contatos atualizados. Nada além disso! Em termos de quantidades, imagino que 100 CDs, 30 DVDs e 500 postais são mais do que suficientes. Não caia no erro de sair distribuindo seu CD a qualquer um que apareça em sua frente! Valorize seu trabalho e apenas presenteie quem realmente poderá aproveitar posteriormente aquele conteúdo.

Como esta é a primeira edição, não sei bem como será o andamento das atividades das mídias presentes. Imagino que sigam o mesmo histórico dos anos anteriores da Expo. Uma estratégia que utilizamos com nossos artistas e que se mostrou bem positiva foi agendar antecipadamente as entrevistas com as mídias. Como temos um stand próprio, as mídias são incentivadas a visitar nosso espaço no horário pré-agendado. Apenas em última instância os artistas saem do stand para atender a alguma mídia. Imaginando que boa parte dos artistas independentes não investiram em ter um stand próprio, o ideal é que esta agenda seja realmente muito organizada. Mais um motivo para que você tenha a ajuda de um profissional de divulgação.

Não sei se teremos palcos na FIC. Pelo pouco que sei, apenas alguns artistas já estão programados para apresentações durante o evento. Caso tenham palcos para artistas independentes, procure informar-se sobre como participar deste espaço. Lembre-se que quanto mais oportunidades tiver para apresentar seu trabalho, aproveite cada instante. Imaginando que você conseguiu um espaço para um pocket show, por favor, entenda que ali é um palco em meio a uma feira lotada de gente com os mais diversos estilos e expectativas! A feira não é um culto! Portanto, aproveite seus 10 minutos de holofotes e apenas cante … apresente seu trabalho! Não precisa chorar, se derramar, pregar, gritar, fazer cara de crente … nada disso! Apenas exponha sua arte! Isso será mais do que suficiente!

Atenção ao visual! Não carregue muito nas vestimentas … nada muito montado para não ficar com cara de drag queen e nem muito usual para que ninguém pense que você errou o caminho da padaria e acabou no Center Norte. Bom senso! Pode usar óculos sem lentes barukianos, um penteado mais elaborado, uma roupa mais colorida, mas sempre muito cuidado para não errar a mão. Se estiver na dúvida, consulte a opinião de terceiros. Nada de salto 30 … procure usar um calçado mais confortável … afinal, são horas e horas desfilando pelo tapete … e vale lembrar que em anos anteriores, o IQ foi altíssimo! Ah, não sabe o que é o IQ, então vou explicar. IQ significa Índice de Queda, em outras palavras, a quantidade de pessoas que simplesmente se esborracharam de cara no chão ao tropeçar nos tapetes da feira.

Outra dica que fez muito sucesso no ano passado. Tenha em mãos sempre um estoque de chicletes … nada pior do que falar com 785 pessoas e descobrir apenas no fim do dia de que estava com hálito de jacaré de papo amarelo desde a abertura da feira. Se de repente você reparar que as pessoas só conversam contigo mantendo uma distância de 3 metros e 40 centímetros, então o sinal de alerta de hálito deve ser ativado!

Uma informação importante e que deve ser respeitada por todo artista que entrega seu material numa gravadora é que NUNCA, JAMAIS, EM TEMPO ALGUM, você deve ficar pressionando por uma resposta sobre a análise do material. Apenas entregue seu CD e corra para uma vigília, oração no monte ou coisas do tipo. Se seu produto chamar a atenção de alguma gravadora, não tenha dúvida, eles irão atrás de você! Já tive casos (não poucos) de artistas que entregaram seus CDs no primeiro dia de feira e já no dia seguinte retornaram ao stand para conferir se eu havia escutado alguma coisa. É muita falta de noção … não caia nesse erro!

Aproveite a FIC para conhecer pessoas. Também para aproximar-se das mídias, apresentar seu trabalho para alguma gravadora e principalmente para tentar entender as tendências do mercado fonográfico. Se você tiver condições, aproveite a FIC para ter contato com os últimos lançamentos do mercado. Invista em conhecimento e novas referências. Não estou ciente se haverá algum tipo de palestra ou debate com profissionais do mercado. Se houver algo do tipo, então esforce-se em participar destes eventos paralelos.

Se você estiver perambulando na FIC sem dar um único autógrafo ou sem ser reconhecido por ninguém, a dica é infalível e muito simples. Chame uns dois ou três amigos munidos de celulares ou máquinas fotográficas e no meio do corredor – tem que ser bem no meio mesmo! – comece a tirar fotos com eles como se estivesse atendendo a alguns fãs. Em poucos minutos outras pessoas se juntarão pedindo por uma foto ou CD autografado. Faça cara de bom menino, que está ali para atender às solicitações … coisa de artista mesmo … Agora, se mesmo assim ninguém se interessar em fotografar-se contigo, então o seu problema é bem mais sério!

Ainda nesta “estratégia de corredor”, jamais fique parado sozinho como que um retirante chegando na rodoviária do Tietê. Se você não tem nada programado, perambule pelos corredores com ‘ar de ocupado’ do tipo: acabei de dar uma entrevista e já estou seguindo para outro compromisso! Ócio em plena feira é sinal de completo ostracismo! Lembre-se que o Expo Center Norte é vizinho ao shopping, então, em vez de ficar criando teia de aranha, que tal um cineminha?

Outra dica importante é você estabelecer uma agenda de prioridades. De início tente encontrar todos os stands presentes que deverão ser prioritariamente visitados por você. Depois dos stands, procure informar-se sobre a presença das mídias, pois muitas não estarão presentes com espaço físico mas com equipes de trabalho. Mantenha-se informado sobre estas mídias, principalmente o período em que estarão pela FIC.

Se você é produtor de clipes, produtor musical, manager, divulgador, músico … não há nada mais importante no Brasil do que estar pelo menos um único dia em São Paulo na FIC. Como todo segmento de negócios, sempre há uma feira que reúne as principais empresas, players, profissionais da área. E neste momento, este evento é a FIC. Portanto, se você ainda não se programou para pintar por lá, então trate de reorganizar sua agenda e marque presença.

Caso o meu cansaço permita, nos próximos dias tentarei fazer uma análise da FIC dia a dia. Postarei minhas observações aqui no blog e espero que eu consiga juntar muito conteúdo de qualidade. Minha expectativa é de que tenhamos uma feira organizada, agradável e que a presença do público e lojistas seja intensa.

Boa FIC a todos, espero por todos vocês no stand da Sony Music e não se esqueçam do estoque de chicletes!

Mauricio Soares, veterano de feiras, congressos, festividades, publicitário, jornalista e alguém que tenta ouvir todos os CDs ganhos com máximo de carinho!