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No dia 05 de novembro a Academia do Grammy Latino irá divulgar os grandes vencedores nas mais diversas categorias em grande festa no Mandalay Center em Las Vegas.

Diversos artistas da MPB concorrem nas categorias específicas de música em Língua Portuguesa e especialmente os artistas cristãos concorrem na categoria de Música Cristã em Língua Portuguesa.

Na verdade, para os artistas brasileiros o prêmio funciona muito mais como uma oportunidade de conhecer o mercado latino e suas peculiaridades, pois efetivamente o Brasil é tratado de forma bastante específica por ser o único país da América Latina a falar o idioma de Camões.

Nos últimos anos a gravadora Som Livre, vinculada à Rede Globo, lançou alguns projetos de coletâneas de artistas gospel no mercado popular. Aparentemente estas iniciativas deram resultado e na sequência a gravadora investiu numa parceria com a gravadora AB Records que detinha grande acervo da cantora Aline Barros.

Agora a Som Livre vem com mais 3 projetos especiais para intensificar o trabalho da gravadora junto ao mercado cristão. Recentemente a gravadora assumiu grande parte do catálogo do Ministério Diante do Trono e já lançou o CD e DVD gravados em Belo Horizonte. Já que o DT disponibilizou seu catálogo, a Som Livre aproveitou para lançar uma coletânea com músicas do próprio DT interpretadas pelo cantor André Valadão. Por fim, a gravadora carioca também lançou o novo CD inédito do cantor Irmão Lázaro, que foi um dos fenômenos de vendas recentes do mercado gospel.

Uma boa notícia para os consumidores de CDs e DVDs: o preço desses produtos deve cair. A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (4) uma proposta de Emenda à Constituição (PEC) que isenta de impostos gravações de obras de artistas brasileiros.

O deputado Otávio Leite (PSDB-RJ), autor da PEC, afirmou que sem esses tributos os produtos podem ficar 25% mais baratos. Desse modo, um CD que custa R$ 30 poderá sair por até R$ 22,50.

Segundo Arolde de Oliveira, que é deputado federal e fundador do Grupo Mk de Comunicação, se a medida for aprovada pode reaquecer o mercado fonográfico. “Dá margem para a indústria nacional entrar na formalidade”, afirma Oliveira que participou ontem dos debates em Brasília juntamente com os artistas Gian e Giovani, Eduardo Araújo, Ivo Meirelles (presidente da Mangueira), Jorge Vercillo e Cristina Mel. Além deles, apoiam o projeto Zezé Di Camargo & Luciano,Roberto Carlos, Sandra de Sá, Fagner, Leoni, Frejat e Francis Hime, e gravadoras como Som Livre, Sony Music, EMI Music, Warner Music e Universal Music, além da Associação Brasileira de Produtores de Disco (ABPD) e a Associação Brasileira de Musica Independente (ABMI).

De acordo com ABPD, houve um prejuízo no mercado fonográfico de mais de 70% nos últimos dez anos por causa da pirataria. Com isso, o faturamento anual despencou de R$ 1,377 bilhão, em 1997, para R$ 359,9 milhões em 2008. As unidades vendidas entre 2007 e 2008 ficaram praticamente iguais em 31,3 milhões de CDs e DVDs.“Se a emenda for aprovada continuaremos crescendo, uma média de 15% e devemos conseguir recuperar 30% de mercado”, aposta Leonardo Ganem, presidente da Som Livre. Para Fernando Stein, diretor de relações institucionais do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), a medida é bem-vinda, pois toda a cadeia produtiva será beneficiada. Segundo Stein, no preço dos CDs, 37% são impostos e contribuições e nos DVDs, 44%. Incidem sobre eles tributos federais como o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Imposto de Renda da Pessoa Jurídica e as contribuições PIS/Cofins; o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que é estadual, e o Imposto sobre Serviços (ISS), cobrado pelos municípios. Por outro lado, a medida esbarra num problema, já que não tem prazo para entrar em vigor. Isso porque o texto agora vai ao plenário da Câmara e depois ao Senado, onde precisa ser aprovado por dois terços dos parlamentares.

Fonte: Gospel+