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Dias atrás fui convidado a dar uma palestra para profissionais de mídia no Rio de Janeiro. O evento foi uma realização da ABME, Associação Brasileira de Mídias Evangélicas, criada recentemente por alguns profissionais que já militam nesta área há alguns anos e que depois de muito tempo resolveram se juntar em prol de algumas metas e objetivos, onde o principal seja a maior profissionalização do segmento dentro de conceitos e de uma ética cristã. Vejo esta iniciativa como algo louvável num meio em que são raras as associações de classe ou grupos com interesses distintos unidos em objetivos mais nobres. É impressionante como no meio evangélico brasileiro somos tão carentes de associações neste sentido. O que temos em profusão neste ambiente são conselhos de pastores ou similares, mas estes, salvo raras exceções, estão mais preocupados em questões menos nobres como maior representatividade junto a prefeituras, candidatos à política e afins.

Mas voltando à palestra, o tema proposto foi baseado num texto publicado aqui no Observatório Cristão. Um texto até relativamente recentemente publicado e que abordava a questão das novas ferramentas utilizadas no mercado fonográfico como as redes sociais, o vídeo e seu importante papel de popularização dos artistas e músicas, entre outras ações. Procurei adaptar este texto à plateia presente ao evento, na esmagadora maioria formada por donos de jornais e revistas. No Rio de Janeiro há uma tradição muito interessante dos jornais segmentados. Há uma cultura, que não se repete em outras partes do país, da publicação de jornais de bairros, temáticos e de colunas sociais. Essa mesma cultura se repete no meio gospel fluminense onde há uma profusão de títulos de jornais, alguns com mais de 15 anos de estrada. Ou seja, verdadeiros highlanders!

Na palestra falei rapidamente sobre as novas tecnologias, sobre a necessidade destes jornais investirem em versões on line possibilitando assim que as notícias sejam mais atualizadas e tornando-se referências de jornalismo cristão de qualidade. Dei o exemplo de que diariamente acesso a alguns sites de notícias buscando informação atualizada em tempo real e de como somos carentes deste tipo de portais no meio gospel. Quando um jornal gospel tem um site, geralmente este espaço apenas reproduz a versão impressa, ou seja, a notícia fica completamente desatualizada, pois estes jornais em sua grande maioria são mensais ou até trimestrais. Então, uma das sugestões na palestra foi de que estes veículos de comunicação investissem em plataformas digitais de notícias. Mencionei a necessidade de aplicativos, de newsletters e também sobre uma política de CRM.

Abrindo espaço neste assunto, perguntei aos presentes sobre quantos daqueles profissionais trabalhavam tecnicamente com pesquisas, com dados dos leitores, perfil dos consumidores e informações estratégicas. O silêncio foi retumbante e constrangedor. Falei ainda da diferença entre “bando de dados” e “banco de dados”. O primeiro seria apenas um monte de e-mails sem nexo, sem tabulação ou coerência. Já o segundo, é uma ferramenta onde se tem a definição de detalhes importantes para a tomada de decisões. É algo absolutamente vital para qualquer profissional de marketing! Infelizmente posso contar nos dedos de uma mão sobre a quantidade de empresas do segmento gospel nacional que atuam de forma profissional, técnica, metódica na questão da coleta e análise de dados.

A palestra prosseguiu e depois de algumas intervenções do público presente com perguntas e opiniões, falei sobre outro tema que muito me incomoda e que como estávamos num momento de bate papo bastante informal senti-me à vontade para trazer este assunto ao debate. Alguns dos presentes comentaram sobre a dificuldade de atingir o mercado publicitário, de trazer anunciantes, mesmo empresas que atuam no meio evangélico. Aproveitei este muxoxo pra seguir falando sobre a qualidade do que é produzido nos veículos de comunicação do segmento. Não há como cobrar do mercado publicitário uma atitude mais compassiva com os veículos de comunicação gospel se estes não se preocupam com a qualidade da informação publicada. Fiz questão de demonstrar aos presentes que boa parte do que é publicado nas revistas, sites ou revistas do meio gospel é de uma pobreza jornalística de dar pena! Silêncio absoluto no recinto …

Quando começo o meu domingo, uma das primeiras coisas que eu faço é pegar minha edição de assinante da revista VEJA. Que por sinal, já assino há mais de 20 anos sem nunca ter interrompido minha relação de leitor com a revista. Mesmo não concordando 100% com a linha editorial da revista, tenho com esta publicação uma relação próxima e se fico uma semana sem lê-la é como se não estivesse atualizado do que acontece no país e no mundo. Agora, qual veículo de comunicação do meio evangélico causa em seus leitores tamanha expectativa pela chegada de uma nova edição? Confesso que a mim, atualmente nenhum periódico causa tamanha ansiedade e isso é unicamente em função a baixa relevância dos textos e matérias publicadas no segmento. Simples assim!

Boa parte dos jornais, sites e revistas de nosso segmento são dirigidos por profissionais que não têm o curso de jornalismo. Na esmagadora maioria, estes empreendedores são pessoas que veem seus veículos de comunicação como uma forma criativa de buscar seu sustento ao fim do mês. O jornalismo vem em segundo (às vezes em terceiro, quarto) plano e é colocado como parte menos importante do projeto. Vale ressaltar também que há uma enorme quantidade de veículos diretamente ligados a denominações eclesiásticas e como tais, devendo seguir a normas e estratégias bem específicas.

Mudando a cena …

Dias atrás estava lendo o clipping que recebo periodicamente com as notícias de artistas vinculados à minha empresa publicados em sites, revistas, jornais. Em meio a inúmeras notícias e links, eis que uma nota publicada num site me chamou a atenção. A matéria tratava da contratação de uma artista por nossa empresa, mas em meio à notícia o que me deparei foi com ataques gratuitos à gravadora com inúmeras críticas e informações completamente descabidas. Depois de ler todo o texto, observei que tratava-se de uma matéria apócrifa, ou seja, sem a assinatura do ‘jornalista’. Resolvi então questionar o texto diretamente com a direção do site. Fui na área de contatos e lá encontrei um email da direção do site e mandei meus questionamentos sobre a veracidade das informações e cobrando por algumas explicações. Enviei este email há mais de 2 semanas e até hoje não recebi resposta alguma.

Voltando à reunião da ABME …

Já seguindo para o término da palestra/debate mais um participante me fez a solicitação pela palavra. Concedida imediatamente. E aí a profissional com muitos anos de estrada me perguntou sobre o que eu achava de blogs como um que ela citava nominalmente e que tratava de ‘analisar’ (entenda-se criticar) com um certo humor (entenda-se sarcasmo, desdém) as notícias do dia a dia do universo evangélico, com maior ênfase na área artística. Respirei um pouco, contei mentalmente até 10 e fiz alguns comentários.

Na minha modesta opinião, esses blogs são completamente desnecessários do ponto de vista jornalístico. Em sua esmagadora maioria são espaços onde adolescentes cheios de espinha na cara resolvem criticar os trabalhos de artistas. Geralmente esses blogs são criados por fãs (algo que não deveria nem existir em se tratando de cultura cristã) para incensar as artistas preferidas e defenestrar todas aquelas que eles não curtem no melhor estilo Marlene x Emilinha (os mais antigos entenderão!). Muitos destes jornalistas residem em lugares como Cabrobó, Quixeramobim, Crateús e outros grandes centros urbanos sem acesso a notícias, vida cultural e afins. Ou seja, se informam apenas pelo que leem na web, em sites de relacionamentos, em redes sociais.

Além disso, estes blogs são escritos em dialetos incompreensíveis, usando e abusando de termos ilógicos, sem concatenação de ideias, sem apuro estético, ou seja, no melhor estilo sem pé nem cabeça. As matérias trazem informações sem fontes, sem respaldo, sem pesquisas. Em boa parte, as notícias são opinativas, sem menção do autor e muitas são compilações de textos que pululam na internet no melhor estilo Ctrl C Ctrl V. Ou seja, uma pobreza total de ideais, qualidade e profundidade.

E é por isso que vejo com excelentes olhos a criação da ABME. Já passou da hora de termos um jornalismo cristão de qualidade no país. Muita gente não sabe, mas fui um dos responsáveis pelo lançamento da revista VINDE lá pelos idos dos anos 1985 em parceria com editora Três. Naquela época, o Pr. Caio Fábio teve a ideia de lançar uma revista mensal que analisasse de forma criteriosa os assuntos e temas do cotidiano pelo ponto de vista cristão. Foi nesta época que tive contato com maravilhosos jornalistas como Délis Ortiz, Jorge Antonio Barros, Marcelo Dutra, George Guilherme, Omar de Souza, Carlos Fernandes, Percival de Souza. Todos estes atualmente se destacam na TV e na mídia impressa e são profissionais de enorme respeito no segmento secular. Precisamos recuperar a qualidade da mídia evangélica! Parafraseando o candidato à presidência que infelizmente nos deixou dias atrás, Eduardo Campos, não podemos desistir da mídia evangélica!

Vamos em frente!

Mauricio Soares, jornalista, publicitário, entusiasta de todo tipo de ação que traga uma melhora nas ações, instituições e práticas do segmento gospel.

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– Um verdadeiro fenômeno de popularidade e que comprova que sim! o povo quer conteúdo de qualidade e sabe reconhecer o valor de um artista diferenciado e sofisticado. Esta é a conclusão que temos ao constatar o enorme sucesso do vídeo “Sublime” do cantor Leonardo Gonçalves na plataforma VEVO onde em menos de 3 semanas de estréia já ultrapassou 500 mil views. A expectativa pelo lançamento do projeto em DVD é enorme e tudo indica que este será um dos produtos de maior destaque no segundo semestre de 2014 no mercado gospel nacional. Vale ressaltar ainda, que este mesmo vídeo foi o primeiro conteúdo religioso a figurar no topo da lista de clipes mais vendidos no iTunes. O vídeo manteve a posição de destaque por quase 10 dias. Sucesso total! Confira o vídeo acessando o link http://vevo.ly/YG9LAc

– As opções de projetos infantis no mercado gospel são bastante escassas limitadas a 4 a 5 artistas que revezam-se ano a ano no lançamento de projetos para este segmento. Para o próximo Dia das Crianças já está confirmado o lançamento de um novo disco com a cantora Cristina Mel, produzida pelo competente Rogério Vieira. Especula-se que Aline Barros também está se preparando para lançar algo inédito neste ano, mas ainda não estaria confirmado o lançamento para outubro.

– A cantora Danielle Cristina é uma das grandes apostas da Central Gospel para o segmento pentecostal para o segundo semestre de 2014. Com produção de Paulo César Baruk, o disco vem recebendo boas críticas e será mais intensamente divulgado pelas próximas semanas. A jovem cantora é um dos destaques entre a nova safra de cantoras do estilo pentecostal.

– Recentemente foi lançada a ABME – Associação Brasileira de Mídias Evangélicas com o objetivo de reunir os principais veículos de comunicação do segmento e promover uma maior integração dos profissionais do setor, além de oferecer cursos de especialização em diferentes áreas como assessoria de imprensa, jornalismo do ponto de vista da ética cristã, entre outros temas. Periodicamente a ABME também promoverá debates e plenárias. No lançamento participou com uma palestra sobre o verdadeiro papel da imprensa evangélica na sociedade.

– Com o desaparecimento da EXPO CRISTÃ e a descontinuidade da FIC, o mercado gospel ficou órfão de uma feira nacional. Com isso, feiras regionais vêm conquistando importância gradativamente no cenário. Pelo nono ano consecutivo acontece em Fortaleza a Expo Evangélica com a presença de diversos expositores, artistas, mídias e público que sempre lota as dependências do moderno Centro de Convenções. Em Goiânia, este ano aconteceu a primeira edição da Gospel Fair que superou todas as expectativas e tem tudo para se firmar no calendário nacional a partir de 2015. Outra novidade para o próximo ano é a estréia de mais uma feira do segmento, desta vez na cidade de Natal, RN. O evento está previsto para acontecer em março no Centro de Convenções local.

– Nesta sexta-feira (25/Julho) mais um artista assina contrato com a Sony Music. A banda brasiliense Disco Praise é mais um a desembarcar na gravadora e já prepara o lançamento de um novo projeto pela nova casa. Está previsto para setembro o lançamento do DVD “Som, Palavra e Poder” gravado recentemente em Brasília com uma super estrutura e reunindo os grandes sucessos da banda e mais algumas canções inéditas.

– A Rádio Melodia mantém a liderança isolada entre todas as FMs do Grande Rio. Feito impressionante e digno de comemoração. Outra emissora que vem se destacando é a Rádio Vida de São Paulo agora sob nova direção e equipe de profissionais, com destaque para a gerência artística do experiente Kaiko. Em Curitiba, a Gospel FM segue crescendo em qualidade e audiência.

– A Rede Globo segue com o projeto “Festival Promessas”. Depois de retomar as atividades com o primeiro show realizado em Goiânia, o evento segue por Rio de Janeiro neste próximo fim de semana (26/Julho) com as participações de Damares, Fernandinho, Davi Sacer e William Nascimento. Outras edições estão sendo confirmadas para Belo Horizonte, Manaus, Curitiba, Florianópolis, Recife e São Paulo.

– Aos poucos o mercado publicitário vem abrindo os olhos para a força de vendas de artistas do meio gospel. Depois de André Valadão estrelar uma campanha nacional de um curso de idiomas ao lado do técnico Bernardinho, outras empresas começam a contratar artistas para vincularem suas marcas. Recentemente a cantora Eliane Silva passou a ser a garota-propaganda de uma linha de xampus e produtos para cabelos. Elaine de Jesus assina uma coleção de moda, Suellen Lima divulga uma linha própria de perfumes e outros cosméticos, além de estrelar uma linha de roupas na coleção de inverno. E até uma linha de caixa d’águas conta com o Thalles como artista patrocinado. Outro nome que se destaca é Juninho Afram, guitarrista do Oficina G3 que possui sua linha específica de instrumentos.

– Vale muito a pena conferir o novo trabalho do cantor Joe Vasconcelos. Produzido nos EUA, o álbum traz canções inéditas no melhor estilo louvor e adoração contemporâneo. Tendo retornado a residir na América, Joe mantém a agenda de apresentações no Brasil de forma intensa. Recentemente o cantor renovou o seu vínculo com a gravadora que ultimamente parece optar pela política de investir somente em artistas ligados na própria igreja vinculada à gravadora.

Conversando dias atrás com o produtor Dudu Borges, considerado hoje o melhor profissional em sua área no segmento sertanejo, falamos sobre a realidade do mercado gospel. Para quem não sabe, Dudu Borges fez parte da banda Resgate, inclusive produzindo o clássico disco “Ainda Não é o Último”, o primeiro projeto lançado pela Sony Music no projeto gospel. Na área sertaneja, Dudu é responsável pelos últimos grandes hits aferidos pela Crowley nos últimos anos como “Chora Me Liga” da dupla João Bosco e Vinícius, “Ai Se Eu Te Pego” com Michel Telló, sucessos de Luan Santana, do recente fenômeno Lucas Lucco e de outra dezena de artistas do gênero. Ou seja, Borges é sem dúvida, o “cara” do sertanejo e merece todo o sucesso!

Mas voltando ao nosso bate papo pelos corredores da gravadora, Dudu questionava o porquê da música gospel ainda não ter se consolidado no cenário nacional, especialmente em relação às grandes festividades de prefeituras e feiras agropecuárias. Tentei justificar com alguns aspectos e no fim chegamos à conclusão de que ainda temos barreiras a vencer pela frente e outros ajustes para fazer no âmbito interno.

É com base neste papo descompromissado que seguirei de agora em diante neste post. Na verdade irei juntar algumas questões mencionadas neste encontro com outras observações que venho tendo nos últimos meses. Então, nas próximas linhas faremos uma pequena dissertação sobre os desafios que a música gospel tem pela frente no país. Espero que eu consiga ter a devida atenção dos meus 66 leitores fiéis (ou não!?!?!?!) daqui em diante.

É inegável que o boom da música gospel na TV brasileira aconteceu entre os anos de 2011 e 2012 e que no ano seguinte observamos uma forte retração ao segmento. Se formos analisar e relembrar, inúmeros artistas gospel povoaram os programas da TV brasileira numa frequência jamais alcançada até então nestes anos recentes. Chegamos a ter determinados dias com artistas gospel participando em programas de TV em diferentes emissoras nos mesmos horários. A concorrência entre as produções dos programas acirrou-se de uma tal forma que estas se antecipavam no agendamento das atrações gospel. A disputa era enorme e constantemente víamos os artistas de música gospel na telinha participando de programas em emissoras que até então restringiam ao máximo estas participações. Só que a alegria durou pouco! Especialmente em 2013 foram raras as participações dos artistas de música gospel nos programas de TV e esta tendência deve se seguir em 2014 onde a pauta notoriamente será direcionada para esportes em função da Copa do Mundo no Brasil.

Quando um artista do calibre do sertanejo Leonardo, Jota Quest ou Roberto Carlos, por exemplo, lançam seus respectivos projetos, toda a mídia é contatada e responde de forma muito receptiva e amigável. Em pouco tempo os programas de TV agendam as suas participações, muitas das vezes até mesmo com uma certa disputa entre os veículos. A mídia impressa e eletrônica destacam em suas pautas os respectivos lançamentos, ou seja, em pouco tempo, o projeto passa a ser conhecido nacionalmente. As emissoras derádio tocam os singles com destaque na programação, entrevistas são agendadas, promoções são criadas e muita badalação sobre o artista e seu novo projeto agitam o ambiente.

Definitivamente não é isto o que acontece com a música gospel. Não temos veículos de comunicação de massa em nível nacional. Não há redes de televisão com conteúdo cristão em nosso país e nas poucas emissoras de TV do segmento, o espaço para a música ainda é bem acanhado perdendo de goleada para os programas evangelísticos e de variedades. Também não temos uma rede de emissoras de rádio evangélica que favoreça os grandes artistas ou lançamentos. A maior rede de rádios do país coincidente faz parte do segmento evangélico, a Rede Aleluia, mas ela está longe de ser uma referência em termos de programação musical. A playlist musical desta emissora baseia-se em hits dos longínquos anos 90 ou ainda mais distantes.

Outra característica de nossas mídias é a relação visceral com denominações religiosas, cada qual com interesses e características muito específicas. Isto também dificulta absurdamente a divulgação de um projeto no meio gospel, pois estas emissoras e veículos nem sempre têm como prioridade trabalhar de forma profissional, focando na satisfação de seus clientes. Com isso, alguns artistas e gravadoras são prejudicados em determinadas regiões do país pela falta de espaço nas mídias locais.

Desta forma, um projeto no meio gospel no Brasil passa por uma série de obstáculos para sua divulgação. Não temos muitas mídias demassa. Muitos veículos são restritos e refratários à novidades e mesmo a determinados estilos musicais ou artísticos. Assim, é notório que para ‘estourar’ em nível nacional, um artista e sua respectiva gravadora precisam utilizar-se de diversas estratégias e altos investimentos. Entre as principais estratégias de divulgação, sem dúvida, destacamos a necessidade de uma verdadeira maratona de entrevistas nas mídias locais. Por mais cansativo e dispendioso que esta operação seja, é comprovada sua eficácia! Existem algumas cidades importantes em nosso mercado e efetivamente são estas que devem constar do roteiro de divulgação. Praças como Beagá, Recife, Goiânia, São Paulo, Rio de Janeiro, Belém e Fortaleza são indispensáveis para o artista que pretende ter seu trabalho reconhecido pelo grande público.

Outra importante estratégia para uma divulgação maciça de um projeto tem a ver com a web. O brasileiro é reconhecido mundialmente por ser um heavy user em tudo relacionado à tecnologia. E, sem dúvida, a internet é uma importante ferramenta e ambiente para a divulgação de conteúdos artísticos. São muitos sites, blogs, rádios on line fanpages dedicadas à música e notícias gospel. Então, nada mais acertado do que manter contato permanente com estes veículos fornecendo farto material, notícias, vídeos, conteúdos diversos. Neste caso, torna-se fundamental a contratação de serviços e profissionais especializados para tal atividade.

Em resumo, não há facilidade para os artistas do segmento gospel e suas gravadoras. Os entraves são muitos e não apenas os citados por aqui neste texto. Lançar um novo projeto nacionalmente é um exercício de muita paciência, altos investimentos, dedicação e transpiração! Esta constatação apenas reforça duas outras características peculiares deste nicho. A primeira é que como o produto ‘demora’ a ser divulgado nos quatro cantos do país por todos os motivos já citados, o tempo de vida útil do projeto é bem maior do que um projeto secular de um artista do primeiro time. Com isso, a estratégia utilizada por alguns artistas, especialmente a turma do segmento pentecostal, de lançar um novo projeto a cada ano, torna-se claramente uma decisão equivocada, pois é impossível que neste curto espaço de tempo, todo o país conheça o seu último trabalho.

Este texto foi iniciado em um vôo entre Curitiba e o Rio de Janeiro. Depois foi retomado no trecho entre Goiânia e Fortaleza e agora é finalizado a caminho de Vitória, capital capixaba. Durante os últimos dias exercitei plenamente o que acabo de escrever, ou seja, visitar algumas das mais importantes cidades do país divulgando o projeto (lançado em abril de 2013) “O Maior Troféu” com a cantora Damares. Observe-se que estamos falando da artista de maior vendagem do mercado gospel nos últimos anos. Se uma artista como ela dedica seu tempo para este tipo de trabalho então está mais do que na hora da turma arrumar as malas e partir pra estrada!

Vamos em frente!

Mauricio Soares, publicitário, jornalista, observador, caixeiro-viajante que morre de saudades de casa, atuando no mercado gospel há alguns anos e confiante de que em algum dia as coisas ficarão mais fáceis para todos nós que militam nestesegmento.  

Nos próximos dias certamente teremos muitos textos em produção, afinal depois de muito tempo farei algo que há muitos anos não consegui realizar como em outras épocas, ou seja, voltar a trabalhar diretamente em campo junto às mídias e lojistas locais. Nos próximos 7 diasestarei numa intensa turnê viajando por Goiânia, Brasília, Fortaleza e Vitória. E por conseguinte, certamente teremos muitos insights e algum tempo disponível, mesmo que dentro de algum avião como agora.

Nos últimos dias tenho repetido uma pequena estória, na verdade, uma alegoria para ilustrar algo que me chama a atenção neste momento. Um médico e um veterinário são profissionais com muitas similaridades. Ambos têm muitas matérias comuns na faculdade. Algumas técnicas utilizadas atualmente na medicina, na verdade, foram iniciadas em animais e desenvolvidas por veterinários. Além disso, diversos medicamentos que inicialmente era direcionados ao tratamento veterinário foram adaptados ao uso humano. Ou seja, são duas profissões distintas, mas ambas seguem um conceito muito semelhante e procuram resultados iguais, o bem estar do paciente, seja ele um ser humano ou um animal.

Os dois profissionais têm seu valor e importância primordial na sociedade. No entanto, mesmo diante de tantas semelhanças e concordando que dependendo da necessidade, um veterinário pode até mesmo ser uma boa solução diante de um problema, por qual dos dois profissionais vocêpreferiria ser atendido? Imagino que a resposta esmagadora, senão absoluta,seja pela opção do médico. Isso é o natural! No entanto, neste momento parece-me que em determinadas situações e circunstâncias, certas pessoas têm optado pelo veterinário.

Um dos ditados que constantemente são repetidos em se tratando de aviões e pilotos é aquele que contrapõe experiência versus modernidade. O ditado afirma que é melhor você ter um piloto velho em um avião novo do que justamente o oposto, ou seja, um piloto jovem com um avião velho. O conceito deste ditado é de que a melhor junção é aquela que une tecnologia de ponta com experiência de anos e anos. E confesso, que com tantas e tantas horas de vôo, fico bem mais tranquilo ao embarcar quando me deparo com um comandante com seus cabelos grisalhos e uma aeronave bem moderna.

No dia a dia esta mesma junção precisa ser sempre observada, seja numa simples oficina mecânica ou numa academia de fitness ou seja lá o que for. Experiência, conhecimento da atividade, currículo, cases de sucesso, resultados, conquistas, prêmios, reconhecimento do mercado e dos profissionais, respeito, entre outros, aliados a outros requisitos como modernidade, visão, adequação às novas dinâmicas e exigências do ambiente de negócios, estrutura financeira, competitividade, valorização dos funcionários e clientes, só para citar alguns, são aspectos que devem ser analisados na escolha por este ou aquele prestador de serviços, parceiro oumesmo um contrato comercial.

Estes dois casos ilustram um pouco do que tenho falado e observado nos últimos tempos. O mercado fonográfico talvez seja uma das áreas de negócios que mais se transformou nas últimas décadas. Sem dúvida, é o mercado que mais vezes foi decretado o seu fim apocalíptico e como o Íbis da mitologia grega, sempre vem se reinventando e saindo em meio às cinzas. Em nove de cada dez textos publicados na imprensa a respeito do mercado fonográficosempre há alguma menção às dificuldades enfrentadas pela indústria nos últimos anos. Seja a pirataria, os impostos, as novas tecnologias, a concorrência de outras formas de entretenimento, tudo isto é citado como um entrave à calmaria no mercado fonográfico. E realmente todos estes aspectos causaram um verdadeiro tsunami na indústria nas últimas duas décadas, mas especialmente nos últimos anos, o próprio mercado vem crescendo, buscando novos caminhos e apontando para novas tendências.

O certo é que neste momento, em se tratando de mercado fonográfico, não dá para se arriscar e ser atendido por ‘veterinários’ ou ‘pilotos de avião adolescentes’ que sequer concluíram o segundo grau. Também não podemos optar por profissionais experientes, mas desatualizados que preferem seguir no lema de que em time que se está ganhando não se mexe. Até porque as regras do jogo já mudaram, os campos mudaram, o ambiente mudou … por mais que alguns profissionais ainda insistam em negar as mudanças do mercado, elas efetivamente já aconteceram e irão prosseguir pelos próximos anos.

Especialmente em se tratando de mercado fonográfico, os artistas precisam analisar mais friamente antes da tomada de decisões. Até porque uma decisão em médio e curto prazos podem determinar o sucesso ou fracasso retumbantes! No nosso meio temos muita gente contando estória … e quando estes ‘Monteiros Lobatos’ se encontram com alguns artistas que gostam de ouvir estórias … aí o resultado é terrível! O correto é analisar uma série de fatores e ponderar com equilíbrio se o artista prefere que sua carreira seja cuidada por um “médico” ou um “veterinário”, mesmo que este veterinário possa significar alguns benefícios que aparentemente são interessantes.

Do ponto de vista do mercado gospel estas questões são ainda mais peculiares e determinantes. Nestes últimos dias reuni-me com duas empresas que estarão iniciando atividades comerciais focadas no segmento religioso no Brasil. Ambas empresas de outros países que através de pesquisa decidiram desenvolver projetos específicos para o mercado religioso em nossa região. Ouvi atentamente sobre cada um dos projetos, impressionei-me com a quantidade de informações das pesquisas, com a visão empresarial do negócio em si e, definitivamente achei interessante todo o case. A única dúvida que eu fiz questão de ressaltar aos interlocutores era sobre quem iria desenvolver o projeto com a visão, a mentalidade, a cultura, os contatos deste nicho tão particular. Silêncio absoluto.

Finalizando, gostaria de concluir dizendo que assim como na escolha de um profissional para cuidar de nossa saúde, devemos ter critérios e atenção redobrada na decisão com quem iremos caminhar em nossa jornada profissional.  Aproveitando, quero mais uma vez incentivar aos jovens leitores deste blog para que procurem analisar oportunidades no mercado religioso brasileiro. Sem dúvida, há uma enorme demanda por jovens criativos, novos profissionais, novos players para este mercado em franco crescimento. Precisamos de empreendedores, profissionais de marketing, administradores, publicitários, jornalistas e muito mais! Semdúvida, este é um mercado que precisa de mais “médicos” e neste caso não temos como importar mão de obra de Cuba.

E para completar, gostaria de apresentar o vídeo do presidente da Sony Music em entrevista para O Globo, falando sobre experiências, mercado fonográfico e a experiência da gravadora no segmento gospel.

http://oglobo.globo.com/economia/emprego/3x4o-futuro-o-mercado-de-assinaturas-diz-presidente-da-sony-brasil-11460760

 

Mauricio Soares, publicitário, sobrevivente, consultor de marketing, highlander. 

 

A esmagadora maioria dos textos publicados por aqui no blog são fruto de conversas com amigos, profissionais ou mesmo em encontrosfortuitos com pessoas que vão surgindo em nosso caminho. Este novo post é baseado em uma rápida conversa que tive o prazer de manter com 2 simpáticas pessoas que sequer conhecia até então. Elas foram as responsáveis em recepcionar-me no aeroporto em uma de minhas últimas viagens. No trajeto entre o aeroporto e o destino final fomos conversando sobre os mais variados assuntos até que surgiu o assunto que irei desenvolver a partir de agora.

O sucesso é bom. Muita gente persegue o sucesso. O sucesso pode ter diferentes significados, dependendo do ponto de vista. O sucesso é fruto de trabalho árduo. O sucesso abre portas. O sucesso não é democrático, ele é extremamente seletivo. O sucesso é um risco em si. Podemos ter sucesso de diferentes formas! O que é sucesso para uns, não significa nada para outros.

Sucesso …

Muito me perguntam sobre o que se fazer para alcançar o sucesso. A minha resposta é sempre a mesma, ou seja, acredito que há alguns aspectos que devem ser observados com atenção para alcançar estes objetivos. Do ponto de vista artístico há uma série de pontos que somados podem contribuir para uma carreira de sucesso. Carisma, talento, disposição, inteligência, disponibilidade financeira, estrutura de apoio, visão, conhecimento em marketing, boa apresentação, repertório, entre outras coisas. Mas a ressalva também sempre é a mesma, apesar da conjunção destes fatores, nada garante osucesso. Em contrapartida, para alcançar o fracasso retumbante também há uma série de fatores que somados podem acarretar no verdadeiro desastre. A diferença é que a soma de todos ou mesmo alguns destes fatores, garantem plenamente alcançar-se o fiasco absoluto. Sugiro que vocês leiam um texto publicado aqui mesmo no Observatório um texto sobre este assunto. Segue o link http://www.observatoriocristao.com/site/?p=1321

Como já dissemos anteriormente o sucesso é bom. Mas ele também é uma tragédia se não for bem administrado. E é aí que volto à conversa citada na introdução deste texto. Conversa vai, conversa vem, eis que surge o assunto sobre um determinado cantor de sucesso. Poucos segundos de iniciado este novo tema em nossa conversa, a pessoa foi logo dizendo que aquele artista tinha fechado todas as portas em sua denominação. Não quis me aprofundar no que havia acontecido para o ‘fechar de portas’, mas complementei de que em minhas andanças pelo país este era um fato que se repetia com umaaltíssima frequência. O que por si só já era temerário!

Também em outro texto publicado aqui mesmo no blog, comentei sobre a necessidade de observarmos os exemplos de outros personagens para aprendermos justamente com estas experiências e pouparmo-nos de eventuais problemas. Neste texto inclusive fiz menção ao erro trágico de Hitler de invadir a URSS na 2a Grande Guerra Mundial, em pleno inverno, fato que também havia acontecido na campanha napoleônica e que em ambas ocasiõesacarretaram na derrota dos respectivos exércitos. No ambiente artístico sãoinúmeros os casos de fenômenos que conheceram o sucesso e posteriormente tornaram-se fracassos avassaladores. A sucessão de casos é tão grande que chega a causar espanto como que as pessoas não alertam de que aquela história pode se repetir com si próprio.

O sucesso é bom, mas ele não aceita desaforos. Um dos maiores riscos para quem alcança o sucesso é acreditar que ele é fruto puro e simplesmente de seu próprio esforço ou talento. Não existe sucesso independente! Ninguém alcança o sucesso sozinho. Parece óbvio, mas muitos artistas fazem questão de creditar o seu próprio sucesso a si mesmo. Acho que uma das contra-indicações do sucesso é justamente a perda de memória. Interessante mesmo! Outra mudança comportamental fruto do sucesso é a crença de que tudo o que o artista faz é certo! É impressionante como tem gente (a lista é grande!) que crê que tem algo sobrenatural que o permite fazer as maiores loucuras e ainda imaginar que estas atitudes não terão repercussão negativa para a própria carreira. Como costumo dizer, quando um artista faz sucesso ele veementemente acredita que até o seu suor corporal tem cheiro de perfume francês … oh Lord! (na voz do Lázaro).

Seguindo com a lista de contra-indicações, o sucesso além da perda de memória e da auto-estima exagerada, também gera um pseudo aumento de QI nas mais variadas áreas. É impressionante como que o sucesso parece ampliar do dia para a noite a capacidade intelectual de certas pessoas. O dito cujo que estudou até a quinta série com muita dificuldade, ao alcançar o sucesso, age como se tivesse pós-doutorado em Harvard com especialização emmarketing, administração, design, mídia digital, dress code, fotografia, decoração, culinária, teologia (como tem pastor e pastores no meio artístico, só não sei em qual seminário estudaram ou qual igreja estão atuando, mas que tem, isso tem!!!) e um monte de outras matérias. Ou seja, o sucesso deve trazer o conhecimento por osmose ou simples milagre.

O sucesso também amplia consideravelmente o rol de amizades. O cara de sucesso está sempre rodeado de amigos, todos muito sorridentes. Tudo bem que até tornar-se sucesso, muita gente torceu o narizpara aquele rapaz. Teve gente até que ajudou a bloquear o caminho daquele promissor artista rumo ao estrelato, mas que tempos depois, não perde a oportunidade de sair nas fotos com aquele sorriso largo, fazendo algum gesto característico.  Fotos devidamente postadas e com legendas do tipo “o meu querido irmão”, “o meu amigo do peito” e loas constantes ao sucesso do referido artista são constantes. É fundamental demonstrar intimidade, então apelidos são muito bem vindos!

O sucesso, sem dúvida, melhora o humor! Já viu como o cara que alcançou o ápice da carreira ri de tudo? O cara posta fotos no avião sorrindo … posta fotos diante daquele prato de camarões empanados com todos os seus dentes à mostra … posta fotos fazendo careta mesmo em manifestações públicas de caráter absolutamente sérias … o indefectível KKKKKKKKKKK fazparte de 90% das legendas de seusposts nas redes sociais. O sucesso deve aumentar a produção de endorfina no organismo. Quem sabe?

O sucesso é bom, mas ele é perigoso. Ele pode trazer uma falsa unanimidade. Pode induzir à idéia de que o artista realmente tem o apoio integral de todo o público e isto é uma das maiores mentiras da história. O público não aceita deslizes, mesmo de seus queridos artistas. Da mesma forma que o público se identifica com a arte e o talento daquele determinado intérprete, ele muda de lado ao perceber a transformação do caráter inicial do artista. É muito comum ouvirmos a expressão de que aquele artista era bom até ter o seu trabalho reconhecido em larga escala. O sucesso transforma e em boa parte das vezes, para pior, muito pior. Só não percebe isso quem está inebriado pelo poder deste mesmo sucesso e geralmente a percepção, o bom senso só sãorecobrados quando a água já está no pescoço!

O sucesso é bom. Confesso que trabalho constantemente por alcançar o sucesso em minha profissão. Ele é motivador, instigante, me estimula a buscar conhecimento, a ampliar horizontes. Acho que podemos elencar três pilares fundamentais para o sucesso pleno. O mais comum é associarmos o sucesso às questões profissionais e consequentemente financeiras. Neste caso, foco, determinação, talento, conhecimento, escolhas certas são alguns aspectos que devemos observar com critério. Outro pilar do sucesso pleno é a família. De que adianta ter o sucesso profissional e ser um fracasso no lar? Infelizmente temos inúmeros casos de pessoas extremamente bem sucedidas no âmbito profissional que vivem e viveram catástrofes na família. Nada deve ser maisimportante do que a paz, a saúde, o amor e a dedicação no meio familiar. Osempregos se vão. As empresas se vão. As relações comerciais se vão … os laços familiares permanecem. Busque o sucesso na sua família! Por fim, o terceiro e mais importante pilar, o sucesso espiritual. Propositadamente elenquei os 3pilares em ordem crescente, ou seja, do menos importante para o mais relevante. Nada será mais importante para a eternidade do que uma relação saudável, transparente e de sucesso com o Criador. Podemos ser fracassados profissionalmente, ou até ter uma vida familiar conturbada, mas jamais podemos imaginar uma vida de pobreza na relação com Deus. Sucesso pleno é conquistar os objetivos profissionais mantendo o equilíbrio e a saúde nas relações familiares e mantendo uma vida espiritual intensa e comprometida com Deus. Isso sim é sucesso!

O sucesso é bom … e especialmente no âmbito artístico gospel ele pode ser perpetrado por muitos anos. Basta manter as portas abertas, viver com simplicidade, respeitando-se a todos à sua volta,buscando conhecimento e apoio de profissionais, lideranças e amigos de verdade. Trabalhe como se nunca tivesse conquistado nada! Seja gentil. Nunca creia que as suas conquistas foram fruto somente de seu próprio esforço. Reconheça quem te ajudou no passado. Reconheça o carinho e cuidado de Deus. Jamais caia natentação de caminhar sozinho! Ou seja, siga como um autêntico cristão. Simples assim. O resto é consequência.

 

Boa semana!

Mauricio Soares, jornalista, conversador inveterado e alguém que já conviveu com muitos artistas que alcançaram o sucesso. Uns souberam conduzir muito bem com esta fase e outros nem tanto … mas o sucesso é bom!

A tecnologia deveria facilitar a vida do ser humano e realmente em muitos dos casos é exatamente isso o que acontece. Só que em outros aspectos, esta mesma tecnologia acaba nos tornando pessoas ansiosas, ultra atarefadas e muitas das vezes psicóticas. Me incluo na lista de pessoas que não conseguem se desligar do mundo externo e por conseguinte, dos neuróticos crônicos que não podem deixar de ler as mensagens eletrônicas que insistem em marcar presença em nossa caixa postal, mesmo que isso aconteça em plena madrugada.

Durante o tempo em que acordava nas madrugadas para atender ao choro intenso de meu bebê clamando por uma boa mamada noturna, sempre aproveitava o momento de súbito acordar para conferir se alguma grande notícia havia chegado enquanto eu dormia. Sei … é uma psicose, mas estou me tratando …

Hoje em dia recebo em média 180 a 200 emails em minha caixa postal. Destes, cerca de 50% são relativos diretamente às minhas atividades profissionais. Outros 10% são spams, propagandas diversas e correntes de prosperidade e coisas do tipo. Já os outros 40% são mensagens de pessoas pedindo por algum apoio artístico. Os assuntos vão desde compositores querendo apresentar seus trabalhos até jovens artistas pedindo por atenção da gravadora.

Não sei se há pela web algum site oferecendo dicas ou mesmo textos prontos sobre como se deve abordar um A&R de gravadora. Digo isto porque é impressionante como os temas e abordagens se repetem de forma padronizada.

Há os textos compreensivos … “Sei que o senhor é uma pessoa muito ocupada, mas garanto que não irá se arrepender se dedicar apenas alguns minutos para conhecer a artista …”

Outros que também estão sempre presentes são os descobridores de fenômenos … “O senhor precisa conhecer a cantora Gladyslivia Gomes, ela é um sucesso aqui em Araguaína! Sua música está entre as mais pedidas da rádio online Louvor FM.Contrate-a antes que outra gravadora o faça, fica a dica!”

Mas, sem dúvida, uma das abordagens que mais me chamam a atenção são justamente aquelas que apelam para as questões espirituais. E aí, posso elencar algumas estratégias bem claras e vou me deter em poucas opções para que este texto não fique muito extenso.

“Eu quero muito louvar a Deus! Quero muito falar do seu amor para todas as pessoas. Eu sou uma adoradora e preciso demais que o senhor me apoie neste propósito! Preciso gravar logo um CD!”

Em sua Palavra, Deus nos ensina que ele busca por adoradores, que o adorem em espírito e em verdade! Em outro texto o salmista exalta para que todo ser que respire louve ao Senhor! Em nenhum momento a Bíblia nos ensina ou indica que para tornarmo-nos adoradores devemos entrar em estúdio e gravar um disco!?!?!?!? Não há qualquer relação entre o processo de louvar e adorar a Deus com a necessidade de se ingressar num projeto artístico! E ainda bem por isso! Graças a Deus porque nos permite achegarmos a Ele semmaiores dificuldades, basta apenas um coração puro, contrito, disposto a manter uma relação íntima com o Criador.

É importante que os meus 66 leitores do blog tenham ciência de que adorar a Deus é maravilhoso e um processo individualizado, sem filtros, uma experiência realmente sobrenatural e marcante! Já uma carreiraartística é algo absurdamente trabalhoso, árduo, difícil, um processo de entrega constante, com enormes riscos de insucesso, ou seja, é algo muito, mas muito complicado!

Você já parou para pensar como deve ser entediante cantar as mesmas músicas por longos 18 meses, às vezes muito mais do que isso? Outro dia encontrei um cantor que repetia a mesma canção por (pasmem!) 20 anos! Haja inspiração! Ou então, de como deve ser difícil abrir mão de fins de semana com a família?

Isso para não falar das viagens! Alguns me encontram por aí e dizem na maior cara de pau: “Você nasceu virado para a Lua! Como deve ser bom viver viajando, nos aeroportos,conhecendo pessoas, lugares … ô vidão!” Neste momento escrevo este texto às 21h15 de uma sexta-feira a bordo de um avião com destino à capital federal. Neste próximo sábado estarei conferindo a gravação de um DVD de um artista que sequer faz parte do cast de minha gravadora. Deixei em casa meus 3 filhos eesposa, retornando ao convívio com eles somente na parte da tarde do domingo. Alguém acha que prefiro estar fora de casa, sem meus familiares, tendo que trabalhar em pleno fim de semana? Pois é exatamente isso o que acontece quando você se torna um artista profissional.

Ainda com relação às viagens, é importante salientar que nem sempre se viaja de avião e se hospeda em grandes hotéis. Mesmo artistas do primeiro time como Damares, Shirley Carvalhaes, Mariana Valadão e tantos outros, vez ou outra são ‘surpreendidos’ com hotéis 5 estrelas cadentes, em cima de postos de gasolina, com banheiro coletivo e outras maravilhas pentecostais. Isso sem falar com os banquetes de cachorro quente e coxinhas de frango frias que mais parecem bolas de pingue pongue. Ah! já ia me esquecendo … tem também as ‘pegadinhas’ quando o contratante te diz que depois do aeroporto, ainda vai ser preciso fazer um pequeno trajeto por estrada (de terra) … só uns quilômetros (mais 3 horas de sacolejos!).

Ou seja, não confunda sua vontade de adorar, de louvar, cantar, de ter uma vida dedicada às questões espirituais com a necessidade de lançar-se numa carreira artística! Deus não está à procura de cantores, discos de ouro ou hits empolgantes! Ele quer adoradores e isso inclui cada um de nós, sem exceção, e nesta lista até incluímos os cantores e cantoras, sem distinção!

Outra abordagem tem a ver com uma palavra que ganhou notoriedade surreal nos últimos anos – promessa. É impressionante como as pessoas atualmente se agarram em promessas como se Deus estivesse ali assinando uma nota promissória! Não quero entrar numa discussão teológica, mas efetivamente tenho muitas ressalvas com o uso que as pessoas têm feito deste assunto. Boa parte das mensagens que recebo diariamente têm a citação de que “Deus me deu esta promessa! De que eu gravaria um CD, de que eu teria um ministério”. Como profissional o que eu posso analisar é se o referido indivíduo tem adequação com uma carreira artística, se tem talento, se tem um diferencial, enfim, minhas análises são estritamente baseadas em critérios técnicos, nada além disso! Agora, se Deus realmente te escolheu para levar a Palavra aos quatro cantos do planeta … então, com talento ou não, Ele simplesmente irá fazer isso! É uma questão simples de soberania. Ele tudo pode! E não é um A&Rzinho que irá barrar esta decisão. Não mesmo!

Sempre uso como exemplo o que aconteceu com o Irmão Lázaro. Se há tempos atrás o disco dele caísse em minhas mãos para ser avaliado, as chances de eu contratá-lo são as mais remotas possíveis! Tecnicamente, o disco que o catapultou ao estrelato no meio gospel anos atrás era de uma simplicidade absurda! Mas aí, entra um fator que nem eu nem qualquer profissional do mercado tem qualquer ingerência, a soberana vontade de Deus. Ele quis … simples assim! Resultado: mais de 1,5 milhão de discos vendidos de forma independente. O resto é história!

Então, já concluindo este texto, se você pretende seguir uma carreira artística saiba que a estrada é longa e muito difícil! Muito melhor e mais prazerosa é a opção de simplesmente sermos adoradores do Deus Vivo. Ele não nos pede nada, nem disco, nem estratégia, nem técnica, nem mesmo talento ou afinação, somente sinceridade em nossos lábios!

Vamos adorar, sempre!

Mauricio Soares, jornalista, consultor de marketing, adorador sem nunca ter gravado um CD, pai, blogueiro e um recém apaixonado pelas belezas naturais de Santa Catarina. Simplesmente top!

Talvez eu esteja sofrendo pela falta de rotina em publicar novos textos por aqui no blog. Este deve ser o quinto ou sexto texto que inicio para ser publicado no Observatório Cristão desde a minha última postagem, o que ocorreu no fim de 2013. Os demais, por enquanto, não julguei à altura dos textos publicados até hoje no blog e por isso mesmo permanecem em stand by até que uma lufada de inspiração e criatividade surjam.

 

Como os atletas em início de ano imagino que esteja vivendo aquele período de recondicionamento físico, neste caso, criativo. Então, para não criar nenhuma tensão desnecessária, vou dar-me o direito deescrever neste post, pequenos textos, comentários e afins. Talvez assim eu possa me animar e voltar a escrever textos mais elaborados.

 

Retorno de uma viagem curta para a capital paranaense. Durante o dia inteiro tive a companhia constante dos amigos do Megafone, banda que vem se destacando bastante no cenário artístico gospel no país. Entre tantas atividades na abafadíssima e quente Curitiba deste dia, pude visitar a Rádio Gospel FM. Como sempre, fui muito bem recebido por toda a equipe, mas o que me chamou a atenção foi um excelente papo com o diretor artístico da emissora, Fabiano Lazarino. Entre tantos temas, destaque para a forma como ele lida com alguns aspectos importantes no seu dia-a-dia. A questão da escolha de seu play list merece registro. Para Lazarino, o importante é valorizar o seu público, portanto, a preocupação émanter a programação sempre atualizada com os mais recentes lançamentos. A prioridade é a audiência, o ouvinte! Música para os meus ouvidos! Ah! Como seria outra a história nos arraiais gospel se todas as demais emissoras e mídias seguissem esta mesma (básica) estratégia! Em apenas 7 anos de estrada, a emissora saltou do absoluto ostracismo para a terceira posição entre as FMs mais escutadas de Curitiba, rivalizando com duas das mais populares rádios da capital. Ou seja, priorizou a qualidade da plástica e da programação e colheu resultados consistentes. Óbvio demais? Pois é, mas por que tanta ‘diretor’ e ‘dono de rádio’ gospel prefere seguir outra linha? Vai saber …

 

Aproveitando este gancho, não posso deixar de complementar este assunto sem mencionar algo que me incomoda há muito tempo e que surgiu em meio a uma conversa com um grande amigo e profissional que seguramente é um dos caras que mais conhece sobre rádio gospel pelo Brasil.Neste papo ele me dizia da dificuldade que encontrava em divulgar um determinado artista que já àquele momento figurava no cenário gospel como um sucesso nacional. Ele dizia: “Recebo ligações de diretores de rádio me pressionando por agendas para shows ou mesmo apresentações em igrejas. Eles me oferecem permutas para tocar nossa música ou como dizem ‘pra estourar o artista na região’. Aí atendemos ao convite. E muitas das vezes somos mal recebidos, ficamos em hotéis sem conforto algum, temos de nos apresentar em 2, 3 cultos num mesmo dia. Naquele período que antecede nossa apresentação, a música fica na liderança entre as mais pedidas. Só que no dia seguinte de participarmos do evento, a música simplesmente é abduzida da programação. A música some … assim do nada …”

 

Seguindo na conversa ele também comenta que quando um “convite” (só que não!) como este não é aceito porque a data estava ocupada ou algo do tipo, a represália sobre o seu artista é fortíssima! A rádio não só não toca mais nada como fazem questão de ‘queimar’ o artista junto aos pastores da região e até mesmo de outras emissoras. Ou seja, terror total!

 

Completando esse papo, lembramos daqueles donos de emissoras ou programas na TV, geralmente mega-ultra-blaster-líderes que diariamente vão aos seus canais de mídia pedir ajuda aos contribuintes, membros, patrocinadores e coisas do tipo. Quase chorando (alguns até chorando de fato, se debulhando em lágrimas, oh! quanta tristeza!) pedindo pela ajuda para pagar os investimentos de se manter o programa no ar. E aí, 100% das vezes o argumento fatídico é de que devemos contribuir para o REINO, afinal ele está ali para anunciar as boas novas (também para vender pacotes para Israel, livros, DVDs, seguro de vida, auxílio funeral, plano odontológico e o que mais surgir pela frente). A grande verdade é que eu nestes anos todos de estrada, desconheço veementemente que ‘reino’ é este … na verdade, o que vejo de verdade é cada um cuidando do seu próprio reino, ou feudo ou qualquer coisa do tipo.

 

Dias atrás o meu divulgador em São Paulo me mandou um email comemorando o agendamento de uma artista em pleno período de divulgação de seu novo trabalho em um programa de TV. O email dizia: Muito bom! Acabamos de agendar a artista XXXX no programa YYYYY. Exatos 5 minutos depois, outroemail surge em minha caixa postal. O mesmo divulgador me manda outra mensagem dizendo: Foi desmarcada a participação da cantora XXXXX no programa YYYYY. O motivo alegado é de que ela é ex-artista da gravadora ligada ao grupo empresarial – também conhecido como reino. E também porque ela agora faz parte da gravadora concorrente … o que eu posso responder numa situação destas? Simplesmente nada! Vamos viver!

 

Então, para concluir, até quando iremos ter que conviver com estas práticas? Quando vejo cristãos reclamando pelo pouco espaço para a música gospel nos canais seculares, o que me vem à mente de imediato é como podemos exigir melhor tratamento e maior espaço por parte dos ‘gentios’ se nem ao menos os nossos ‘domésticos da fé’, os líderes e grandes denominações evangélicas abrem espaço e tratam com o devido respeito os artistas do segmento?

 

Acho que cabe a nós um exercício mais analítico de tudo o que vem acontecendo no segmento evangélico brasileiro nestes tempos. não dá para simplesmente aceitar um monte de gororoba, de práticas abusivas, decoisas mal explicadas, de atitudes nada condizentes com os preceitos e doutrinas cristãs. Espero que 2014 seja melhor do que 2013, especialmente na questão de valorização da música cristã pelos líderes e ‘profissionais’ que estão à frente das mídias do segmento.

 

Pronto! Procedimento de descida iniciado. Até que a inspiração veio … deve ter sido o ar rarefeito … e outros temas já me vieram à mente. Que bom … parece que agora vai! Aproveito para agradecer o carinho de tantas pessoas que encontrei durante meu período de férias! Gente que confessou ler este blog e utilizá-lo como ferramenta de trabalho. É muito bom receber este feed back porquemuitas das vezes tenho a clara sensação de que escrevo e me comunico simplesmente comigo mesmo, o que não é de todo ruim! Desejo aos 66 (se é que eles ainda existem!) leitores um ano novo de muita paz, amor, bom humor e boa música!

 

Desligando o computador em 5, 4, 3, 2, 1 …

Mauricio Soares, publicitário, amante de bons papos, coach, jornalista, pai do Fernando, Leonardo e Benjamim, meu trio de ouro!

P.S. – Já tendo finalizado este texto, recebo um link do vídeo do Jonathan Nemer. Tomo a liberdade de inserir este vídeo neste post porque de alguma forma está ligado a alguns aspectos mencionados acima.

http://www.youtube.com/watch?v=KrqAvvN1TWA&feature=c4-overview&list=UUOOkCYthHdrpCZdytAT63GQ

Chego ao fim de 2013 com todas as minhas baterias pedindo socorro! Precisam ser recarregadas imediatamente com risco total de pararem de uma hora para outra! Sem dúvida, este foi um ano de grandes desafios, muito trabalho, grandes mudanças e muito, mas muito stress e tensão. Mas como Deus sempre tem um carinho especial (completamente imerecido, que fique bem claro!), chego ao fim deste ano com a sensação clara de que os resultados foram muito além do que esperava e almejava.

As grandes transformações que eram esperadas e mesmo planejadas no mercado fonográfico definitivamente aconteceram a partir de 2013. É impressionante como podemos confirmar tendências que foram percebidas há 2, 3 anos atrás que neste ano se tornaram realidade. Uma das mais visíveis, sem dúvida, é o crescimento do mercado digital e o afunilamento do mercado em se tratando do número de players. Chegamos ao fim de 2013 comemorando mais 2 contratos de parceria onde passamos a assumir todo o processo de distribuição de labels. Agora, já são em 5 o número de gravadoras que passam a ser administradas pela Sony Music, sendo a mais recente, a gravadora Dos3 Music.
Nesta época do ano sempre nos deparamos com as listas dos mais mais do ano … é um tal de lista do mais chique, do mais mala, do maior mico do ano, das grandes catástrofes, as grandes tragédias, os grandes sucessos e por aí vai. Então, para não ficar nesta mesma tendência, este post (certamente um dos últimos de 2013) irá elencar não os grandes fatos de 2013, mas destacar alguns dos prováveis nomes que poderão se destacar no mercado gospel nos próximos anos. Este é um exercício de análise e projeção. Preste atenção! Não se trata de nenhuma ‘profecia’, ‘uma palavra liberada’, ‘mãe Dinah gospel’ ou qualquer outra coisa que se assemelhe. Apenas vou de forma muito light, destacar alguns jovens artistas que eu creio e torço para que se destaquem num futuro não muito distante.

O ano de 2013, sem dúvida, foi o ano do boom de um jovem artista gospel de Goiânia. Ele não canta, não dança, mas justamente põe todo mundo pra se mexer ao som de seus loops, bate estacas e elevados decibéis. Estou falando de DJ PV, que em minha modesta opinião, é o que de mais criativo e novo surgiu no meio gospel nos últimos 3 anos. O rapaz chegou com toda sua estrutura, foco e atitude e tomou conta do pedaço, sendo hoje a maior referência de música eletrônica no segmento gospel em todo o país. Não tenho a menor dúvida de que 2013 foi o ano de posicionamento deste artista no meio. Mas efetivamente aposto todas as minhas fichas de que em 2014 será o ano da consolidação e popularização deste artista em todo o cenário nacional.

E de Goiânia vem mais duas boas apostas para 2014. Em 2013, o Ministério Pedras Vivas decidiu-se por ampliar sua área de atuação para além de Goiás e de forma muito organizada e atuante, suas canções tiveram excelente repercussão em praças competitivas como São Paulo e Minas Gerais. O CD Oceano de Amor vem conquistando excelente repercussão nas mídias, igrejas e junto ao público. Num universo onde por anos reinaram as músicas do Ministério Diante do trono e Renascer Praise, é importante perceber o surgimento de mais uma opção no meio da música congregacional. Outro artista jovem de Goiânia que estou curtindo e acreditando ser uma boa promessa no futuro é Léo Brandão que recentemente lançou o álbum “Infinito Amor”. O rapaz mescla um honesto som pop com bases eletrônicas, algo bem moderno e agradável. A proposta é bem teen com influências bem contemporâneas. Vale a pena conferir um clipe que lançou meses atrás da canção “Teu Amor Não Tem Fim”.

Saindo do Centro-Oeste, sigo em direção à São Paulo e me deparo com uma jovem cantora que conheci recentemente e que me impressionou muito pela qualidade de seu disco. Estou falando de Sarah Renata com seu projeto “Princípio” (IVC). Não consegui obter muitas informações sobre sua carreira, perfil ou mesmo clipes. Acho que isso ainda pode ser melhorado bastante daqui em diante, mas o que pude ter acesso ao seu projeto (e talento) já me chamou muito a atenção. Este disco foi produzido por Lito (não sei é o Atalaia) e contou com participações de Felipe Valente, Baruk, Rachel Novaes e Nayane Soares. Ainda em São Paulo, outra artista que vem me chamando especial atenção e que eu torço pelo sucesso é a jovemRoberta Spitaletti. Inclusive já a mencionei em algum texto publicado aqui mesmo no Observatório Cristão meses atrás. Esta é uma cantora que me surpreende a cada novo vídeo ou apresentação. Além de cantar e compor de forma diferenciada, ainda toca violão com grande eloqüência. Vale a pena conhecer um pouco mais desta artista.  Seguindo ainda por Sampa, tenho acompanhado à distância o crescimento de Jéssica Augusto. A cantora que se destacou em grupos corais, hoje é considerada como uma das mais promissoras artistas mesclando pop, pentecostal e black music. Potência e carisma à flor da pele! Um dos eventos que mais me doeu não ter marcado presença foi justamente a gravação de um projeto com esta cantora durante a Semana de Arte Cristã promovida pela Salluz.

Assim como o DJ PV, mencionado no início deste texto, outro artista que consolidou-se em 2013 e certamente dará um salto ainda maior em 2014 é a dupla André e Felipe. De forma contundente, essa dupla que veio com força a partir de Joinvile/SC tomou conta do segmento pentecostal sertanejo chegando ao ponto de 22 eventos em único mês. Algo realmente impressionante! Opinião unânime entre locutores, lojistas, músicos e profissionais do segmento, André e Felipe estão alguns degraus acima dos demais em se tratando de música sertaneja no meio gospel. E seguindo esta mesma toada, os irmãos talentosos e simpáticos, bem estilosos, têm tudo para fazer 2014 com enorme sucesso!
Como alertei anteriormente, este post não seria um tratado final. Seria apenas uma análise bem light do que está acontecendo e do que pode acontecer de positivo na carreira de alguns artistas no próximo ano. Certamente poderemos incluir alguns nomes em outros textos mais à frente. É o que temos pelo momento!
Um grande Natal e um 2014 de muita paz, amor, saúde, música de qualidade e como já mencionei em meu Instagram dias atrás, com menos decibéis! Chega de tanta gritaria no meio gospel.


Mauricio Soares, publicitário, jornalista, palestrante e um profundo observador do mercado fonográfico. Aproveito este espaço para agradecer ao departamento jurídico da Portuguesa por ter feito tanta trapalhada a ponto de permitir que o meu Fluminense permanecesse na primeira divisão.