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Diariamente recebo em média 250 emails sobre os mais variados assuntos. E engana-se quem imagina que este fluxo diminui nos fins de semana e feriados. Pelo contrário, muitas das vezes justamente neste período minha caixa postal transborda com mais de 350 mensagens. E como tenho algum TOC – transtorno obsessivo compulsivo – algo não me permite desligar o computador após um dia de intenso trabalho sem ao menos dar uma olhada em todos os emails, a simples informação de que alguma mensagem recebida ainda nào foi devidamente lida, não me permito simplesmente deixar para o dia seguinte e desligar meu computador. Tenho uma estranha sensaçào de tarefa não concluída, o que não faz bem algum à minha mente. Tudo bem, estou confessando algum problema que carece de um estudo mais aprofundado, uma terapia talvez, mas enquanto não corro à procura de ajuda especializada sigo nesta neurótica atitude de zerar sempre minha caixa de entrada.

E entre tantas e tantas mensagens importantes, informações, negociações, apresentações, tarefas do cotidiano de um diretor A&R de uma gravadora multinacional, alguns emails me chamam a atenção e muitas das vezes, posso até confessar, que servem como um momento refrescante e relaxante no melhor estilo non sense, ou num bom português, sem noção alguma!!! Nos últimos 2 meses criei no meu Outlook uma pasta especial e coloquei o nome de Absurdos/Blog. Todos estes emails hilários, com mensagens estapafúrdias, inocentes, desprovidas de qualquer noção do que estão pedindo ou informando, resolvi redirecionar para esta pasta. A partir de agora vou apresentar aos meus seletos 66 leitores do blog alguns destes emails especial e criteriosamente pinçados para uma análise mais apurada.

“Sei que ninguém vai dar a devida atenção, mas …” – é o email profético, realmente com essa introdução nunca consigo ler mais do que alguns segundos … geralmente esses emails são direcionados para centenas e centenas de pessoas, muitas das quais em cópia aberta. Pela ausência de resultado e comentários, acredito que geralmente ninguém dá mesmo atenção.

“Minha esposa é levita há 19 anos, tem 12 discos gravados e é um sucesso aqui em Palmeira das Missões …” – definitivamente uma artista com muito tempo de estrada, tantos projetos gravados e que é sucesso num raio de míseros quilômetros, das duas uma: ou é alguém que se contenta com pouco e foca somente em cantar para os vizinhos ou não tem o menor apelo além do próprio quarteirão. Especialmente gravadoras estão focadas em jovens artistas, gente com enorme potencial de crescimento e hoje em dia, com muita adequação ao formato digital.

“Vocês precisam conhecer! Não deixem esse sucesso passar pelas suas mãos!” – este tipo de mensagem é mais recorrente do que se possa imaginar. A impressão é de que estamos diante de um novo Thalles que só precisa de um leve empurraozinho pra deslanchar de vez! Aquele ditado gauchesco do cavalo que passa encilhado e que você deve montar adequa-se a este tipo de mensagem. Confesso que também não dou muita atenção a este tipo de mensagem mesmo sendo alguém que está sempre à procura de novidades. Então, nestes casos, o melhor mesmo é deixar o cavalo correndo livremente pelo pasto …

“Eu quero informações de como faço pra gravar com vocês. Preciso analisar todas as possibilidades …” – outro típico contato sem noção em grau extremo! A impressão é de que o postulante a astro intergaláctico está sendo disputado por todas as gravadoras e cabe a ele, somente a ele, optar por esta ou aquela proposta. Muitas das vezes estas mensagens são acompanhadas de relatos emocionantes mostrando o que o artista vem conquistando nos últimos meses numa carreira meteórica.

“Quero um orçamento para gravar 10 músicas e ser contratado por vocês!” – uma subdivisão da mensagem “sem noção, onde estou? é pra comer ou pra beber?” é quando um incauto nos procura como se fôssemos um estúdio ou mesmo aquele tipo de gravadora que grava, distribui, lava e passa … antes de se enviar um email é fundamental ao menos pesquisar antes com quem se está falando. É o mínimo, não?

“O lançamento mais aguardado do ano!” – aguardado por quem cara-pálida? Se tem uma coisa que não curto são frases de efeito, hiperbolizadas, querendo trazer uma grandiosidade que definitivamente não existe. Coisas como “o maior nome”, “a grande revelação”, “ o mais espetacular da América Latina” só servem para diminuir o projeto em si. Quem é importante não precisa ficar se auto-elogiando o tempo todo.

“Tenho uma promessa e sei que ela vai se cumprir, você apenas precisa me dar uma oportunidade. Não irá se arrepender!” – nestes casos o apelo espiritual é latente! E você como diretor artístico não pode ser uma pedra de tropeço para que o prometido tenha acesso à sua ‘bença’ … se Ele prometeu, então é melhor que você pare tudo pra fazer parte da vitóóóóóória … é pra aplaudir de pé igreiiiixaaaaaa … Nestas horas você não tem nem muito o que dizer, simplesmente entender que se é promessa, Ele também vai mover terra e céu pra coisa acontecer. Mas isso tudo só se realiza com muita paz e convicção, não dá pra sair acreditando em tudo quanto é promessa porque senão aí a coisa fica feia pro seu lado!

“Sei que seu tempo é muito precioso, mas poderia assistir aos meus vídeos e me retornar dando suas impressões. Se possível, me ligue em horário comercial” – ao fim da mensagem links e mais links de apresentações em igrejas com aquela câmera tremendo, ângulos tortos e som pavoroso. Além disso, fotos e mais fotos, links de áudio e a carta de recomendação do pastor-presidente do campo … o mais surreal é a expectativa do dito cujo de que alguém irá pegar o telefone e falar sobre tudo o que foi ali apresentado.

“Tenho uma irmazinha na igreja em que congrego que ela canta demais! Você precisa conhecê-la!” – Não! Não preciso conhecer até porque se fosse a todos os cultos onde tem gente cantando bem, minha mulher e meus filhos me abandonariam … o meio gospel é pródigo em talentos! Pra chamar a atenção de uma gravadora cada vez mais o artista precisa estar com um caminho já iniciado. A história de gente cantando na igreja sendo descoberta e investida por uma gravadora hoje em dia simplesmente não existe!

“Quero muito louvar a Deus. Por favor, acredite e invista em mim para gravar um CD. Tenho um chamado para as nações!” – não confunda louvar a Deus e ter uma carreira artística. Louvar a Deus todos devemos, mas poucos são os que têm realmente condições de seguir numa carreira artística. Não confunda alhos e bugalhos como dizia meu avô! E na verdade, boa parte dos que dizem ter um chamado na verdade mesmo quer é viajar, tirar fotos, se apresentar aqui e ali … o duro é ter que trazer à realidade essa turminha que gosta de se iludir, mas posso assegurar que esta é uma das especialidades da casa … sempre às ordens!

Vou ficando por aqui. Infelizmente ainda tenho muitos outros exemplos de mensagens deste naipe chegando diariamente em nossos canais de contato. Se antigamente os profissionais de gravadoras eram abordados somente pessoalmente ou através de cartas, com o avanço da web e das plataformas sociais, essa distância praticamente sumiu. Em muitos casos esta facilidade ajudou bastante aos profissionais, já por outro lado, permitiu que qualquer um se sinta motivado a mandar sua mensagem, opiniões e pedidos. Coisas da modernidade!

Nos próximos dias teremos muitos textos inéditos no blog, pois a viagem até Fortaleza mostrou-se pródiga em insights, boas ideias e temas.

 

Mauricio Soares, publicitário, jornalista, torcedor do Fluminense, longânimo, alguém com o hábito de contar até 1 milhão antes de pular no pescoço alheio, tudo bem que às vezes a contagem é reduzida …

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Dos mesmos criadores do sucesso Deus Não Está Morto, que levou mais de 290 mil espectadores às salas de cinema do Brasil em 2014, o filme Você Acredita (Do You Believe?) é a aposta da 360WayUp, em parceria com a California Filmes, para este ano. Se em Deus Não Está Morto a existência de Deus foi o assunto central da discussão, Você Acredita?, com estreia nacional marcada para o dia 03 de setembro de 2015, irá tratar de um tema recorrente ao cristianismo: a cruz e o sacrifício de Cristo.

Escrito por Chuck Konzelman e Cary Solomon, o enredo conta a história de doze pessoas que, em determinado momento, terão suas vidas cruzadas após serem impactadas pela cruz. Tudo começa depois que Pastor Matthew, papel de Ted McGinley (“Pearl Harbor” e “Nos Bastidores do Poder”), está dirigindo para casa em Chicago, tarde da noite, e é fortemente tocado pela fé visível e corajosa de Malachi, um velho pregador de rua vivido pelo ator Delroy Lindo (da série “Believe”, da NBC). Esse encontro motiva o Pastor Matthew a pregar e viver a mensagem da Cruz, mas ele nem imagina o quanto isso irá refletir em outras pessoas.

Reunindo um elenco encabeçado por nomes conhecidos como Mira Sorvino, vencedora do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante em 1995, e Sean Astin, dos filmes “Os Goonies” e “O Senhor dos Anéis”, Você Acredita? ainda vai tocar em questões atuais na sociedade como intolerância religiosa, gravidez na adolescência, crise no relacionamento e suicídio. Segundo o diretor Jonathan Gunn, o filme traz histórias com as quais as pessoas irão se identificar. “É um filme complexo sobre a fé. A verdadeira redenção vem da escuridão real e este filme não teve medo de explorar isso. Ele explora a fé de uma forma complexa e não foge das perguntas difíceis”.

Para Ygor Siqueira, CEO da 360WayUp, o filme Você Acredita? promete ser mais um marco no cinema brasileiro, que tem aberto portas para produções cristãs. “Acreditamos que Você Acredita? chega em um momento onde vivemos diversos conflitos no nosso país e ao redor do mundo. Esse projeto tem tudo para impactar essa geração e dar ao público uma reflexão assertiva acerca de vários temas, inclusive o amor em meio a tantos discursos de ódio que temos vivenciado”.

Atentos à procura do público por filmes cristãos nos cinemas e a carência de produções com uma mensagem adequada para a família, o CSO (Chief Strategy Officer) da California Filmes, Claiton Fernandes, celebra a parceria com a 360WayUp e o lançamento de Você Acredita?. “Acreditamos no filme, na qualidade, na produção e na mensagem que transmite, contagiando aqueles que o assistirem. Temos confiança de que será um filme recomendado e comentado por todos. Além disso, contamos com a empresa 360WayUp, especializada no segmento gospel, que irá assegurar que a comunicação do filme chegue no público-alvo. Juntando todos esses elementos, estamos seguros sobre a qualidade do filme além da campanha de lançamento”.

Fonte: Assessoria de Imprensa

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Depois de alguns dias sem novidades no blog, eis que consigo tempo para voltar a municiar este espaço com novidades. Os últimos dias têm sido de muito trabalho, muitas viagens e principalmente de grandes desafios e pouca inspiração para trazer algo realmente relevante. No entanto, especialmente nestes últimos 3 dias em conversas com diferentes pessoas, em ocasiões distintas, vieram à minha mente, pelo menos 4 temas que tentarei desenvolver pelos próximos dias em que estarei viajando pela região sul do país em meio a muito trabalho, só pra manter a rotina.

Não me arrisco a dizer quantas igrejas evangélicas de médio e grande porte temos em nosso país neste momento. Nem sequer afirmar a quantidade de eventos de música gospel acontecendo a cada fim de semana em todo o Brasil. A quantidade de Marchas para Jesus é enorme. O número de shows e festas municipais onde artistas evangélicos se revezam é de perder a conta. Com tantas demandas, tantas oportunidades, cada vez mais os artistas de música gospel podem se dar ao luxo de escolher entre um ou outro convite. E dentro deste pensamento, julgo cada vez mais desnecessário um determinado artista aceitar o primeiro convite que lhe surgir à frente sem que se tenha um mínimo de análise crítica sobre o evento, o líder ou mesmo a proposta do referido evento.

Há alguns meses atrás em um almoço com um cantor que eu admiro muito comentamos sobre um determinado pastor (sic) que vem cada vez mais levando artistas para suas reuniões e eventos. O dito cujo que mais me parece um xamã invocando benzeduras, simpatias e campanhas para arrecadar e arrecadar, além de emocionar a platéia, sempre com muito entusiasmo, encenações e palavras de impacto, tem recebido em seus eventos uma gama enorme de artistas. É notório que muitos destes artistas transmitam uma sensação de incômodo por estarem diante de uma cena grotesca, com uma teologia tão rasa que mais parece um pré-sal-escatológico, uma coisa realmente pavorosa … e aí, voltando ao nosso papo, este cantor declarou que por várias vezes foi convidado a participar destes ‘cultos’ e que ele havia orientado sua assessoria a sempre agradecer pela lembrança, mas jamais, nunca, em tempo algum, aceitar a proposta. E ele me disse com a maior tranquilidade que lhe é peculiar: “Temos tantas igrejas, tantos convites que não preciso de forma alguma atender a este tipo de evento. Não concordo com nada do que é falado naquele local, então não posso de alguma forma participar ou colaborar com eles. E mesmo que não tivesse outros convites, meu senso crítico e de auto-preservação não me permite compactuar com o que ali é pregado. Prefiro estar em paz com minha consciência”

Se eu tivesse o recurso de escrever e ao mesmo tempo sair o som de palmas efusivas, certamente usaria este modo, pelo simples fato de concordar em gênero, número e grau com esta opinião e principalmente atitude.

Sob o argumento de que a Palavra está sendo pregada ou de que se tratam de ‘homens de Deus’, muito do senso crítico é jogado para escanteio em nosso meio. Já cansei de escrever aqui mesmo em nosso blog sobre a falta de posicionamento de boa parte da liderança de nosso meio em temas polêmicos. No entanto, também quero trazer a responsabilidade sobre todos os artistas que simplesmente têm aceito convites sem analisar que tipo de mensagem, liderança ou teologia aquele determinado evento no qual participam transmitem ao público. Será que o artista pode se eximir da responsabilidade em apoiar e participar de um evento cujo o preletor apresenta todo tipo de teologia e campanhas? E no caso de ‘pastores’ que notoriamente possuem problemas de caráter e credibilidade, o artista não tem responsabilidade, não avalisa de alguma forma este líder quando aceita participar de algum de seus eventos?

Do mesmo modo que um formador de opinião deve analisar criteriosamente a qualidade do produto ou a idoneidade da empresa quando é contratado para fazer alguma ação de merchandising ou publicidade, será que um artista gospel não deve se posicionar quando recebe um determinado convite para um evento? E aí, não quero criar nenhum espírito de SERASA gospel onde o artista deve checar se o CPF do pastor está OK, se não tem nenhum problema de crédito ou coisas do tipo quando se trata de uma igreja no interior do Piauí … não!!! Não estou falando disso, mas daqueles mega líderes, muitos dos quais presentes cotidianamente nas TVs e rádios vendendo toalhas, fronhas, lençóis, óleo da unção, perfume de Cristo, deturpando claramente a mensagem bíblica! Nestes casos, não há como esconder-se atrás do argumento tão usado pelo Lula e sua quadrilha: “Eu não sabia!”

Uma cantora que durante muito tempo tive contato costumava dizer: “Pagando bem, quem mal tem?” Será mesmo? Por mais que ela dizesse essa frase com uma leveza, talvez até mesmo inocência, o certo é que isso não se aplica quando lidamos com fé, doutrina, responsabilidade com o próximo. Longe de querer julgar, mas também não querendo usar esse mesmo argumento para dar carta branca para que tudo seja permitido sem questionamentos, o que estou querendo dizer neste texto é de que temos todos uma responsabilidade com a qualidade do Evangelho que está sendo pregado em nosso país, se é que podemos dizer que isso é Evangelho?!?!? Esta responsabilidade é de todo cristão que compreendeu o mais básico princípio dos ensinamentos bíblicos e em se tratando dos cantores de música gospel, imagino que esta responsabilidade é ainda maior pelo fato de que são importantes formadores de opinião neste momento de pós-modernidade.

Ao longo de meus 30 anos de cristão tenho seguido uma regra bem clara e esta foi construída quando eu ainda era bem adolescente. Não negocio aquilo que me é de valor, neste caso, o que aprendi como sendo o verdadeiro sentido do sacrifício de Jesus na cruz por mim. Jamais devo diminuir o que Ele fez por mim trocando isto por qualquer outro benefício que aparentemente me é interessante. Há coisas que são inegociáveis e pelas quais vale a pena perder uma batalha para vencer a guerra. Vejo com tristeza que há muita gente negociando o inegociável. Abrindo mão da ética e doutrinas para pegar atalhos rumo a um falso sucesso, a uma falsa conquista. De coração gostaria que, especialmente os artistas de nosso meio, ao lerem este texto possam refletir melhor daqui em diante sobre os eventos dos quais participam e participarão. A responsabilidade é muito grande e não pode, de forma alguma, ser menosprezada!

Termino este texto com um pensamento que repetidamente utilizo. Tenho até pena de quem convive mais de perto comigo, porque sou uma pessoa que costuma repetir muitas das minhas frases e pensamentos. Mesmo não sendo nenhuma frase das mais criativas ela reflete exatamente o que penso e que procuro vivenciar no meu dia a dia.

Deus não nos deu a opção de escolhermos qual família iríamos nascer, fazer parte … mas Ele nos dá a opção todos os dias de escolher com quem iremos andar. E esta opção traz uma enorme responsabilidade. Que saibamos lidar com ela e que tenhamos muito cuidado e temor.

Fica o alerta!

 

Mauricio Soares, jornalista, publicitário, finalizando este texto numa noite chuvosa e muito fria em Porto Alegre. Pra completar o Brasil acaba de perder para a Colômbia, que fase!

Nas últimas semanas os 66 leitores deste modesto blog devem ter percebido (é o que espero!!!) que a periodicidade de novidades caiu drasticamente por aqui. Se até algumas semanas atrás estávamos postando algo inédito a cada 2 ou 3 dias, especialmente nestas duas últimas esta frequência chegou ao marasmo total. Além da habitual falta de tempo com tantas atribuições, reuniões, viagens, projetos, audições, o que me acometeu na verdade neste período foi uma absoluta falta de criatividade, de assuntos interessantes e, como sempre fiz questão de deixar claro, quando eu não tiver nada realmente relevante para comentar, para postar, o certo é não publicar nada!

Hoje estou em Fortaleza para 2 dias intensos de reuniões, entrevistas e contatos. Nestes próximos 2 meses deverei estar pela capital cearense por pelo menos umas três ocasiões o que, convenhamos, não chega a ser nenhum martírio assim, não é mesmo! Uma das capitais mais bonitas do país, com um povo alegre, simpático e cheio da presença de Deus. Em julho, mais especificamente entre 08 a 11 de julho acontecerá pelo décimo ano consecutivo a Expo Evangélica, evento que reúne mídias, empresas, artistas e lideranças evangélicas de toda a região. O visionário e empreendedor que está à frente deste projeto é o querido amigo Ewerton (pronuncia-se Evéééérton, em cearês) que entre tantas atividades seculares envolvidos com grandes feiras resolveu dedicar parte de seu tempo para fomentar o mercado gospel do Nordeste com esta importante feira.

Mesmo com uma agenda que inclui viagens pelo Brasil e pelo exterior, sempre que necessito de um suporte na capital cearense, não penso em outra pessoa que não seja justamente o grande amigo e ele sempre está apto e disposto a atender-me e principalmente em recepcionar e dar todo suporte aos artistas de meu cast. E mais cedo conversamos sobre vários aspectos do próximo evento e entre um assunto e outro, uma frase que ele me disse chamou-me a atenção e como num estalo surgiu aí o tema que gostarei de comentar a partir de agora tendo a Praia de Iracema como testemunha deste momento criativo após um dia inteiro de muito trabalho.

No seu linguajar tipicamente cearense do interior, Ewerton comentou que o artista sendo bom de trabalho, receptivo, atencioso, simpático, automaticamente dava muito mais prazer mantê-lo por perto. Em outras palavras, se o artista entende que a relação é de interdependência, de que um necessita do outro e deve esforçar-se para agradar a todos, então este tinha muito mais chances de ter e, principalmente, manter o sucesso.

Muda o pano …

Dias atrás, já no Rio de Janeiro, conversando com um dos maiores comunicadores que conheço na TV do segmento gospel no país, uma pessoa super talentosa e que principalmente, entende e procura estudar a música gospel e o universo que nos ronda, ouvi uma pérola a respeito de um artista super importante no nosso meio que, confesso, fiquei de boca aberta tamanha falta de sensibilidade e mesmo de humildade. O dito cujo, nos bastidores de um determinado evento, negando-se a atender ao público que por algum tempo esperava pacientemente na fila por um momento mais próximo, para as tradicionais selfies, autógrafos e tudo mais e tendo que ser obrigado a atender alguns poucos que conseguiram furar todos os bloqueios impostos por sua produção, sacou o seguinte comentário: “Meu pai me ensinou que eu deveria rir só pra quem eu conheço e pra quem eu quero!”

Pausa para respiração. Contem até 30 e depois vamos seguir com a leitura deste post que ainda contará com mais algumas linhas …

Pode parecer óbvio demais que um artista precisa exercitar sua capacidade de simpatia e carisma em níveis estratosféricos para que não crie para si uma imagem arrogante, negativa e coisas do tipo. Pode parecer simplório de que todo artista precisa do feedback do público e cativá-lo de forma intensa. No entanto, mesmo com estas obviedades tão ululantes é assustador como há artista pecando (literal e figurativamente) neste quesito que traz consequências devastadoras no presente, mas principalmente no futuro. E é impressionante como podemos fazer listas e listas de artistas com enorme talento e potencial, com possibilidades reais de carreira sólidas e longevas que justamente ficaram pelo caminho especialmente por não saberem conduzirem seu networking, não souberam lidar com seu ego, não controlaram sua arrogância e, como não dizer, que não souberam ter um pingo de educação, o mínimo possível que se pode esperar de um cidadão, de um cristão ou de qualquer ser humano.

Em uma conversa com outro grande amigo, este mesmo assunto veio à baila e ele foi me contando casos e mais casos de artistas que são persona non grata pelas lideranças locais de sua região, simplesmente porque destrataram pessoas que trabalhavam na produção dos eventos, outros que não atenderam ao público antes e pós evento, que não se portaram dignamente no hotel ou mesmo no trajeto aeroporto/evento. Ou seja, o tempo todo estamos sendo avaliados como pessoas e por pessoas. Aquele ser que ouvimos e vemos em entrevistas de rádio e TV, super simpático, crente, acessível, risonho e boa praça, deve ser o mesmo ser que nos relacionamos quando os microfones não estão ligados. O mesmo se aplica para o artista que no palco traz um discurso de amor, humildade, espiritualidade, ou seja, é quase um anjo, mas que quando desce os degraus e volta para o backstage foge do público, trata mal as pessoas e profissionais, exige detalhes tão ridículos como catering com itens que mais parece uma cesta de Natal com acepipes os mais diferenciados possíveis.  Enfim, um discurso completamente distante da realidade. E hoje, em tempos de redes sociais e instantaneidade das notícias, este tipo de comportamento é altamente arriscado! Não são poucos os casos em que artistas são flagrados em vídeos assumindo posturas nada simpáticas e em questões de segundos a imagem de corre pela web desmascarando-o. E aí, explicar o inexplicável pode ser ainda pior!

Trabalhando neste meio há tantos e tantos anos já cansei de ver artistas criando para si mais problemas do que qualquer inimigo de música pentecostal poderia ter criado ( impressionante como nas músicas pentecas sempre tem alguém tramando alguma coisa pra derrubar o outro!). Como costumo comentar algumas vezes, há artistas que não precisam de inimigos. O maior inimigo destes é justamente a própria imagem refletida no espelho, ou seja, eles próprios! Em contrapartida há artistas que nem são tão talentosos assim, não são tão bonitos, elegantes ou mesmo possuem repertórios tão avassaladores, mas a forma como atendem às pessoas, como mantém relacionamentos saudáveis, como colocam-se sempre à disposição e, especialmente como curtem trabalhar, acaba transformando-os em artistas queridos do público, das lideranças, das mídias e assim conseguem manter uma carreira ativa e extremamente saudável.

E engana-se quem imagina que arrogância adquire-se depois de anos e anos de estrada. Estou estupefato de ver alguns fedelhos artistas que mal tiraram as fraldas que já na partida demonstram extrema arrogância e no bom carioquês, uma marra sem fim! Quer identificar um artista marrento, observe se ele fala na tercerira pessoa como se fosse uma entidade superior. Se o artista usa deste artifício linguístico, então saia de perto porque a chance de ser um marrento ambulante é enorme. Outra característica deste ser pode ser observada nas redes sociais onde 99% de suas postagens são feitas com suas fotos pessoais em momentos de êxtase completo. O cara vive no mundo de Doriana em que tudo que é dele é absolutamente melhor do que dos simples terráqueos. Artista ostentação de nariz empinado. Geralmente estes mesmos seres não reconhecem a ajuda e contribuição de terceiros. E quem é que pode chegar a algum lugar sem ter a ajuda de outras pessoas? Não conheço um único artista que tenha alcançado destaque somente com esforço próprio, isso simplesmente não existe!

Vou ficando por aqui porque preciso dormir e descansar para mais um dia intenso de trabalho. Este texto foi escrito com duas trilhas sonoras muito especiais. Comecei ouvindo o primeiro disco do cantor, músico e excelente compositor Juninho Black que em breve lançará seu trabalho pela Balaio Music com distribuição Sony Music. Muito bom! Muito bom mesmo! E finalizo este texto ao som de “Moderno à moda antiga”, obra prima de Marcela Taís, uma das maiores revelações da música gospel dos últimos anos. Este disco já está à venda nas plataformas digitais e no formato físico. Vale a pena conhecer!

 

Mega abraço a todos! Muitos sorrisos e alegrias!

 

Mauricio Soares, publicitário, cristão, jornalista, alguém que procura mesclar o profissionalismo sério com a leveza de quem entendeu a graça maravilhosa de Deus. Vamos nos divertir!

A ideia é aproveitar ao máximo a oportunidade destes dias onde estarei fora do meu escritório em meio a mais uma convenção internacional. O ritmo de produção para o blog está frenético e durante os próximos dias teremos uma periodicidade de um texto inédito a cada 2 ou 3 dias sendo publicados, algo bem diferente de nossa realidade habitual. Isso, se nosso editor-censor, Jeferson Baick, permitir que tudo o que está sendo produzido realmente chegue ao conhecimento dos nossos 66 leitores.

Recentemente postei um texto que falava sobre a falta de sensibilidade de alguns criticos que detonavam a realização de eventos promocionais como tardes de autógrafos e afins. Infelizmente para aqueles leitores que curtem o blog pelas dicas artísticas e de marketing que aqui são publicadas, confesso que estou numa fase mais beligerante, tendo que lidar com alguns aspectos e temas que vêm me incomodando muito nos últimos tempos. Há algumas semanas atrás, em meio a um feriado e diante de um tempo em que não tinha nada, absolutamente nada a fazer ou para me distrair, resolvi dar uma navegada em sites, blogs e fanpages. Em determinado momento de minha viagem internética me vi diante de uma postagem na fanpage de uma empresa do segmento fonográfico. Li o texto institucional que divulgava o lançamento de um determinado projeto. Agora não me recordo se era um CD ou um DVD, mas era um lançamento, disso não tenho dúvida. Comecei a ler em seguida alguns dos comentários do público e é a partir daí que quero dedicar algumas linhas neste novo texto.

João Lira – Ah, essa cantora já deu! Prefiro muito mais a XXXXXXXXX que é uma cantora do poder! Affff …

Melquiades Lino – Que capa horrorosa! O disco é bom, mas que foto é essa!

Joana Machadão – Artista? E onde está a adoradora? Meu Deus, como a música gospel mudou nestes anos!!!

Kelvin Jones – Alô gravadora XXXXXXX você precizam se ligar. Istamos quereno saber mais notísias da cantora XXXXXX. Depois não reclamem se ela for para a XXXXXXXXXXX

Jorge Nunes – Linda! Maravilhosa! Diva! Meu sonho é tirar uma foto contigo! Beijo, me liga!

Luis Cascaes – Vai te converter minha irma sucesso jesus não e isso pintura vaidade e mundo converta XXXXXXXXXX

Clotilde Silva – Os arranjos são fracos! A letra é fora da doutrina bíblica! Os riffs de guitarra são pobres …

Carlinhos Fogo Santo – Essa turma só quer vender! Só quer ganhar dinheiro! Quero ver cantar na minha cidade de graça!

* Todos estes textos acima os nomes são fictícios. Já os comentários são todos baseados em fatos, inclusive a forma não ortodoxa do que conhecemos como língua portuguesa.

Ao me deparar com alguns destes comentários nada amigáveis e outros de teor meio duvidoso, aproveitando meu tempo ocioso e de verdade, sem ter nenhuma pena de mim mesmo, resolvi aprofundar-me na pesquisa a respeito daquelas pessoas que pareciam tão cheias de si, tão profundamente experientes, cheias de santidade, de senso estético e principalmente, de opinião. Aí fui um a um destes perfis para conhecer um pouco mais daquelas pessoas. E a impressão é de que o perfil destes críticos se repete a ponto de podermos estabelecer um modelo-padrão. Esta experiência pude compartilhar em meu perfil pessoal no Facebook e fiquei impressionado com a resposta que obtive aos meus comentários. Como meu perfil é restrito aos amigos, minhas postagens não recebem mais do que 3 ou 4 comentários (sempre das mesmas pessoas, rs) e especialmente naquele dia passou de 30 mensagens a respeito de minha ‘pesquisa’.

De acordo com o Data-Soares, cerca de 89% das pessoas que usam as redes sociais para atacar determinadas artistas do universo gospel passam mais de 12 horas conectadas na web por dia, o que me faz pensar que efetivamente não trabalham, não estudam ou que não tem nada a fazer além do que ficar enchendo a paciência alheia. São os chatos on line que se divertem simplesmente atacando a tudo e a todos indistintamente.

Destes chatos on line, há um subgrupo que são os membros de fã-clubes. Neste subgrupo, tudo o que é relacionado à artista (ou ao artista) venerada é maravilhoso, surreal, fantástico, mesmo os figurinos assustadores cheios de babados, cores vibrantes e cortes psicodélicos, isso sem falar da profusão de adereços insólitos. Se é da diva, o feio torna-se lindo, o estranho se torna sofisiticado e até os filhos com carinha de flagelados da seca, são fofos, lindos, um charme! Haja falta de bom senso, my God! Em contrapartida, se esta ‘diva’ tem alguma concorrente à altura ou que trabalhe no mesmo universo artístico, aí esta é taxada de inimiga mortal e merece ser queimada como uma Joana D’Arc em praça pública. Os chatos-fãs vão infernizar a vida da ‘concorrente’ postando mensagens agressivas, injuriosas, criando fatos negativos e tudo mais que venha a atrapalhar. Muitas das artistas que sofreram esse tipo de ataque acabam parando em terapeutas, partindo para o contra-ataque nas redes sociais transformando a web num ringue de TeleCatch, ou melhor de Web-Catch ou ainda, optando pelo simples bloqueio (pra mim o método mais eficaz) daqueles que a atacam nas redes sociais.

Dos críticos pesquisados, cerca de 78% residem em cidades com menos de 100 mil habitantes. O que me faz imaginar que estejam muitas das vezes acessando a web através de Lan Houses onde a diversão é simplesmente exercitar o poder democrático da opinião. Pelos perfis analisados, mais de 90% destes residem em cidades onde a livraria evangélica mais próxima está localizada há uns 200 qulômetros de distância, o que também nos faz crer que não são consumidores tão vorazes de produtos originais. E por falar nisso, alguns dos perfis pesquisados comentam abertamente em suas postagens que têm como hábito visitar sites de downloads ilegais de conteúdo. Nada mais a comentar neste assunto …

Do ponto de vista etário, os comentários são feitos em sua grande maioria por experientes seres de 12 a 24 anos, ou seja, trata-se de um grupo social bem jovem e isto nos traz um paradoxo, afinal sendo tão jovens como estes personagens possuem tanta experiência para expressar opiniões profundas em diferentes assuntos como design, música, moda, teologia, física quântica, comportamento, marketing, mercado digital, administração, tendências e outros assuntos? Estamos diante de um verdadeiro enigma e não me arrisco a decifrá-lo. Talvez um dia eu peça opinião destes mesmos experts em tudo para que solucionem esse problema!

Neste grupo de críticos há outra característica que se repete com muita frequência. Boa parte da turma é formada por adolescentes, rapagotes que adoram fazer selfies com trejeitos, muitos biquinhos, camisetas apertadinhas, vez ou outra com brincos em suas orelhinhas e entre as preferências pessoais, ao lado de cantoras pentecostais, nos deparamos com uma seleção eclética que vai de Beyoncé (A poderosa!), Rihana (A atrevida!), Mariah Carey (A Diva!), Madonna (A Top!), Whitney Houston (A insuperável!), Cláudia Leitte (Divina!), Ivete Sangalo (Arraso total!) só para citar algumas. Em meio a estas selfies, os meninos ainda postam mensagens com versículos bíblicos, fotos com suas divas gospel, fotos com seus amigos e alguns vídeos em que cantam os sucessos de suas artistas. Alguns destes inclusive se aventuram numa carreira artística sonhando com um dia em que também terão seu séquito de seguidores.

Seguindo com os dados estatísticos, cerca de 62% dos comentários são redigidos em um dialeto todo próprio com uma leve influência do que conhecemos como língua portuguesa. Palavras como ANCIOSO, BENÇA e coisas do tipo são bastante comuns. Outra característica deste grupo são mensagens absolutamente sem pé e nem cabeça, quase um enigma que precisa ser decifrado. O cara vai pensando e do jeito que vai digitando a mensagem é enviada, algo como uma coisa meio psicografada no melhor estilo Chico Xavier. Talvez seja isso mesmo, alguns destes seres estão em pleno momento de transe e o resultado desta epilepsia mental pode ser conferido on line nos comentários postados nas redes sociais. Uma coisa de outro mundo mesmo!

Uma característica entre os entendidos e críticos dos projetos gráficos é que boa parte deles são auto-denominados designers. São jovens que fizeram algum curso na internet ou por correspondência e que já se acham aptos a dar palpite no trabalho alheio. Alguns são prodígios e sequer tiveram um tipo de preparo técnico, são autênticos auto-didatas. O problema é que entre estes não encontrei nenhum tipo de trabalho mais relevante produzido. Algumas poucas capas para cantores independentes que lançaram seus projetos em mídia roxa na região de Mococa e arredores, no interior de São Paulo. Nada contra Mococa, por favor! Alguns destes críticos-designers se divertem produzindo capas alternativas para mostrarem às gravadoras como o projeto poderia ficar melhor, são os autênticos engenheiros de obra pronta. Ou seja, pessoas de fino trato, éticos e que na verdade, estão buscando uma oportunidade e optam em atacar os outros profissionais do seu segmento.

Entre os comentários virulentos, especialmente aqueles que trazem uma conotação de Santa Inquisição, cerca de 98% é formada por jovens que almejam no futuro se tornar pastores ou algo envolvido ao ensino teológico. Percebi que muitos destes, em seus perfis pessoais gostam de postar mensagens em vídeo daqueles líderes que adoram bravejar e gritar frases de efeito, quando não sapateiam e dão giros no púlpito como aquela roleta do Silvio Santos. Tem que ter poder! Eita … é muita glória mermão! Outra característica desta turma é que eles têm como hábito fazer um verdadeiro périplo por igrejas e eventos. Uma espécie de Tour do Reteté … ao fim, postam suas selfies, dão testemunhos da noite de poder e voltam para a web a fim de encontrar e denunciar os infiéis que insistem em deturpar os santos ensinamentos e doutrinas. Fogo neles!

Entre estes santarrões há um sub-sub-grupo que foca principalmente seus comentários nas questões sócio-econômicas. É usual vê-los cobrando por parte dos artistas que estes doem seus cachês, que cantem em reuniões de oração, que subam os morros e se apresentem em igrejas de 20 membros, que doem todos os seus bens, que distribuam de graça seus discos e que mantenham instituições de caridade. Na concepção destas pessoas, os artistas de música gospel deveriam ser hippies vivendo de artesanato comercializado nas portas das igrejas, sobrevivendo da caridade alheia, afinal de graça recebei, de graça dai …

E entre estes experts há duas categorias que merecem toda atenção e nas quais farei questão de mencionar finalizando este texto. O primeiro grupo dos experts é formado por estudiosos da música, gente que estagiou com Tom Jobim, fez especialização em Berkeley, trabalhou na Broadway, compôs para os filmes da Disney e que de lambuja ainda trabalhou como jurado do X-Factor, ou seja, experiência plena na área musical. Estes seres são mais presentes em blogs que hoje surgem como praga na web. As opiniões apresentadas em textos jornalísticos (KKKKKK … não contive a gargalhada!) ou na área de comentários são prodigiosas. Sinceramente mesmo com mais de 25 anos de estrada no segmento me sinto um estagiário ao deparar-me com a riqueza de análises desta turma referente às músicas produzidas no nosso segmento. Quem lê um destes textos imagina estar diante de uma Bárbara Heliodora (recém-falecida crítica de teatro, maior especialista da obra de Shakespare no país) da música gospel. Em 93% dos casos, estes críticos não sabem tocar um único instrumento musical, não compuseram uma única música ou têm algum envolvimento com o mercado fonográfico. Ou seja, é melhor eu não falar mais nada …

Mas nem só de música essa turma que critica livremente na web está focada, não mesmo! Muitos destes também se aventuram em analisar as estratégias de marketing das gravadoras e dos artistas. Em minha mesopotâmica pesquisa, deparei-me com Washington Olivettos em profusão, com Jack Welchs aos borbotões, em Steve Jobs pra dar com o pau! O grande problema, ou melhor, o grande paradoxo (mais um, incrível!) é que 99,78% destes críticos que entendem de tudo de marketing, estratégia, promoção, planejamento e marketing digital também não possuem um único case de sucesso ao longo de suas prodigiosas carreiras. Ou melhor, sequer possuem carreiras profisisonais, pois muitos ou ainda são estudantes ou estão desempregados ou trabalham em outras áreas de negócios. Procuro ler todos estes comentários com especial atenção, afinal aprender é um ato contínuo para toda a vida. Estes críticos querem definir o tempo certo de liberação de um single para as rádios, também o momento ideal para se liberar (gratuitamente) uma música pro povão, a divulgação de uma capa e até mesmo o programa de TV em que se deve agendar a ida do artista. Neste caso, especialmente, é só uma questão da gravadora obrigar a produção do programa de TV para convidar o artista, simples assim.

Enfim, a web tornou-se território livre e democrático onde todos podem expor suas opiniões, desejos, postar suas fotos, expor suas vidas, comunicar-se com os amigos, e por isso mesmo, estamos sujeitos a ter que lidar com todo tipo de gente e situações. Já vivi uma fase em que me importava bastante com os comentários destes críticos, mas hoje em dia prefiro tratá-los simplesmente como uma turma de personagens inseguros que na verdade apenas gostariam de ter um pouco mais de atenção. Quando um destes comentários ultrapassam o limite mínimo de educação, respeito e bom senso, simplesmente uso a ferramenta de bloqueio ou de catapultar o referido personagem para fora de minha área. Se no mundo real isso configuraria em algum delito ou algo mais grave, no mundo cibernético é algo normal e, pra falar a verdade, bastante saudável.

Nos últimos anos tive que acudir alguns artistas que não souberam lidar bem com as críticas e acabaram entrando em crise. Devemos separar a crítica, aquela que é feita de forma educada, coerente e através de alguém que merece nosso crédito, dos simples ataques ácidos, covardes e tendenciosos. Neste caso, jamais devemos levar a sério algo que não merece ser tratado como tal. Respire, conte até 20 e depois simplesmente delete!

Vou ficando por aqui. Daqui a pouco desembarco na Cidade de Panamá onde coincidentemente neste momento está havendo a Cúpula das Américas com a presença da digníssima senhora presidente Dilma Roussef e boa parte de seus asseclas do PT. Espero sinceramente não encontrá-la deitada na praia curtindo o sol caribenho. Seria uma imagem que poderia trazer sérios transtornos à minha mente pelos próximos anos!

Enjoy!

 

 

Mauricio Soares, publicitário, jornalista, pai, tricolor e para que não restem dúvidas: EU não votei na Dilma!!!!

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Não! Você não acessou a um site ou blog errado! Sim! Você está diante do novo Observatório Cristão que agora segue num novo visual, novos quadros, muitas novidades, mais interativo e atraente, mas sem mudar o seu objetivo primordial desde quando surgiu há longínquos 6 anos atrás, ou seja, trazer uma visão diferenciada sobre o mercado gospel, especialmente na área fonográfica, e outros temas como marketing, design, tecnologia, comportamento, vídeos e toda a miscelânea de assuntos, sempre do ponto de vista cristão e mantendo uma boa dose de bom humor para digerir isso tudo!

Nesta nova fase ganhamos a adesão de mais um componente para o blog, nosso amigo Jeferson Baick, publicitário dos pampas gaúchos radicado na terra do pequi, a intensa Goiânia, terra das oportunidades e hoje um dos principais centros do mercado gospel tupiniquim. Nesta parceria, toda a gestão do blog passa pelas mãos competentes da equipe de profissionais da Eudesign, agência de publicidade, negócios e oportunidades. Teremos muitas novidades para apresentar aos 66 leitores assíduos de nosso blog e nossa expectativa é de que com estas mudanças possamos aumentar nossa audiência para uns 70, 80 leitores talvez… vamos trabalhar fortemente para isso! Com esta nova adesão, contaremos com 3 editores full time para o blog e espero que alguns outros colaboradores surjam para contribuir com nossa safra semanal de textos.

Em ano de Copa do Mundo no Brasil, a desculpa é a mesma: Ih! Vai ser difícil, pois nada acontece no Brasil nesse ano, né? Então contrariando esta máxima, estamos trazendo um novo Observador Cristão que virá nesta nova versão ainda mais intenso, criativo e produtivo. Nossa intenção é semanalmente trazer conteúdos novos, interessantes e de acordo com a demanda de nossos leitores. Espero que consigamos manter o pique e que você, amigo(a) leitor(a) nos ajude divulgando a novidade!

Boa leitura!