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Em 1974, aos 4 anos de idade, a minha internet se chamava “encicloplédia”.

Era isso que as famílias davam aos seus pequenos e foi nessa “internet analógica” que eu conheci o termo Design.

Lia aquilo dia e noite, li tudo diversas vezes, encantado pela possibilidade de aprender. Era possível, eu achava, “aprender tudo” — hoje, aos 39, sem ter aprendido nada, acho engraçado como me esqueci dos detalhes, das datas, dos nomes, de tudo aquilo que imaginei ter registrado, pra sempre, tão precocemente.

Daquilo que li, certamente o que mais me encantou foi um verbete, cheio de fotos, que mostrava senhores de chapéu e bengala e seus projetos, modernos, que pareciam ter sido feitos recentemente.

“Aquilo” era a Bauhaus, a “primeira Escola de Design do mundo”, e só fui entender isso melhor aos 12 anos.

Mas o que importava tanto naquele verbete?

É disso que vamos tratar aqui, enquanto houver assunto.


Design e Tecnologia: Não Basta Criar

Desde sua formatação na experiência da Bauhaus (1919-1933) o Design veio se transformando, assumindo diferentes configurações e interesses.

Dois momentos marcam a popularização do termo: o boom tecnológico provocado pela entrada dos computadores nos escritórios de criação (final dos 80-início dos 90); e a explosão da internet, em meados dos anos 90.

Tentando simplificar, o Design poderia ser definido como “uma forma, um método, uma maneira específica de se projetar uma solução ou resposta às necessidades objetivas e subjetivas do homem”.

“Necessidades do homem?” Ok, exemplos: uma cadeira que não entorte sua coluna; um cartaz informativo que possa ser lido à distância; uma capa de livro/cd/dvd que revele ao mesmo tempo a natureza de seu conteúdo, as características estilísticas do artista (cantor), e as expectativas do público consumidor (este último, um exemplo de necessidade subjetiva).

Acontece que em Design, como no futebol, a intenção também importa. Design é uma atividade definida pela forma como é realizada, e não apenas pelo seu resultado. Não basta criar, mas sim criar com uma intenção: trata-se de colocar o homem no centro do projeto, e não ao seu redor, “de ladinho”, ao sabor das nossas conveniências, ou da preguiça e da sanha por grana fácil de um “criativo espertalhão”.

Alguém já disse que dois objetos idênticos, criados por duas pessoas distintas, podem ser iguais entre si e diferentes no que diz respeito ao Design — um, saído de um espasmo criativo, ou de um processo emocional, (Arte, Piração, “Qualquer Coisa Amaral”) e outro saído de um processo de reflexão e projeto (Design).

Tudo isso se faz necessário esclarecer, porque eu quebro hoje, ao decidir finalmente escrever para o nosso Observatório, uma promessa que eu mesmo me fiz: não mais falar sobre Design, não mais escrever sobre Design.

“It’s been a long time… Now I’m coming back home…

Durante anos fui uma voz ativa na comunidade de Design, escrevendo para debater e ouvir as opiniões dos demais colegas de profissão. Mas confesso que a medida em que os trabalhos aumentam, e que nós vamos ficando mais adultos, a disposição para as divagações cede espaço ao milk shake de morango ou a um cheese cake de goiaba.

Mas já que retornei, o que fazer com esse espaço?

Claro, teremos aqui algumas histórias pessoais, contando os bastidores da criação de certos “produtos que eu cometi”, mas o foco não será a autopromoção, mostrando pra você “o quão genial eu sou”, “o quão fundamental é o meu trabalho” — periga você descobrir que eu sou uma farsa há mais de 20 anos, e aí adeus faturamento, cliente, milk shake e cheese cake de goiaba.

Há milhões de páginas na internet, muitos portfólios on line, repletos de trabalhos de talentosos criadores.

Mas se iremos criar mais uma, então vamos falar sobre o que há de bom em todos os tempos — não necessariamente sobre o que há de “novo”.

Sobre os que foram ousados em todos os tempos, conversando sobre cinema, artes, literatura, tv e o que for verdadeiramente valioso. Não! Não estou deixando o tema central, mas retomando o modo como as primeiras escolas de Design definiram a atividade, baseando a formação no conhecimento e análise de diversas áreas do saber.

Desculpe o Auê

Para um post inicial, certamente fui além do que pretendia.

Deixo vocês com dois vídeos do Youtube.

O primeiro, um trecho do especial para tv: Elvis Presley, ’68 Comeback Special, exibido em 3 de dezembro de 1968. Esqueça o Elvis, se é que isso é possível. Observe por alguns instantes a idéia de criar um cenário com pessoas dançando lá atrás. É disso que estamos falando. Mais à frente, olhe apenas para as roupas do astro, sentado, naquilo que foi definido como o primeiro “Unplugged” da Televisão, muito antes da MTV.

Agora vamos ao segundo vídeo, a abertura de um programa de tv, exibido entre 2005-2007.
Veja primeiro os dançarinos e repare, por um instante, nas roupas da apresentadora, que aparece rapidamente, sorridente.

Seja lá o que for, este é um bom exemplo de que a criativadade é uma força tão poderosa que é capaz de sustentar uma idéia por décadas.
Adicionalmente podemos afirmar que, como o primeiro vídeo comprova, uma grande idéia não depende da última palavra em tecnologia.

Muita coisa se pode ainda dizer, mas eu quero saber o que você acha disso.

O vídeo de 2005 é uma homenagem? Uma citação? Ou uma cópia?
Qual dos dois vídeos apresenta uma idéia mais criativa?
E aí? O que você acha?

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Esses dias tive o privilégio e a oportunidade em devolver em forma de identidade visual o que Thalles tem feito em minha vida através de suas músicas.

[Audiohttp://icyleaf.com/1973.mp3]

A musicalidade do Thalles é algo diferente e fascinante, presenteei meu querido irmão com uma logo bem simples mas com uma linguagem 2.0 de fácil memorização, o resultado foi muito bom. Utilizei uma foto que Thalles me passou onde aparecia apenas sua silhueta, depois de vetorizar trabalhei com a tipologia “Myriad Pro” e o resultado foi esse:

O interessante é o fato do símbolo ser a sua silhueta que facilitará a sua divulgação e apresentações.

Vladymi Lacerda

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O cantor Joe Vasconcelos chega nesta quarta-feira (22) ao Rio de Janeiro para atender a uma extensa agenda de atividades no Brasil. Nesta quarta Joe já se apresenta na IIGD Taquara a partir das 19h. Na quinta Joe concederá entrevista às 9h na Nossa Rádio FM.

Já no dia seguinte embarca para Manaus e nos dias 25 e 26 participa do evento 40 Anos de Poder com o Missionário R.R.Soares. Na terça-feira, Vasconcelos segue a turnê na belíssima capital cearense onde se apresenta na Sede Estadual da IIGD com o Pr. Napoli. O cantor aproveita também para participar de programas de TV e Rádios.

Na quinta Joe se apresenta em Natal/RN, também na sede da IIGD Estadual. No dia 31, Joe desembarca em João Pessoa/PB e finaliza a maratona nos dias 01 e 02 de Agosto em Recife. No dia 03 de agosto, Joe Vasconcelos retorna ao Rio de Janeiro e de lá volta aos EUA.

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A capital do Estado do Amazonas, a bela cidade de Manaus irá receber a partir desta próxima quinta-feira (23) a Caravana 40 Anos de Poder com a presença do Missionário R.R.Soares e diversos artistas.

No dia 23 o evento contará com as participações musicais de Ludmila Ferber, André Valadão, Cassiane e Fernandes Lima. Na sexta-feira será a vez de Joe Vasconcelos, Cassiane e Fernandes Lima. O evento termina no sábado (25) com as apresentações de Fernandes Lima, Joe Vasconcelos e Mattos Nascimento.

As reuniões acontecerão no Sambódromo em Manaus, a partir das 19h e com entrada franca.

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