Democratizando a navegação no Brasil

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É projeto de governo! O presidente Lula definiu recentemente que o governo federal deve oferecer banda larga a todos os brasileiros no menor espaço de tempo! A intenção foi anunciada em fins de 2009 e desde então são travadas enormes disputas para a elaboração do Plano Nacional de Banda Larga, também conhecido como PNBL, mas pouco se sabe sobre a importância deste projeto.

O que podemos concordar neste momento é que a internet não é mais uma opção e sim, uma necessidade! Fundamental para exercer direitos e deveres, como declarar o imposto de renda, pagar tributos, cadastrar-se em programas sociais, mas acima de tudo para que cada cidadão possa usufruir de uma poderosa ferramenta de educação, informação, entretenimento, lazer e cultura.

O problema reside no fato de que esse serviço no nosso país ainda pode ser considerado artigo de luxo para a maior parte da população. Mesmo nos grandes centros urbanos o serviço é caro, escasso e muitas vezes ineficiente! De acordo com estudo da ONU realizado entre 2007 e 2008, o nosso país era, entre 190 países analisados, o 72º colocado no ranking de penetração da internet e o 58º em banda larga. Em relação à qualidade, outro estudo, agora conduzido pelas universidades Oxford e Oviedo, aponta que a banda larga brasileira está na 45ª colocação entre os 66 países avaliados.

Outro elemento que compõe o assombroso cenário brasileiro é o elevado custo dos serviços, que em muitas localidades são explorados de forma monopolista. De acordo com o Instituto de Defesa do Consumidor, IDEC, baseado em dados da Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas (TelCompl), em 2007, 1 mega de conexão custava o equivalente a R$ 12,75 por mês nos EUA. No Brasil podia chegar a R$ 716 (preço de Manaus). Segundo a entidade, até hoje não existe no país plano de 1 mega inferior a R$ 49,90, mesmo em cidades como Rio de Janeiro ou São Paulo.

Vale ressaltar que banda larga é razão de crescimento econômico. Conforme levantamento realizado pelo Banco Mundial, para cada 10% da população conectada em banda larga, o PIB cresce mais 1,3%. É também sinal de democratização da educação e da cultura, como podemos identificar e universidades e cursos à distância e, ainda na distribuição de obra audiovisuais restritas aos consumidores dos grandes centros.

Portanto, seja como for, o PNBL do governo federal tem de oferecer três garantias à população: velocidade de acesso, fixação de preço e qualidade do serviço.  Se o gargalo não for alargado urgentemente, os brasileiros continuarão alijados do direito de navegar com qualidade na web. Neste ano de eleição presidencial, vamos observar bastante o projeto de incentivo e democratização da web proposto pelos digníssimos candidatos.

8 Comments

  • Rafael Porto

    14/05/2010 at 14:38

    Acho que nem mesmo as gravadoras têm seguido essa cartilha, Maurício. Infelizmente. Se juntar tudo que toca nas rádios cristãs e comparar com o que toca nas seculares, a discrepância continua assustadora.

    Encontrei recentemente com o Marcos, do Palavrantiga, e chegamos a uma conclusão: essa nova geração que tem produzido músicas diferenciadas talvez não encontre espaço no mercado. E muito menos nas igrejas.

    Fala-se de talento, mas o talento que tanto prezam é, na verdade, a capacidade de reproduzir um modelo comercialmente aceitável. A originalidade nem sempre é bem vista.

    Eu mesmo, com minha banda, fui obrigado a ouvir gente dizer que "solo de guitarra" é coisa de músico querendo aparecer. Essa mentalidade dos cristãos não muda nem em 20 anos.

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  • @Kadulopexx

    14/05/2010 at 16:44

    Haaa! Muito bom esses toques pro pessoal, que quer ter um bom desempenho, na carreira , aquele de olhar no espelho foi tudo cara!! pois é "Quem não tem colírio usa óculos escuro amigo!" vam q vam! Mauricio.

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  • David

    15/05/2010 at 03:21

    Bit e Afinação – se tiver os dois, o resto é trabalho, mas se tiver todo o resto e não tiver esses dois, pode esquecer, porque infelizmente isso não se aprende.

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  • markdbrut

    17/05/2010 at 12:33

    Achei esse artigo importante, mas um tanto quando ralo e raso. É verdade que tem muito crente sem noção. Mas isso é porque, na verdade, no meio "gospel", o que faz sucesso é o que é ruim. As pessoas não compram música pela música, e sim pela mensagem, então, na boa: não interessa o formato, a estética e a aparencia. Afinal, não há nada mais horripilante do que a aparencia da bispa Sonia, ou as músicas toscas da Raíssa & Ravel. Mas vende. Mais do que talento, tem que ser comercialmente aceitável, e como o povo "evangélico" é na sua grande maioria sem instrução, a noção de contentamento é bem pequena. Abços.
    – Mark – supersincerogospel.wordpress.com

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