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Dilúvio – As fontes do grande abismo

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A história de Noé é mencionada pela primeira vez em Gênesis 5:29.

O relato conta que Noé era descendente da linhagem de Sete, e viveu numa época em que as linhagens humanas mostraram-se corrompidas.

“E viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só maldade continuamente.” (Gn 6:5) e decidiu eliminar a população provocando uma grande inundação. Porém, resolveu poupar a vida de Noé e de sua família, o qual era um homem justo e achou graça aos olhos do Senhor (Gn 6:8).
Deus, então, ordenou a Noé a construção de uma grande embarcação, onde ele reuniria todos os animais da Terra pelos 40 dias de dilúvio. Noé então reuniu um casal de cada espécie e abrigou sua família no interior da arca. A arca teria repousado nos Montes Ararat entre a atual Turquia e o Irã , por um período de quase 8 meses até que Deus confirmou o momento que poderiam descer da arca.

A embarcação em questão ficou conhecida como “A arca de Noé” que teria sido construída com as proporções de 133 metros de comprimento, 22 metros de largura e 13 metros de altura e divida em três pisos, com uma única entrada e uma pequena janela no andar mais alto

Muitas controvérsias há a respeito do acontecimento do dilúvio, desde a quantidade de água que caiu na grande tempestade que não seria suficiente para cobrir a terra, a quantidade de animais que era demais para a embarcação até a sobrevivência posterior a inundação que seria quase zero numa terra devastada pela água e com animais e pessoas mortas por toda parte.

Controvérsias à parte, eu irei me ater aos fatos que cientificamente poderiam ser comprovados, ainda que igualmente contraditórios.

Acredita-se que antes do dilúvio havia uma estupenda cobertura transparente de vapor que envolvia a terra e que teria sido formada na criação, durante a separação das águas debaixo do firmamento. E que o colapso dessa cobertura de vapor teria se condensado e caído por sobre a terra. Porém cientistas afirmam que essa ocorrência não faria a chuva durar tanto tempo e produziria uma profundidade média muito baixa.

No entanto, Gênesis 7:11 diz  “ E romperam-se todas as fontes do grande abismo..” o que nos leva a entender que as águas não vieram só de cima.

Antes do dilúvio provavelmente a terra teria um grande continente coberto por vegetação, e as montanhas menores que as de hoje.

Segundo a teoria da hidroplaca, teoria de linha criacionista proposta pelo engenheiro mecânico norte-americano Walter Brown, em 1980, em seu livro “In the Beginning: Compelling Evidence for Creation and the Floodanuncia” uma explicação alternativa à tectônica de placas, defende que a atual formação geológica terrestre, seria consequência de um evento catastrófico em decorrência de uma inundação global, sendo considerada por grande parte da classe cientifica como uma teoria pseudo-científica.

De acordo com essa teoria, a terra antes do dilúvio possuía muita água subterrânea, mais da metade do que hoje existem nos oceanos, e estas águas estariam compactadas internamente em câmaras, formando uma delicada capa esférica, aproximadamente uns 16 km abaixo da terra, e uma enorme pressão subterrânea fez as câmeras se expandirem e como um globo, se incharam, o que fez o solo ter erosões que se expandiram muito e a água que estava numa pressão crescente saiu do solo numa velocidade violenta, formando “fontes” que foram disparadas a 32 km de altura, e esta instabilidade teria provocado chuvas torrenciais que jamais foram vistas.

Parte da água que alcançou a fria atmosfera se transformou em cristais congelados formando uma massiva descarga de gelo que sufocou e enterrou instantaneamente muitos animais.

A enorme pressão de água que saiu escorreu pelas rupturas e se assentaram como lodo sobre a terra enterrando plantas e animais, formando o registro fóssil.

Esta erosão abriu mais rupturas e as aberturas se ampliaram de tal forma que as rochas comprimidas embaixo da câmara subterrânea se levantaram formando a cordilheira inter-oceânica que moveu a terra e as placas oceânicas em aceleração encontraram resistência, se comprimiram e se dobraram.  As que se dobraram para baixo formaram os abismos oceânicos e as que se dobraram para cima formaram as montanhas, e seria por isso que as principais cadeias de montanhas se acham paralelas as cordilheiras oceânicas das quais se deslizaram. Ao deslizarem-se as hidroplacas abriram buracos no fundo do oceano para onde foram as águas após o dilúvio.

Segundo a geologia moderna, que refuta esta teoria, o dilúvio realmente ocorreu na região do Crescente Fértil, porém não há comprovação de sua extensão global. Geólogos afirmam com base em estudos da erosão e das marcas geológicas que o dilúvio teria ocorrido em escala local, porém abrangendo todo o mundo conhecido à época, ou seja, onde havia civilização houve o dilúvio.

Existem afirmações de que a arca existe e ainda está no monte Ararat dividida em duas partes, o monte é uma das maiores montanhas do mundo e de difícil acesso.

John Morris, um dos principais defensores criacionistas, sobre o acontecimento do dilúvio afirma: “Se a inundação de Noé efetivamente aniquilou toda a raça humana e a sua civilização, como a Bíblia ensina, então a arca constitui uma dos maiores ligações remanescentes com o Mundo Antediluviano. Nenhum artefato significativo poderia ser de maior antiguidade ou importância e com tremendo impacto potencial sobre a controvérsia da criação-evolução.”

A procura pela Arca de Noé, por isso, continua nas montanhas de Ararat, embora até agora sem sucesso, e muitos questionamentos e teorias ainda persistem à cerca desse episódio. Como podemos ver não quanto à sua existência, mas quanto às suas proporções e histórias que a envolve.


Ana M. de Souza Lopes

Teorias/Pensamentos e Crônicas
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