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Entre o Big Bang e o Gênesis

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A origem do Universo é um tema que desperta grande curiosidade desde os tempos mais remotos e gera grandes polêmicas envolvendo conceitos religiosos, filosóficos e científicos. E o homem sempre buscou respostas aos seus anseios quanto a sua origem e essência.

A bíblia nos diz em Gênesis 1:1 “No princípio Deus criou o céu e a Terra”. E que toda a criação física foi produzida em seis dias: de 24 h há aproximadamente 10 mil anos atrás.
A explicação mais aceita sobre a origem do universo entre a comunidade cientifica é baseada na teoria do Big Bang “a grande explosão”, que foi anunciada em 1948, pelo cientista russo naturalizado americano George Gamow.

O Criacionismo crê que a vida, o Universo e tudo que nele há, foi criado por Deus. O primeiro capítulo de Gênesis relata a maneira como Deus criou o mundo:
_ Sem utilizar nenhum material pré existente, ou nenhum instrumento, Deus foi criando todas as coisas: o céu e a terra, os animais e as plantas… E por último o homem.
Deus criou o mundo do nada. A criação inteira é fruto do amor e onipotência de Deus: as coisas pequenas – ervas e insetos -, e as grandes: o sol, a lua, os sistemas planetários, os mares, e o ser mais perfeito da criação visível é o homem. E Deus continua cuidando e governando tudo com suas leis.

Cientificamente o Universo teria surgido no Big Bang, após uma grande explosão cósmica a 13,7 bilhões de anos. O termo explosão refere-se a uma grande liberação de energia, criando o espaço-tempo. Essa teoria apóia-se, em parte, na teoria da relatividade do físico Albert Einstein e nos estudos dos astrônomos Edwin Hubble e Milton Humason, os quais demonstraram que o Universo não é estático e se encontra em constante expansão, ou seja, as galáxias estão se afastando umas das outras. Portanto, no passado elas deveriam estar mais próximas que hoje, e, até mesmo, formando um único ponto.

A descrição de Gênesis a respeito da criação do Universo e do aparecimento da Terra se harmoniza com muitas descobertas científicas recentes.
Segundo estudos científicos entre o surgimento do Universo e o aparecimento de Adão passaram-se 13 bilhões de anos.
Como poderia uma mesma e única sequencia de eventos que abrange o período de tempo entre o “principio” e o surgimento da humanidade estender-se por 6 dias e por 13 bilhões de anos – simultâneamente – começando e terminando no mesmo instante. Segundo as leis da física esta proposição é completamente possível.

Mas como haveremos de esticar seis dias de modo a abranger 13 bilhões de anos? Ou inverso, como espremer 13 bilhões de anos para caberem em seis dias?
Salmos 90:4 diz “Porque mil anos são aos teus olhos como o dia de ontem que passou, e como a vigília da noite” Mostrando-nos que a percepção divina do tempo é muito diferente da percepção humana
A base buscada, na ciência, para harmonizar o calendário bíblico e o cosmológico pode ser em parte encontrada na relatividade de Einstein.
A lei da relatividade nos diz que as dimensões espaciais e a passagem do tempo não são absolutas. Suas medidas são uma função direta da relação entre o observador e o observado. Segundo a teoria de Einstein, nós hoje sabemos que, num Universo em expansão, é impossível afirmar que o transcurso de tempo de uma sequência de eventos ocorridos em uma parte do Universo é igual ao transcurso de tempo desta mesma sequencia de eventos vista de outra parte do Universo, ou seja, o tempo difere de lugar para lugar.
Um relógio na Lua anda mais depressa do que o mesmo relógio na Terra por causa da menor gravidade lunar. Mostrando que a gravidade é um fator chave entre o Big Bang  e o Gênesis.

De acordo com os estudos científicos e com as palavras inicias da Bíblia, o Universo já existia antes do início dos dias físicos. A bíblia não especifíca a idade exata “dos céus e da terra”, nos diz apenas que no dia 1 passou a existir a separação entre a luz e as trevas.
Quanto a duração do dia em 24 horas a palavra hebraica traduzida por “dia” pode significar vários períodos e tempo e não apenas 24h , outra coisa, em Gênesis 1:5 diz: “Deus começou a chamar a luz “dia” mas a escuridão de “noite” definindo o termo “dia” como apenas um período.
“Houve tarde e houve manhã” a passagem de cada um dos seis dias de Gênesis é marcada por essa frase. Porque citar tarde e manhã, que são conceitos terrestres, para os primeiros dias de Gênesis. A palavra hebraica para “tarde” é erev, o radical erev refere-se muito mais do que apenas o sol se pondo, significa também “confuso, misturado, desordenado”
A palavra hebraica para “manhã” é boker e seu significado é o oposto de erev e também “discernível, capaz de ser distinguido, ordenado”
O texto poderia, então, estar nos transmitindo a seguinte mensagem ao dizer “houve tarde e houve manhã”: Algo crucial está sendo dito sobre o fluxo da matéria no Universo, algo que só pode acontecer em um subsistema contido em outro sistema maior e em contato com ele. Isso nos diz que na região do espaço onde a humanidade fincaria suas primeiras raízes estava ocorrendo um fluxo sistemático da desordem – caos ou “tarde”  e para a ordem – cosmos ou “manhã”

Gênesis nos revela também que os eventos iniciais no decorrer de um “dia” tinham continuidade posteriormente, nos dias que se seguiam:
No primeiro dia físico, a luz do Sol já existia, mas de alguma forma era impedida de alcançar a superfície da Terra possivelmente por nuvens densas (Jó 38:9). No primeiro “dia” essa barreira começou a dissipar-se, permitindo que a luz difusa penetrasse a atmosfera.
No segundo “dia” a atmosfera ao que tudo indica continuou a clarear, criando um espaço entre as nuvens espessas no céu e o oceano abaixo.
No terceiro “dia” o espaço entre as nuvens aumentava e produziu a terra erva verde, erva que deu semente, e árvore frutífera.
No quarto “dia” a atmosfera já havia gradualmente clareado o suficiente para que o Sol e a Lua ficassem visíveis “na expansão dos céus” Gênesis 1:14-16. Então o Sol e a Lua começaram a ficar visíveis, esses eventos aconteceram de forma gradual.
No quinto “dia” produziu os répteis, as aves, e as águas os produziram abundantemente, no entanto, no sexto “dia”, a bíblia indica que Deus ainda estava “formando do solo todo animal selvático do campo e toda criatura voadora dos céus” Gênesis 2:19

Os textos bíblicos indicam à possibilidade de que alguns dos acontecimentos maiores durante cada “dia” ou período de criação, tenham ocorrido aos poucos em vez de instantaneamente.

A criação de Adão foi diferente de qualquer outro evento da criação. Nossas origens, segundo o criacionismo, estão na “argila do solo”. Todos os animais (Gênesis 1:30), incluindo o homem (Gênesis 2:7) receberam um sopro de vida. Entretanto somente Adão recebeu algo diferente e inédito no Universo: o hálito vivo de Deus (Gênesis 2:7). É somente no instante em que Deus insufla em Adão este hálito que ambos, Criador e criatura, se tornam inseparavelmente ligados. Neste mesmo momento, um dentre bilhões de possíveis relógios foi irrevogavelmente escolhido, pelo qual todos os atos futuros seriam medidos.
Uns bilhões de relógios cósmicos estavam e ainda estão tiquetaqueando, cada um no seu próprio ritmo, adequado ao local onde se encontravam e se encontram. Universalmente falando todos poderiam ter começado no Big Bang e exatamente no mesmo momento, marcou o instante do surgimento de Adão, este instante variou de estrela para estrela, porém todos contribuindo para um único evento.

Como citado na teoria da relatividade de Einstein, o tempo difere de lugar para lugar, na Física quando se diz 1 bilhão de anos, não se refere à sensação de 1 bilhão de anos mas à passagem efetiva de um bilhão de anos. Se durante aqueles seis dias, houvesse um relógio suspenso na região do Universo, hoje ocupada pela Terra, ele não registraria necessariamente 13 bilhões de anos. No Universo primordial a curvatura do espaço e do tempo neste ponto era provavelmente muito diferente da que é hoje.

As Leis da Natureza exibem ordem, padrão e regularidade, visto que elas foram estabelecidas por um Deus de ordem (Salmo 19:1 – 4). A ciência deve ter como principio básico nos fazer entender essa ordem, padrão e a regularidade exibida por essas leis.

Na história do Universo está contido um percurso que, atravessando muitas águas turvas, nos faz chegar a entender o que somos: a medida que se desenvolveu intelectualmente e progrediu nas conquistas materiais, o homem se isolou agindo como se todo o universo existisse em função dele. E aos poucos estamos percebendo que é fundamental para a nossa realização o encontro com Deus, a busca da unidade, da harmonia e da integração de nós mesmos, com Deus e com o universo criado por Ele.


Ana M. de Souza Lopes

Teorias/Pensamentos e Crônicas
www.analopes9.blogspot.com
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