Gospel ou secular?

Como bom “musicmaniaco” sempre estou pesquisando tendências e estilos musicais, faço isso quase que diariamente e nessas buscas me deparo frequentemente com o debate sobre o que é ou não Gospel, se de fato isso existe ou não, se isso é apenas uma manobra comercial para vender CDs ou se é ministério santo, se devemos ou não ouvir isso ou aquilo, se o fato de os membros de uma banda serem evangélicos faz da banda uma banda cristã ou não, pois bem, depois de tanto ler sobre isso agora vou expressar a minha opinião, ressalto, a minha opinião, não estou vendendo isso como verdade mas é como encaro o tema e meu coração sente paz.

Existe sim o segmento “Gospel”, o nome pode não ser o ideal – alguns vão falar que gospel é um estilo de música vindo dos negros americanos, blá blá blá – a questão é que hoje o estilo de música evangélica é apresentado sob essa nomenclatura e existe também o segmento secular. O que diferencia um do outro não são as letras, você encontra com muita frequência entre os ministérios e bandas evangélicas letras, para alguns, um tanto rasas no quesito “mensagem espiritual”, assim como encontra entre as bandas seculares mensagens lindas com um conteúdo até “Cristão” e bíblico, um exemplo claro disso são as composições de Renato Russo que frequentemente citavam passagens bíblicas, a grande questão é: qual é, ou ainda, quem foi a fonte de inspiração dessa letra e melodia?

Já li absurdos escritos por jovens crentes, no mínimo desinformados. Um exemplo foi o que li em um fórum onde o jovem apontava as letras do Evanescence como cristãs por falarem sobre mascaras tiradas e outras coisas. Amados, creio que antes de se escrever uma coisa dessa temos de conhecer o artista. Vou falar um pouco aqui sobre a Amy Lee, a menina teve uma formação cristã sim, o que nem de longe significa conversão, também é verdade que formou a banda em um acampamento cristão, o que também não quer dizer nada, a realidade é que a banda tem em seus clips apelos sexuais e, nas entrelinhas das músicas, fala de infidelidade, fornicação e suicídio. Amados abram os seus olhos. A estratégia do diabo é fazer com que sejamos tolerantes com esse tipo de mensagens por virem em uma linda embalagem.

Por outro lado creio que podemos encontrar bandas cristãs que fazem carreiras bem sucedidas e de sucesso também no meio secular como Anberlin, P.O.D., Third Day, Skillet e Hawk Nelson entre tantas outras. Uma declaração muito interessante é a do guitarrista Sameer Bhattacharya do Flyleaf “Para esclarecer tudo, nós todos somos cristãos. Todos amamos a Deus e nos esforçamos para viver e perceber o mundo como Jesus faria. Não necessariamente como a Igreja de hoje, mas como os apóstolos e, mais importante, do modo como Jesus nos explicou, pelos exemplos dados a nós na Bíblia. Sim, somos cristãos…
…somos cinco compositores que são cristãos e que se juntaram para formar uma banda. Um encanador ou um doutor, ou um “qualquer outra coisa”, não saí por aí se anunciando ou anunciado sua empresa nas páginas amarelas sob o título de “_______ cristão”, sabe” Eles têm seu emprego e fazem isso de acordo com Cristo em seus corações.”

Por isso amado busque saber a origem do que você ouve. A música é sim um canal de comunicação do espírito do homem com o Espírito de Deus. Se não é com Ele, com quem teu espírito tem se comunicado?

Um velho ditado diz que a mais bem sucedida estratégia do diabo foi convencer o homem que ele (diabo) não existe, parece que essa ideia tem contaminado o corpo de Cristo também, as pessoas tem consumido cegamente mensagens diabólicas e pior, tem sido ferramenta de multiplicação disso. Em II Coríntios 11:14 lemos: “E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz.”, cuidado irmãos no que temos conectado ao nosso espírito e com a mensagem que temos passado.

A bíblia mostra a música como ferramenta de adoração e júbilo, e mostra também que o homem usa a música como adoração aos deuses pagãos. No livro de Daniel capitulo 5 vemos que a música era o sinal para que todos os povos do mundo se prostrassem em adoração a estatua do rei Nabucodonosor. Creio ser válido o debate para que possamos expor nossos pontos de vista, mas é fundamental que esse debate seja feito de coração aberto, muitos entram nesse debate fechados pois não querem abrir mão daquilo que gostam. Eu mesmo fui muito reticente em assumir isso, sou um apaixonado por música, tenho milhares de títulos de centenas de artistas dos mais diferentes estilos, aprender a selecionar o que me era ou não conveniente ouvir foi difícil, mas creio que foi o certo.

Agora cabe a você colocar isso diante de Deus em oração, oro para que a resposta d`Ele venha ao encontro de um coração aberto.
Que Deus abençoe a todos.

Até a próxima.

Jeferson Baick, um cara aficionado por música, mas que desafina até tocando pedra no telhado, curioso e observador de tudo que está por ai.

One Comment

  • Eri K

    22/09/2014 at 10:34

    Interessante esta situação. Acredito que é uma questão extremamente particular, depende do que te influencia, do grau de influência de uma musica em você… Eu gosto de Nirvana, AC/DC, Led Zeppelin… Gosto das batidas, do ritmo, e sou sim influenciado por elas, acelero mais o carro dependendo do que toca… Mas não vejo porque deixar de escutar simplesmente pela suposta história de cada membro destas bandas. A mensagem da musica é o que menos me interessa, ainda que me influencie (como exemplo de acelerar o carro), escutar não significa que concordo e não molda minhas ações. Senão, todos que escutassem rock seriam da turma “sexo, drogas e rockn’roll”. Ser prudente no que se ouve é importante, mas legalista não. Algumas músicas explicitamente contrárias a Deus naturalmente soam distoantes do que acreditamos e então, não damos importância. Iron Maiden por exemplo tem o 666, musica que não gosto. Porém eles também tem um album que acho soberbo, chamado “Dance of Death”. Gostar de um album e algumas musicas de determinado artista não me faz concordar com seu modo de vida. Ser prudente com isso é necessário, mas há uma linha tênue entre vários extremos. O equilíbrio é difícil e cada um tem o seu. Há de se sondar o coração, descobrir o que não lhe convém, e bola para frente.

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