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Indústria da música finalmente ganha dinheiro com streaming

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A algumas semanas, a Revista EXAME publicou uma matéria sobre o mercado da música no mundo. Resolvi publicá-la na íntegra em nosso blog para que vocês tenham informação de qualidade e atualizada. Nos próximos dias teremos muitos textos especificamente tratando do mercado digital, em especial ao formato de streaming.

Lucas Shaw, da Bloomberg

Após quase duas décadas de declínio implacável causado pela pirataria e pela queda dos preços, a indústria musical desfruta de uma frágil recuperação graças ao crescimento de serviços de streaming pagos, como Spotify e Apple Music.

Os gastos no varejo com músicas gravadas cresceu 8,1 por cento, para US$ 3,4 bilhões, no primeiro semestre de 2016, segundo a versão preliminar de um relatório semestral da Associação da Indústria Fonográfica dos EUA (RIAA, na sigla em inglês) obtido pela Bloomberg News.

Isso significa que a indústria dos EUA caminha para um segundo ano consecutivo de expansão — primeiro período de dois anos de crescimento desde 1998-1999.

O mérito é do streaming — os serviços de internet que oferecem ao público acesso sem propagandas a milhões de músicas em troca de uma tarifa mensal, ou gratuitamente, se o usuário estiver disposto a escutar anúncios.

A receita com streaming cresceu 57 por cento nos EUA, para US$ 1,6 bilhão, no primeiro semestre de 2016, e respondeu por quase metade das vendas do setor, mais que compensando a queda nas aquisições de álbuns e singles.

As assinaturas totalizaram US$ 1,01 bilhão, segundo dados da RIAA.

“Estamos começando a ver o streaming de música sob demanda não mais como coisa de universitários hipsters e de jovens”, disse Larry Miller, ex-executivo do setor, atualmente professor de Negócios da Música na Universidade de Nova York.

A RIAA não respondeu a um pedido de comentário.

Os resultados podem ser observados nas finanças das grandes empresas fonográficas. A Universal Music, que pertence à Vivendi, divulgou crescimento no primeiro semestre, e as vendas da Warner Music, de propriedade do bilionário Len Blavatnik, cresceram 8,5 por cento no período de nove meses que terminou em 30 de junho, para US$ 2,41 bilhões, segundo relatórios.

A Sony Music Entertainment também informou ganhos em seu último trimestre.

Com cautela

O setor reluta em declarar vitória. As vendas anuais ficaram em torno de US$ 7 bilhões por seis anos, menos da metade do pico registrado em 1999, segundo dados da RIAA. As gravadoras, por sua vez, ainda negociam novos contratos com o YouTube, do Google, e com o Spotify, dois dos maiores provedores de músicas gratuitas do mundo. Embora as receitas do streaming com anúncios e sob demanda tenham crescido 24 por cento no primeiro semestre de 2016, para US$ 195 milhões, segundo o relatório da RIAA, esses serviços não estão se esforçando o suficiente para convencer as pessoas a pagar pela música e não captam dinheiro suficiente dos usuários que optam pelo serviço gratuito, dizem as gravadoras.

Enquanto isso, a aquisição de músicas, seja por meio de download ou em CD, continua em queda livre. As receitas com músicas em mídia física caíram 14 por cento e os downloads também encolheram a uma porcentagem de dois dígitos.

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