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Indústria da música no Brasil tem crescimento acima da média internacional em 2018

Em recente matéria o jornal Estadão divulga numeros que não deixam duvidas do potencial das plataformas digitais, principalmente no Brasil!

Guilherme Sobota, O Estado de S. Paulo
03 de abril de 2019

Plataformas puxam mercado para cima e hoje representam 46% da receita no mundo; indústria global cresceu 9,7% de acordo com dados divulgados pela IFPI, três gerações de consumidores de música contam suas histórias com as diferentes mídias

Enquanto no cenário econômico do Brasil as projeções mais recentes de crescimento do PIB no ano ficaram abaixo de 2%, o setor musical teve boas notícias nesta terça-feira, 2. Dados dos Produtores Fonográficos Associados (Pro-Música Brasil) mostraram um crescimento de 15,4% das receitas do setor de música gravada no Brasil entre 2017 e 2018. O número é superior à alta do mercado global, que, segundo dados da Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI), ficou em 9,7%. As receitas da indústria em 2018 somaram US$ 19,1 bilhões – em 2001, antes dos 13 anos de quedas contínuas, o valor era de US$ 23 bilhões.

A marca de 9,7% representa o maior crescimento para a indústria da música desde que a IFPI começou a contabilizar os dados globais, em 1997, e agora são quatro anos seguidos de altas.

Dados do Global Music Report 2019
Números de 2018 mostram crescimento anual da indústria global, com destaque para a América Latina e Brasil

Fonte: IFPI/Pro-música Brasil

Os números são puxados para cima pelo streaming. No Brasil, o faturamento do setor aumentou 38% em um ano e hoje representa 69,5% do total. No globo, o streaming cresceu 34% e hoje representa 46,9% das receitas da indústria da música. Segundo o Global Music Report 2019, no mundo existem 255 milhões de assinantes das plataformas de streaming, como Spotify, Deezer e Apple Music. Uma parte dessas receitas também vem da publicidade nesses serviços e no YouTube.

O mercado de mídia física prosseguiu com sua tendência de queda. No mundo, esse segmento caiu 10% em receitas em relação a 2017; no Brasil, a queda foi ainda mais vertiginosa: 69%.

“O mercado físico teve um declínio muito acentuado desde o meio dos anos 2000 no Brasil. A razão é um setor de varejo muito deteriorado”, explica o presidente da Pro-Música Brasil, Paulo Rosa. “Não se encontram mais lojas de música. Livrarias e lojas de departamento, que serviam de escoamento para a distribuição, continuam vendendo, mas com cada vez menos espaço. Isso se reflete no crescimento do setor digital brasileiro, acima da média mundial.”

Segundo Rosa, isso acontece porque existe uma demanda longamente reprimida para o mercado de streaming no Brasil. “A quantidade de aparelhos conectados à internet é muito grande, entre smartphones, tablets, PCs, etc. Talvez seja maior do que a população. Isso cria para o setor de streaming, que tem um modelo de negócio muito atrativo para o consumidor, uma situação favorável: oferecer com preços relativamente baixos qualquer música do mundo. Isso propicia para o mercado brasileiro um potencial que dificilmente se vê em outros mercados que já estão mais amadurecidos.”

Rosa acredita que o ambiente saudável da indústria também depende do quadro macroeconômico e do poder de consumo da população, bem como de alguma recuperação do mercado físico. “Mas são boas notícias para a indústria”, diz.

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Mauricio Soares, publicitário, jornalista, observador, caixeiro-viajante que morre de saudades de casa, atuando no mercado gospel há alguns anos e confiante de que em algum dia as coisas ficarão mais fáceis para todos nós que militam nestesegmento.

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