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Indústria fonográfica se reinventa e comemora crescimento

A IFPI, Federação Internacional da Indústria Fonográfica, entidade que reúne os principais players do mercado fonográfico no mundo divulgou nestes dias o resultado de 2012 registrando crescimento após 13 anos de sucessivas quedas. Mais do que uma reversão no processo de queda do mercado fonográfico esta notícia aponta para a capacidade de reinvenção do segmento que durante muitos anos foi assolado por perspectivas nada promissoras.
O motivo de reproduzirmos essa notícia publicada na Folha de São Paulo nesta terça-feira (26) é para alertar a todos os envolvidos neste mercado de que estamos diante de um novo modelo de negócio. É fundamental que todos os envolvidos neste segmento tenham plena consciência de que o formato, contratos, formas de consumo, marketing, distribuição e tudo mais relacionado ao mercado fonográfico está em franca mutação. Não há como opor-se às mudanças e possibilidades desse novo mercado!
Especialmente o mercado digital tende a crescer exponencialmente nos próximos anos e cada vez mais torna-se prioritário que todos entendam e estejam aptos a estas novidades. Confira um pouco mais do que está acontecendo no mercado mundial fonográfico conferindo a matéria abaixo.

Pela primeira vez em 13 anos, indústria fonográfica apresenta crescimento

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

A indústria fonográfica, responsável pelas vendas de discos, cds, cassetes e música on-line, cresceu 0,3% em 2012 no mundo todo, o primeiro aumento registrado desde 1999, apesar da crise mundial e da pirataria digital, segundo informou nesta terça-feira (26) a Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI).

Na apresentação de seu relatório anual em Londres, a conselheira delegada da IFPI, Frances Moore, disse que as receitas chegaram a US$ 16,5 bilhões (cerca de R$ 32,4 bi) no ano passado e a indústria musical “se dirige agora rumo à recuperação”, impulsionada pelo auge digital.

As previsões são positivas para 2013, graças à expansão dos novos serviços digitais surgidos nos últimos anos como iTunes, Spotify e Deezer, que, se em 2011 estavam presentes apenas em 20 países, hoje se encontram em mais de cem, entre eles mercados emergentes como Brasil, Índia e Rússia.

Os formatos digitais reportaram em 2012 renda no mundo todo de US$ 5,6 bilhões (ou R$ 11 bi), 9% a mais do consumo digital de 2011.

A Espanha fica distante dessa tendência com um crescimento de apenas 4% no formato digital, devido ao persistente empecilho da pirataria.

No total, a renda das companhias de disco por consumo digital em modalidades como downloads, subscrições, música e vídeos em “streaming” e serviços gratuitos financiados por publicidade já representam 34% do total de seu faturamento.

Segundo Frances, este auge digital permitiu que nove dos 20 principais mercados do mundo apresentem um balanço positivo frente aos dados de 2011: Canadá, Austrália, Brasil, México, Índia, Japão, Noruega, Suécia e Estados Unidos.

Além disso, na Índia, Noruega, Suécia e EUA, o consumo digital de música supera já o de suportes físicos.

Também são promissores os dados sobre as práticas de pirataria, um dos temas que mais preocuparam o mundo da música digital nos últimos anos, uma seção em que o IFPI destacou a expansão dos provedores de digitais nos cinco continentes.

“As músicas ilegais continuam prejudicando o mercado, e neste campo ainda ficam muitos desafios para enfrentar. Os governos deveriam fazer ainda mais esforços”, advertiu Frances.

Em geral, a IFPI considerou que o negócio da música digital está globalizando com rapidez graças à proliferação dos “smartphones”, dos tablets e dos novos serviços musicais com licença.

Se no início de 2011 o consumo de música legal pela internet era possível em 23 países, dois anos depois esses serviços já se encontram em mais de cem países, com mais de 500 serviços legais de música por todo o mundo, que oferecem aos usuários acesso a cerca de 30 milhões de canções.

Mauricio Soares, publicitário, jornalista, observador, caixeiro-viajante que morre de saudades de casa, atuando no mercado gospel há alguns anos e confiante de que em algum dia as coisas ficarão mais fáceis para todos nós que militam nestesegmento.

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