Não importa se é Virada ou Viradão, mas cadê a música gospel?

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Nas duas principais capitais do país aconteceram recentemente programações culturais simultâneas cobrindo todos os cantos das cidades. Em São Paulo, pioneiro nesta idéia no país, este evento tem o nome de “Virada Cultural” e aconteceu nos dias 15 e 16 de maio. Já no Rio de Janeiro, igual evento aconteceu nos dias 23 a 25 de abril, sob o nome de “Viradão Carioca”. As iniciativas são extremamente louváveis e vêm conseguindo a cada edição ter maior participação popular e espaço na mídia.

Uma das principais características destes eventos é a democrática participação de grandes artistas consagrados e outros nomes buscando ainda seu lugar ao sol. Os estilos musicais são os mais variados, percorrendo da música clássica ao popular, passando pelo carimbó, funk, hip hop, música eletrônica, renascentista e muitos outros ritmos e tribos, ou seja, há espaço para todas as vertentes culturais e musicais. Em São Paulo, o evento abriu espaço até para que fãs da série Star Wars fizessem em plena praça pública uma “batalha de sabres” – imagine esta cena!

No Rio de Janeiro, no Viradão Carioca, o samba mostrou sua força e ocupou grande parte dos palcos distribuídos pela cidade. No entanto, assim como no evento paulistano, a diversidade cultural abriu espaço também para a dança de Carlinhos de Jesus, exposições de fotos, mostra de circo, peças de teatro e ainda para shows musicais de artistas tão díspares como Casuarina, Dudu Nobre, DJ Marlboro, Ângela Rô Rô, Lulu Santos, Falamansa, entre outros.

No meio de tantas manifestações culturais, confesso que senti-me desprestigiado com a ausência de artistas como representantes da música gospel. Afinal, a música é uma das marcas de identidade cultural de uma sociedade. Creio que hoje a música cristã seja uma das mais fortes manifestações culturais presentes em nossa sociedade e como tal deveria se fazer representada neste tipo de programação. Talvez os gestores deste evento tenham excluído os artistas de música gospel por “acharem” que a receptividade ao convite não fosse bem recebido. Afinal o ‘espírito do evento’ é a saudável convivência entre as diferentes manifestações culturais. Hummm …. é talvez! Talvez os mesmos gestores sentissem dificuldade em identificar os nomes mais representativos da música gospel. Hummm … quem sabe né? Ou talvez a ausência de nomes gospel nestes dois eventos tenha se dado por … ah! Chega! Não vou ficar buscando argumentos para a ausência dos artistas gospel nas programações, mas o que eu acho pertinente neste momento é estimular que os artistas evangélicos e seus managers (alguns no nosso meio já os têm) devam desde já buscar espaço para as próximas edições.

Estes eventos, seja no Rio ou em São Paulo, são ações coordenadas pelas Secretarias de Cultura em parceria com outros órgãos públicos e a iniciativa privativa, portanto, os vereadores eleitos para representarem o segmento evangélico devem buscar a inclusão de artistas evangélicos nas edições vindouras. Isso é uma questão a ser batalhada desde já! Agora, pra finalizar, caso consigamos que os artistas gospel sejam incluídos neste tipo de evento, cabe aos próprios, entender que este é um tipo de evento para a sociedade como um todo, portanto de valorização da música cristã como manifestação  cultural e não como púlpito para pregações.

Mauricio Soares, publicitário, entusiasta e presença constante nas diversas manifestações culturais, mesmo peças de teatro infantis nas tardes de domingo.

CURTAS – LOUVOR NORTE reúne multidão em Belém

O mais tradicional evento de música gospel do Norte do país, em sua 23ª edição, o Louvor Norte reuniu de 14 a 16 de maio, nomes como André Valadão, Kléber Lucas, Bruna Karla, Fernandinho, Heloísa Rosa, Cristina Mel, 4 por 1, entre outros. O evento aconteceu no espaço Cidade Folia e contou com apoio da Prefeitura Municipal de Belém, reunindo mais de 40 mil pessoas nas 3 noites de programação

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