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Observando as mudanças de comportamento na web

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Cada vez tenho estudado e lido mais a respeito do mercado web e das novas tecnologias. Num vôo da ponte aérea deparei-me com este texto que fiz questão de transcrever para os leitores do Observatório Cristão. Basicamente nos deparamos com o futuro da relação mercado x web x consumidor. É uma rápida leitura, bastante concisa, mas que vai orientar e abrir novas frentes de pensamento para quem gosta de imaginar o que vem por aí.  Em outro post anterior destaquei a importância de termos mais profissionais de qualidade e com vontade de crescer em nosso mercado. Mais uma vez, através deste texto, enfatizo a enorme necessidade de contarmos com jovens idealistas e antenados com as novidades desse mercado e universo virtual. A última frase deste texto é bombástica e resume bem o que eu penso a respeito das diversas iniciativas bombásticas e estridentes que temos visto em nosso mundinho cibernético gospel tupiniquim nos últimos tempos. Boa leitura e boa viagem!

“O especialista Gerd Leonhard prevê queais serão as mudanças no setor de comunicação, como o fim do SMS pago e a ascensão da forma de gerar lucro nos moldes do Google.

O alemão com residência na Suíça, Gerd Leonhard foi considerado pelo jornal The Wall Street um dos principais pensadores do futuro da mídia. O consultor – que tem clientes de peso como Nokia, Google, Siemens e Comissão Européia – explica que, para compreender as novas estruturas de negócios do setor de comunicação, o primeiro passo é saber como funciona a economia na internet, ou seja, entender como as pessoas estão fazendo suas transações por meio da rede.

Leonhard anuncia que quando passarmos a ter 20 a 25% de penetração da banda larga no planeta – o que pode ocorrer em três anos – o modo de fazer negócios e de se comunicar terá mudado para sempre, pois haverá as ferramentas para fazê-lo de maneira fácil e barata ou até gratuita.

Historicamente, a indústria de mídia construiu seus modelos de negócio com base em restrições – o jornal não divulgava na internet seu conteúdo, a fim de proteger o canal impresso. As empresas não poderão mais fazer as pessoas aceitarem uma barreira para que faturem mais.

Prevalecerá, cada vez mais, por exemplo, a forma de fazer negócios do Google, centrada nos usuários. O importante será resolver os problemas para as pessoas e, com isso, ganhar mais dinheiro. Setores de atividade como os de petróleo, automobilístico e de outros bens de consumo já estão deixando de ser fornecedores para se tornarem prestadores de serviços que atendam às necessidades de seus públicos. Esse é um caminho sem volta.

Considerando os entraves para a adoção maciça dos conteúdos móveis, Leonhard cita o fato de não ser muito grande o número de pessoas com acesso à banda larga em países como o Brasil. Depois, vêm as dificuldades como a falta de infraestrutura e os altos impostos. Para ele, os governos deveriam acabar com os impostos sobre os serviços de banda larga e lhes garantir o custo mais baixo possível, porque o produto interno bruto cresce com o aumento da mobilidade e da internet.

SMS DE GRAÇA

Analisando o futuro da telefonia e da internet móvel, o especialista aposta que as operadoras perderão sua “vaca leiteira”, que é a mensagem de texto. Como novos serviços integrados, vendidos em pacotes e baseados em participação, não poderá mais ser possível cobrar SMS do usuário. Além disso, haverá uma perda do controle por parte das empresas de telecomunicação, facilitando-a e agregando valor a ela.

As operadoras e as empresas de mobilidade encontrarão uma maneira de integrar o que o Facebook e o Google fazem em uma única plataforma conveniente para os usuários. Isso incluirá serviços baseados em localização, propaganda e suporte de conteúdo. Elas também terão de desenvolver outros meios para aumentar a receita média do usuário.

E o tráfego de voz deverá ser só uma pequena fatia do bolo. Acontecerá no setor de telecomunicação mais ou menos o que aconteceu na indústria da música , em que a venda de CDs e de músicas em formato mp3 se tornou apenas uma fração do faturamento das gravadoras.

QUEM VAI PAGAR A CONTA?

Leonhard recorda que hoje há três frentes que pagam pelo conteúdo da internet: ou é o usuário quem banca ou é o provedor ou uma terceira parte – em nenhum caso o conteúdo é gratuito. Para o futuro, haverá uma combinação dessas três formas. Muitas pessoas, por exemplo, já se dispõem a fornecer dados pessoais para manter conta gratuita de e-mail ou para comprar na loja virtual norte-americana Amazon. Dados e informações pessoais serão uma forma de pagamento. Na verdade, elas seriam o petróleo da nova era, baseada na comunicação (Comentário do Observatório: a maior parte das empresas do segmento gospel não possuem sequer um cadastro atualizado de seus clientes, isso deve ser considerado como algo imperdoável! Não podemos confundir BANDO DE DADOS com BANCO DE DADOS!)

Porém, antes de gerar lucro, as empresas precisariam obter e manter a atenção dos consumidores. A questão inicial é; “O que fazer para meu produto estar na mente das epssoas certas e merecer a atenção delas?”. Mais tarde, a pergunta será: “Como faço para o consumidor me dar dinheiro, em algum tipo de moeda?”. O céu é o limite dos micropagamentos. Em breve , chegaremos ao ponto de as pessoas usarem, por exemplo, créditos do Facebook para pagar o aluguel de um imóvel.

E como captar a atenção do possível consumidor? Com conteúdos envolventes. Os profissionais de criação serão pressionados a desenvolver conteúdos que prendam a atenção. Não é à toa que há poucos blogs de sucesso no mundo. 80% deles são abandonados por seus criadores, que se descobrem incapazes de mantê-los atraentes. Na internet, uma farsa não dura muito tempo!”

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