Observando o Modelo 360º

Até meados dos anos 80, as gravadoras não somente cuidavam da produção, divulgação e distribuição dos LPs (sim Long Plays, isso de fato existiu!) de seus artistas, como também administravam suas carreiras para a área de shows. Uma gravadora de grande porte reunia em seus escritórios algo como 300, 400 profissionais que atuavam em diferentes áreas do processo de produção musical, controle e administração, estoque, expedição, publicidade, promoção e vendas, direitos autorais, entre outras atividades.
Com o boom do mercado fonográfico nacional em fins dos anos 80, as gravadoras optaram sistematicamente por abrir mão de agenciar artisticamente os seus contratados. Dizia-se à época que vender shows, administrar agendas, contratantes, logística e todas as variáveis que faziam parte deste universo seriam muito trabalhosos e pouco rentáveis. Assim surgiram os escritórios de empresários para cuidarem dos shows dos artistas pelo país e exterior.
Com a mudança da mídia de LP para CD e a impressionante implosão do mercado fonográfico pela pirataria, uma abrupta série de mudanças no mercado ocorreram trazendo um verdadeiro clima de caos ao mercado fonográfico mundial. As gravadoras viram seus faturamentos encolherem e onde antes existiam centenas de funcionários, restaram dezenas de profissionais esforçando-se por salvar aquele que outrora fora um mercado pujante.
Com a chegada da web e o mercado digital, muitos “arautos do apocalipse” anteciparam-se a decretar o sepultamento do mercado fonográfico. Realmente, por volta dos anos 2000, ninguém sabia bem ao certo como se dariam as mudanças de hábito do consumidor e o relacionamento do mercado com a música.
Passado o momento de absoluto pânico, o que vemos hoje é um mercado promissor com o advento do ambiente digital onde as possibilidades de negócios se multiplicaram de forma exponencial. Se antigamente as gravadoras no país atuavam junto a um mercado distribuidor com 3.000 pontos de venda entre lojas especializadas, magazines, supermercados e distribuidores, atualmente este mercado no Brasil ampliou-se com mais de 200 milhões de aparelhos celulares, inúmeros projetos especiais, sites, downloads, ações promocionais.
Acompanhando as mudanças no trato com o mercado consumidor, as gravadoras buscam uma nova configuração no relacionamento com os artistas. Se até bem pouco tempo atrás as gravadoras focavam suas ações tão somente na venda de CDs, hoje a visão é ampliar a atuação no mercado através do modelo 360º.
O modelo 360º tem como base otimizar todo tipo de negócio relacionado à figura do artista e da música. Atualmente algumas gravadoras já administram a carreira dos seus contratados de forma plena, ou seja, a área de agenciamento de shows, passando por ações de merchandising e publicidade. O objetivo neste novo modelo é proporcionar ao artista diversos tipos de negócios que venham a impulsionar ainda mais sua carreira artística. A gravadora não mais se preocupa em fazer apenas um belo projeto musical, mas passa a administrar de forma completa a carreira artística musical como também a área digital, direitos autorais e de imagem, contratos publicitários, workshops, entre outros.
No mercado gospel nacional este modelo de negócio ainda não existe. Nenhuma gravadora gospel neste momento oferece tal pacote de assessoria plena, muito em função de uma falta de entendimento sobre esta nova modalidade de gestão e também porque certamente haverá uma revolta daqueles artistas que hoje administram suas carreiras. É claro que esta discussão irá gerar debates acalorados daí em diante, mas é importante que todas as partes envolvidas comecem a pensar nesta nova situação porque ela é uma tendência clara e definitiva.

lpAté meados dos anos 80, as gravadoras não somente cuidavam da produção, divulgação e distribuição dos LPs (sim Long Plays, isso de fato existiu!) de seus artistas, como também administravam suas carreiras para a área de shows. Uma gravadora de grande porte reunia em seus escritórios algo como 300, 400 profissionais que atuavam em diferentes áreas do processo de produção musical, controle e administração, estoque, expedição, publicidade, promoção e vendas, direitos autorais, entre outras atividades.

Com o boom do mercado fonográfico nacional em fins dos anos 80, as gravadoras optaram sistematicamente por abrir mão de agenciar artisticamente os seus contratados. Dizia-se à época que vender shows, administrar agendas, contratantes, logística e todas as variáveis que faziam parte deste universo seriam muito trabalhosos e pouco rentáveis. Assim surgiram os escritórios de empresários para cuidarem dos shows dos artistas pelo país e exterior.

Com a mudança da mídia de LP para CD e a impressionante implosão do mercado fonográfico pela pirataria, umacdsabrupta série de mudanças no mercado ocorreram trazendo um verdadeiro clima de caos ao mercado fonográfico mundial. As gravadoras viram seus faturamentos encolherem e onde antes existiam centenas de funcionários, restaram dezenas de profissionais esforçando-se por salvar aquele que outrora fora um mercado pujante.

Com a chegada da web e o mercado digital, muitos “arautos do apocalipse” anteciparam-se a decretar o sepultamento do mercado fonográfico. Realmente, por volta dos anos 2000, ninguém sabia bem ao certo como se dariam as mudanças de hábito do consumidor e o relacionamento do mercado com a música.

Passado o momento de absoluto pânico, o que vemos hoje é um mercado promissor com o advento do ambiente digital onde as possibilidades de negócios se multiplicaram de forma exponencial. Se antigamente as gravadoras no país atuavam junto a um mercado distribuidor com 3.000 pontos de venda entre lojas especializadas, magazines, supermercados e distribuidores, atualmente este mercado no Brasil ampliou-se com mais de 200 milhões de aparelhos celulares, inúmeros projetos especiais, sites, downloads, ações promocionais.

Acompanhando as mudanças no trato com o mercado consumidor, as gravadoras buscam uma nova configuração no relacionamento com os artistas. Se até bem pouco tempo atrás as gravadoras focavam suas ações tão somente na venda de CDs, hoje a visão é ampliar a atuação no mercado através do modelo 360º.

O modelo 360º tem como base otimizar todo tipo de negócio relacionado à figura do artista e da música. Atualmente algumas gravadoras já administram a carreira dos seus contratados de forma plena, ou seja, a área de agenciamento de shows, passando por ações de merchandising e publicidade. O objetivo neste novo modelo é proporcionar ao artista diversos tipos de negócios que venham a impulsionar ainda mais sua carreira artística. A gravadora não mais se preocupa em fazer apenas um belo projeto musical, mas passa a administrar de forma completa a carreira artística musical como também a área digital, direitos autorais e de imagem, contratos publicitários, workshops, entre outros.

No mercado gospel nacional este modelo de negócio ainda não existe. Nenhuma gravadora gospel neste momento oferece tal pacote de assessoria plena, muito em função de uma falta de entendimento sobre esta nova modalidade de gestão e também porque certamente haverá uma revolta daqueles artistas que hoje administram suas carreiras. É claro que esta discussão irá gerar debates acalorados daí em diante, mas é importante que todas as partes envolvidas comecem a pensar nesta nova situação porque ela é uma tendência clara e definitiva.

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