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Sacudindo a poeira e dando a volta por cima

Lendo uma entrevista na Revista Up Gospel com Ricardo Carreras, proprietário da Aliança Distribuidora, a maior e mais destacada empresa de distribuição de produtos gospel do país, uma afirmação dele me chamou bastante atenção. O repórter pergunta a Carreras sobre os maiores problemas do mercado gospel no Brasil e entre comentários de praxe ele destacou o pessimismo como um problema endêmico a ser resolvido.
Mesmo numa rápida leitura neste texto, esta afirmação me fez saltar os olhos e imediatamente pensei que seria um excelente tema a ser abordado aqui no blog Observatório Cristão. Realmente o pessimismo é algo que insiste em se mostrar presente no nosso meio, principalmente entre grande parte dos lojistas que atuam no mercado.
Talvez o pessimismo seja algo apenas psicológico, uma espécie de auto-defesa, antecipando-se a qualquer decepção vindoura. No caso dos lojistas evangélicos percebemos que a “síndrome de Gabriela” é bastante comum … sabe o que isso significa? Lembra daquela canção? … “Eu nasci assim, eu cresci assim, vou morrer assim … Gabriela, sempre Gabriela!” pois é! parece que há uma sina de desgraça impossível de ser revertida, estranho né?
Mais estranho ainda é reconhecer que este lojista atua num mercado razoavelmente protegido da entrada de players novos, pois há uma enorme desconfiança e mesmo ignorância das peculiaridades do mercado gospel como ramo de negócios e assim acarretando uma reserva de marketshare.
Além disso, o mercado gospel no Brasil é o fenômeno de maior crescimento em nossa sociedade. Estimativas apontam que em mais poucas décadas sejamos 50% da população no país, ou seja, há um mercado potencial e consumidor ávido completamente em ebulição.
Sendo assim, talvez nem mesmo Freud possa explicar que mal acomete grande parte dos nossos lojistas, pois de Norte a Sul temos inúmeros relatos de empresários do setor completamente assustados com as mudanças do mercado.
Como sempre procuro analisar os fatos, afinal este é o trabalho que me compete, arrisco-me a teorizar que este pessimismo tenha muito a ver com a incapacidade de se lidar com o novo. Ou seja, o mercado como um todo sofreu uma enorme mudança ao longo dos últimos 15 anos. A economia brasileira se tornou mais equilibrada. A concorrência se tornou mais acirrada. As privatizações abriram o mercado e a economia nacional. A tecnologia mudou os hábitos de consumo. Enfim, a inércia precisou ser rompida!
E é nesta necessidade de mudanças de atitudes, posturas e cultura que talvez possamos atribuir ao pessimismo reinante. Realmente seria muito mais cômodo manter o status quo do mercado, seguindo as mesmas ações, estratégias e formato de tempos atrás. Mas isto não ocorre hoje e a necessidade de uma nova mentalidade é fundamental.
Temos provas claras desta mudança de mentalidade em alguns lojistas de nosso mercado. Uma praça como Fortaleza, capital do belíssimo estado do Ceará, reúne 2 exemplos de empresários de sucesso. Juntos estes 2 empresários detém 80% do mercado do Estado e possuem belíssimas lojas, sempre buscando a qualidade no atendimento. Inclusive presentes nos principais shoppings da região. Estes empresários não têm MBA, sequer creio que tenham completado um curso superior, talvez até menos do que isso. No entanto, estes 2 possuem uma paixão pelo que fazem que é cativante! Sempre buscam aprimoramento em suas atividades e incentivam suas respectivas equipes ao máximo desenvolvimento. Um belíssimo exemplo a ser seguido!
Sinceramente espero que esta sensação de pessimismo vá se esvaindo ao longo do tempo. O nosso meio precisa de empreendedores capacitados e empenhados na excelência. O risco de negligenciarmos esta oportunidade é a real chance de outros players investirem e entrarem com grande capacidade empresarial e financeira assumindo de vez o mercado. Pense nisso!

obs-pessimismo

Lendo uma entrevista na Revista Up Gospel com Ricardo Carreras, proprietário da Aliança Distribuidora, a maior e mais destacada empresa de distribuição de produtos gospel do país, uma afirmação dele me chamou bastante atenção. O repórter pergunta a Carreras sobre os maiores problemas do mercado gospel no Brasil e entre comentários de praxe ele destacou o pessimismo como um problema endêmico a ser resolvido.

Mesmo numa rápida leitura neste texto, esta afirmação me fez saltar os olhos e imediatamente pensei que seria um excelente tema a ser abordado aqui no blog Observatório Cristão. Realmente o pessimismo é algo que insiste em se mostrar presente no nosso meio, principalmente entre grande parte dos lojistas que atuam no mercado.

Talvez o pessimismo seja algo apenas psicológico, uma espécie de auto-defesa, antecipando-se a qualquer decepção vindoura. No caso dos lojistas evangélicos percebemos que a “síndrome de Gabriela” é bastante comum … sabe o que isso significa? Lembra daquela canção? … “Eu nasci assim, eu cresci assim, vou morrer assim … Gabriela, sempre Gabriela!” pois é! parece que há uma sina de desgraça impossível de ser revertida, estranho né?

Mais estranho ainda é reconhecer que este lojista atua num mercado razoavelmente protegido da entrada de players novos, pois há uma enorme desconfiança e mesmo ignorância das peculiaridades do mercado gospel como ramo de negócios e assim acarretando uma reserva de marketshare.

Além disso, o mercado gospel no Brasil é o fenômeno de maior crescimento em nossa sociedade. Estimativas apontam que em mais poucas décadas sejamos 50% da população no país, ou seja, há um mercado potencial e consumidor ávido completamente em ebulição.

Sendo assim, talvez nem mesmo Freud possa explicar que mal acomete grande parte dos nossos lojistas, pois de Norte a Sul temos inúmeros relatos de empresários do setor completamente assustados com as mudanças do mercado.

Como sempre procuro analisar os fatos, afinal este é o trabalho que me compete, arrisco-me a teorizar que este pessimismo tenha muito a ver com a incapacidade de se lidar com o novo. Ou seja, o mercado como um todo sofreu uma enorme mudança ao longo dos últimos 15 anos. A economia brasileira se tornou mais equilibrada. A concorrência se tornou mais acirrada. As privatizações abriram o mercado e a economia nacional. A tecnologia mudou os hábitos de consumo. Enfim, a inércia precisou ser rompida!

E é nesta necessidade de mudanças de atitudes, posturas e cultura que talvez possamos atribuir ao pessimismo reinante. Realmente seria muito mais cômodo manter o status quo do mercado, seguindo as mesmas ações, estratégias e formato de tempos atrás. Mas isto não ocorre hoje e a necessidade de uma nova mentalidade é fundamental.

Temos provas claras desta mudança de mentalidade em alguns lojistas de nosso mercado. Uma praça como Fortaleza, capital do belíssimo estado do Ceará, reúne 2 exemplos de empresários de sucesso. Juntos estes 2 empresários detém 80% do mercado do Estado e possuem belíssimas lojas, sempre buscando a qualidade no atendimento. Inclusive presentes nos principais shoppings da região. Estes empresários não têm MBA, sequer creio que tenham completado um curso superior, talvez até menos do que isso. No entanto, estes 2 possuem uma paixão pelo que fazem que é cativante! Sempre buscam aprimoramento em suas atividades e incentivam suas respectivas equipes ao máximo desenvolvimento. Um belíssimo exemplo a ser seguido!

Sinceramente espero que esta sensação de pessimismo vá se esvaindo ao longo do tempo. O nosso meio precisa de empreendedores capacitados e empenhados na excelência. O risco de negligenciarmos esta oportunidade é a real chance de outros players investirem e entrarem com grande capacidade empresarial e financeira assumindo de vez o mercado. Pense nisso!

4 Comments

  • Thiago Santos - Agencia Videira

    16/04/2010 at 19:19

    Maurício,

    acho que uma grande questão que gera esse pessimismo é a falta de informações… como você mesmo falou a falta de conhecimento sobre o potencial do mercado gospel aliada a falta de conhecimento dos habitos de consumo desse publico, poder aquisitivo, padrões de compra, preferencias e etc, gera a incerteza na tomada de decisões o que por sua vez gera essa falta de perspectivas de futuro e planejamento de curto, médio e longo prazo.

    Acho que a entrada da Sony no mercado gospel é um marco importante na medida em que é um player de grande impacto e que atua numa lógica mercadológica (diferente de gravadoras com interesses ministeriais e como subproduto da igreja), o que força as demais empresas do segmento musical (que junto com o segmento editorial são as grandes estrelas do mercado gospel) a se profissionalizarem e adotarem praticas de mercado como pesquisas de mercado, otimização de distribuição e logística, estruturação do processo de vendas, busca da coerencia no composto de marketing – hoje o que se ve são varias mídias sendo utilizadas a esmo sem coerencia entre as partes, um frankstein do mercado.

    Enfim, essa é a proposta da nossa empresa: dar suporte a esse processo de profissionalização das empresas do mercado com consultoria de marketing especializada e focada nesse público, pesquisas de mercado realizadas com o publico a partir de igrejas e centros onde haja sua convergencia e intermediação de negócios e parcerias entre empresas do mercado gospel e seculares.

    Espero que em breve façamos negócios.

    Grande abraço.

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