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Ação

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Gosto de observar meus filhos conversando entre si. De vez em quando me pego contemplando o jeito de cada um dos três meninos que tenho em casa. O meu primogênito já com 1,80m de altura, jeito de rapazinho, no auge da adolescência dos seus bem curtidos 15 anos de vida. Meu ‘filho do meio’ é um caso à parte com suas tiradas engraçadas e espirituosas vivendo a transição entre a infância e o início da adolescência com seus 12 anos de idade. Por fim, o caçula Benjamim que deixou a casa de ponta cabeça revertendo todos os planejamentos familiares feitos até então. Uma figurinha cativante, alegre e que já sabe se virar com impressionante jogo de cintura ao apresentar-se como bebê ou menino grande da forma que melhor lhe beneficiar. Cada um tem um jeitinho próprio, suas vontades, seus desejos, suas formas de expressão … mas uma coisa em especial todos repetem a mesma toada em níveis diferentes: são aficcionados em informação! E de preferência através de equipamentos eletrônicos, seja um tablet, computador, TV, web ou seus smartphones.

É até um pouco assustador ver como esses meninos já estão completamente conectados. E não ache que exagero quando afirmo que até o bebê (ou menino grande) de 3 anos de idade já está nesta vibe tecnológica. Não mesmo! Ele já liga a TV, consegue chegar no seu canal de preferência e por ali delicia-se assistindo à espevitada Peppa, SuperWings e tantas outras atrações. Esse mesmo rapazinho já pega meu celular ou um dos tablets de casa pra assistir a vídeos ou até mesmo acessar a jogos onde ele acredita estar realmente participando de uma partida. O mesmo acontece com os irmãos mais velhos que muitas das vezes são chamados pelos pais para ajudarem a resolver algum problema no computador ou coisas do tipo. Essa geração está conectada o tempo todo. Em algumas vezes chego a dar uma reprimenda neles pedindo para não entrarem na maratona neurotizante de migrar de um aparelho para outro em sequência. Será que só lá em casa isso acontece? Do menino sair do tablet, emendar no video game, voltar ao celular, computador e por aí em diante? Imagino que não …

Muda a cena …

Recentemente visitei os estúdios de TV de uma emissora de programação cristã ligada a uma denominação importante de nosso país. Estive por ali em algumas vezes pelo menos nos últimos 15 a 20 anos talvez. A impressão que tive ao descer às escadas de acesso para chegar aos estúdios era de que estava voltando à década de 90 porque tudo ali me remetia justamente ao passado. Os mesmos ‘puxadinhos’, estúdios acanhados, cenários simplezinhos, tudo muito improvisado no melhor estilo ‘tá dando pro gasto’. Em tempos de TV digital os equipamentos ainda mantinham um certo ar vintage, tudo seguia aquele mesmo script de ‘túnel do tempo’.

Diante daquela experiência passei a observar as outras áreas daquela mesma denominação. Além da TV, há emissoras de rádio, editora, gravadora, call-center, site, livrarias, todo um complexo para distribuir, produzir e atender o público com conteúdo gerado pela liderança da própria igreja. A TV, como já falei acima, está bem distante do ideal de uma emissora, não só pela questão de equipamentos mas também (e talvez principalmente) pela qualidade de sua programação. O improviso parece ser a palavra de ordem naquele ambiente. O mesmo acontece com as emissoras de rádio que não têm profissionais, uma plástica adequada e moderna, playlist atualizada, boa posição nas pesquisas de audiência, equipamentos potentes e por aí vai. A gravadora, segue a mesma linha, distribuindo ‘artistas’ do próprio universo da denominação sem que seus trabalhos consigam romper o território familiar do gueto em que se isolaram. E esta característica se repete na editora, nos eventos e todas as demais empresas do grupo. O que aparentemente é uma potência de comunicação, na verdade é uma sucessão de empresas e nomes de fantasia com alcance reduzido, qualidade duvidosa e resultados financeiros bastante acanhados.

A única área que realmente se destaca com maestria é justamente o conteúdo que sai do púlpito da sede daquela denominação. O líder supremo é um orador com excelência, um pastor dedicado, atencioso com suas ovelhas, humilde, bom papo, fino trato. Só que seu lado empreendedor carece de um melhor foco e, principalmente de organização, planejamento, mão de obra especializada e critérios. Não tenho a menor dúvida de que se este líder interrompesse todos os projetos para dedicar-se somente a um objetivo, os resultados seriam potencialmente diferentes. Se em vez de dedicar-se, ou melhor, abrir várias frentes de atenção, o foco estivesse, por exemplo, somente em seu canal de TV, certamente haveria recursos para que a emissora se transformasse em um padrão de qualidade em nosso meio. Numa segunda fase, talvez, já com a TV resolvida, esta denominação poderia dar foco em um segundo projeto, que na verdade, seria fortalecido ainda mais por ter uma audiência forte e de qualidade na TV. Na verdade é tudo co-ligado! Se a TV estiver forte, as demais empresas poderão seguir o mesmo ritmo. O problema é quando nada está bem e todas se anulam mutuamente numa sucessão de frustrações.

Um exemplo de sucesso que me vem à mente neste assunto é a Rede Record que pertence à Igreja Universal do Reino de Deus. Durante algum tempo a IURD mantinha o foco em diferentes áreas como agência de turismo, instituição financeira, emissoras de rádio, TV, gravadora, editora … seguindo o mesmo padrão de diferentes denominações. Até que um dia eles decidiram dedicar todo o foco, atenção, esforços, melhores profissionais e, principalmente recursos financeiros no fortalecimento da Rede Record. O resultado é que hoje esta emissora rivaliza em equipamentos, audiência, faturamento e qualidade com concorrentes bem estabelecidos. Na minha última viagem à Portugal tive a oportunidade de conhecer os estúdios da Record e saí de lá maravilhado com a qualidade da estrutura e dos equipamentos. Certamente a Rede Record de Portugal é uma das mais bem aparelhadas emissoras de toda a Europa, não devendo nada às mais importantes emissoras do mundo.

Mudança de cena parte 2 …

O talentoso e prodigioso cantor aventura-se a começar a produzir seu próprio trabalho. Arranjos, composições, instrumentos … tudo passa pelo crivo e ação do próprio artista. Tempos depois ele passa a produzir para outros artistas. Horas, dias, meses de estúdio. A rotina dividida entre produções de terceiros e apresentações de seu próprio trabalho. Já não satisfeito com a correria, o artista e produtor multitarefas se acha preparado para ter seu próprio selo. A partir daí ele se investe na figura do empresário. Dali para ele ter também uma loja virtual vendendo de discos a camisetas, passando por badulaques, livros e tudo mais é apenas mais um passo.

Mas isso tudo já não é suficiente. Além de artista, compositor, produtor, arranjador, empreendedor, esse rapaz também acredita que tem um chamado especial para Washington Olivetto, então passa a elaborar estratégias de marketing. Suas redes sociais são invadidas por posts onde ele divulga sua linha de camisetas, suas pulseiras, agendas, seus eventos e tudo mais. Ele também tem umas tiradas engraçadas e passa nas horas vagas a fazer um bico de Stand Up Comedy Gospel. Ele é hilário! Sensacional! E em tempos de redes sociais porque não criar logo um Vlog, um canal de vídeos no YouTube? Então agora ele também assume seu lado pastoral postando diariamente pílulas com mensagens de “Alto Ajuda” e afins.

O dia de um ser humano ativo como o mencionado acima é igual ao seu e ao meu, ou seja, tem ‘apenas’ 24 horas, então por mais que ele seja (e se julgue) um prodígio digno das tirinhas de Stan Lee, a verdade fria dos fatos é de que em alguma (ou algumas) área específica as coisas não caminharão tão bem como se espera. É humanamente impossível manter o nível de qualidade elevado com tantas atividades que demandam dedicação e atenção o tempo todo.

Pra fechar a cena …

Estamos diante de um período especial no meio evangélico no Brasil. O segmento cresceu muito nas últimas décadas, rompeu barreiras, conquistou muitas coisas, mas agora estamos diante de uma fase determinante de como seremos para as próximas gerações. A fase do eu-faço-tudo ou da gambiarra-gospel definitivamente não tem mais espaço nos dias atuais. A necessidade de um salto de qualidade após a fase do crescimento, do aumento da quantidade é uma questão de sobrevivência.

E esta necessidade de se organizar melhor as coisas não tem nada a ver com o que saem apregoando os puristas que vociferam seus discursos contrários à profissionalização, ao uso correto do marketing ou mesmo de estratégias como se isso fosse mercantilizar ou afastar a fé genuína e a sã doutrina dos caminhos bíblicos. Organização, método, planejamento, profissionalismo, qualidade, entre outros aspectos, devem fazer parte do dia a dia das igrejas, empresas, veículos de comunicação e por aí vai …

Como aqui sempre procuramos direcionar os textos para a classe artística, entendendo que entre os 66 leitores temos alguns desta área, esta posição de organizar os objetivos, estabelecer as metas, elaborar as estratégias e rodear-se de profissionais gabaritados para melhores resultados, também se aplica à carreira artística. Aqueles que entenderem este recado, certamente terão melhores condições de consolidarem suas carreiras de agora em diante.

E tendo dito!

 

Mauricio Soares, consultor de marketing, publicitário, jornalista, um ser em constante ajuste buscando sempre ser melhor.

Todo santo dia e aqueles nem tão santos assim, temos lido, ouvido, assistido os noticiários dando conta da crise pela qual o país vem passando neste momento. Não há um único índice econômico em que o Brasil esteja hoje melhor do que estava há alguns anos atrás. Nesta manhã, logo cedo, ao me preparar para mais um dia de trabalho recebo a notícia de que o índice de desemprego no país é o maior dos últimos 16 anos. Coincidência ou não, nesta mesma fatídica manhã também ouço na rádio que o índice de aprovação da presidente Dilma é de 7%, repetindo o viés de queda já que na última pesquisa este índice era de 11% da população brasileira.

A TAM, empresa aérea nacional, já divulgou o cancelamento de diversas linhas regionais e internacionais, além de uma redução de cerca de 10% de sua estrutura. A Petrobrás reduziu drasticamente seus investimentos previstos para os próximos anos. Taxas de juros seguem tendência de alta, bolsa de valores em sentido oposto, de queda, já o dólar segue em alta passando de R$ 3,20. A taxa de ocupação da rede hoteleira no Rio de Janeiro está abaixo de 50% em plena alta temporada e inverno com 34 graus, ou seja, convidativo ao turismo e ao lazer.

Prestes a completar 46 anos de idade posso garantir que voltar a viver com as preocupações de inflação, recessão e desemprego não me agradam em nada. Vivi o auge da inflação do ‘des-governo’ Sarney com reposição salarial de 76% ao mês e inflação sem controle. Depois sobrevivemos à URV, às conversões diárias de moeda, mudança de nome de nossa moeda e toda a loucura que só quem viveu aquela época pode entender. Mas na verdade, não estou aqui para analisar a atual situação econômica, em encontrar culpados (até porque disso não tenho a menor dúvida!), ou projetar tendências sobre a economia do nosso país ou mundial.

O texto de hoje tem a ver com uma outra questão. Na verdade, se tem um mercado que vem apanhando, sofrendo, muitas vezes descrito como um doente terminal aguardando a extrema unção, esse é o mercado fonográfico. Que apesar de todos os prognósticos negativos e contrários segue se reinventando e reerguendo como a mitológica Íbis em meio ao caos. Este post tem como objetivo incentivar a todos que trabalham no mercado cristão a enfrentar com criatividade, tenacidade e principalmente planejamento e foco, este momento de crise no país. E quero trazer a todos estes profissionais o exemplo que temos do próprio mercado fonográfico, que é pródigo em driblar tendências catastróficas.

Vamos aos fatos. Na década de 80, as grandes companhias fonográficas dominavam o circuito artístico. Grandes nomes nacionais e internacionais vendiam milhões de discos, na época LP. Já na década seguinte uma grande mudança aconteceu com a chegada do CD. O que para muitos parecia ser um grande risco pela transformação, acabou tornando-se num primeiro momento numa oportunidade fantástica! As gravadoras começaram a vender milhões de discos de dezenas de artistas nacionais. Grandes festivais e turnês internacionais começaram a incluir o país no circuito. O dinheiro rolava aos borbotões tanto que as próprias gravadoras incentivavam os artistas de seus casts a montarem escritórios próprios para as questões de shows e agendas, já que esta era uma parte de menor lucratividade para as companhias e onde se concentravam boa parte dos problemas de administração e logística. Depois desse boom aconteceu o que todo mundo sabe, a pirataria se disseminou e com ela a queda nas vendas. Mais uma vez esperou-se pelo pior, pela quebradeira geral das gravadoras e do fim do mercado fonográfico. Passado o susto, eis que surge uma nova onda, o mercado digital e como toda mudança de formato e de hábitos, ninguém tinha certeza do que iria acontecer e mais uma vez, os profetas apocalípticos determinavam o fim do mercado.

Ufa! Depois de mais um tsunami, eis que o mercado fonográfico mundial frustrando as tendências pessimistas já aponta para um novo período de grande crescimento e oportunidades. Costumo dizer quando questionado sobre o mercado fonográfico gospel que hoje temos muito mais oportunidades do que tempos atrás. E para reforçar minha linha de raciocínio basta comparar com os canais de distribuição que tínhamos até tempos atrás, algo como 1500 pontos de venda em todo o Brasil, entre lojas, igrejas, distribuidores e até mesmo colportores, que são os atuais revendedores porta a porta. Pois bem, se antes tínhamos esta rede de distribuição, hoje além destes 1500 pontos ainda temos 273 milhões de aparelhos de celular e mais de 120 milhões de brasileiros com acesso à web em seus lares. Ou seja, hoje em dia, as gravadoras têm muito maior potencial de vendas do que a tempos atrás.

A grande questão é como lidamos com as dificuldades, as oportunidades e principalmente com as transformações. Dependendo de nossa reação, os resultados podem ser fantásticos ou deprimentes!

E aí quero incluir no meu foco, os livreiros que trabalham com o mercado gospel no nosso país. Se tem uma pessoa que conhece a realidade e, em especial, livrarias evangélicas em todo o país, esse ‘cara sou eu’, parafraseando Roberto Carlos. Nos últimos 26 anos de minha vida, conheci e venho conhecendo livrarias cristãs em todas as cidades por onde estive. Tenho especial prazer em entrar numa loja e observar a qualidade do atendimento, a disposição dos móveis, a vitrine, a disponibilidade de produtos e lançamentos, entre outros detalhes.

Estamos diante de um momento crucial para o mercado livreiro. Ou enfrentamos essa crise com criatividade, inteligência e muito trabalho ou sucumbimos à derrota total. Dias atrás promovi mais um Encontro de Mídias e Lojistas, desta vez na cidade de São Paulo. Investimos tempo e dinheiro nesta iniciativa e no fim colhemos só bons resultados por esta ação. Mais um exemplo! Ou nos entregamos, ou enfrentamos as adversidades. Ou cruzamos os braços ou arregaçamos as mangas e trabalhamos duro! A verdade é que estamos num momento muito interessante e quero pedir-lhe encarecidamente apenas mais alguns minutos de sua atenção.

Tradicionalmente os momentos de crise econômica ou social acabam levando mais pessoas em busca de algo sobrenatural, ao exercício da fé. Não cabe a mim questionar a motivação, mas que efetivamente nestas horas de crise o povo se apega mais a Deus, isso é um fato! Ou seja, se nas últimas décadas a igreja evangélica já vem crescendo em ritmo intenso, tudo indica que este crescimento será ainda mais vigoroso caso tenhamos (espero que não!) um período mais crítico na economia e na própria sociedade brasileira. Do ponto de vista comercial, quanto mais pessoas passam a frequentar as igrejas cristãs, teoricamente o público consumidor de produtos segmentados cresce em igual proporção.

Há uma pesquisa exaustivamente repetida nos últimos anos de que a cada 10 evangélicos, apenas 3 tem o hábito de ir periodicamente em livrarias cristãs, ou seja, há muita gente nos bancos das igrejas que não frequentam livrarias. Com isso, abre-se uma oportunidade e tanto! O mercado livreiro já pensou e executou estratégias para trazer estas pessoas para suas lojas, ou então, na possibilidade de estas lojas estarem mais perto do público? Cada vez mais lojas on line serão uma excelente opção de compra e distribuição de produtos para este segmento. Ou seja, diante da crise a melhor opção é agir, é trabalhar! Até porque muito provavelmente seu concorrente seguirá o caminho inverso, abrindo cada vez mais espaço para quem quer fazer de forma diferente.

Sempre gosto de repetir a experiência que vivi há alguns anos em uma de minhas viagens ao Nordeste. Pela manhã fui visitar o gerente de uma rede de lojas que até então tinha 9 filiais. Sentado numa mesa velha, empoeirada, o gerente transpirando em bicas, me recebeu com uma cara de velório. Num canto da sala, um ventilador de pé meio capenga tentava refrescar o ambiente. Sentei-me para ouvir as notícias e numa cantilena modorrenta o gerente começou a desfiar seu rosário de lamentações como se fosse uma carpideira do sertão. Das 9 lojas, já na próxima semana 2 seriam fechadas. Outras 3 sofreriam redução de tamanho e aquela que seria a sede da rede de lojas seria dividida ao meio dando lugar a alguns boxes numa espécie de mini-shopping popular. Demorei-me naquele lugar por mais 1 hora, não mais do que isso … na verdade, se eu não fosse um otimista por natureza, sairia dali direto para o aeroporto, tamanho baixo astral reinante naquele lugar. A loja tinha uns 3 ou 4 clientes, funcionários mal humorados, muitos com sandálias de dedo, com fardas (no nordeste eles usam essa expressão para uniformes) surradíssimas … ou seja, o clima era de fim de festa!

Saí daquela loja, respirei ar puro na avenida e pus-me a caminhar pelo calçadão do centro da cidade. O burburinho do povo, dos camelôs, do comércio de rua, demonstrava uma realidade bem diferente do que o gerente queria me passar. Mas enfim, segui meu rumo em direção a outro grande amigo e cliente que tinha naquela cidade. Quando cheguei na loja, fui recepcionado por um segurança extremamente simpático que fez questão de abrir a porta para mim e desejar-me uma boa estada na loja. Na livraria com ar condicionado o clima estava muito agradável. Tudo muito bem arrumado. Funcionários devidamente uniformizados, seções bem definidas e sinalizadas. Caminhei por alguns segundos na loja até ser contactado por um vendedor que colocou-se à minha disposição caso precisasse de alguma ajuda. Fiz questão de ficar alguns minutos ali sem me apresentar, justamente para analisar a qualidade do atendimento e tudo mais. No entanto, em poucos minutos o gerente da loja me reconheceu e foi ao meu encontro. Uma festa! Conversamos muito sobre o mercado, sobre as oportunidades, sobre a situação do comércio local … ele fez questão de me mostrar seus planos, suas ideias num entusiasmo empolgante e contagiante. Fiquei por ali pelo menos umas 4 horas e só fui embora porque teria outro compromisso mais tarde.

Aquelas duas visitas numa mesma cidade foram diametralmente opostas. Se um gerente vislumbrava o apocalipse, o outro via oportunidade. Enquanto um remoía suas frustrações, o outro vibrava com suas conquistas. Esta experiência eu vivi há uns 5 anos atrás ou mais um pouco. Neste ano tive a oportunidade de novamente visitar estes dois clientes. O primeiro, encontrei sentado na mesma mesa empoeirada de anos atrás. A diferença é que das 9 lojas, restavam apenas 2, sendo que a maior delas reduzida a 30% da área original. E seguindo sua toada de outrora, o gerente mantinha sua postura inerte e garantia que em mais alguns meses o negócio seria fechado em definitivo. Minha visita não durou mais do que 20 minutos, por educação. Já o segundo gerente, reencontrei-o em meio a um evento que reuniu mais de mil pessoas em sua loja numa sessão de lançamento de um artista de música gospel. A fila dobrava o quarteirão e as pessoas estavam ali desde cedo para um evento que se iniciaria às 16h. Mais uma vez deparei-me com um profissional entusiasmado e visionário, cheio de ideias e planos. Naquele momento ele me falou sobre a abertura de mais uma filial em um importante shopping center na região. Sua meta era manter presença em todas as principais cidades e micro-regiões do Estado. Saí de lá feliz por ver como aquele profissional havia superado as adversidades e tornado-se uma referência.

Neste momento de crise é que conhecemos os profissionais valorosos. Administrar em tempos de fartura é mais tranquilo, mas é no tempo das vacas magras onde surgem os grandes profissionais. Estamos diante de um momento muito especial em nosso país e a mensagem que eu gostaria de deixar aos meus 66 leitores é de incentivo e para que possam, cada qual em sua área de atividades, desempenhar da melhor forma o seu ofício buscando sempre a excelência.

Finalizo este texto perplexo por receber no dia de hoje um flyer de divulgação de uma determinada gravadora que acaba de fechar um contrato com uma das plataformas streaming disponíveis no país e afirmando que com isso estava conquistando algo muito especial. Faltou dizer que essa plataforma já existe por aqui faz mais de 3 anos, portanto, não tem nada de grandioso e fantástico nisso! Especialmente as gravadoras de nosso segmento precisam urgentemente agir para não terem o mesmo triste fim do nosso gerente e sua mesa empoeirada.

Bom trabalho!

Mauricio Soares, casado, pai de 3 meninos muito acima da média, talvez um jornalista-abaixo-da-média, um profissional-de-marketing-na-média (ou não!!!!), um publicitário-abaixo-da-média e, ainda, um consultor-de-marketing-abaixo-da-média. Só o tempo dirá …

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Ainda aproveitando o tempo de voo com destino ao Brasil sigo no desafio de produzir o máximo de textos criativos, pertinentes e no padrão de qualidade do Observatório Cristão. Antes de começar a escrever propriamente dito o novo post preciso agradecer aos inúmeros e-mails, mensagens e mesmo comentários positivos sobre os mais recentes textos e mesmo sobre o próprio blog em si. Tenho tentado responder todas as manifestações, inclusive as não tão simpáticas que de vez em quando ainda recebo, mas a minha habitual falta de tempo me impede de ser mais ágil neste processo. Particularmente tenho curtido muito ler os comentários pós-textos publicados. Este é um espaço onde podemos ter um bom feedback dos 66 leitores e em razão disso, gostaria de estimulá-los a fazer uso desta ferramenta interativa.

De tempos em tempos dou uma olhada nos textos publicados há algum tempo. Pode parecer história de pescador mas já estamos caminhando para o sétimo ano de publicações neste blog que começou com a intenção de interpretar com um olhar mais clínico e menos chapa branca alguns dos fatos e acontecimentos do meio gospel tupiniquim. Por isso o nome de “observatório cristão”, mais óbvio impossível !!!!! Com o tempo o blog foi modificando-se, os editores fundadores afastaram do projeto e acabei ficando sozinho cuidando da “lojinha” e com isso, o viés do blog também foi migrando para outros temas e hoje somos basicamente um espaço onde falamos de música, mundo artístico, marketing, tendências, tecnologia e afins.

No exercício de pesquisa acabei me deparando com um texto onde eu abordava sobre a necessidade de termos uma igreja cristã no país que efetivamente fizesse a diferença na sociedade. Este texto mesmo tendo sido publicado há alguns anos mantém-se – infelizmente – muito atual pelo ponto de vista da baixa eficácia da igreja evangélica brasileira em modificar a sociedade à sua volta. No texto aponto para a falta de lideranças eclesiásticas em nosso país que se envolvam em assuntos de interesse da sociedade como um todo e não que atende apenas aos interesses de determinados grupos. Passados estes anos e diante de tantas questões polêmicas em nosso país neste período, volto à minha pergunta e questionamento de antes: qual tem sido o papel da igreja cristã brasileira para transformar o nosso país numa sociedade mais justa, menos violenta, menos corrupta, mais igualitária e humanizada?

Já adianto, com muita tristeza e um misto de decepção, que a resposta é simples, direta e objetiva, ou seja, nada ou muito pouco, pouquíssimo mesmo tem sido feito pela igreja cristã no Brasil que venha a afetar positivamente a nossa sociedade! Temos perdido tempo e principalmente oportunidades para marcar posição em temas tão importantes em nosso dia a dia, seja na política, costumes, educação, saúde e segurança, só para citar alguns. Neste momento vivemos uma das maiores crises morais da história deste país! Dia a dia somos surpreendidos (ou nem tanto!) com manchetes e declarações sobre o esquema de corrupção em diferentes órgãos e empresas do governo federal e nada! absolutamente nada é comentado pelas lideranças evangélicas neste país! É como se vivêssemos numa bolha onde todas estas questões não nos atingissem ou tivessem menor importância. Para muitos líderes, o que importa é somente ‘quebrar as maldições’, promover correntes de prosperidade ou campanhas sistemáticas para arrecadação de fundos … nada mais importa!

Não acompanho muito o que é dito na tribuna do Congresso Nacional, até porque o que é dito ali é de pouca relevância e qualidade, mas não tenho conhecimento de um único deputado ou senador da república que se autodenomine como membro da bancada evangélica fazendo declarações de repúdio à bandalheira petista e de outros partidos da base de apoio que tomou de assalto os cofres públicos. É falta de conhecimento do assunto, alguma conivência ou simplesmente uma simples falta de dever e responsabilidade pública mesmo? Independente do motivo, a falta de atitude destes políticos evangélicos é assustadora! Ainda mais sabendo que a esmagadora maioria, para não dizer a totalidade, destes políticos são diretamente ligados à líderes denominacionais, ou seja, eles não falam nada porque não querem falar ou, pior, não se manifestam por determinação de líderes-coronéis-denominacionais? Vale a pena esta reflexão e quem puder me ajudar com respostas, por favor, quero muito entender este fenômeno.

Outra grande dúvida que tenho e que gostaria de dividir com os diletos 66 leitores deste espaço é justamente porque em algumas cidades onde temos uma presença marcante de igrejas evangélicas os índices sociais são tão baixos? Ou porque em determinadas cidades mesmo com igrejas cristãs em cada esquina os índices de crimes são alarmantes? Cidades como Goiânia e Belém são exemplos claros desta distorção onde a pregação da palavra é intensa, onde há igrejas lotadas, onde eventos evangélicos reúnem milhares de pessoas e em contraponto, os níveis de IDH são baixíssimos, escândalos de corrupção são frequentes, a violência supera números e estatísticas, entre outras mazelas. O que fazem as igrejas destas cidades, assim como de Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Campinas, Recife, Fortaleza e tantas outras? O que têm feito os mega-líderes destas catedrais fora das quatro paredes de seus templos suntuosos, com ar condicionado, equipamentos de som, luz e projeção hightech? Alguns destes disfarçam esta inércia distribuindo umas poucas cestas básicas para membros desempregados do próprio arraial. Isso é muito pouco do que se espera de uma igreja que deveria fazer toda a diferença na sociedade!

Quando há o risco de se aprovar uma lei do silêncio limitando decibéis de igrejas ou o corte de algum benefício como a isenção de IPVA para o carro de uso de igrejas (pra quem não sabe muitos estados pelo país concedem esta isenção. O problema é que nem sempre um carro de 100 mil reais declarado como sendo da igreja é utilizado nos projetos sociais ou no dia a dia da instituição), aí neste momento os líderes se mobilizam, fazem ações nas redes sociais, convocam sua tropa de choque política, vão para a TV e rádio manifestar sua indignação e o que mais for possível para que estes benefícios sejam mantidos.

O jornalista Ricardo Boechat costuma destacar em muitos de seus comentários matutinos na BandNews FM, esta cultura do brasileiro em ir para a rua somente em carnaval, micareta ou coisas do tipo. Ele também inclui neste rol de eventos, as manifestações religiosas cada vez mais grandiosas como o Círio de Nazaré, a festa do Senhor do Bonfim e no nosso caso, as Marchas pra Jesus em todo o país. Conseguimos promover eventos com centenas de milhares de pessoas na rua declarando que “Jesus é o Senhor desta nação”, mas quando se trata de fazer qualquer iniciativa em prol da própria nação a participação institucional da igreja evangélica brasileira é praticamente inexistente! Conseguimos reunir milhares de jovens para congressos, palestras, shows, mas não conseguimos sequer realizar uma campanha de doação voluntária de sangue para os hemocentros. Isso é muito surreal!

Realizamos muitos congressos de líderes, de empresários, de louvor e adoração, de solteiros, de casais, de divorciados, de crianças e educadores, mas não conseguimos promover um grande evento de ação social promovido pela igreja evangélica brasileira, ou será que eu sou apenas alguém mal informado? No ano passado vimos alguns líderes participando mais ativamente da disputa eleitoral. Em sua esmagadora maioria estes líderes usavam sua retórica e poder de convencimento para angariar votos para este ou aquele candidato. Em nenhum momento vi estes mesmos líderes propondo caminhos, sugerindo idéias, leis, projetos ou analisando de forma criteriosa os planos de governo deste ou daquele candidato. E agora, já com a senhora presidente devidamente reconduzida ao poder (não com meu voto, quero deixar isso bem claro!) e diante de todas as medidas contrárias ao que a própria candidata propagou durante a campanha, não vi mais uma vez nenhum megalíder eclesiástico tecer qualquer comentário sobre esta mudança de postura e mentalidade repentinas. Assistimos a tudo passivamente como se o que acontece com o país não nos atingisse em esfera alguma.

Como já comentei anteriormente, passei alguns dias no exterior em férias com a família. Infelizmente a força do hábito não me impediu de acessar diariamente aos sites de notícias do Brasil. Por 14 dias convivi com uma sociedade onde o respeito ao cidadão é regra. Onde a violência não nos amedrontava ou nos impedia de ir e vir. Onde a economia mostrava sinais claros de recuperação depois de medidas de austeridade. Não é isso que estamos vendo em nosso país! Muito pelo contrário! Observamos um governo central, totalitário, loteado entre grupos de interesse, incompetente, corrupto, preocupado tão somente em manter-se no poder, desrespeitando as instituições e principalmente o seu povo que permanece inerte assistindo a tudo como se não tivesse forças para mudar este panorama.

Tenho acompanhado pelas redes sociais o crescimento do movimento de insatisfação com a atual situação do país. O dia 15 de março está confirmado como sendo a data onde o povo de todas as regiões do país participará de manifestações na rua contra o atual governo e todos os casos de corrupção e desmandos. Na última vez em que o povo foi às ruas no país acreditava-se que algo novo iria acontecer, que as mudanças seriam efetivadas. Confesso que me decepciono profundamente em ver que nada mudou e até mesmo o preço das passagens dos transportes públicos foi aumentada meses depois. Mas ainda assim acredito que este é o caminho para as mudanças tão esperadas e, sinceramente, creio que se a igreja evangélica brasileira tomar parte neste ou em qualquer outro movimento em prol do bem comum, os resultados serão bem mais consistentes. Se vai dar certo não sei, só sei que se eu ficar somente criticando na fila do banco ou nas redes sociais sobre a situação do Brasil tudo seguirá na mesma, como bem querem e sonham nossos governantes.

Igreja cristã brasileira, faça a diferença em nosso país!

Vamos pra rua!

 

Mauricio Soares, observador, blogueiro, jornalista e acima de tudo, cristão e cidadão. Alguém que deseja um país bem mais justo para os seus filhos. 

Começo a escrever este texto como tenho feito nos últimos tempos, ou seja, a bordo de mais um voo cruzando o país. Desta vez, retornando ao Rio de Janeiro diretamente da capital capixaba e após 7 dias intensos de muito trabalho. Nesta semana estive em Goiânia, Brasília, Fortaleza e agora por fim, Vitória. Neste período tivemos contato com mais de 30 mídias, entre veículos do segmento gospel e seculares. Esta foi, sem dúvida, uma experiência marcante e que irá determinar uma série de decisões e estratégias daqui em diante.

O Brasil realmente é um continente e como uma enorme extensão geográfica possui diferentes climas, culturas, pessoas, hábitos e linguagens. Me delicio de ouvir os sotaques do povo lá de cima, especialmente do Ceará com suas gírias, neologismos, ritmo e humor inigualáveis. Acho fantástico o jeito meio caipira, meio non sense dos goianos divididos entre os costumes mineiros, nordestinos e o da própria terra no meio do Brasil. Estes foram dias muito especiais e certamente ficarão marcados em minha história por diversos aspectos e experiências únicas.

E no fim, já no último dia de viagem, tive o prazer de reencontrar um amigo dos tempos de adolescência de Igreja Batista de Niterói e que especialmente nos últimos anos passei a acompanhá-lo à distância, vendo o seu sucesso, recebendo notícias de sua família, mas que efetivamente por diversos motivos não tive oportunidades de encontrá-lo pessoalmente. Este amigo foi o preletor principal de um evento que reuniu lideranças evangélicas, políticos e algumas mídias da Grande Vitória. Em sua palestra, entre outros temas, o preletor destacou sobre o verdadeiro papel da igreja cristã na sociedade como agente transformador.

Este é um assunto que vem me incomodando especialmente nos últimos dias. Talvez por ter tido a oportunidade de conhecer diferentes ministérios, diferentes líderes, diferentes correntes de pensamento e atitudes no meio evangélico nos recentes dias, ouvir uma palestra desafiadora como a que tivemos neste último dia apenas sirva para dar um fecho final a tudo o que venho meditando e matutando até então.

Hoje no Brasil estima-se que cerca de 40 milhões de pessoas se intitulem ‘evangélicos’. Talvez possa ser um pouco menos ou um pouco mais dependendo de como se queira ‘vender o peixe’. O certo é que o segmento evangélico hoje é uma parcela muito representativa em nosso país. Especialmente na última campanha política para presidente que elegeu Dilma Roussef, os mega-ultra-caciques-evangélicos foram tratados com toda a pompa e circunstância como se tivessem o poder de influenciar o voto de seu rebanho (ou seria manada?). Mas a verdade é que este voto de cabresto espiritual já não tem a mesma força de tempos atrás. Nem mesmo nas igrejas pentecostais ou neo-pentecostais onde alguns líderes ainda se julgam senhores feudais com plenos poderes!

Mas o caminho que eu quero seguir neste texto não tem a ver com uma análise política e a força do segmento evangélico ou coisas do tipo. Eu gostaria de enfocar sobre outra ótica e que também tem a ver com poder, sociedade, força, resultados. As grandes revoluções não começaram grandes! Pelo contrário, as grandes mudanças na sociedade mundial surgiram a partir de pequenos grupos liderados por grandes homens, mesmo que estes homens tenham usado seus potenciais para coisas nem sempre positivas. Mas efetivamente começaram pequenas, suas ideias contagiaram poucas pessoas, depois foram crescendo, tomando espaço, até que num determinado momento, tornaram-se tão grandes e intensas que transformaram a sociedade e a história mundial.

Hoje somos 40 milhões de evangélicos no país, talvez. Mas seguramente somos um grupo bastante representativo, sem dúvida. Em algumas regiões, cerca de 40% da população é evangélica. Em determinadas cidades, as mídias evangélicas dominam e rivalizam com os veículos seculares em audiência e relevância. E aí me pergunto: por que será que a igreja evangélica brasileira não consegue influenciar positivamente a sociedade de nosso país?

Esta pergunta vem me assolando e incomodando muito nos últimos dias e confesso que quanto mais eu discuto e analiso sobre este tema, mais me vem uma profunda angústia e tristeza por constatar que estamos distantes de mudar este panorama. Se estudarmos a história da igreja iremos encontrar inúmeros personagens, épocas e fatos que comprovam a importância da fé cristã alterando rumos da sociedade. Basta conhecermos a história de John Wesley que transformou positivamente toda uma sociedade para constatarmos que, sim, é possível que a igreja evangélica transforme o seu ambiente à volta. Mais recentemente temos o exemplo de dois países que foram profundamente transformados pela força do Evangelho, a saber: nossos vizinhos continentais, a Colômbia e a distante Coréia do Sul. Mesmo os países europeus com seus padrões elevadíssimos de qualidade de vida, segurança, educação e outros indicadores, só atingiram estes patamares pela influência da fé protestante e os ensinamentos calvinistas, entre outros, em sua história.

Então, do que se jactam os líderes evangélicos de nosso país gritando a plenos pulmões de que hoje somos a maior nação cristã do mundo? Por que estamos comemorando ufanisticamente de que em alguns anos poderemos ser maioria religiosa em nosso Brasil? De que tem adiantado ver que o número de igrejas evangélicas tem crescido exponencialmente ano a ano?

A violência tem diminuído em nosso país ou os presídios estão cheios de Isaques, Matusaléns, Enoques, Lucas e tantos outros delinquentes com nomes bíblicos? Se fizermos um censo nas cadeias certamente ficaremos estarrecidos pela quantidade de filhos de crentes que se desviaram para uma vida de crimes porque seus pais não deram a educação e exemplos dos mais corretos! Ou mesmo porque as igrejas em vez de acolhê-los pesou a mão expulsando-os do convívio. Triste realidade!

Outras perguntas continuam me incomodando. A ética tem sido característica de nosso país e população? Mesmo (ou principalmente) entre os evangélicos? As práticas e padrões bíblicos têm se disseminado na sociedade brasileira? Temos influenciado positivamente nossa sociedade? Na política, a bancada evangélica tem sido um bloco de defesa da família, dos bons costumes, da ética e da moral ou os pastores-políticos tornaram-se apenas um bando ávido por benesses, concessões de rádio e cargos públicos?

Confesso que as respostas a estes questionamentos são em sua esmagadora maioria, nada positivas! Não mesmo! E isso me causa repulsa, tristeza, vergonha e até mesmo, cansaço … não me acho um idealista, um sonhador, apenas acredito que o Evangelho tem um papel transformador e isto para mim é real. Então, por isso e somente por isso, ainda acredito que o nosso país possa ser mudado. A esperança, como dizem, é a última que morre … mas hoje, sem dúvida, o seu estado é crítico na UTI.

Ajamos!